Entrevista com a ERA, organização anarquista iraniana e afegã

Por Centro de Cultura Libertária da Amazônia – CCLA | 23/04/2024

Hoje, damos continuação à nossa série de entrevistas de caráter internacional com organizações, coletivos ou indivíduos isolados que desempenham um papel no desenvolvimento político, social das nossas ideias.

A companheirada do Irã e do Afeganistão, com a organização anarquista ERA, atua num contexto nacional complexo e hostil. Por esse motivo, quisemos dar voz a essas companheiras e esses companheiros e que essa voz seja ouvida em ampla escala, pois se a gente considera habitualmente ser difícil a prática do anarquismo no período atual, existem contextos em que a atuação se torna claramente um ato de muita coragem.

Portanto, agradecemos muito a essas pessoas por ter respondido às nossas perguntas com tamanha boa vontade e disponibilidade, sabendo que toda troca de mensagem pode ser perigosa e equivaler a penas pesadas de prisão… ou pior.

CCLA: Quais são os principais campos de luta que vocês já desenvolveram e os que planejam desenvolver em um futuro próximo?

Era: Nosso núcleo inicial foi formado fora do Irã em 15 de dezembro de 2009. E em 2018, formamos a União dos Anarquistas do Afeganistão e do Irã. E depois disso, formamos a Federação Anarquista Era. Nós (Federação e outros anarquistas), como todos os anarquistas do mundo, temos uma presença prática ou intelectual em todos os movimentos (de mulheres, trabalhistas, estudantis, ambientais, de proteção animal, etc.) no Irã e no Afeganistão e, naturalmente, temos atuações diretas ou indiretas próprias. Tínhamos esperança e ainda temos de poder formar uma federação anarquista para os países árabes junto com os anarquistas árabes, considerando que o Irã e o Afeganistão juntos são povoados por vários milhões de árabes. Além disso, esperamos que um dia possamos formar uma rede anarquista turca com os anarquistas dos países de origens turcas, considerando a presença de uma população de várias dezenas de milhões de habitantes dessas origens no Irã e no Afeganistão.

CCLA: As lutas das mulheres em seu país são muito bem conhecidas e comentadas. Sua organização tem companheiras mulheres? Em caso afirmativo, como elas contribuem para a luta em andamento?

Era: Em suma, uma parte significativa des nosses companheires no Irã e no Afeganistão são mulheres e LGBTQI+. As lutas em andamento no Irã se dão em duas áreas principais: uma é a luta civil e pública para dizer não ao hijab obrigatório e à repressão por não observância do hijab obrigatório por grande parte das mulheres da sociedade iraniana, à qual nossas companheiras também estão associadas como uma pequena parte da sociedade feminina iraniana. O segundo campo de luta é a luta secreta, que inclui a maior parte da luta das companheiras da Federação. no Afeganistão, desde 15 de agosto de 2021. Quando o governo entregou o poder aos Talibãs, testemunhamos a presença de mulheres afegãs protestando. Dois dias depois, em 17 de agosto, elas saíram às ruas contra a presença dos Talibãs e, depois disso, as mulheres que protestavam formaram dezenas de grupos de campanha contra os Talibãs. E continuamos a apoiar a luta das mulheres que protestam contra os Talibãs, e o perigo de excluir as mulheres da presença da sociedade afegã é muito sério, e as companheiras da Federação apoiaram essas lutas de várias maneiras.

>> Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui:

https://cclamazonia.noblogs.org/post/2024/04/23/entrevista-com-a-federacao-anarquista-era-ira-e-afeganistao/

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agência de notícias anarquistas-ana

um tufo de algodão
flutuando na água
uma nuvem

Rogério Martins

[França] Lorient (Morbihan): Duas jovens sob custódia da polícia por pichações anarquistas

Duas jovens de vinte e poucos anos foram presas pela Polícia Nacional por volta das 23h45 de sábado, 20 de abril de 2024, em Lorient. Elas são suspeitas de terem feito várias pichações no centro da cidade. Cerca de vinte inscrições podem ser vistas na área ao redor da rua de l’Enclos du Port, rua Jules-Le-Grand e rua du Maréchal-Foch. A maioria delas representa símbolos anarquistas, reconhecíveis pelo ‘A’ circulado. “Há acrônimos anarquistas e outros sem nenhum significado específico. Alguns são insultos às forças da lei e da ordem”, disse a Polícia Nacional.

As duas mulheres acusadas foram levadas sob custódia após se recusarem a fornecer suas identidades. Elas foram entrevistadas à tarde e “decidiram permanecer em silêncio. Apesar disso, conseguimos identificar suas identidades. Elas já eram conhecidas da polícia”. Embora tenham sido liberadas ao final de sua custódia policial, as duas acusadas serão convocadas a comparecer ao tribunal em uma data posterior. A investigação ainda está em andamento para avaliar os danos. “Até o momento, duas pessoas apresentaram queixas sobre os danos”.

