
Dezesseis anos depois, o Estado grego está trazendo novamente o caso do banco Marfin para o centro das atenções midiáticas e repressivas. O partido ‘Nova Democracia’ (o partido governista) está tentando mais uma vez criminalizar o protesto massivo e altamente confrontacional que ocorreu em 5 de maio de 2010 contra as medidas de austeridade projetadas para transferir o peso da crise econômica para os oprimidos. Durante esse protesto, três trabalhadores que, apesar da greve geral, foram forçados a estar em seu local de trabalho, perderam a vida. O julgamento já foi concluído, resultando na condenação do CEO do banco, do chefe de segurança e do gerente da agência. No entanto, apesar disso, houve tentativas repetidas de incriminar companheiros, arrastando-os por julgamentos de fachada onde as mentiras do Estado foram totalmente desmanteladas.
Dezesseis anos depois, o governo e sua mídia estão tentando desviar a agenda pré-eleitoral mais uma vez para o alvo conveniente — o movimento anarquista. Especificamente, nossos companheiros cujas casas foram invadidas, dois dos quais foram encarcerados e outro que aguarda extradição do Reino Unido para comparecer perante o interrogador. As ‘evidências’ apresentadas na mídia até agora estão atingindo novos níveis de absurdidade. De ligações telefônicas anônimas às quais — infelizmente — já nos acostumamos, passamos para e-mails anônimos.
Software de IA foi empregado 16 anos depois para comparar e dar match em fotografias de… férias mostrando roupas semelhantes a que utilizavam nossos companheiros.
Dezesseis anos depois, as questões em jogo continuam as mesmas. Diante das políticas de morte do Estado, que tornaram a vida diária insuportável; a execução de um homem neurodivergente porque ele correu para escapar de uma blitz; o assassinato de trabalhadores em todo o país, a repulsão mortal mais violenta causando mais de 650 assassinatos em Pylos, o assassinato pelo Estado de 57 pessoas em Tempi, a cooperação com o Estado assassino israelense no genocídio do povo palestino e as operações militares que estão afogando populações em sangue em todo o globo, a única resposta é a luta, a perseverança, o confronto por todos os meios necessários.
Para cobrir as pesadas despesas legais do processo de júri em andamento e para derrotar a fabricação do Estado contra nossos companheiros, estamos convocando o apoio internacional.
Assim como estivemos ao lado de nossos companheiros durante todos esses anos em manifestações, ocupações e lutas, estaremos ao lado deles em sua luta pela liberdade.
sempre em guerra com o Estado e suas maquinações
LIBERDADE AOS COMPANHEIROS ENCARCERADOS
SOLIDARIEDADE COM OS PERSEGUIDOS NO CASO MARFIN
>> Apoie aqui: https://www.firefund.net/legalexpensesformarfincase
Tradução > Reno Moedor
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agência de notícias anarquistas-ana
patins no gelo –
riscos que se cruzam
como novelo
Carlos Seabra
Que isso, anarquia mesmo? Achei interessante esse ponto sobre a revolução espanhola, mas confesso que nunca tinha parado pra pensar…
O texto ficou bem natural, dá para sentir que veio de uma experiência real. Esses detalhes pequenos acabam prendendo mais…
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!