[Grécia] Ação antifascista em Lamia | Esmagamos os fascistas em todos os bairros

Ficamos surpresos ao saber que ontem, terça-feira, 7 de maio, à tarde, uma reunião sem propaganda e uma curta marcha ocorreram no centro de Lamia, promovida por aproximadamente 50 neonazistas por ocasião do “Primeiro de Maio Nacionalista”. No dia 1º de maio, na cidade de Lamia, foram feitas pelo menos 3 atividades diferentes, de vários espaços políticos, condição que inibia a presença de neonazistas nas ruas naquele dia. Não consideramos coincidência que o evento do dia 05/07 tenha ocorrido nesta data e sem convite, pois o fascismo nunca teve nada a ver com lutas trabalhistas e sua presença é indesejável.

Não é a primeira vez que enfrentamos os fascistas na cidade e sempre que eles ousaram levantar a cabeça de alguma forma, sempre os enfrentamos, assim como o movimento anarquista local coletivamente. Assim que fomos informados do incidente, percorremos a cidade de Lamia e descobrimos que todos eles estavam desaparecidos. A partir de então, a nossa principal preocupação foi livrar a cidade de qualquer sinal da sua presença. Por esta razão, limpamos a cidade recolhendo os seus materiais impressos, como folhetos, brochuras, cartazes e adesivos, a partir dos quais acreditamos que o grupo fascista em questão consistia em fascistas e neonazistas de Atenas e da Grécia central (Propatria, Nacionalistas Autônomos, Fascistas de Karditsa, Larissa e Volos). Depois nos mudamos para a Praça Kontopoulou (Karavi), que era o ponto de encontro deles, onde apagamos todos as pichações fascistas.

Deixemos que a patética minoria de fascistas locais decida que, sozinhos ou com chamadas clandestinas organizadas, não encontrarão nenhum terreno cabível em Lamia. A ação antifascista deve ter duração e consistência, que há anos vem erguendo um muro contra qualquer presença fascista e discurso de ódio. Patrulhamos as nossas cidades, esmagamos os fascistas em todos os bairros.

PS: TODO O MATERIAL DE IMPRESSÃO QUE COLETAMOS FOI ENTREGUE NAS CHAMAS.

Assembleia dos Anarquistas de Lamia

>> Mais fotos: https://athens.indymedia.org/post/1630271/

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dentro do jardim
o dia chega mais cedo
ao fim

Alice Ruiz

[Espanha] Crônica do Primeiro de Maio Combativo de 2024 em Valladolid: não ficaremos calados!

Durante os últimos dias de abril de 2024, o mundo de fantasia da mídia made in Spain exibiu os truques baratos de conjuração com os quais o bipartidarismo se reinstalou com um rugido, arrastando os partidos parlamentares à esquerda do povo para um lugar mais secundário do que aquele em que vegetavam até agora.

Enquanto esses eventos ocorriam, causando a melancolia da esquerda parlamentar e extraparlamentar, o sindicalismo combativo tirou um tempo das muitas frentes que o ocupam para organizar mais uma vez o primeiro de maio: Um Primeiro de Maio que reconfirma que há uma alternativa ao bloco burocrático da CCOO e da UGT – que há uma classe trabalhadora que, além das miragens políticas e das migalhas em forma de subsídios, tem capacidade mais do que suficiente para atacar onde dói aos patrões e à reação, para pôr fim à miséria cotidiana. Porque não somos coisas descartáveis, somos trabalhadores em luta e capazes de construir uma alternativa social.

Isso aconteceu em muitas localidades, e também em Valladolid, onde a CGT e a CNT convocaram para este 1º de maio uma manifestação que encheu as ruas da cidade de reivindicações e rebeldia, a ponto de superlotar o ponto de chegada, a Plaza de la Danza, com mais de duas mil pessoas, entre nossas afiliações, os coletivos que nos acompanharam (STEs, COESPE, Sindicato da Moradia, Paradas en Movimiento, Plataforma de Solidariedade com a Palestina, Assembleia Antiprisional – que lembrou a próxima Marcha para a prisão de Topas, que será realizada a partir de Valladolid, saindo da Feria de Muestras às 10h. 15 por meio de transporte auto-organizado…). Afiliados ou não a organizações, nós nos reunimos ali, pessoas prontas para enfrentar uma forma de organizar a economia e o poder que nos maltrata e desperdiça nossas capacidades a serviço do lucro e da venalidade.

A classe trabalhadora não precisa se lamentar se os ardilosos políticos são ou não capazes de desarmar as sucessivas reformas trabalhistas, que são verdadeiros ataques à nossa dignidade: No comício final, relembramos os sucessivos conflitos que os sindicatos envolvidos conduziram ou estão conduzindo a um desfecho bem-sucedido, como os das Carrocerias da FASA, da Motherson, dos faxineiros em luta da Soldelim, dos subcontratados ferroviários… Mostramos que temos a capacidade de enfrentar multinacionais solidárias, como a Cruz Vermelha, ou que a FASA-“facha” Renault não vai brincar conosco. Mostramos que nossa luta, fortalecida e ampliada, pode recuperar o que eles querem nos tirar com leis e repressão.