Fonte: agências de notícias

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A orquídea –
a cada instante
o silêncio é outro.

Constantin Abaluta

24 de abril de 2024, 70° aniversário de Mumia Abu-Jamal

Mumia Abu-Jamal está há quase 43 anos encarcerado nas prisões estadunidenses. Acusado da morte de um policial e condenado a morte em 1982, em 2011 sua pena foi comutada para prisão perpétua sem acesso à liberdade condicional.

Um lutador incansável desde dentro das prisões, uma referência inegável de dignidade e temperança nas mais terríveis condições de encarceramento e isolamento.

Já falamos muitas vezes sobre o jornalista Mumia e seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, como evidenciado pelos seus numerosos livros escritos atrás das grades, bem como pelas suas intervenções radiofônicas na Prison Radio, o meio de comunicação estadunidense que dá voz aos presos, aos seus familiares e apoiadores. Menos vezes falamos do sofrimento deste homem, separado da família há quatro décadas, da morte de sua esposa no ano passado e dos seus graves problemas de saúde.

Por seu lado, Mumia continua lutando – com a sua caneta e a sua voz – pela abolição das prisões, pela abolição da pena de morte, das penas de prisão perpétua e de encarceramento em massa nos seu país e noutros lugares do mundo.

Com ele, atuemos por erradicar estes castigos cruéis e desumanos.

24 de abril.

70° aniversário de Mumia Abu-jamal!

Há quase 43 anos preso, é muito tempo! Mumia precisa ser solto imediatamente, e reparação para ele e sua família.

Vamos nos mexer, Mumia LIVRE JÁ!!!

Surpreendentemente, as prisões pioraram com o passar do tempo, não melhoraram. E agora o sistema carcerário é maior do que jamais teríamos imaginado. Por isso, nos fazem falta mais movimentos para mudar as condições nas prisões, não menos. E a abolição das prisões têm que estar sobre a mesa. Queremos liberdade. Queremos liberdade. Queremos liberdade. Dizemos todos nós.” – Mumia Abu-Jamal

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No tronco já velho
de olhos arregalados
a coruja espreita.

Marly Barduco Palma

[França] Colóquio sobre Autogestão, Educação Cooperativa e Libertária

Este colóquio, organizado na AERI em Montreuil em 27 de abril de 2024, evoca práticas em Freinet e pedagogia institucional, experiências significativas (LAP, escola experimental de St-Nazaire, escola vitruviana, Boaventura, etc.).

Na programação:

  • 10h00 Filme: Educação em Questão Joseph Jacotot
  • 10h30: Gérard Delbet, Vitrúvio, 30 anos de pedagogia cooperativa
  • 11h15: Isabelle Aubel, Práticas Artísticas na Sala de Aula Freinet
  • 12h00: Luc Bruliard, Escola Inclusiva e Pedagogia Cooperativa: Uma Aposta Possível (ou Não)
  • 13h00: Pausa para refeição
  • 13h30: Filme: Educação em questão Paul Robin
  • 14h00: Hugues Lenoir, Os Invariantes da Andragogia Libertária
  • 14h45: Bruno Robbes, Perspectivas da Pedagogia Institucional
  • 15h00: Lycée Autogère de Paris: onde estamos?
  • 15h45: Intervalo
  • 16h00: Lycée expé de Saint-Nazaire: cogestão pedagógica
  • 16h45: CNT-Educação 93, Pedagogia e Anarquia
  • 17h30: Jean-Luc Richelle, Boaventura, uma pequena república educativa
  • 18h15: ICEM: praticante e professor-pesquisador
  • 19h00: Filme: Esperanzas, Felipe y la escuela de puerto Cabuyal e encerramento

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Balanço de rede
Ao longe um rádio ligado —
Tarde modorrenta

Neiva Pavesi

[França] 1.500 manifestantes contra a extrema direita em Saint-Brieu

Este domingo, 21 de abril de 2024, aproximadamente 1.500 pessoas marcharam no centro da cidade de Saint-Brieuc, para se oporem à ascensão das ideias de extrema direita na Bretanha e mais particularmente em Côtes-d’Armor.

Um protesto que se inseriu numa resposta aos vários fatos atribuídos à ultradireita na Bretanha nos últimos anos, entre danos a instalações sindicais e políticas, ameaças e ataques físicos.

Na manifestação, dezenas de pessoas levaram cartazes e faixas com mensagens antifascistas. “Não passarão”, “O inimigo é financiado e protegido pela polícia”, “Somos todos antifascistas”, “Nazis, fascistas chegou a sua hora. Os imigrantes ficam, vocês vão embora”, foram algumas frases gritadas em coro durante o protesto.

