[México] Atualização sobre a situação de Jorge “Yorch” Esquivel

Finalmente, depois de mais de 17 meses desde que nosso companheiro Jorge foi sequestrado pelo Estado, a armação grosseira que eles construíram para prendê-lo e continuar atacando a Okupa Che está começando a desmoronar. Finalmente, após uma série de atrasos e adiamentos por parte do tribunal, chegamos à fase de “encerramento da investigação”, ou seja, a fase antes de o juiz proferir a sentença, uma vez que as audiências foram realizadas e as provas apresentadas pelas partes.

É importante ressaltar que, das supostas provas apresentadas pelo Ministério Público contra “Yorch”, nenhuma delas conseguiu se sustentar após os respectivos exames periciais. Não foi possível demonstrar que os pacotes apresentados pelo Ministério Público como prova pertenciam a Jorge, já que suas impressões digitais não foram encontradas, nem a versão do Ministério Público sobre sua prisão se sustentou, já que foi determinado que sua prisão foi feita em via pública e, portanto, os crimes federais dos quais ele foi acusado não se aplicam.

A armação está começando a desmoronar.

Como não há provas contra ele, o juiz deve absolver nosso companheiro, mas estamos cientes de que, como a prisão de Jorge é uma tentativa de continuar atacando a Okupa Che, que atualmente está resistindo a um contexto extremamente adverso na Universidade, há o risco de que continuem tentando manter a armação e deixem nosso companheiro preso.

Por isso, neste momento, é necessário continuar realizando ações de solidariedade, até que Jorge volte a pisar nas ruas!

Cruz Negra Anarquista México

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agência de notícias anarquistas-ana

Neste bosque urbano
árvore feita em concreto
– meu corpo estremece.

Eolo Yberê Libera

[Espanha] Libre Pensamiento nº 117. Primavera de 2024.

Esta edição é dedicada à transição ecossocial.

Os participantes incluem companheiros e companheiras das seguintes organizações:

CGT Enseñanza Madrid, CGT Catalunya, Federación del Metal de CGT, Grup de Transició ecosocial de CGT Catalunya, Futuro Vegetal, Solidaridad Obrera, CNT-CIT, Contra el Diluvio, Movimiento panafricanista, Tu Nube Seca Mi Río, Grupo Surrealista de Madrid, Coordinadora en Defensa del Territorio, Ecologistas en Acción, Fundación Salvador Seguí de Madrid, SPG – Ecollaures.

  • Impacto da reconversão ecológica na indústria e nas nossas condições de trabalho.
  • Les Soulèvements de la Tierra: confluência de lutas e oportunidades em um contexto de Crise Ecossocial.
  • Decrescimento Libertário: caminhos anarcossindicalistas para uma transição decrescentista justa.

librepensamiento.org

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barro já seco
por pegadas de sapato
passeiam formigas

Jorge B. Rodríguez

[Itália] 1° de Maio em Trieste: “Nós afirmamos que o antimilitarismo é radical, internacionalista e de classe.”

Como havíamos anunciado neste primeiro de maio, fomos para a rua [de Carrara] com um bloco antimilitarista dentro do cortejo dito dos sindicatos de base. Em seguida, as duas intervenções que fizemos em cima do caminhão de som.

Deserdemos as guerras

Estamos em guerra. De Gaza ao Sudão, da Ucrânia ao Curdistão, são dezenas os conflitos que estão sendo combatidos hoje pelo mundo. Guerras por recursos energéticos e hídricos, pela conquista de novos territórios, pelo domínio e servidão de populações inteiras.

Em tudo isso, o Estado italiano não é um espectador neutro, mas um ator protagonista e interessado.

Contingentes italianos fazem parte das repartições enfileiradas no “flanco leste” da OTAN, da base siciliana de Sigonella saem drones espiões empregados para fornecer informações ao exército ucraniano, e aviões estadunidenses com fornecimentos para o exército israelense.

A Itália está empenhada em 43 missões militares no exterior, das quais 18 na África, em função da exploração neocolonial da ENI [empresa de energia e petróleo italiana] e do deslocamento para o sul da guerra contra os migrantes.

A máquina militarista investe sempre mais profundamente a nossa sociedade. Os militares estão empenhados desde 2009 na operação “Estradas seguras”: os encontramos nas escolas fazendo propaganda, nos CPR [Centro de Permanência para a Repatriação, locais de retenção de estrangeiros clandestinos], nas fronteiras, e nas cidades, para controlar e reprimir, mas, sobretudo para normalizar a presença deles também no tecido urbano, com metralhadoras em punho e veículos blindados.

Na Itália são gastos pelo menos 29 bilhões de euros para o “balanço da Defesa”: uma avalanche de dinheiro que aumentará ainda nos próximos anos. Enquanto agora a despesa se assenta em torno de 1,5% do PIB, o governo já decidiu chegar a 2% até 2028, como, de resto, é o objetivo de toda a área da OTAN.

Tudo isto enquanto os fundos para a saúde e a despesa social vem sendo reduzidos a cada ano.