Fizemos duas paradas ao longo do percurso. Em uma delas, o pessoal da CGT reivindicou a luta contra a impunidade do fascismo, mostrando seu apoio aos denunciantes dos crimes de tortura cometidos pelo franquismo, tentando criar uma brecha contra as erroneamente chamadas leis de anistia, que na verdade são impunidade. Na parada seguinte, entre a praça San Juan e a rua Renedo, a seção de estrangeiros da CNT deu voz aos trabalhadores migrantes, que são interesses facilmente identificáveis que querem confrontá-los com o restante dos trabalhadores. Diante disso, não nos esquecemos de que “nativo ou estrangeiro, a mesma classe trabalhadora” e denunciamos que as leis de imigração e seus executores oprimem e assassinam.

Como disse o camarada da seção:

Como em todo primeiro de maio, estamos aqui para reivindicar todos os direitos da classe trabalhadora, onde fomos, somos e seremos parte dos migrantes.

Somos todos da classe trabalhadora, mas a lei sobre estrangeiros nos deixa em uma situação de desvantagem e fragilidade.

Além de deixar milhares de mortos no Mediterrâneo, é uma lei que nos impede de acessar o mercado de trabalho em igualdade de condições.

Ela nos obriga a trabalhar ilegalmente, sem nenhuma proteção.

Ela nos abandona nas mãos dos empregadores e do capitalismo mais cruel.

Ele nos isola do movimento trabalhista ao qual pertencemos.

E tudo isso forma uma estrutura que nos impede de desfrutar de todas as conquistas que a classe trabalhadora vem obtendo há anos.

A lei dos estrangeiros nos leva, migrantes, a suportar uma situação de escravidão moderna que é impossível romper, exceto com uma política de regularização digna e fácil.

Ninguém aqui é ilegal.

Não nos esqueçamos de que somos e seremos parte da mesma luta, portanto, nossa participação é importante para o coletivo e para o restante da sociedade.

Trabalho e dignidade andam de mãos dadas; por isso, juntos e organizados, lutaremos para que ninguém se aproveite da miséria a que esse sistema de opressão nos expõe.

As pessoas que estão aqui e as que estão chegando se unem na mesma luta.

Viva o primeiro de maio.

Não poderíamos deixar de dar um espaço no comício à Plataforma de Solidariedade com a Palestina de Valladolid, como representação de todos os palestinos que estão enfrentando na linha de frente as potências internacionais criminosas e seu delegado, o “Estado de Israel”, que está realizando um genocídio contra os palestinos; um espaço para aqueles que estão na linha de frente de uma guerra que é dirigida contra toda a humanidade.

O representante da Plataforma emitiu um apelo à ação da Federação Geral de Sindicatos da Palestina, pedindo uma ação coletiva global para interromper o funcionamento da economia e desafiar o status quo no local de trabalho; uma ação coletiva global para deixar claro que os trabalhadores não estão dispostos a ser cúmplices de anos de violência contra os palestinos: “Os palestinos sempre foram a espinha dorsal da luta contra a injustiça… Enquanto os governos continuam a fechar os olhos, nós abraçamos a longa tradição do internacionalismo sindical”.

Na praça em que a manifestação terminou, os slogans que acompanharam toda a manifestação eram altos e claros: “A luta é o único caminho”, “Primeiro de maio, trabalhador e libertário”, “Se isso não for resolvido, guerra, guerra, guerra, guerra – Se isso não for resolvido, bengala, bengala, bengala, bengala…”, “Uma greve geral é necessária agora…”. Não há dúvida de que reuniões como a de ontem não são apenas uma ocasião para dar uma demonstração de força e capacidade, mas também para promover a camaradagem que nos dará a força para tornar esses slogans uma realidade.

Trabalhadora, trabalhador, não espere que alguém revogue a reforma trabalhista, revogue-a unindo-se aos seus companheiros! Trabalhador, trabalhadora, não espere que os abusos acabem, acabe com eles com sua ação no local de trabalho! Teremos o futuro porque nós somos o futuro! Organize-se e lute! Saúde e anarquia!

>> Mais fotos: https://www.cntvalladolid.es/cronica-del-1-de-mayo-combativo-2024-en-valladolid-no-callaremos/

Tradução > Liberto

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o crisântemo amarelo
sob a luz da lanterna de mão
perde sua cor

Buson

[França] Os aproveitadores de guerra nunca tiveram qualquer ética

No final de abril de 2024, Joe Biden assinou o projeto de lei que autoriza um programa de ajuda de cem bilhões de dólares dos EUA para a Ucrânia, Israel e Taiwan. Até mesmo os apoiadores republicanos de Trump votaram a favor. É preciso dizer que a economia americana depende muito do setor de armas e os ganhos são substanciais: não há como questionar os figurões do setor industrial-militar, que certamente são grandes contribuintes para as campanhas eleitorais.