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Uma libélula –
À frente da bicicleta
Onde quer que eu vá.

Shôko Inomori

Em ‘mundo em guerra’, gastos militares batem recorde e superam US$ 2,4 tri

Por Jamil Chade | 21/04/2024

Num mundo onde as guerras se proliferam e as soluções diplomáticas dão sinais claros de fracasso, explode o gasto com armas. Um novo informe publicado pela Instituto Internacional de Estocolmo para Pesquisas da Paz (SIPRI) revela que o mundo destinou US$ 2,4 trilhões em orçamentos militares, um aumento de 6,8% em comparação ao ano de 2009. Trata-se da maior elevação em um só ano desde 2009.

Nunca, segundo o estudo, se gastou tanto em armas como agora.

Todos os dez maiores orçamentos militares do mundo aumentaram seus gastos, liderados pelos EUA, China e Rússia. O SIPRI serve como referência global no levantamento de orçamentos militares e concluiu que, pelo novo ano consecutivo, governos incrementaram os recursos destinados para armas.

Pela primeira vez desde 2009, os gastos militares aumentaram em todas as cinco regiões geográficas, com aumentos particularmente grandes registrados na Europa, Ásia e Oceania e Oriente Médio.

“O aumento sem precedentes nos gastos militares é uma resposta direta à deterioração global da paz e da segurança”, disse Nan Tian, pesquisador sênior do Programa de Gastos Militares e Produção de Armas do SIPRI. Os Estados estão priorizando a força militar, mas correm o risco de entrar em uma espiral de ação e reação no cenário geopolítico e de segurança cada vez mais volátil”, alertou.

Ucrânia x Rússia

De acordo com o estudo, os gastos militares da Rússia aumentaram 24%, chegando a um valor estimado de US$ 109 bilhões em 2023, marcando um aumento de 57% desde 2014, ano em que a Rússia anexou a Crimeia.

Em 2023, os gastos militares da Rússia representaram 16% do total de gastos do governo. Já a Ucrânia foi o oitavo maior gastador em 2023, após um aumento de 51% nos gastos, chegando a US$ 64,8 bilhões.

“Os gastos militares da Ucrânia em 2023 eram 59% do tamanho dos gastos da Rússia. No entanto, a Ucrânia também recebeu pelo menos US$ 35 bilhões em ajuda militar durante o ano, incluindo US$ 25,4 bilhões dos EUA. Combinados, essa ajuda e os gastos militares da própria Ucrânia foram equivalentes a cerca de 91% dos gastos russos”, destacou o informe.

EUA continuam liderando em gastos, mas europeus aumentam participação na OTAN

Em 2023, os 31 membros da OTAN responderam por US$ 1,341 trilhão em gastos militares, o equivalente a 55% dos orçamentos mundiais. Os gastos militares dos EUA aumentaram 2,3%, chegando a US$ 916 bilhões em 2023, representando 68% do total de gastos militares da OTAN. Mas, em 2023, a maioria dos membros europeus da OTAN aumentou seus gastos militares. Sua participação combinada no total da OTAN foi de 28%, a maior em uma década.

“Para os países europeus da OTAN, os últimos dois anos de guerra na Ucrânia mudaram fundamentalmente a perspectiva de segurança”, disse Lorenzo Scarazzato, pesquisador do Programa de Despesas Militares e Produção de Armas do SIPRI. “Essa mudança na percepção das ameaças se reflete no aumento da parcela do PIB direcionada aos gastos militares, com a meta da OTAN de 2% sendo vista cada vez mais como uma linha de base e não como um limite a ser alcançado”, completou.

Uma década após os membros da OTAN terem se comprometido formalmente com a meta de gastar 2% do PIB com as forças armadas, 11 dos 31 membros da OTAN atingiram ou ultrapassaram esse nível em 2023 – o número mais alto desde que o compromisso foi assumido. Outra meta – de direcionar pelo menos 20% dos gastos militares para “gastos com equipamentos” – foi atingida por 28 membros da OTAN em 2023, em comparação com 7 em 2014.

Oriente Médio sob tensão: Israel x Irã

O levantamento ainda destaca como a guerra em Gaza e tensões no Oriente Médio impulsionam o maior aumento de gastos da última década. A região viu um aumento de 9,0%, chegando a US$ 200 bilhões em 2023. Essa foi a maior taxa de crescimento anual na região registrada na última década.

Os gastos militares de Israel – o segundo maior da região, depois da Arábia Saudita – cresceram 24%, chegando a US$ 27,5 bilhões em 2023. O aumento dos gastos foi impulsionado principalmente pela ofensiva em grande escala de Israel em Gaza, em resposta ao ataque ao sul de Israel pelo Hamas em outubro de 2023.