Experimentem imaginar quantas escolas, hospitais, transportes públicos, serviços de assistência, poderiam ser financiados se a pesquisa e a produção fossem usadas para a vida de todos nós, para a cura ao invés da guerra.

Contra tudo isto é necessário se mobilizar. Como trabalhadoras e trabalhadores, desempregadas e desempregados, aposentadas e aposentados, não aceitemos uma sociedade em que as armas tenham mais valor do que as pessoas e os tanques de guerra mais do que os hospitais.

Estamos aqui ao lado de quem deserda e de quem se opõem às políticas de guerra, frequentemente pagando um preço elevado em termos de repressão.

Nós afirmamos que o antimilitarismo é radical, internacionalista e de classe.

Condenemos sem reservas a política genocida do Estado israelense, que nestes meses desencadeou toda sua ferocidade contra a população palestina.

A completa solidariedade ao povo de Gaza e da Cisjordânia deve ser acompanhada de uma crítica radical ao Hamas e a outras organizações fundamentalistas religiosas presentes naqueles territórios que levam adiante um programa político reacionário que se constitui em um dos obstáculos à libertação do proletariado da região.

Somos contra os Estados, todos os Estados, porque acreditamos que sejam sempre a fonte de opressão, de exploração e de privilégios de classe, e por isso acreditamos que a única esperança para o Oriente Médio seja uma solução federalista vinda de baixo, como aquela que, com mil dificuldades, tenta ser construída em Rojava.

O antimilitarismo que praticamos se liga a uma luta contra todas as formas de imperialismo, portanto, uma luta não somente contra o bloco da OTAN, mas também ao sino-russo, e a todos os outros.

O anti-imperialismo não deve ser confundido somente com antiamericanismo. Até por isso estamos contra todos os regimes teocráticos e autocráticos, como, por exemplo, aquele iraniano e o sírio.

Damos a nossa solidariedade a todas as pessoas em luta que onde estejam no mundo tentam subtrair-se à sufocante capa do militarismo, do nacionalismo e das guerras: das mulheres iranianas aos refusenik [termo usado no sentido de pessoas que recusam se submeter às ordens do sistema] israelenses, dos jovens de Gaza que rejeitam o jogo do Hamas, a quem deserta, a quem sabota a guerra entre Rússia e Ucrânia, e tantos outros e outras.

A eles todos o nosso apoio internacionalista e libertário.

Rejeitamos aderir à visão ideológica que vê a guerra como inevitável.

Reafirmamos a nossa luta contra todos os blocos imperialistas e nacionalistas, por um mundo sem fronteiras.

NÃO À ECONOMIA DE GUERRA

NÃO À MILITARIZAÇÃO DA SOCIEDADE

POR UM MUNDO SEM EXÉRCITOS E SEM PATRÕES

Grupo Anárquico Germinal

Tradução > Carlo Romani

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Último vôo.
A despedida da luz
Nas asas do corvo.

Rubens Pilegi

[Suíça] O Correio Anarquista

Em abril de 2024, durante o festival Youmeoui em Berna /Suíça, montamos uma ferramenta de solidariedade internacional que compartilhamos com vocês aqui. O conceito pode ser facilmente exportado. Chama-se “Correio Anarquista”.

A ideia é bastante simples. Montamos um pequeno estande para escrever cartas e convidamos os visitantes do festival a dedicar 5 minutos para escrever uma carta, um bilhete, um cartão postal ou um desenho para 5 coletivos envolvidos em várias lutas na Turquia. O resultado foi uma coleção de cerca de trinta cartas, desenhos, cartões postais e colagens. As pessoas compartilharam suas experiências sobre o contexto das lutas sociais na Suíça, a dinâmica e o trabalho de seus próprios coletivos e projetos políticos, ou simplesmente enviaram palavras bonitas, cheias de força e coragem. Quando o dia terminou, coletamos as cartas e as enviamos para os coletivos em questão.

Nossa intenção com essa iniciativa era:

  • Construir pontes entre contextos de luta diferentes e geograficamente distantes.
  • Inspirar as pessoas na Suíça, aprendendo sobre a existência e as atividades desses coletivos.
  • Motivar e apoiar as pessoas na Turquia que estão lutando, por meio da chegada de uma série de cartas impressas criadas especialmente para elas.

Assim como o envio de emojis não se compara à intensidade da comunicação de emoções ao vivo, o impacto de uma curtida no Instagram não se compara ao recebimento de uma carta em papel. Para nós, era importante transpor essa onda de solidariedade para um material tangível, para torná-la palpável. Assim, quando as cartas chegarem, as pessoas entenderão que, do outro lado do mundo, outras pessoas dedicaram tempo, cuidado e energia para expressar seu apoio e solidariedade.

Nossa escolha de coletivos se baseou em iniciativas antiautoritárias amigáveis, mas também em grupos que têm poucos retransmissores e pouco apoio no contexto em que atuam.