Dois terços desse pacote serão gastos na compra de novos equipamentos militares para os três países mencionados acima, além de aumentar a produção dos EUA. Em resumo, de acordo com o Wall Street Journal, mais de US$ 60 bilhões do novo programa de ajuda serão transformados em suculentos acordos comerciais domésticos. Negócios são negócios, como disse Octave Mirbeau.

A decisão americana é, portanto, uma tremenda promessa de dinheiro fácil para o setor de armas americano, impulsionado por conflitos contínuos. A guerra é boa para os comerciantes de armas. Até o momento, observa o Wall Street Journal, as empresas de defesa e segurança Lockheed Martin (produtora do tão elogiado F-35 Lightning II) e RTX têm sido as principais beneficiárias dos US$ 30 bilhões em contratos federais concedidos para abastecer a Ucrânia e, no processo, recompor os estoques de armas dos EUA. Outras empresas contratadas, incluindo a General Dynamics e a L3Harris, registraram fortes vendas trimestrais em abril. Quanto mais tempo a guerra durar, maiores serão os seus lucros. É por isso que os americanos estão mostrando suas cores: “Não podemos deixar a Ucrânia cair, porque se isso acontecer, há uma boa chance de que os Estados Unidos tenham que se envolver, não apenas com nosso dinheiro, mas com nossas tropas”, diz Hakeem Jeffries em uma entrevista ao programa 60 Minutes da CBS. E para brincar com os medos, porque, de acordo com esse líder democrata, depois da Ucrânia, a Rússia ameaçará outros países que se tornaram independentes após o colapso da União Soviética e que agora fazem parte da OTAN. É a restauração da URSS que Putin está buscando. E outras autoridades dos EUA estão seguindo o exemplo: “Não podemos decepcioná-los” ou “há uma boa chance de os EUA terem que se envolver” militarmente.

Claramente, os gastos militares dos EUA são um investimento na paz futura ao deter Putin hoje.

Mas, além dessa concepção militarista, é importante entender os riscos econômicos. Em 2023, a Lockheed Martin registrou um lucro líquido de 6,9 bilhões de dólares americanos, um aumento de 21%.

Jim Taiclet, CEO da Lockheed Martin, disse aos investidores da empresa, de acordo com a Zonebourse, que ele espera que as solicitações de orçamento presidencial para o ano fiscal de 2025 e o financiamento adicional para a Ucrânia, Israel e Taiwan forneçam uma base sólida para o crescimento futuro de nossa empresa nos próximos anos. O crescimento acontece nas costas de outros, fora dos EUA. E os espertos políticos americanos argumentam que preferem ajudar países beligerantes como a Ucrânia a enviar homens para a frente de batalha. Ufa, dizem os americanos! Duplo golpe: salvamos nossos rapazes e isso é bom para a economia e, portanto, para os empregos.

Os capangas de bastidores e os aproveitadores de guerra são fenômenos atemporais. Durante a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos entraram tardiamente na guerra ao lado da França e da Grã-Bretanha, a fim de permitir que esses países “aliados” se exaurissem, mas não muito, e, aproveitando-se do lucro inesperado, algumas empresas e corporações americanas aumentaram suas receitas e lucros em até 1.700%. As fortunas geralmente são feitas em tempos de guerra, e é por isso que elas são tão cruciais para aqueles que querem colher o máximo de lucros nas costas dos soldados que têm sua pele perfurada para os industriais. Você acha que está morrendo pelo seu país, mas está morrendo pelos industriais.

Hoje, as empresas de defesa, lideradas pela Lockheed Martin e pela RTX, estão usando o sistema de recompra de suas próprias ações para enriquecer. Com os lucros da guerra, elas investiram na recompra de ações. Esse processo, cada vez mais utilizado no mundo das grandes empresas, permitiu que elas aumentassem sua participação no capital acionário e, portanto, a governança sobre a empresa, ao mesmo tempo em que aumentavam os lucros por acionista remanescente. Legalmente, o dinheiro não tem cheiro. E por que os ricos não deveriam ficar ainda mais ricos sem fazer nada, já que a lei permite que eles façam isso?

O processo é lucrativo e não requer nenhum investimento ou pesquisa. A Lockheed e a RTX recompraram ações no valor de US$ 19 bilhões no ano passado. A Lockheed recomprou mais US$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2024, a Northrop Grumman quase US$ 350 milhões e a General Dynamics mais de US$ 100 milhões. Tudo isso é um circuito muito curto e muito suculento.