O Irã foi o quarto maior gastador militar do Oriente Médio em 2023, com US$ 10,3 bilhões. De acordo com os dados disponíveis, a parcela dos gastos militares alocados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica cresceu de 27% para 37% entre 2019 e 2023.

“O grande aumento nos gastos militares no Oriente Médio em 2023 refletiu a rápida mudança da situação na região – desde o aquecimento das relações diplomáticas entre Israel e vários países árabes nos últimos anos até a eclosão de uma grande guerra em Gaza e o temor de um conflito em toda a região”, disse Diego Lopes da Silva, Pesquisador Sênior do Programa de Gastos Militares e Produção de Armas do SIPRI.

China e seu impacto

Outro destaque é a China, o segundo maior gastador militar do mundo e que destinou US$ 296 bilhões para as forças armadas em 2023, um aumento de 6,0% em relação a 2022. Esse foi o 29º aumento anual consecutivo nos gastos militares da China.

Segundo o levantamento, a China foi responsável por metade do total de gastos militares na região da Ásia e Oceania, que fez com que seus vizinhos também elevassem seus gastos.

O Japão, por exemplo, alocou US$ 50,2 bilhões para suas forças armadas em 2023, 11% a mais do que em 2022. As despesas militares de Taiwan também cresceram 11% em 2023, chegando a US$ 16,6 bilhões.

“A China está direcionando grande parte de seu crescente orçamento militar para aumentar a prontidão de combate do Exército de Libertação Popular”, disse Xiao Liang, pesquisador do Programa de Gastos Militares e Produção de Armas do SIPRI. Isso fez com que os governos do Japão, Taiwan e outros países aumentassem significativamente suas capacidades militares, uma tendência que se acelerará ainda mais nos próximos anos”, explicou.

Brasil também tem alta de gastos

De acordo com o estudo, em 2023, os gastos militares do Brasil aumentaram em 3,1% para US$ 22,9 bilhões. “Citando a diretriz de gastos da OTAN, os membros do Congresso do Brasil apresentaram uma emenda constitucional ao Senado em 2023 que visa aumentar a carga militar do Brasil para um mínimo anual de 2% do PIB (de 1,1% em 2023)”, destacou.

Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2024/04/21/em-mundo-em-guerra-gastos-militares-batem-recorde-e-superam-us-24-tri.htm

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Melancolia vernal –
Para a esposa no domingo
São tantos visitantes…

Sanae Sembongi

Forças armadas do Brasil e França fazem exercício militar no Rio de Janeiro

A operação militar ocorreu de 14 a 20 de abril, e contou com, aproximadamente, 2.250 militares, sendo 1.460 brasileiros e 790 franceses, na área marítima entre as cidades do Rio de Janeiro e Mangaratiba (RJ).

Durante o exercício, as tropas realizaram uma série de manobras que simulavam situações reais de combate, incluindo o desembarque anfíbio, combate em terreno costeiro e operações de evacuação.

É importante realçar que essas atividades, exercícios militares, contribuem significativamente para a emergência climática, tanto pelo enorme volume de emissões de gases de efeito estufa (GEE) como pela poluição ambiental.

Contra os gastos militares! Abaixo todos os exércitos! Desmantelar a maquinaria militar!

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Mundo de orvalho,
não mais que um mundo de orvalho.
Só que, apesar disso…

Kobayashi Issa

[Grécia] Vídeo | Intervenção antifascista em Tessalônica após recentes ataques fascistas

Na tarde de domingo, 14/04, realizamos uma intervenção motorizada nos bairros de Neápolis e da Cidade Alta. Marchamos por mais de meia hora nas ruas afirmando que o movimento antifascista está presente em lugares onde grupos fascistas aparecem pintando e atacando espaços políticos e sociais.

A intervenção motorizada consistiu em 30 motocicletas e 7 carros e, durante o percurso, mais de 20.000 folhetos foram jogados. No último mês, houve dois ataques à biblioteca pública de Neápolis, à escola de cinema que foi ocupada contra a privatização das universidades e aos escritórios do KKE [Partido Comunista da Grécia] em Neápolis.

Deixamos claro que tais ações por parte dos fascistas não ficarão sem resposta e nos encontraremos na frente deles, mandando-os de volta para seus buracos. O movimento antifascista foi e será o único que poderá mandar os descendentes de Hitler de volta para a lata de lixo da história.

NA GRÉCIA, NA TURQUIA, NA MACEDÔNIA, O INIMIGO ESTÁ NOS BANCOS E NOS MINISTÉRIOS

COM OS IMIGRANTES, ESTAMOS JUNTOS. REPATRIAÇÃO PARA POLICIAIS E NAZISTAS.