Aqui estão os 5 escolhidos para esta primeira edição:

  • Orospuya övgü – Coletivo autônomo de e para profissionais do sexo.
  • İyileşme Çizimleri – Projeto de desenho queer e antiespecista baseado no tema do tratamento de traumas. O projeto existe em curdo, turco e inglês.
  • Istanbul Trans Pride Week – Assembleia antiautoritária de pessoas trans, queers e profissionais do sexo para organizar a marcha do orgulho trans deste ano contra modelos organizacionais hierárquicos.
  • Kara Pembe Anarşi (Black-Pink Anarchy) – Grupo queer-anarquista de Izmir que organiza eventos de solidariedade e resiste ao patriarcado e ao Estado.
  • Esra Arıkan Solidarity Network – uma iniciativa independente que trabalha com prisioneiros trans – em particular Esra Arıkan – e migrantes e refugiados na Turquia.

O que pode ser feito?

O conceito pode ser facilmente exportado e replicado em seus próprios eventos.

  • Monte um pequeno estande para escrever cartas em um evento local (festival, circo de tatuagens, feira de livros, festas, retiros etc.).
  • Escolha grupos na luta para expressar sua solidariedade. Pode haver vários coletivos no mesmo local ou espalhados pelo mundo. Encontre o endereço postal de cada coletivo. Descubra tudo o que puder sobre os grupos em questão, para que você possa responder a quaisquer perguntas que os visitantes possam ter.
  • Disponibilize folhas de papel, canetas, guloseimas, carimbos, marcadores coloridos e envelopes bonitos para estimular a criatividade dos envios.
  • Crie uma explicação clara para os visitantes. Nem sempre é fácil se arriscar e escrever uma carta para pessoas que você não conhece. Você não sabe o que escrever ou como se dirigir a elas. Durante nossa primeira experiência, percebemos claramente a necessidade de pegar as pessoas pela mão, explicar o conceito, responder às suas perguntas, incentivá-las, ser caloroso, oferecer chá… Ficar sentado passivamente atrás do estande não funciona… na melhor das hipóteses, as pessoas olham para a mesa com curiosidade e depois seguem em frente; na pior, ficam intimidadas e não se aproximam. Não se esqueça de colocar algumas cadeiras para que as pessoas possam escrever em paz.
  • Não se esqueça de recomendar a inclusão de um contato na carta, caso o remetente deseje manter contato com os destinatários.
  • Recolha todas as cartas de cada grupo e leve-as ao correio.

E comece novamente no próximo evento

projeto-evasions.org

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Na rede estendida
O outono balança
Suave entardecer.

Conchita M. Almeida

Contra a exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas!

[Espanha] Nova Edição: “Mujeres Libres. Nuestra Historia – Nuestras Luchas”, Deyanira Schürjin Benedetto

“Mujeres Libres” é sem dúvida uma das organizações mais extraordinárias e importantes do século XX no território espanhol. Constituída no seio do movimento libertário em 1936, advogaram pela unidade das mulheres da classe obreira para lutar por sua emancipação. O objetivo, acabar com a tripla escravidão: escravidão de ignorância, escravidão de mulher e escravidão de produtora. Impulsionadoras da Revolução Social e constituídas em agrupações locais, Mujeres Libres elaborou um extenso programa para a capacitação e conscientização das mulheres da classe trabalhadora e pobres.

E “ainda que o número total de agrupações de Mujeres Libres está ainda por se descobrir” – nos diz a autora -, no presente trabalho poderemos encontrar uma a uma; um total de 166 agrupações de Mujeres Libres distribuídas por toda a zona republicana. Esta é, após o pioneiro trabalho de Mary Nash, a cifra mais exata que se alcançou até nossos dias.

Mujeres Libres. Nuestra Historia – Nuestras Luchas

Deyanira Schürjin Benedetto.

Rústica, 64 páginas. 12 cm x 17 cm, 5 euros.

ISBN: 978-84-127768-1-2

editorialimperdible.com

Tradução > Sol de Abril

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Paz. Forte em ruínas,
E na boca de um canhão
Um ninho de pássaros.

Luís Antônio Pimentel

[Alemanha] A-Days 2024 | 17 de maio a 1º de junho | Potsdam

O que são os dias anarquistas?

Em primeiro lugar, uma oportunidade para os anarquistas e simpatizantes se conhecerem e se educarem mutuamente. Para isso, elaboramos um programa de palestras e discussões.

Para que servem os dias anarquistas?

Queremos tornar visíveis as perspectivas anarquistas, as possibilidades de ação e organização. Os eventos têm o objetivo de fornecer uma base para práticas livres de dominação. Em nossa opinião, há uma falta de visibilidade e de plataformas para os anarquistas em Potsdam, o que é um pré-requisito importante para que o anarquismo possa desenvolver novamente o poder de transformação social em algum momento.

Se tiver alguma dúvida ou ideia sobre os A-Days, escreva para nós:

atagepdm@riseup.net

atagepdm.noblogs.org

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pinga torneira
tic tac do relógio
luz com poeira

Carlos Seabra

[Reino Unido] Arrecadação de fundos para a União dos Anarquistas do Sudão

Na Rebel City [grupo anarquista londrino], temos trabalhado com alguns companheiros no Sudão para traduzir nosso livro para o árabe. Ao trabalhar com eles, explicaram que gostariam de comprar sua própria impressora pequena, o que facilitaria a impressão de seus próprios materiais anarquistas e, o que é mais importante, tornaria mais segura a impressão de seus próprios materiais. Abaixo está o apelo deles. Por segurança, estamos usando a conta bancária da Rebel City para coletar os fundos e, em seguida, enviaremos o dinheiro para eles por uma rota segura. Se arrecadarmos mais de US$ 1.300, eles também poderão comprar papel, tintas, etc. Portanto, estamos pedindo a todos que apoiam essa iniciativa e podem ajudar financeiramente que enviem dinheiro para nós – detalhes bancários abaixo. O apelo abaixo é de nossos companheiros no Sudão, explicando por que eles querem a impressora.

