
Em maio de 2026, o governo sueco sediará uma reunião informal dos ministros das Relações Exteriores da OTAN na cidade de Helsingborg. Este é um convite para se juntar à resistência. Juntos, vamos impedir a realização da reunião da OTAN.
Esta é a primeira vez que uma cúpula da OTAN é realizada em solo sueco, marcando a entrada oficial do país em uma organização responsável por décadas de mortes incontáveis, atos violentos contra a humanidade e guerras travadas para proteger os interesses comerciais ocidentais e as rotas de abastecimento de recursos. Durante a reunião, estarão presentes mais de 2.000 pessoas – delegados, autoridades, especialistas em segurança e jornalistas –, acompanhadas por um exército de policiais, agentes dos serviços secretos e militares protegendo os ministros da OTAN e os governantes mundiais. A escolha de Helsingborg não é aleatória: a cidade fica no estreito de Öresund, uma das vias navegáveis mais movimentadas do mundo e a entrada para o Mar Báltico. A localização estratégica da cidade liga os países nórdicos ao resto do continente europeu, tornando-a o símbolo ideal para apresentar a Suécia à Aliança do Atlântico Norte.
O momento em que a reunião ocorre também é especial. Mais uma vez na história do capitalismo, os patrões e os “líderes” políticos preparam a nós e nossas sociedades para a guerra. Esses planos de guerra baseiam-se em séculos de experiência acumulada na organização, gestão e condução de guerras. Os países da OTAN possuem vasta experiência na preparação de uma economia de guerra e na gestão dos desastres e do número de vítimas mortais decorrentes de um conflito. Pois uma guerra — seja ela militar, comercial ou de qualquer outra forma — pressupõe sociedades preparadas para participar nos combates. Os planos de guerra da OTAN e do Estado sueco nunca se concretizariam sem que as sociedades ocidentais os aceitassem e participassem deles. E é disso que se trata a reunião de Helsingborg – mais uma cúpula crucial para nos preparar e nos envolver em uma possível guerra.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) constitui uma aliança militar liderada pelos Estados Unidos, fundamental para as guerras expansionistas e ocupações que causaram a morte e o deslocamento de milhões de pessoas em todo o mundo. A estratégia expansionista da OTAN intensifica conflitos e rivalidades entre estados, ao mesmo tempo em que promove os interesses geopolíticos ocidentais às custas da paz global – seja em seu envolvimento indireto na Ucrânia, nas guerras dos EUA contra a Venezuela e o Irã, ou no genocídio na Palestina. A OTAN está focada na distribuição de interesses geopolíticos e reivindicações de poder, bem como na coordenação da exploração mundial por meio de um aparato fortemente armado, tendo armas nucleares como principal elemento ofensivo.
A cúpula da OTAN em Helsingborg não é uma reunião que represente os cidadãos dos países membros da OTAN, mas sim uma assembleia de governos burgueses, estados violentos, do complexo militar-industrial e de um bloco militar beligerante que visa a exploração global. Essa cúpula possibilitará negociações e preparativos para novos conflitos militares — levando a mais mortes, destruição e deslocamento de populações.
Em 18 de maio de 2022, o estado sueco solicitou a adesão à OTAN. Quase dois anos depois, em 7 de março de 2024, a Suécia foi aceita por todos os estados-membros e aderiu à aliança militar. A chamada neutralidade sueca de longa data e o pretensioso não alinhamento, bem como o “critério de democracia” sueco para a concessão de licenças de exportação de armas, foram todos esquecidos pelo estado sueco para que pudesse ser “protegido” pela aliança da OTAN. Um dos grandes beneficiados da adesão da Suécia à OTAN foi, naturalmente, a indústria de armamentos sueca. Essa indústria, que lucra com o sofrimento das pessoas, só vem se fortalecendo economicamente com os conflitos entre os estados e com a adesão da Suécia à OTAN, que se traduziu em um aumento do orçamento militar para 5% do PIB (uma exigência dos EUA). A ânsia do estado sueco pela adesão à OTAN trouxe um aumento no orçamento militar, levando a mais dinheiro nos cofres da indústria de armas, o que, por sua vez, significa mais armas e, em última instância, mais sofrimento humano. Pessoas estão morrendo enquanto os lucros da indústria de armas disparam.
Quando os representantes da OTAN mostrarem suas caras feias em Helsingborg, vamos enfrentá-los com nossas ações de resistência diversificadas e coloridas e com nossa ideia de solidariedade mundial. Pretendemos estar em Helsingborg para atrapalhar os planos de alguns dos opressores do planeta. A repressão não conseguirá impedir isso se formos muitos e se formos imprevisíveis.
Este é um convite aos nossos camaradas, companheiros e amigos de todo o mundo: venham a Helsingborg em maio de 2026 e juntem-se à resistência contra a OTAN! A esquerda autônoma e antiautoritária já enfrentou os governantes em muitas lutas: nossa força está no número, e enquanto formos muitos e imprevisíveis, nenhuma repressão poderá nos deter. Convidamos todos vocês a se juntarem a nós nas ruas de Helsingborg!
Acabem com a OTAN! Outro mundo é possível!
Tradução > acervo trans-anarquista
agência de notícias anarquistas-ana
terreno baldio
lixo revirado
gato vadio
Carlos Seabra
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.
Enquanto isso no Brasil...
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