ANTIFASCISTAS

>> Veja o vídeo aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=jORsbaLLX5Y

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Jogue estes crisântemos
E todos os que tiver
Dentro do caixão!

Sôseki

Cadê xs anarquistas que votaram no Lula?

Governo Lula planeja nova política de mineração para forçar exploração de minas

Ícone da e$querda in$titucional, pelega, aduladora… Lula combate as mudanças climáticas e a proteção do meio ambiente incentivando a mineração, uma das indústrias mais devastadoras do meio ambiente e do clima. Mais uma vez, o traste vai na contramão, estimulando a poluição, o ataque à saúde, aos animais e ao ambiente. E claro, enchendo ainda mais o bolso dos capitalistas.

Governo Bolsonaro, pa$$a a boiada, o garimpo… Governo Lula, pa$$a o petróleo, a mineração… Lula e Bolsonaro são diferentes, são. Mas ambos são idiotas! Que fortes chuvas de gelo com pontas afiadas atinjam os dois! Malditos!!!

Livres e Selvagens!

Santa Anarquia

Governo Lula planeja nova política de mineração para forçar exploração de minas

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda mudar o arcabouço legal da mineração para forçar empresas do setor a explorarem, de fato, suas unidades produtivas. O diagnóstico é que há milhares de minas paradas pelo país e que a medida em estudo poderia movimentar um volume de recursos na economia nacional comparável aos investimentos anuais da Petrobras.

>> Leia a matéria completa aqui:

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/04/governo-lula-planeja-nova-politica-de-mineracao-para-forcar-exploracao-de-minas.shtml

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Andando sozinho
De repente uma companhia —
Borboleta azul

Clóvis Moreira Santos

Greve da Educação Federal: o momento exige radicalização do movimento paredista

Comunicado Nacional da FOB

18 de Abril de 2024

No dia 11 de março os técnicos administrativos em Educação, os TAEs, das universidades federais, reunidos nacionalmente na FASUBRA, deflagraram greve por tempo indeterminado. No dia 03 de abril os servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica, cuja representação nacional é do SINASEFE, também deflagraram greve por tempo indeterminado.

Por sua vez, o setor das instituições federais do ANDES, sindicato nacional dos docentes das universidades, aprovou indicar para as bases da categoria deflagração de greve por tempo indeterminado a partir do dia 15 de abril. O movimento grevista foi deflagrado diante da proposta de reajuste salarial zero para os servidores no ano de 2024. Os grevistas reivindicam recomposição salarial de 34% para os TAEs e 22% para os docentes, além da reestruturação das carreiras.

A deterioração dos salários na última década

Os servidores da educação federal passaram por reestruturação das suas carreiras nos últimos 19 anos. O PCCTAE, Plano de Carreira e Cargos dos Técnicos Administrativos da Educação, foi implementado nos anos de 2005 e 2006, após importantes movimentos paradistas da categoria. As atuais carreiras do Magistério Superior (MS) e da educação básica técnica e tecnológica (EBTT) foram criadas anos depois. Entretanto, os anos seguintes foram de precarização e arrocho salarial.

As perdas salariais acumuladas dos TAEs chegam a 53% e dos docentes chegam a 39,8%. O salário base dos técnicos administrativos é de pouco mais do que um salário mínimo, cerca de 1.440,00 reais, o menor salário entre os servidores do Poder Executivo. A carreira dos docentes também sofreu com a política de arrocho salarial. O salário inicial, com regime de trabalho de 40 horas é de 3.412,63 reais, enquanto o piso nacional do Magistério é de 4.580,57 reais.

A política de expansão precarizada das universidades e dos instintos federais foi denunciada na época pelo movimento sindical e estudantil. Passados pouco mais de uma década, a realidade é de espaços deteriorados pela falta de novos investimentos e, principalmente, pelos sucessivos cortes orçamentários.

Também é fundamental considerar que nas últimas duas décadas a ofensiva das políticas neoliberais que impuseram três reformas previdenciárias, 2003, primeiro governo Lula (2003-2006), 2011, primeiro ano do governo Dilma Rousseff (2011-2014), e 2019, governo Bolsonaro (2019-2022). Além, no final de 2017 o governo Temer (2016-2018) aprovou o “Novo Ensino Médio” e a emenda constitucional do corte dos investimentos nos serviços públicos.

Contra o elitismo acadêmico e a burocratização do movimento estudantil: classismo e luta de massas

O governo Lula ao assumir em 2023, atuou de maneira decisiva para aprovar a chamada “âncora fiscal”, quer dizer, reeditou da política neoliberal dos cortes nos investimentos nos serviços públicos aprovada pelo governo Temer. Do mesmo modo, deu continuidade a implementação do “Novo Ensino Médio”.