Nome da conta: Rebel City

Número da conta: 38682560

Código de classificação: 309626

União dos Anarquistas do Sudão

Chamando os companheiros do Reino Unido,

O Sudão está passando por sua pior crise humanitária desde 15 de abril do ano passado. A guerra que eclodiu entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) e o exército regular (Forças Armadas do Sudão, SAF) causou o deslocamento de mais de 18 milhões de civis e a retirada de todas as instalações de serviços educacionais, criando a maior crise educacional do país.

Nós, da União Anarquista, apelamos aos nossos companheiros após sermos submetidos a campanhas de repressão, prisões e arbitrariedades, ao martírio da companheira Sarah e ao ferimento de três companheiros devido a bombardeios indiscriminados em Cartum. Dois companheiros foram presos por se oferecerem como voluntários em centros de deslocamento para prestar ajuda humanitária a crianças e foram submetidos a açoites, prisão e multa.

Gostaríamos de esclarecer o seguinte. O trabalho de campo direto se tornou difícil para nós. Ele coloca nossas vidas em perigo. Essa guerra é uma guerra de ditadura autoritária dirigida contra revolucionários.

Estamos escrevendo e imprimindo folhetos. As publicações anarquistas contribuem muito para a disseminação de nossas ideias e nos ajudam a nos educar e a organizar nosso movimento revolucionário. Porém, as gráficas públicas representam uma grande ameaça à nossa segurança. Isso se deve ao fato de estarmos direcionando campanhas contra a guerra.

Portanto, queremos estabelecer nossa própria gráfica para que a impressão de publicações seja mais segura, mais fácil e menos dispendiosa, tendo em vista a grande crise econômica e os altos custos de impressão. Pedimos a sua solidariedade conosco nesta crise. O custo da impressora é de US$ 1.300.

Um dólar faz a diferença.

Não se esqueça de nós.

Vida longa à revolução. Viva a liberdade. Vida longa ao anarquismo!

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rajada de vento
a lua estremece
na corrente

Rogério Martins

[Polônia] Chamada Internacional por Solidariedade

Devido à prisão de nossos companheiros, dois antifascistas de Toruń, estamos coletando dinheiro para cobrir honorários advocatícios e outros custos gerados pela detenção.

Estamos pedindo a todos que apoiam as ideias da ação antifascista que organizem eventos e concertos beneficentes, bem como qualquer tipo de apoio e ações de solidariedade aos nossos companheiros.

Todo tipo de apoio será útil! Em caso de dúvidas, convidamos você a entrar em contato conosco, com suas próprias ideias sobre como demonstrar solidariedade ou se quiser ajudar, mas não souber como.

Endereço de e-mail: freepolishantifas@proton.me

O número da conta em que estamos arrecadando dinheiro é:

PL 37 1140 2004 0000 3202 8417 1769

Por favor, escreva “Przekaz” no título da transferência

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Noite outonal!
Minha avó contando histórias
Na varanda. Agora

Eunice Arruda

[Espanha] 1º de Maio em Albacete-2024

O anarcossindicalismo percorre as ruas de Albacete no Primeiro de Maio.

Frente à instrumentalização que o reformismo sindical faz do Primeiro de Maio e de toda a classe obreira, o sindicalismo revolucionário da CNT-AIT reivindica este dia e sua história como ponto de partida desde onde abordar todas as situações às quais nos leva como classe o capitalismo e sua autoridade estatal.

Passaram mais de 100 anos desde que em Haymarket se viveu a tragédia do martírio obreiro que deu origem ao 1º de Maio, e que hoje, estatistas e democratas de todas as cores e adjetivos, correm para marcar como festividade, mais com perspectiva lúdica que reivindicativa, como se fosse um dia de celebração santa que nos permite fazer ponte, mudando inclusive esse dia por uma sexta-feira se cai na quarta-feira, ou uma mera burla patronal quando apelam a que “o dia do trabalho, é um dia para trabalhar”. No melhor dos casos, se mostram as reclamações mais viáveis da socialdemocracia.

Ante esta sonolência social, a militância da CNT-AIT de Albacete se mobilizou neste dia junto a pessoas afins. Ao longo da manhã percorremos algumas ruas da cidade, onde foram ressoando nossas vozes chamando à organização das e dos trabalhadores “Que viva a luta dos trabalhadores, sem liberados e sem subvenções!” ou “O patrão só entende uma linguagem: boicote, greve e sabotagem!”, são alguns dos gritos que se escutavam tanto, que fez com que os moradores saíssem às janelas para ver nossa passagem, e que alguns pedestres se unissem à marcha também.

