[Chile] Para aqueles que insistem em arriscar tudo. Palavras do companheiro Francisco Solar.

Para aqueles que nem a repressão nem a prisão conseguem acalmar.

Para aqueles que, sabendo que a realidade opressiva pouco ou nada mudará, mesmo assim arriscam tudo por alguns instantes de liberdade. Liberdade verdadeira desde o momento em que se decide enfrentar o poder em primeira pessoa.

Para aqueles que não se acomodam.

Para aqueles que não se contentam com a crítica que, por mais radical que seja, fica apenas nas palavras.

Para aqueles que não esperam que os riscos sejam assumidos por outros, mas que são eles mesmos que tomam as rédeas e decidem atacar.

Para aqueles que não descansam sobre os louros das ações já realizadas.

Para aqueles para quem a anarquia é fazer o que se diz.

Para aqueles que apostam e se lançam na prática da violência revolucionária.

Para aqueles que vibram com a conspiração e o ataque.

Para aqueles que, em definitiva, não se domesticam e não contemplam a passividade em suas vidas.

Para aqueles que insistem obstinadamente em arriscar tudo.

Para Sara e Alessandro, que levaram uma vida de combate e que a anarquia não os esquecerá.

Francisco Solar

Prisão La Gonzalina-Rancagua

Março de 2026

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agência de notícias anarquistas-ana

Nuvens de mosquitos –
Sem isso, no entanto,
Mais solitário.

Issa

Feira do Livro Anarquista dos Balcãs 2026

Nos entusiasma e motiva convidar a companheiros, coletivos, editoras e iniciativas dos Balcãs e mais além de Skopie para a Feira do Livro Anarquista dos Balcãs 2026, que acontecerá de 24 à 27 de setembro. Com tenacidade e dedicação, assumimos a responsabilidade de albergar este comovente encontro de resistência, solidariedade e auto-organização. Esperamos dar-lhes as boas vindas para compartilhar quatro dias de encontros, debates, desacordos, aprendizagem, organização e luta coletiva.

Depois de quinze anos, a Feira do Livro Anarquista dos Balcãs regressa à Skopje, onde se celebrou pela última vez em 2011. Regressa a uma cidade completamente mudada, uma região transformada e um contexto global radicalmente alterado. O que permanece inalterado é a necessidade de nos encontrarmos, nos organizarmos, intercambiarmos e resistirmos juntos. O regresso da BAB à Skopje não é um gesto nostálgico, mas uma necessidade política: reconectar velhas e novas lutas, fortalecer laços regionais e internacionais e enfrentar as realidades do presente com força coletiva. Um novo movimento de anarquia está se mobilizando uma vez mais nesta cidade moldada pelas contradições, a devastação e a sobrevivência. Estão surgindo novos coletivos, grupos informais e iniciativas, reconectando com lutas passadas enquanto abrem novas frentes de resistência. Skopje está se convertendo uma vez mais em um terreno de confronto com o Estado, o capital e todas as formas de dominação.

As guerras já não são eventos excepcionais; estão se convertendo na cotidianidade do mundo. O imperialismo já não se esconde atrás de máscaras diplomáticas, mas transforma abertamente fronteiras, vidas e futuros. As novas tecnologias se desenvolvem a portas fechadas, em mãos privadas, enquanto que suas consequências afetam a todos nós: inteligência artificial, vigilância digital, controle algorítmico do trabalho, a educação, a saúde, a guerra e o entretenimento. Estamos excluídos dos dados, das decisões e das infraestruturas, mas obrigados a suportar sua carga, cada vez mais como objetivos da militarização e do controle social.

Ao mesmo tempo, uma nova onda de política reacionária está revertendo décadas de luta. Os movimentos antigênero atacam as mulheres, as pessoas queer e trans com renovada violência. Forças patriarcais, nacionalistas e religiosas estão mobilizando o medo e o ressentimento, moldando novas gerações com velhas hierarquias. A maquinaria econômica do capitalismo continua sua destruição sem fim, batendo novos recordes a cada ano em colapso ecológico, exploração, deslocamento e miséria social.

Estas crises não são independentes. Formam uma paisagem interconectada de dominação. É o resultado lógico do poder estatal, da acumulação capitalista, do controle tecnológico e da hierarquia social.

Nos Balcãs, estes processos globais adquirem formas particularmente brutais e visíveis. A região segue sendo tratada como um laboratório semiperiférico de austeridade, privatização, corrupção e extração. Estão construindo represas em rios, estão vendendo bosques, estão convertendo montanhas em minas e estão reconfigurando cidades para obter lucros especulativos, enquanto comunidades inteiras ficam sem água, ar limpo nem meios de vida seguros. A destruição ecológica avança pela mão do desemprego, da migração forçada e o desmantelamento do que resta da infraestrutura social.