Portanto, nada mudou na ofensiva neoliberal em curso. Impõe-se o arrocho salarial e a precarização das condições de trabalho e ensino. Entretanto, o academicismo elitista dos docentes das universidades federais tem predominado e, consequentemente, tem contribuído para o adiantamento de uma greve nacional unificada dos servidores da educação federal.

O elitismo dos docentes das universidades provoca uma situação absurda, marcada pela indiferença e por uma visão muito liberal e anticlassista. A manutenção de aulas nas universidades enquanto os TAEs estão em greve desde o dia 11 de março é um exemplo gritante da falta de solidariedade de classe e empatia.

A burocracia do movimento estudantil universitário também se mostra incapaz de paralisar completamente as universidades. Tomada pelo discurso do medo de um suposto crescimento da extrema-direita em função de uma possível generalização das greves, a burocracia estudantil encontra-se estéril, totalmente incapaz de responder às necessidades impostas pela conjuntura

O elitismo dos docentes das universidades e o imobilismo das burocracias estudantis só serão superados com a construção desde as bases de um movimento classista, combativo e de massas. O corporativismo nos condena à conciliação de classes e às sucessivas derrotas. Somente o sindicalismo revolucionário, a ação direta e a luta de massas são capazes apontar para horizontes de vitórias para a classe trabalhadora.

Radicalizar o movimento grevista

Depois de um mês de greve dos TAEs das universidades, o governo federal apresentou tão somente um “termo de compromisso” com os aumentos dos auxílios alimentação, saúde suplementar e auxílio, ou seja, aumentos anunciados desde o final do ano passado. O governo se mostra irredutível com sua política de arrocho salarial, impondo zero de reajuste salarial em 2023 para um conjunto de trabalhadores do Estado, como professoras e professoras, TAEs e agentes do Ibama. No entanto, para área militar não faltam recursos. Além disso, chegou a ameaçar parar as negociações com categorias que deflagrarem greve no próximo período.

O movimento grevista não tem outra alternativa que não seja a radicalização das lutas. Faz necessário a adoção da ação direta, ocupação de prédios públicos e o fechamento de vias e rodovias. Propomos que sejam organizados dias nacionais de fechamento de rodovias federais em todo o país, em todas as regiões que tenham trabalhador da educação. Somente o ascenso da luta radicalizada será capaz de conduzir os servidores públicos federais da educação à conquista de suas reivindicações e impor uma derrota às políticas neoliberais em curso.

Greve Nacional da Educação por mais investimentos na educação pública

Construir a Federação Autônoma das Trabalhadoras e Trabalhadores da Educação (FATE)

Organize-se na FOB! Lute com autonomia!

lutafob.org

agência de notícias anarquistas-ana

E tu, aranha
como cantarias
neste vento de outono?

Matsuo Bashô

[Alemanha] Bicicletada e comício para o aniversário de 70 anos de Mumia | Liberdade para Mumia – Liberdade para Todos!

Na quarta-feira, 24 de abril de 2024, o jornalista e prisioneiro político afro-americano faz 70 anos. Até agora, o Pantera Negra teve de passar muito desse tempo atrás das grades. Por mais de 42 (!) anos, Mumia tem lutado contra o racismo, a exploração, e a guerra mesmo estando encarcerado. Como um jornalista frequentemente publicado e autor de 11 livros, ele não apenas motivou muitos dentro do sistema de encarceramento em massa dos EUA mas também tem sido uma parte crucial do movimento de abolição de todas as características da supremacia branca que têm persistido desde a escravidão. Nem sua ordem de execução nem 29 anos de confinamento solitário nem cuidados médicos completamente inadequados impediram Mumia de ser uma alta e clara “voz dos sem voz”, a voz dos oprimidos, dentro de um dos locais mais brutais da guerra social dos ricos contra os pobres.

Mesmo sob as brutas condições da vida diária na prisão, ele se doa por completo e com frequência clama pela autogestão para que prisões privadas – em outras palavras, lugares de escravidão contemporânea – e penas de morte racistas sejam finalmente abolidas. “Aqueles que não querem a guerra devem abolir o capitalismo“, ou “mais pessoas depositam suas esperanças em nós do que pensamos” – para ele e para mais de 2,14 milhões de prisioneiros nos EUA essas palavras transmitem esperança por uma vida em liberdade.

Todos sabemos que a destruição do planeta exige um modo de vida completamente diferente. A exploração capitalista da maioria das pessoas e da natureza ameaçam nos destruir a todos. O fato de que, em nações industriais, fascistas de diferentes cores hoje recebem grande apoio para prolongar essa insanidade, enfatiza a urgência: “alguns dizem que não é razoável resistir contra esse sistema violento. Eu acredito que não é razoável não fazê-lo” (Mumia Abu-Jamal).