Não faltaram tampouco algumas palavras em solidariedade com os presos revolucionários, em especial com Alfredo Cóspito, outro nome que se soma à longa lista de combatentes contra o terrorismo de Estado e dos ricos.

“União, ação, autogestão!” é o grito que nos define como organização, ressuou algumas vezes enquanto nos aproximávamos da parte mais central do percurso.

Concluímos a marcha no pavilhão musical do parque Abelardo Sánchez, desde onde se leram vários manifestos e se cedeu o microfone a quantos trabalhadores desejaram expor suas vivências de exploração, manifestando-se desta maneira que a conflitividade laboral e a exploração segue sendo um eixo desta sociedade. Falou-se de precariedade no setor da hostelaria de Albacete, uma precariedade e insegurança que, por exemplo, não permitiram a um bom número de companheiras estarem presentes neste dia por ter que trabalhar.

Tratou-se de conflitos onde os comitês de empresa traíram a luta assembleária das e dos trabalhadores, como na empresa Rodenas y Rivera de Hellín, onde graças ao comitê de empresa de UGT e CCOO, a empresa segue roubando seus trabalhadores ao não aplicar o Convênio de Químicas, apesar de ter uma produção totalmente de plásticos.

Ao grito de “acidente laboral, terrorismo patronal” denunciamos as mortes e as feridas irreversíveis que o trabalho capitalista causa à classe obreira, a produtividade matou no ano passado 721 trabalhadores/as e feriu gravemente 3.759, umas vidas destruídas pelo lucro econômico, e onde às empresas de riscos laborais são permitidas a gestão do risco para lucrar, sem muita responsabilidade com o que ocorra como relatou um companheiro.

Falou-se da atual situação de guerra entre blocos capitalistas, recordando a posição do anarcossindicalismo frente a todos estes conflitos que se pode resumir assim: “Nem Guerra entre povos, nem paz entre classes”, para acabar definitivamente com todas as guerras, já que todas estas violências são pelos interesses capitalistas e imperialistas, Ucrânia, Miamar, Yemem, Sudão, Somália, Burkina Faso… e, sobretudo o massacre contra o povo Palestino, que é um genocídio que serve de ponta de lança para que o ocidente se mantenha beligerante no Oriente Médio.

Durante o comício, muitas pessoas se aproximaram para escutar atentamente o que os trabalhadores e trabalhadoras tínhamos que contar, porque sobre a realidade laboral quem tem algo que dizer somos nós e não os profissionais do sindicalismo que estavam fazendo sua “performance” não muito longe dali.

Um companheiro nos relatou a origem do 1º de Maio que funde suas raízes claramente nas práticas e ideias anarquistas. Foi em 1886 quando oito trabalhadores anarquistas foram selecionados a dedo como bode expiatório pelo Estado, como castigo exemplar contra a classe trabalhadora que nesse momento se encontrava desenvolvendo uma greve com centenas de milhares de participantes. Quatro deles foram enforcados, um se suicidou na cela, e três foram condenados à prisão perpétua e trabalhos forçados. Pouco ou nada podia atemorizar os trabalhadores de então, que respondiam com o boicote, a greve, a sabotagem e a ação direta aos abusos da patronal. Que opunham a organização obreira à organização patronal, o sindicato aos partidos, etc.

Hoje é muito habitual que os mesmos trabalhadores desconheçam a origem e o sentido do Primeiro de Maio. Instrumentalizando os meios obreiros, o Estado e o capitalismo realizaram a programação da agenda obreira, e a reconverteram e esvaziaram de conteúdo revolucionário, e é por isso que vemos partidos de toda índole participar no “Dia do Trabalhador” com o único fim de meter a política a força a quem menos deveria preocupar a política.

Ainda, contudo, esse mundo que parece tão distante para os bons democratas sem adjetivos, segue aqui, tão podre, selvagem e brutal como o mesmo dia que foi concebido, e não existe um centímetro de terra que esteja isento de seus massacres. Vimos faz uns anos como Warren Buffet declarava que “a guerra de classes é real, existe, e somos nós os ricos, que estamos ganhando”.

Vimos os trabalhadores de Yakarta organizados em torno do anarcossindicalismo sair no 1º de Maio para serem reprimidos pela polícia. Mais de 200 trabalhadores foram detidos e sentados no meio da rua, raspando suas cabeças e acabando na prisão ou exilados, quando centenas deles não chegavam nem a 16 anos. Vemos como desaparecem em toda America Latina as grandes referências de luta social, após  as forças do Estado pôr suas mãos sobre eles, para logo encontrá-los mortos, afogados, enforcados ou fuzilado.

Nos Estados Unidos, o grande gigante Amazon vai à infame agência Pinkerton para realizar espionagem entre trabalhadores e identificar os sindicalistas. Trabalhadores de Foxconn na China se suicidam como método de protesto laboral pelos abusos laborais endossados pela Apple. Na Espanha, apesar de ter uma jornada legal máxima de 40h/semana, muitos são os pobres diabos que se sentem orgulhosos de realizar 60 ou 65h/semanais, recebendo como pagamento a metade dessa jornada, e, no entanto, no final do mês o único que há para pagar faturas ou levar à boca é a bandeira vermelha e amarela que representa o patrão e seus associados da política. Na Itália, mais de cem carcereiros e policiais são processados por torturar aos presos de forma sistemática em Santa María Capua Vetere.