Ao mesmo tempo, regimes populistas novos e reciclados, projetos nacionalistas e governos autoritários consolidam seu poder mediante o medo, a militarização, a misoginia, o racismo e o revisionismo histórico. As fronteiras dos Balcãs seguem sendo zonas de detenção, rechaço e morte para as pessoas em movimento, enquanto que as populações locais sofrem a disciplina da dívida, a precariedade e a crise permanente. No entanto, em toda a região, as lutas continuam: contra as centrais hidrelétricas, o extrativismo da água e da terra, os desalojos, a violência policial, a opressão de gênero, a organização fascista, os regimes fronteiriços e a exploração laboral. Estas lutas costumam ser isoladas, e é precisamente por isso que necessitamos espaços como a Feira do Livro Anarquista dos Balcãs para conectar, coordenar e resistir juntos.

Ante esta crua realidade, nos enfrentamos com uma tarefa compartilhada: responder de forma revolucionária e radical. Repensar nossas estratégias, reconstruir nossas redes e agudizar nossas práticas de resistência. Encontrar as frestas do sistema e atuar ali, juntos.

A Feira do Livro Anarquista dos Balcãs está a mais de uma década existindo como um espaço precisamente para isto: não só para livros, mas também para encontros, debates, desacordos, aprendizagem, organização, cuidado, frustração e renovação de forças. É um encontro emotivo que se nega a estancar-se em um só lugar, refletindo as realidades de nossa região e a necessidade de uma constante recomposição das lutas.

Em 2026, a Feira do Livro Anarquista dos Balcãs acontecerá em Skopje, de 24 à 27 de setembro.

Skopje é uma cidade com uma rica história de luta, revolta, repressão e sobrevivência. Uma cidade onde as culturas se encontram e chocam, onde o espaço urbano se disputa constantemente, onde as novas gerações voltam a formar grupos de resistência em condições cada vez mais duras. Desde as lutas obreiras até a organização antifascista, desde a resistência feminista e queer até as lutas ecologistas e de moradores, Skopje não é só um lugar de crise, mas também de potencial.

Convidamos a coletivos anarquistas, editoras, infoshops, iniciativas autônomas, grupos informais e indivíduos dos Balcãs e de outros lugares a reunir-se em Skopie para compartilhar experiências, análises, ferramentas e práticas. Os convidamos a trazer seus livros, fanzines, textos, cartazes, debates, oficinas, filmes, intercâmbios de habilidades e propostas. Os convidamos a trazer suas lutas, suas dúvidas, suas perguntas e sua ira, assim como suas energias e desejos de um mundo diferente.

A Feira do Livro Anarquista dos Balcãs não é um evento para espectadores e palestrantes, mas um espaço comum que construímos juntos. É um lugar para encontrar-nos com companheiros de diferentes contextos, aprender das derrotas e vitórias dos demais, debater, discordar e apoiar-nos material e politicamente. É um espaço para fortalecer laços entre locais e internacionalistas contra as fronteiras, os Estados e o capital.

Envio de propostas para eventos: bab2026@riseup.net

A assembleia organizadora está estruturando o programa da feira (de quinta-feira, 24 à domingo 27 de setembro). Nossa principal preocupação é incluir o maior número possível de apresentações e oficinas, mas também deixar tempo suficiente para um debate profundo sobre cada tema. O programa está previsto para as jornadas completas de quinta-feira, sexta-feira e sábado, com meia jornada no domingo.

Em tempos de guerra, autoritarismo, reação patriarcal, devastação ecológica e dominação tecnológica, insistimos em nos organizarmos sem governantes nem chefes. Insistimos na solidariedade em lugar da competição, da auto-organização em lugar da representação, da ação direta em lugar da delegação.

Nos próximos meses se oferecerão mais detalhes sobre a participação, o marco político, a logística e as datas limites para as contribuições. Lhes pedimos que traduzam esta convocatória a seus idiomas, a compartilhem conosco, a publiquem em suas plataformas e a compartilhem em seus canais de comunicação.

Se agradece a difusão.

Feira do Livro Anarquista dos Balcãs 2026, Skopje 24–27 de setembro de 2026

Contra a guerra, o capital, o patriarcado e o Estado – Pela solidariedade, a resistência e a liberação.

bab2026.espivblogs.net

Tradução > Sol de Abril

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mamãe passarinho chocando,
papai trouxe a comida
festa na copa das árvores

Akemi Yamamoto Amorim

[Itália] ATENÇÃO! Os anarquistas estão entre vocês?