Os aproveitadores de guerra nunca tiveram qualquer ética. Aqueles que eram comerciantes do mercado negro durante a Segunda Guerra Mundial, ou mesmo colaboradores, terminaram a guerra no escuro. É a lógica do capitalismo que agradece a seus defensores.

E os políticos estão sempre pedindo aos trabalhadores que apertem o cinto… É preciso dizer que os trabalhadores são os mais propensos a colocar a mão no bolso. É uma pena que eles não usem os pés para chutar a bunda dos aproveitadores da morte.

Ty Wi

Fonte: https://le-libertaire.net/les-profiteurs-de-guerre-nont-jamais-eu-dethique/

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Chuva leve
No coração de quem escreve.
Tormenta em forma de palavras.

Mário A. Vidal

[Finlândia] 1º de Maio em Helsinque: bloco anarquista demanda greve geral

O governo de direita da Finlândia aprovou inúmeras leis para cortar benefícios e restringir as atividades sindicais. Por exemplo, o governo quer limitar os salários para que não possam ser mais elevados do que no setor privado, bem como limitar o direito à greve para que esta não possa durar mais de 24 horas. As reformas de direita incluem 10 projetos de lei diferentes, alguns dos quais já foram aprovados.

Desde dezembro, os sindicatos organizaram numerosas greves curtas contra as reformas, a mais poderosa das quais foi a greve dos estivadores, que suspendeu a maior parte das exportações e importações durante um mês em março e abril. Mas o governo não recuou e os sindicatos não ousaram organizar uma greve geral.

Em resposta, os anarquistas em Helsinque, na marcha esquerdista do 1º de Maio, juntamente com os curdos, organizaram um bloco exigindo uma greve geral. Incluía cerca de 400 pessoas, foi o maior bloco anarquista em 1º de Maio na história da Finlândia.

Participaram da ação os grupos anarquistas A-ryhmä, Mäyräkopla (Gangue do Texugo), Moktasissit, bem como o NCDK  (Centro Democrático Comunitário Curdo) .

>> Mais fotos: https://t.me/aryhma/461

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Há trafego intenso —
Vendo o ipê amarelo
Meus olhos descansam.

Sonia Regina Rocha Rodrigues

[França] Enchentes no Brasil: a Barricada de Montpellier lança um fundo de solidariedade direta

Na última semana, o sul do Brasil vem sofrendo um desastre climático sem precedentes, com inundações monstruosas causadas por chuvas torrenciais… Em Porto Alegre, metade da cidade está debaixo d’água, bairros inteiros foram destruídos e as redes de água potável, gás e eletricidade foram parcial ou totalmente interrompidas, sendo que os bairros pobres obviamente estão sofrendo o maior impacto. Centenas de milhares de pessoas tiveram que fugir de suas casas, as estradas estão interrompidas, a escassez de água e alimentos está começando a se fazer sentir… Os crocodilos até invadiram a cidade!

Diante dessa situação, a Barricada, um centro comunitário autogerido em Montpellier, decidiu ajudar os grupos libertários presentes no local criando um fundo de solidariedade direta: “não nos enganemos: o maior vilão não é o El Niño, que está enlouquecendo, mas o capitalismo, cuja exploração desenfreada de vivos, está tornando impossível lidar com os desastres que causou! Diante dessa situação, a solidariedade é a nossa melhor arma, por isso estamos propondo apoiar os camaradas da Ação Antifascista Social e o Ateneu Libertário que estão se organizando em nível de base, sem esperar nada do Estado, para estabelecer uma solidariedade direta, em particular distribuindo água e refeições em vários bairros proletários de Porto Alegre e arredores. Aqui está um pequeno link para um financiamento coletivo para ajudar financeiramente, que será rapidamente repassado para a Ação Antifascista Social. É também nesses tipos de situações dramáticas que percebemos o poder do coletivo e da organização de base. Não vamos esperar pelo próximo desastre, vamos nos tornar a tempestade!”, diz a página do Helloasso dedicada à campanha de arrecadação de fundos.

>> Para participar, acesse:

https://www.helloasso.com/associations/le-barricade/formulaires/3

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/09/campanha-de-solidariedade-ao-rio-grande-do-sul/

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Canta o bem-te-vi
no galho da goiabeira:
mesma saudação!

Ronaldo Bomfim

Se você puder, apoie o Riseup!

“O que podemos fazer para criar o mundo em que nossos corações desejam viver?” Alguns pássaros se perguntaram isso, depois de viver uma semana exaustiva e emocionante de protestos contra a Organização Mundial do Comércio há quase 25 anos. Houve, e ainda há, tanto trabalho para fazer que a resposta se tornou cristalina: colocar nossos conhecimentos e habilidades para ajudar a construir movimentos de justiça em todo o mundo. Esse foi o início do Riseup.net.