Já pela tarde, e como fechamento da jornada, se realizou no local da CNT-AIT de Albacete uma conferência sob o título “Nem amas nem escravas. As mulheres nas lutas obreiras” com o objetivo de expor o protagonismo e a iniciativa das mulheres nos conflitos sociais e nas lutas obreiras. A qual tem sido silenciada e omitida intencionalmente pela cultura autoritária patriarcal, que não só dominou as entidades capitalistas e estatais, também organizações obreiras, e inclusive nos dias de hoje segue presente em não poucos coletivos obreiros. Daí que um dos trabalhos do anarcofeminismo em nossa organização seja recuperar essa memória e história soterrada da mulher em todas as lutas pela justiça e a liberdade.

Durante três horas uma companheira de nosso sindicato ministrou uma conferência na qual falou de numerosos casos através da história nos quais as mulheres não é que participaram nas lutas obreiras, mas que eram as principais organizadoras dos movimentos e das lutas obreiras, mas pondo o foco em episódios menos conhecidos e mais próximos, onde encontramos os motins antifiscais de Albacete, Hellín e Ontur, onde foram as mulheres que tomaram a iniciativa de uma rebelião contra os poderes municipais e as empresas que se encarregavam da arrecadação do imposto de consumos. Há um grande número de acontecimentos similares iniciados e mantidos por mulheres em relação à carestia da vida, mas também exemplos de organização obreira entre mulheres, inclusive antes que surgissem de forma massiva entre os homens. Como por exemplo, as descarregadoras dos portos de Cantabria e Galícia no século XIX, organização que chocou com a não solidariedade dos trabalhadores varões desses portos e contra a patronal. Após uma longa exposição de inumeráveis exemplos na história e uma análise muito acertada da companheira palestrante sobre seu contexto, começou um debate entre todas, sobre como as mulheres foram em inumeráveis ocasiões não as observadoras passivas das lutas obreiras, mas umas de suas principais protagonistas.

Desde a CNT-AIT de Albacete fechamos o dia da Classe Trabalhadora apontando que, não nos limitamos a uma data marcada no calendário, pois acima de tudo, ansiamos a organização consciente em torno do anarquismo e do anarcossindicalismo, unida à prática vital e diária. Esta é a única ambição que projetamos, e mais de 100 anos de luta nos endossam e reafirmam.

É muito o que temos que defender, mais ainda, o que temos por conquistar, e tudo por destruir e reconstruir.

Até o comunismo libertário e a revolução social!

Mais fotos: https://www.cntait.org/1o-de-mayo-en-albacete-2024/

Tradução > Sol de Abril

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agência de notícias anarquistas-ana

Eu limpo meus óculos
mas vejo que me enganei.
É lua nublada.

Neide Rocha Portugal

Seminários GPEL | 10 anos: Poder Político, Educação e Lutas Sociais Hoje

Em comemoração aos 10 anos de fundação do GPEL (Grupo de Pesquisa Poder Político, Educação, Lutas Sociais) realizaremos um bate-papo com membros do coletivo, atualmente composto por professores, educadores, estudantes e pesquisadores de diferentes instituições como FE/USP, FE/UnB e CECA/UEL.

Faremos um balanço de uma década de reflexões e debateremos as perspectivas atuais das lutas sociais, dos projetos educativos e da resistência docente em busca por autonomia, constantemente atacados pelas necropolíticas e pelo terrorismo de Estado.

15/05/24 – Quarta – 19H30

Transmissão online via youtube: https://t.ly/JTnGC

Bate papo com:

Profa. Dra. Lúcia Bruno (FE-USP)

Prof. Dr. João F. M. Branco (FE-USP)

Prof. Dr. Fernando Bomfim Mariana (FE-UnB)

Prof. Dr. Rodrigo Rosa da Silva (CECA-UEL)

Saiba mais:

Instagram: @gpel.grupo

Facebook: gpel.grupo

Site: https://gpel.milharal.org/

Inscreva-se no canal: https://youtube.com/@gpel-grupodepesquisaeducac8716

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sob a folhagem amarela
o mundo repousa enterrado…
exceto o Fuji

Buson

Neno Vasco | Sobre o inventário de uma vida e as lacunas de toda uma existência

Na data em que se rememora os 145 anos do nascimento de Neno Vasco, o Patos à Esquerda publica o texto “Neno Vasco: sobre o inventário de uma vida e as lacunas de toda uma existência”, de autoria de Alexandre Samis. Nele, o autor tece importantes reflexões a respeito da recepção da obra do anarquista no Brasil e em Portugal, países onde viveu e militou em grande parte de sua breve, ainda que intensa, vida. O presente texto foi originalmente publicado como posfácio ao livro Neno Vasco por Neno Vasco: fragmentos autobiográficos de um anarquista, de autoria de Thiago Lemos Silva, publicado em 2023, pela Editora Cancioneiro. 