Partimos de um fato. Sim, os anarquistas estão entre vocês:

trabalham ao seu lado nas escolas, nas fábricas, nos hospitais e também nas famílias… não encontram trabalho como vocês, e quando encontram, sofrem a mesma precariedade que vocês. Talvez sejam feios, às vezes sujos, mas maus… esse adjetivo deixamos para quem tenta sempre falar em nosso lugar.

Nós somos anarquistas, a polícia nos conhece assim como a cidade onde vivemos nos conhece, e ela sabe muito bem que não temos nada a esconder, enquanto nós não podemos dizer o mesmo deles.

No entanto, a política nacional, acompanhada de perto pelos jornais, tem insistido em nos colocar na roda, os anarquistas. À esquerda, têm pena de nós por nossa suposta intransigência idealista (alguns de nós votaram “Não” no referendo, sabiam?), jogam em cima de nós suas próprias contradições institucionais – que querem prisões, mas sem exageros. Querem exército, mas europeu. Como se ir à guerra com a bandeira azul ou tricolor mudasse alguma coisa para nós, futuros soldados recrutas. Querem o capitalismo, mas bondoso… como se trabalhar oito horas por dia com um sorriso no rosto nos devolvesse o dia perdido apenas para fazer o mundo correr em direção às guerras e ao aquecimento global.

E o que dizer da direita? Atribuem-nos o mérito de ter sedes pra todo lugar, de estar infiltrados melhor do que as forças de segurança e de conseguir colocar cidades inteiras sob cerco. Desde o século XIX nos descrevem assim… precisa comentar?

Parece que muitos falam de nós e por nós; então vamos falar um pouco dos outros também: vamos falar da direção que a sua democracia está tomando, na Itália e no exterior, de suas prisões superlotadas, de seus CPTs [Centros de Permanência Temporária] e de seus decretos de segurança.

Vamos falar da medida policial que proíbe preventivamente um ato em Roma por causa daqueles dois mortos em circunstâncias a serem apuradas – medida que, ao que parece, circulou nas redes sociais, mas para a qual ninguém ainda tinha pedido autorização na delegacia. Como emitir uma ordem de indeferimento se ninguém tinha solicitado nada ainda?

Vamos falar daqueles jornalistas que, para justificar toda essa retórica, atribuem a prontidão das forças de segurança como consequência direta do relatório anual dos serviços secretos, sendo que esse documento, apresentado como todos os anos no parlamento, trata das verdadeiras ameaças da última moda: guerras híbridas e cenários bélicos.

Vamos falar da Liga [Lega], que, na ânsia de chamar a atenção e dar seu palpite, tira da cartola uma proposta de lei absurda que quer criar a chamada “rede antifa”, anarquista e terrorista, quando na Itália simplesmente não existe nenhuma rede desse tipo, nem mesmo depois de anos de batidas policiais, processos judiciais e tentativas de fabricá-la em mesa de escritório para ter um inimigo interno.

Vamos falar da Salis. Porque todo mundo achou conveniente falar dela como se fosse uma anarquista, uma daquela perigosa e misteriosa rede “antifa”, que, como eurodeputada da AVS [Aliança Verdes e Esquerda] e como cidadã, queria participar da manifestação “No Kings” em Roma e se viu com a polícia na porta do quarto de hotel onde estava hospedada, detida por uma hora sem receber nenhum auto. Um pedido de um país estrangeiro, dizem. Mas o auto tem que ser lavrado, com ou sem justificativa de casos internacionais… sabiam?

Nós, no fundo, não somos muito diferentes de vocês. Somos anarquistas e orgulhosos de sê-lo porque queremos uma vida melhor, mas para todos, um mundo sem exploração, fronteiras e guerras. Infelizmente, ainda não vemos ideias e soluções melhores, e as de vocês não parecem estar funcionando.

FAI – Federação Anarquista Italiana

Seção “M. Bakunin” – Jesi

Seção “F. Ferrer” – Chiaravalle

Grupo Anarquista “Kronstadt” (sem endereço fixo) – Ancona

Fonte: https://cslfabbrijesi.noblogs.org/archives/2539  

Tradução > Liberto

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Ainda cantando
Os insetos são levados
Sobre o tronco que flutua.

Issa

O Núcleo de Pesquisas Marques da Costa lança mais um número do seu boletim informativo

O Núcleo de Pesquisas Marques da Costa, coletivo que tem como objetivo divulgar a história do anarquismo no Brasil, e principalmente no Rio de Janeiro, lança o número 43 do seu boletim informativo EMECÊ. Publicado desde 2005, o EMECÊ Leva as iniciais (MC) do operário anarquista português José Marques da Costa, editor da Secção Trabalhista do jornal A Pátria nos anos de 1923 e 1924 e militante com longa trajetória de lutas em Portugal, Brasil e na Espanha.