Vamos honrar as conquistas da vida de Mumia! Juntos contra o racismo, a exploração, e a guerra!

Quarta – 24 de abril de 2024

18:00 UHR – Bicicletada em direção à embaixada dos EUA: Início no Syndikat – Rua Emser 131, 12051 Berlim – U7/S-Neukölln

20:00 UHR – Comício com ou sem bicicleta em frente a embaixada dos EUA – Praça Pariser 2, 10117 Berlim – U5/S-Brandenburger Tor

Tradução > anarcademia

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Tens frio nos meus braços
Queres que eu aqueça
O vento

Jeanne Painchaud

[Espanha] lançamento: Germinal. Revista de Estudios libertarios. Nº 17

O número 17 da Revista Germinal – Revista de Estudios Libertarios acabou de ser lançado na Espanha. O referido número conta com artigos sobre Lucía Sánchez Saornil, Piotr Kropotkin, Rudolf Rocker e Gaspar Sentiñón. Além disso, traz um DVD com uma versão melhorada das imagens gravadas durante o funeral de Kropotkin, em 1921, na Rússia.

Conteúdo:

  • Kropotkin y la Revolución Rusa. Selva Varengo
  • El poder solo es rutina. Apuntes sobre el pensamiento de Rudolf Rocker. David Bernardini
  • Las bodas a la libertaria bajo la mirada de Lucía Sánchez Saornil: crónica de una cobardía espiritual. Thiago Lemos Silva

° Correspondencia de Gaspar Sentiñón (1869-1872). Wolfgang Eckhardt

Germinal. Revista de Estudios libertarios. Nº 17

ISSN: 1886-3019

143 páginas

Preço 10,00 €

Fonte: https://fal.cnt.es/producto/germinal-no17/

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Cerejeira silvestre –
Sobre o regato se move
Uma roda d’água.

Kawai Chigetsu

[EUA] Chamada de solidariedade financeira a Jorge “Yorch”

Pedido de solidariedade a Jorge “Yorch” Esquivel, preso político anarco-punk no México

Jorge está preso há mais de um ano sem julgamento e precisa urgentemente de fundos para cobrir os honorários advocatícios e os custos da prisão (alimentação, água, telefonemas, visitas, taxas administrativas, custos de serviços etc.).

Jorge “Yorch” Esquivel é um querido companheiro da comunidade punk e um participante de longa data do Okupa Che. Ele foi preso em 8 de dezembro de 2022 por policiais à paisana quando saía do campus da Ciudad Universitaria (da universidade UNAM) na Cidade do México como parte de uma campanha de criminalização contra o Okupa.

Blog: https://yorch-libre.espivblogs.net/

(blog com cartas de Jorge)

>> Apoie aqui:

https://www.gofundme.com/f/call-for-solidarity-with-jorge-yorch?

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/03/21/mexico-carta-do-prisioneiro-anarquista-jorge-yorch-esquiv/

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Olha o velho lago –
Após o salto da rã
O barulho da água.

Matsuo Bashô

Eleições 2024 | Campanha de combate às fake news | Não vote!!!

[Espanha] “Aqueles que ordenaram a morte de Seguí eram famílias que seguem sendo importantes”

Emili Cortavitarte, presidente da Fundação Salvador Seguí, apresentou em Oviedo/Uviéu uma antologia de textos do anarquista catalão.

Por Diego Díaz Alonso | 30/01/2024

Emili Cortavitarte é historiador, autor de uma extensa obra sobre anarcossindicalismo e pedagogia libertária. Professor aposentado do ensino médio, foi secretário-geral da CGT da Catalunha de 1989 a 1998, bem como secretário de seu sindicato de educação em Barcelona. Presidente da Fundação Salvador Seguí desde 2013, esteve nesta segunda-feira em Oviedo/Uviéu a convite do sindicato para apresentar uma antologia de textos do histórico líder anarco-sindicalista, cofundador da CNT e animador do dinâmico movimento cultural associado à Confederação e ao universo libertário.

Nascido em Lleida em 1887 e morto pelas balas dos patrões em 1923 nas ruas de Barcelona, a CGT agora dedica uma exposição a Seguí, que pode ser vista esta semana no La Lila, em Oviedo/Uviéu, e na próxima semana no Ateneo de La Calzada, em Xixón.

Quem foi El Noi del Sucre?

Ele era o pseudônimo de Salvador Seguí i Rubinat, provavelmente o anarquista e anarcossindicalista mais importante das duas primeiras décadas do século XX e cuja figura transcende as esferas catalã e espanhola.

Quais foram as principais contribuições de Seguí para o movimento operário de sua época?