Por Alexandre Samis

Após a sua morte, em setembro de 1920, a recuperação da memória de Gregório Nazianzeno Moreira de Queirós e Vasconcelos, ou simplesmente Neno Vasco, como era mais comumente conhecido, não deixaria de receber incontáveis aportes. Quer pelo reconhecimento de seu trabalho mais objetivamente militante, quer pelo exemplo ou mesmo pela constatação da envergadura da sua inestimável obra escrita, não foram poucas as energias mobilizadas para o reconhecimento do seu legado.

Os registros que primeiro lograram inventariar os benefícios da presença de Neno Vasco no movimento anarquista, realizados quase todos no espírito simbiótico que buscava compatibilizar a crônica laudatória com o balanço da sua produção, já reconheciam sua própria incompletude ao depararem-se com a massa colossal deixada pelo autor, depois do seu passamento, tragado pela tuberculose. Os primeiros necrológios deixaram a nítida impressão de que os seus insignes autores muito provavelmente se viram intimidados diante do que foi capaz de realizar o homenageado. Sentiram o peso da “custosa tarefa” ao precisarem deixar, em papel e tinta, mensagens objetivas que, por qualquer descuido, poderiam bem amesquinhar o verdadeiro significado de Neno Vasco para o anarquismo e o sindicalismo.

Por tudo isso, não pode causar espanto terem seguido a estes, outros tantos, historiadores, militantes, jornalistas e amigos longevos, no mesmo propósito. Um propósito que, inopinadamente, encontrará nos textos dos que os antecederam mais desafios que propriamente indícios para um efetivo desfecho. Uma característica, aliás, das mais habituais em textos clássicos.

Entre 1920 e 1921 foram publicadas em Portugal e Brasil algumas importantes homenagens a Neno Vasco. Revezaram-se na tarefa figuras de destaque como: Antônio Alves Pereira, Adelino de Pinho, João Penteado, Pinto Quartim, Alfredo Neves Dias, Adriano Botelho, Francisco de Sousa, Mário Domingos e Manuel Joaquim de Sousa. Foram veículos de publicidade de tais manifestações os periódicos, dos dois lados do Atlântico: A Comuna (Porto), Voz do Povo (Rio de Janeiro), A Plebe (São Paulo) e A Batalha (Lisboa). Todos eles jornais com sólidos e declarados vínculos com o anarquismo e o sindicalismo.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://patosaesquerda.com.br/neno-vasco/

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/02/27/lancamento-neno-vasco-por-neno-vasco-fragmentos-autobiograficos-de-um-anarquista-de-thiago-lemos-silva/

agência de notícias anarquistas-ana

Tarde de sol,
o armador da rede
range devagar.

Luiz Bacellar

Lucro dos Banco$ no primeiro trimestre de 2024!

Seja em governos de direita ou de esquerda, os bancos do Brasil lucram MUITO, mas MUITO, na casa dos BILHÕES! O lucro líquido dos principais bancos neste 1º trimestre de 2024: Itaú Unibanco, R$ 9,771 bilhões; Bradesco, R$ 4,211 bilhões; Santander Brasil, R$ 3,021 bilhões; Banco do Brasil, R$ 9,3 bilhões; BTG Pactual, R$ 9,9 bilhões.

“Melhor do que roubar bancos é fundar um. O que é roubar um banco comparado a fundar um?

Bertolt Brecht, dramaturgo, poeta…

Era uma honra e um prazer roubar bancos

Lucio Urtubia, anarquista…

Fogo aos banco$!

Morte ao capitali$mo!!!

agência de notícias anarquistas-ana

Menino de rua
arrastando os passos
na névoa noturna

Jorge Lescano

[Rússia] Penas de prisão por pichações “terroristas”

Um tribunal militar condenou os anarquistas da cidade de Chita – Alexander Snezhkov, de 19 anos, e Lyubov Lizunova, de 16 anos – a seis anos e três anos e meio de prisão, respectivamente. Vladislav Vishnevsky, envolvido no mesmo caso, foi condenado a um ano e meio de trabalhos forçados.

Todos os três foram condenados por apelos ao extremismo (parte 2 do artigo 280.º do Código Penal) e por terrorismo (parte 2 do artigo 205.2 do Código Penal). Snezhkov e Vishnevsky também foram considerados culpados por vandalismo motivado por inimizade política (parte 2 do artigo 214.º do Código Penal). O caso de vandalismo de Lizunova foi arquivado devido ao término do prazo de prescrição para acusação de menores.

Snezhkov e Lizunova foram detidos no outono de 2022 sob suspeita de picharem “Morte ao Regime” e administrarem os canais de Telegram “75zlo” e “Shugan-25”, onde publicavam informações sobre protestos contra a guerra na Ucrânia, proteção animal e ações de partisans. Inicialmente, os dois tiveram que assinar um acordo de não sair da cidade e após a prisão nas cidades de Omsk e Irkutsk, as medidas preventivas foram reforçadas. Alexander foi enviado para um centro de detenção provisória e Lyubov foi colocada em prisão domiciliar. No início deste mês, a aluna do 10º ano foi enviada para um centro de detenção provisória por chegar duas horas atrasada em casa.