No início a coisa era simples, hospedávamos e-mails e listas de discussão para grupos e amizades. Queríamos lutar contra o poder corporativo, não depender dele. Para isso, criamos nossos próprios serviços de comunicação autônoma, para que nossas comunidades pudessem usá-los para organizar seus protestos. Novas aves se juntaram ao nosso bando durante este tempo, trazendo suas forças individuais ao se juntarem em nossa luta coletiva.

Não éramos as únicas fazendo esse tipo de trabalho. Os coletivos de tecnologia de base estavam presentes em diferentes partes do globo com movimentos que abraçavam o belo processo de criação de poder. Tivemos conversas sobre o papel da tecnologia na construção de movimentos, sobre como a tecnologia deve ter sistemas que são baseados na proteção e satisfação das necessidades das pessoas – em vez de exploração.

A gente se juntou com garra e começamos a desenvolver um software: o Crabgrass foi a nossa escolha na tendência da “web 2.0”, um conjunto de ferramentas para ajudar grupos com suas tarefas. Começamos a hospedar os “pads”, uma ferramenta de escrita colaborativa muito fácil de usar. Tentamos, e falhamos, criar uma ferramenta criptografada de ponta a ponta usando o correio. Durante este tempo, nosso bando cresceu muito além dos limites da cidade de Seattle.

Estávamos nos perguntando, então, o que se vem a seguir? A internet mudou muito desde o início dos anos 2000. As Big Techs começaram a fornecer recursos que nunca conseguimos, mas, ao mesmo tempo, nós fornecemos o pior sonho da Big Tech — nenhum rastreamento de usuários. Os vazamentos de Snowden trouxeram um aumento de usuários e demandas para nossos sistemas. Refletindo sobre esses pedidos de apoio, começamos a focar nosso esforço na melhoria dos serviços. Habilitamos um armazenamento de correio maior que só pode ser lido com sua senha de usuário, e com a ajuda do LEAP, agora é mais fácil do que nunca usar nosso serviço VPN.

Ao longo dos últimos anos, temos lidado com dificuldades crescentes e a necessidade de entender e superar a dívida técnica que foi sendo construída ao longo do tempo. O trabalho de manutenção não é emocionante como lançar algo novo, mas precisa ser feito. Por trás das cenas, temos trabalhado sem parar para tornar nossos serviços mais confiáveis, melhorando nossa infraestrutura de correio e tornando nosso suporte ao usuário o mais útil possível. Como sempre, continuamos lutando contra spammers e tentando construir o novo mundo que nossos corações ainda exigem.

Se você puder, por favor contribua para apoiar o trabalho que o Riseup faz  – https://riseup.net/pt/doacao

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Luz prateada de noite cheia.
Lua clareando.
Reflexo de gaivotas.

Sílvia Mera

[Espanha] Muito amor e vamos em frente. El Lokal fica no Raval

Quarta-feira, 08 de maio de 2024

Em 48 horas, 50% do objetivo econômico foi alcançado, muito bom! Mas também, e acima de tudo, muito emocionante, porque por trás de cada contribuição, pequena ou grande, há momentos, histórias e lutas desses 37 anos, de coletivos e pessoas que nos lembram, nos conectam e reafirmam que sim, coletivamente e em autogestão somos fortes e que esse caminho só é possível entre todos nós.

Gostaríamos de agradecer a cada um de vocês, àqueles que contribuíram por meio da Goteo [vaquinha], por transferência ou pelo Lokal, e àqueles que estão chegando. Também à Coop57 por sua confiança ao gestionar o empréstimo.

A todos vocês, muito obrigado e vamos continuar!

ellokal.org

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/07/espanha-barcelona-el-lokal-permanece-no-raval/

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Quintal do sítio –
A única forma geométrica
É a linha de um varal.

Paulo Franchetti

[Espanha] El Lokal del Raval, ícone anticapitalista em Barcelona, levado a comprar seu espaço de um fundo investimento

Por Gisela Macedo | 07/05/2024

Depois de 37 anos no mesmo espaço do Raval, El Lokal (c. da Cera, 1) pode afirmar com segurança que seguirá no bairro. Este ponto de encontro, apoio e ativismo para os moradores da região, que aparentemente é uma loja de livros e música ‘underground’, sobreviverá finalmente à ameaça da especulação imobiliária que parecia destinada a expulsá-lo do centro de Barcelona. Seus fundadores optaram por comprar o local antes que o atual proprietário – um fundo “abutre”- decida não renovar-lhes o contrato de aluguel.

“Depois de uma profunda reflexão, cremos que nossa única oportunidade para manter este rincão libertário no Raval é a compra”, explicam desde El Lokal em um comunicado onde assinalam que, nos últimos anos, tiveram que enfrentar um aluguel “cada vez mais alto”.