Embora, como ele disse, o sindicalismo seja um trabalho comum e coletivo, podemos destacar: os sindicatos únicos, que agruparam os sindicatos e as sociedades de trabalhadores por setores de produção e deram ao sindicalismo uma maior capacidade de confronto social e uma organização melhor e mais moderna; a necessidade de unidade da ação sindical; o fortalecimento do treinamento e da educação dos cenetistas para preparar a revolução social; o caráter sociopolítico da CNT, ou seja, que a Confederação deveria intervir em todos os aspectos que afetam as classes trabalhadoras – moradia, preços de subsistência, saúde, educação – e não apenas em questões trabalhistas; e sua ligação do anarquismo com o sindicalismo, um anarquismo ligado às classes trabalhadoras.

O nacionalismo reivindicou uma certa tradição libertária catalã baseada em El Noi. O que é verdade nisso?

El Noi era um federalista ou, melhor dizendo, um confederalista. Suas intervenções e escritos podem nos permitir situá-lo em um amplo campo do catalanismo popular de influência libertária e, ao mesmo tempo, de internacionalismo de classe.

O que sabemos sobre seus assassinos?

Aqueles que o mataram receberam 15.000 pesetas, mas aqueles que pagaram, aqueles que ordenaram a morte de Seguí, eram famílias que seguem sendo importantes na Catalunha. Elas ainda não foram mencionadas nas homenagens institucionais prestadas em seu centenário.

Se tivesse sobrevivido, teria evoluído para a participação política do sindicalismo?

Não creio que seja correto especular sobre isso. Mas se por participação política queremos dizer participação institucional, Seguí deixou claro em várias entrevistas que nunca seria membro do parlamento. Na resolução da Conferência de Zaragoza (1922), ele escreve que a consideração dada à palavra política como “a arte de governar os povos” é errônea e que quando o anarcossindicalismo se refere à política, está se referindo às “ações de todos os tipos de indivíduos e coletividades”.

Quem eram os herdeiros de Noi dentro da CNT?

Evidentemente, todos aqueles com quem ele colaborou estreitamente até seu assassinato em 1923: Joan Peiró, Ángel Pestaña, Josep Viadiu, Simó Piera…

Por que a CNT se enraizou mais na Catalunha do que em outras partes da Espanha?

Acho que há diferentes fatores: desde a participação de delegados catalães na Primeira Internacional e o subsequente desenvolvimento de organizações anarquistas e do sindicalismo; até a maior industrialização da Catalunha e, consequentemente, maiores possibilidades de desenvolver organizações sindicais; e, sem dúvida, a capacidade das pessoas da CNT de defender os interesses da classe trabalhadora e de contribuir com iniciativas (ateneus, cooperativas, apoio mútuo) que formaram uma construção social alternativa e libertária em oposição ao capitalismo e sua exploração, que foi o germe da nova sociedade.

O que resta da tradição anarquista na Catalunha?

Há uma tradição anarquista que vem da memória coletiva: da Semana Trágica, do Congresso de Sants, da Greve da Canadense e da conquista da jornada de trabalho de 8 horas, do 19 de julho de 1936 e da revolução social, das coletivizações industriais e agrárias, das Mujeres Libres, etc. Mas nem tudo é tradição. Na minha opinião, há um presente do anarcossindicalismo e do anarquismo na CGT, na CNT, na Solidaridad Obrera, na Embat… e várias experiências e práticas que se baseiam nessa tradição, mas que se encontram instaladas na realidade atual.

Quem você destacaria no anarcossindicalismo asturiano?

Eleuterio Quintanilla, tanto em seu aspecto pedagógico quanto sindicalista, contemporâneo de Seguí e com quem dividiu cargos no Congresso da Comédia da CNT (1919); Higinio Carrocera por suas ações na Revolução de 1934 e na Guerra Civil; Segundo Blanco, presidente do comitê de guerra de Gijón e quinto ministro republicano da CNT; Avelino González Mallada, professor e prefeito de Gijón entre 1936 e 1937; Ramonín Álvarez, padeiro, representante da FAI no Conselho Soberano de Astúrias e León, secretário-geral da CNT no exílio (1945-1947) e com quem tive reuniões nas décadas de 1980 e 1990 na CGT. E, embora asturiana por adoção nos últimos anos de sua vida, Lola Iturbe, autora de “La mujer en la lucha social y en la Guerra Civil en España” (A mulher na luta social e na Guerra Civil na Espanha).

Fonte: https://www.nortes.me/2024/01/30/los-asesinos-de-segui-fueron-familias-que-siguen-siendo-importantes/?utm_campaign=twitter

Tradução > Liberto

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Em cima do túmulo,
cai uma folha após outra.
Lágrimas também…

Masuda Goga