Vishnevsky foi adicionado à “lista de extremistas” da Rosfinmonitoring em outubro do ano passado. Snezhkov e Lizunova estão na lista desde 2022. Atualmente, há mais de 900 pessoas que são réus em processos criminais iniciados devido a protestos contra a guerra com a Ucrânia.

Uri Gordon

Fonte: https://freedomnews.org.uk/2024/04/27/russia-prison-sentences-for-terrorist-graffiti/

Tradução > meiocerto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/12/21/russia-o-adolescente-que-enfrenta-vladimir-putin-nao-tenho-mais-medo/

agência de notícias anarquistas-ana

Flor esta
De pura sensação
Floresta.

Kleber Costa

[Alemanha] Berlim: Ataque às máquinas de perfuração Bauer

Ataque às máquinas de perfuração Bauer e à infraestrutura extrativista! Solidariedade com a luta anticolonial dos Wet’suwet’en!

Em todo o mundo, inúmeras comunidades indígenas estão lutando contra projetos e infraestruturas extrativistas, como projetos de mineração, fraturamento hidráulico, desmatamento e oleodutos. No território ocupado pelo Estado canadense, por exemplo, um enorme projeto de gasoduto está sendo construído atualmente: o gasoduto Coastal GasLink, projetado para transportar gás extraído por fraturamento hidráulico. Esse projeto não só está destruindo regiões inteiras, como também está ameaçando o modo de vida dos indígenas Wet’suwet’en. O gasoduto será construído em seu território tribal e atravessará o rio Wedzin Kwa, que é essencial para o modo de vida dos Wet’suwet’en como fonte de água e peixes. Por esse motivo, os Wet’suwet há muito tempo resistem ferozmente a esse projeto e defendem suas terras. Sua resistência tem enfrentado forte repressão, mas também tem se beneficiado de muita solidariedade.

Queremos mostrar que a luta contra a colonização e, portanto, contra a industrialização e o extrativismo destrutivo, não conhece fronteiras. É por isso que atacamos uma empresa que está na vanguarda da destruição dos territórios dos povos indígenas e lucra com isso: a Bauer, que fornece o maquinário de perfuração necessário para o gasoduto Coastal GasLink. É por isso que, em 6 de maio, incendiamos duas de suas enormes máquinas de perfuração em um canteiro de obras em Berlim. Para isso, colocamos dispositivos incendiários, gasolina e um pneu nos cabos.

O gasoduto Coastal GasLink é apenas um dos muitos projetos extrativistas em terras indígenas roubadas no Canadá e em todo o mundo. Quer se trate de petróleo, gás, carvão, ouro, lítio ou hidroeletricidade e energia eólica (que agora também serão usados para produzir hidrogênio “verde” no Canadá, de grande interesse para a Alemanha), todos esses projetos industriais fazem parte de um sistema colonial que está destruindo o planeta e eliminando os modos de vida indígenas.

Somos solidários aos Wet’suwet’en em sua luta contra o projeto colonial Coastal GasLink.

Seja no Canadá, no Chile, no Peru, na floresta de Hambach ou no norte de Portugal: vamos lutar contra projetos extrativistas destrutivos e unir nossas lutas!

Desliguem o sistema de destruição e colonização!

Fonte: https://kontrapolis.info/13045/

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Trovão –
Ontem à leste,
Hoje a oeste.

Kikaku

[Alemanha] Ataques incendiários a veículos Tesla

Nas últimas semanas se incendiaram vários Teslas em Berlín.

É o caso, por exemplo, dos dois Teslas que se incendiaram na segunda-feira, 23 de abril, pela noite, em torno das 01h30 da madrugada, no distrito de Friedrichshain-Kreuzberg. Os dois carros ficaram completamente calcinados e a investigação passou às mãos da polícia criminal do Estado federado de Berlín. A polícia supõe que se trata de um incêndio provocado, já que os dois carros estavam estacionados a vários metros de distância e parecem ter sido incendiados individualmente.

Em 7 de fevereiro, pelas 02h00 da madrugada, já haviam sido incendiados dois carros Tesla em dois lugares diferentes do distrito de Lichtenberg, um em Paula-Fürst-Straße e o segundo em An den Knabenhäusern. Duas semanas depois, outro Tesla foi incendiado e parcialmente consumido no distrito de Neukölln. A polícia afirma ter encontrado restos inflamáveis no veículo.

Em geral, o número de incêndios de carros em Berlín voltou a aumentar este ano. Entre 1º de janeiro e 22 de abril de 2024, a polícia registrou 139 incidentes deste tipo, ao menos uma dúzia dos quais se consideram de “motivação política”. Durante o mesmo período de 2023, se produziram 83 casos, 56 menos, enquanto que em 2022 houve menos casos ao longo do ano (123 no total) que em princípios de 2024! A polícia não está em condições de dizer quais são as razões deste aumento.

[Resumo da imprensa alemã, Berliner Zeitung & B.Z. de 23 e 25 de abril de 2024].

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Entra pela cortina
E à linda moça se afeiçoa —
Uma andorinha.

Ransetsu