Uma “boa resposta”

Iñaki García, fundador e alma de El Lokal, explicou a este diário que iniciaram um ‘crowdfunding’ para devolver os empréstimos que pediram para iniciar o processo de compra. Na segunda-feira ao meio dia abriram a campanha e, umas horas depois, já haviam arrecadado mais de 1.000 euros.

“É uma boa resposta. Muita gente valoriza El Lokal e seguramente nos apoiará. Tomamos esta decisão para proteger-nos e seguir fazendo o que fazemos, além de melhorar o espaço”, comenta García, cujo trabalho social lhe brindou a oportunidade de obter até em duas ocasiões a Medalha da Cidade, um reconhecimento que rechaçou ambas as vezes, a título próprio e como entidade.

“É o lugar onde, se estás em apuros ou tens um problema, sempre vão tentar ajudar-te”; “É casa para todos os movimentos e para os vulneráveis”; “É como os pais: sempre estão aí”; “Sem El Lokal, perderíamos muitos futuros”, são alguns dos testemunhos de pessoas vinculadas ao espaço, em um vídeo que solicita colaboração para a compra. Uma compra que eles consideram “um esforço coletivo”: “Não é só nosso. Nós o gestionamos, mas é um espaço obtido coletivamente. Poder fazê-lo assim, em comunidade, é algo bonito. Também, pode servir de exemplo para outros que enfrentem o mesmo problema”, reflete García.

Em quase quatro décadas de atividade – desde 1987 -, El Lokal passou de ser “só” uma loja de materiais alternativos – livros, roupa, música, etc.- a ser uma referência da cultura antiautoritária e estar ligado às lutas do bairro. Desde jovens insubmissos que evitavam o serviço militar até pessoas sem documentos ou ameaçadas de desalojo, El Lokal tem sido um ponto de apoio para todos eles. “A gente sabe que, se tens um problema, em El Lokal te escutarão e te ajudarão”.

“Desde o CAP nos ‘levaram’ a uma mulher que sofria muita ansiedade. Simplesmente após escutá-la e apoiá-la, puderam reduzir-lhe sua medicação. Contar com estes espaços no bairro ajuda a muitas pessoas que se sentem sós ou em situações vulneráveis. Brinda-lhes a oportunidade de socializar, organizar-se e encontrar alternativas. Estamos muito satisfeitos, porque é muito necessário”, explica García.

Contudo, finalmente a balança se inclinou a favor da opção de compra. “Tínhamos escrúpulos, porque isto de comprar, para gente de nossa cultura, custa muito. Mas era a única maneira de assegurar que não nos tirarão. É um direito que temos, e cremos que o poderemos assumir”, pondera García.

Fonte: https://www.elperiodico.com/es/barcelona/20240507/lokal-raval-icono-anticapitalista-barcelona-compra-local-102043942

Tradução > Sol de Abril

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Libélula pousa –
a sombra lhe apanha
antes que voe.

Kissyan Castro

Campanha de solidariedade ao Rio Grande do Sul

Nas últimas semanas estamos testemunhando uma tragédia no Rio Grande do Sul que ceifou a vida de dezenas de pessoas e impactou a vida de milhares. Casas, famílias e comunidades inteiras perderam não apenas bens materiais, mas tudo que construíram com os seus trabalhos.

Estes desastres anunciados são resultados do colapso ambiental, da ação predatória dos capitalistas e da negligência arquitetada de governos sucessivos.

Em meio a essa tragédia, nós do Centro de Cultura Social de São Paulo, do Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri e da Biblioteca Terra Livre nos somamos a tantas outras iniciativas de ajuda mútua ao povo atingido.

Para participar da Campanha de Solidariedade ao Rio Grande do Sul faça um pix para: 008.776.270-67 (Juliano) da Okupa Pandemia Porto Alegre.

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e um vaga-lume
lanterneiro que riscou
um psiu de luz

Guimarães Rosa

[Alemanha] 3º Anarchist Days em Leipzig

Marque o período de 29 de abril a 12 de maio em seus calendários em preto e vermelho, porque o 3º Anarchist Days em Leipzig está logo ali!

O último ano para muitos de nós tem sido repleto de pressão devido à crescente repressão, discriminação rampante, perdas e frustrações.

A condição da sociedade pode nos fazer sentir solitários, sem esperança e impotentes. É ainda mais importante nos reunirmos novamente.

Como anarquistas, não vemos o isolamento e o afastamento da sociedade como o caminho para uma sociedade libertada e uma vida bonita para todos.

Portanto, no Anarchist Days, queremos aprender uns com os outros, nos apoiar mutuamente, criar e desenvolver espaços comunitários e trabalhar ativamente rumo a uma realidade alternativa de vida.

Durante duas semanas, haverá eventos anarquistas em Leipzig: festivais no parque, compartilhamento de habilidades, oficinas, palestras, shows e muito mais. Em breve, você encontrará a programação exata em nosso blog.

Paralelamente ao programa do A-Days, estão os B-Days, pois este ano também queremos realizar alguns trabalhos práticos juntos.

Os projetos de casas, parques de trailers, campos e salas de estar urbanas de Leipzig precisam do nosso apoio ativo para seus projetos (de construção).

Juntos, podemos apoiar aqueles que criam espaços autônomos e persistem apesar da contínua gentrificação de Leipzig. Portanto, venha para o Anarchist Days em Leipzig em maio!

A solidariedade é para todos, então, por favor, se possível, teste-se antes de vir, e/ou use máscaras. Além disso, nos esforçamos para tornar os eventos o mais acessíveis possível – você pode encontrar informações sobre isso em nosso blog. Certamente, não cobrimos tudo, então, por favor, nos informe o que você precisa para participar.

Vejo vocês lá, e à boa vida!

Mais informações em nosso blog: https://anarchistischetagele.blackblogs.org

Tradução > fernanda k.

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Nas águas do mar
Águas-vivas flutuam
Tranqüilamente …

Miranda

[Espanha] XII Aniversário: 12 anos batendo de frente!

12 anos de CSOA l’Horta; 35 anos de okupação em Valência… muitos motivos para comemorar.

E ainda mais para nos organizarmos, cuidarmos de nós mesmos, lutarmos e criarmos resistência em comunidade.

Nos dias 10, 11 e 12 de maio, nos encontraremos em um dia repleto de atividades para todos os gostos e pessoas.

CSOA l’Horta – 12 anos de resistência: contra a barbárie e por um mundo melhor!!!

>> Mais infos: horta.noblogs.org

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o tempo ainda não passou
canta no galho mais alto
o sabiá-laranjeira

João Angelo Salvadori

[Itália] Roma: Torre Maura desocupada

Na madrugada de ontem (07/05), foi despejada uma histórica ocupação anarquista romana, a Torre Maura. A polícia fez uma batida nas primeiras horas da manhã e denunciou os companheiros e companheiras que ali dormiam por “ocupação ilegal”.

Depois de 32 anos de autogestão, lutas, assembleias, concertos, Nicola Franco, o subprefeito do VI município de Roma, alcançou a meta que se propôs há trinta anos, quando era um fascista de rua.

“Hoje demonstramos que o Estado existe. O Estado vence. Sempre. Os anarquistas insurrecionalistas ocupavam ilegalmente essas instalações há 32 anos; utilizando o local como base operacional para as suas atividades criminosas: como atestam as numerosas investigações realizadas no passado”, declarou para imprensa local o subprefeito.

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areia quente
pés descalços
corrida para o mar

Carlos Seabra

[Itália] A biblioteca do Círculo Cultural “E. Malatesta” reabre com serviço de empréstimo

A partir de quinta-feira, 9 de maio, será possível emprestar e consultar livros na Biblioteca do Círculo Cultural “Errico Malatesta”.

Por enquanto, há apenas uma centena de volumes, mas o catálogo será ampliado nos próximos meses, conforme o processo de catalogação iniciado em março, quando foi realizada uma primeira inauguração.

Com o empréstimo e a consulta, a partir de quinta-feira, 9 de maio, será uma reabertura efetiva de nossa biblioteca histórica. Convidamos todos aqueles que desejam conhecer a história e a atualidade do anarquismo a visitá-la durante o horário de funcionamento e a consultar o catálogo online no site do Sistema Documental Territorial de Livorno: https://opacsol.comune.livorno.it/SebinaOpac/.do

A biblioteca está localizada na Via degli Asili, 33, em Livorno, e está aberta às segundas e quintas-feiras à tarde, das 16 às 20 horas. Nas manhãs de quinta-feira, somente com hora marcada.

O Círculo Cultural “Errico Malatesta” foi designado pela Federação Anarquista de Livorno para gerenciar o material da biblioteca da Federação por meio da biblioteca, com o objetivo de tornar essa coleção de volumes, panfletos e periódicos acessível ao público e promover o conhecimento do movimento anarquista.

O núcleo histórico da biblioteca é constituído em volumes das bibliotecas de grupos anarquistas locais, aos quais foram adicionados fundos doados por companheiros ao longo das décadas. A biblioteca sempre continuou a ser atualizada com novas publicações, também em outros idiomas, relacionadas ao movimento anarquista ou a tópicos que interessavam às atividades da Federação. Entre os títulos de referência sobre o pensamento anarquista estão as obras de Pietro Gori, publicadas entre 1946 e 1949, e as obras completas de Errico Malatesta, publicadas recentemente. A maioria dos volumes trata do movimento anarquista, sua história, problemas políticos e perspectivas de transformação social.

A biblioteca também possui coleções dos principais periódicos do movimento anarquista na Itália, incluindo o “Umanità Nova”. Destaca-se uma coleção do semanário “L’Avvenire Anarchico”, publicado em Pisa, e a coleção do periódico anticlerical “Il Corvo”, publicado em Livorno pelo Grupo Antirreligioso Pietro Gori. Há também coleções significativas de títulos anarquistas estrangeiros, especialmente espanhóis e franceses. Há também coleções de periódicos não anarquistas, mas interessantes, incluindo a coleção de “Il Mondo” (1949-1966).

collettivoanarchico.noblogs.org

agência de notícias anarquistas-ana

gota de chuva
escorre na parreira
pára na uva

Carlos Seabra

[Alemanha] Anarquistas reivindicam a responsabilidade pela queima de veículos de entrega da Amazon em Berlim

Pelo menos 16 veículos de entrega pertencentes à gigante do varejo online Amazon foram queimados em Berlim na noite de terça-feira, em um ato reivindicado por um manifesto anônimo publicado online que a polícia está investigando como sendo de motivação política.

O manifesto, assinado como “Alguns Anarquistas”, foi publicado no portal Indymedia.org na quarta-feira e afirma que dispositivos incendiários foram usados para incendiar 25 veículos da Amazon Prime, 16 dos quais foram seriamente danificados, de acordo com a polícia.

O manifesto ataca a Amazon como uma “força motriz no estabelecimento do capitalismo digital”, enquanto critica as condições de trabalho dos funcionários, os danos climáticos e os planos de construir uma megastore da Amazon em Berlim, “um sinal de aspirações de poder patriarcal branco”, entre outras acusações.

De acordo com o jornal local ‘Berliner Zeitung’, os veículos começaram a pegar fogo por volta das 2h45 da madrugada, horário local, e testemunhas afirmaram ter visto homens encapuzados no local onde as vans estavam estacionadas pouco antes do incidente.

Um porta-voz da polícia confirmou, depois que os bombeiros terminaram de apagar o incêndio, que 16 dos veículos haviam sido tão danificados que ficaram inutilizados.

O incidente está sendo investigado pela brigada responsável por crimes políticos e suspeita-se que esteja ligado às comemorações do Primeiro de Maio, quando é tradicional a repressão policial a manifestantes anticapitalistas.

No início de março, um manifesto de teor semelhante, mas assinado por um “Grupo Vulcão”, assumiu a responsabilidade por um ataque à gigafábrica da Tesla nos arredores de Berlim, o que forçou uma interrupção temporária da produção na fábrica de carros elétricos.

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/03/08/grupo-anarquista-reivindica-sabotagem-contra-a-tesla-na-alemanha/

agência de notícias anarquistas-ana

Entre as ruas, eu,
e em mim, eu em outras ruas,
sob a mesma noite.

Alexei Bueno

[Grécia] 7ª Conferência da Organização Política Anarquista | 25 a 26 de maio de 2024, Tessalônica

O 7º Congresso da Organização Política Anarquista (APO) | Federação de Coletivos acontecerá de 25 a 26 de maio de 2024 em Tessalônica.

Durante o primeiro dia da Conferência e para procedimentos específicos, está prevista a presença de grupos de observadores.

Para manifestações de interesse e comunicação, pode contatar o e-mail: anpolorg@gmail.com

Organização Política Anarquista – Federação de Coletivos

Site: apo.squathost.com | email: anpolorg@gmail.com | fb: anpolorg | Twitter: @anpolorg

agência de notícias anarquistas-ana

Passa um cão
com neve nas costas –
onde a leva?

Stefan Theodoru

[Chile] Cartaz em memória do companheiro Mauricio Morales

Lembrando com amor e cumplicidade um guerreiro que contribuiu de muitas formas para a propagação da ideia e da ação anarquista.

Em defesa daqueles que decidem partir para a ofensiva contra o poder com as armas que julgam e têm à sua disposição. Recuperar a violência política anárquica insurrecional que existe e resiste no território chileno.

Lembrando aquele que colocou em sua mira, em seu objetivo, a nefasta instituição da Gendarmaria chilena, carcereiros, inimigos da liberdade, que gostam de prender milhares de pessoas todos os dias, entre elas, nossos companheiros anárquicos e subversivos.

Em memória de Mauri. Cartazes já estão nas ruas como uma contribuição para a expansão da perigosa memória de nossos companheiros mortos, que continuam a irromper com veemência em cada ação contra o Poder.

15 anos após a morte em ação do companheiro Mauricio Morales…

NADA ACABOU, TUDO CONTINUA!

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/04/11/chile-chamada-para-acao-e-propaganda-15-anos-apos-a-morte-do-companheiro-anarquista-mauricio-morales/

agência de notícias anarquistas-ana

mostro o passaporte
minha sombra espera
depois da fronteira

George Swede