Em seu número atual, o EMECÊ resgata a atuação da anarquista Elvira Boni em uma faceta pouco conhecida: a militância comunitária. Elvira Boni (1899-1990) foi uma destacada militante operária do Rio de Janeiro no primeiro terço do século XX. Trabalhando desde os 12 anos em oficinas de costura, organizou a União das Costureiras em 1919 e teve atuação destacada no III Congresso Operário Brasileiro, onde presidiu a mesa diretora dos trabalhos. Também construiu uma importante atuação dentro do movimento anarquista do Rio de Janeiro, participando e promovendo diversas atividades políticas e de cultura libertária. Mais tarde, em 1938, Boni se mudou para o bairro de Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro e, em 1949, iniciou sua militância comunitária ao fundar a Associação de Senhoras de Santa Teresa (ASST).

O EMECÊ é lançado tanto virtualmente como fisicamente, sendo distribuído gratuitamente em diversos eventos e disponível na Biblioteca Social Fábio Luz.  Para ler o EMECÊ, acesse:

https://marquesdacosta.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/03/emece_43_2026.pdf

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Recolhida em si mesma
a alma do figo
é flor em za-zen.

Yeda Prates Bernis

[Porto Alegre-RS] Abril de 2026 no Esp(A)ço

Estamos retomando o pique e puxando novas atividades no Esp(A)ço. Já temos algumas atividades planejadas para abril. Confere o nosso calendário.

No sábado dia 11, às 17h30, vamos exibir o vídeo Redes de Dominação Social da Antimídia, seguido de uma roda de conversa e uma oficina de alternativas às redes sociais corporativas. Traga lanches veganos para compartilhar.

No domingo 12 de abril abriremos as portas às 16h30 para que às 17h comece a nossa reunião aberta, onde estaremos recebendo pessoas interessadas em se aproximar do coletivo ou que queiram propor alguma atividade no Esp(a)ço. Quer conhecer mais do Esp(a)ço? Gostaria de se juntar ao coletivo? Quer propor alguma atividade? É só chegar.

No domingo, 19 de Abril vai rolar o Hardcore Contra o Fascismo em Porto Alegre, local ainda a ser divulgado. Vão ser 8 bandas, exposições culturais, oficinas, palestras e feira independente, onde estaremos com a Apoio Mútuo, nossa loja grátis, assim como com nossa banca com zines, cartazes e adesivos.

Atenção: Para garantir o conforto e segurança de todas as pessoas presentes, pedimos que se você possuir histórico ou denúncia por reproduzir comportamento abusivo ou opressivo, assédio, abuso ou outro tipo de violência, por favor, entre em contato conosco pelo nosso email ou redes sociais antes de comparecer. Não fazer isso é não se responsabilizar por suas ações e será solicitado que se retire.

espaco.noblogs.org

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do orvalho
nunca esqueça
o branco gosto solitário

Matsuo Bashô

Apresentação da Rádio Tempestade ao Mundo

Somos o broto, produto das tempestades.

Convidamos vocês a ouvir nossa coletiva radial: RÁDIO TEMPESTADE, rádio livre e antiautoritária que emerge do território usurpado pelo estado uruguaio.

Há quase um ano estamos no ar e novos programas vêm se juntando, alguns nossos, outros retransmitidos, mas todos são contribuições para a construção de um mundo novo.

Temos programas onde divulgamos saberes, conselhos sobre o uso medicinal das plantas, literatura, poesia, radio teatro, música, lutas sociais, notícias.

Mas quem somos?

Somos uma coletiva radial livre e antiautoritária que decide se apropriar dos meios livres que temos ao nosso alcance para lançar um projeto radial onde apostamos na contra-informação, aquela que não sai nos meios de comunicação hegemônicos.

Divulgamos a luta social neste e em todos os territórios, amplificando experiências de lutas e compartilhando práticas, conselhos e saberes que nos sirvam na hora de colocar em prática o mundo novo que carregamos em nossos corações.

Somos uma rádio livre porque decidimos NÃO utilizar sistemas, aplicativos e programas privativos que só servem para legitimar e sustentar o controle e a dominação de nossas vidas. Entendendo o contexto atual com as tecnologias digitais, impostas em nossas vidas, escolhemos as mais honestas, as que não visam o lucro, nem controlar nossa existência… mas que foram criadas como uma ferramenta para a comunicação, a informação e a conexão entre comunidades afins que resistem ao monopólio dos grandes meios corporativos.

Temos um olhar antipatriarcal, não queremos que exista supremacia nem privilégios de uns sobre os outros, nem heteronormas que limitem nossa liberdade, nem deuses inventados para nos oprimir.

Funcionamos de maneira:

Horizontal: não existem hierarquias, nem líderes. As decisões são tomadas de forma coletiva.

• Autônoma: não respondemos a nenhum partido, nem empresa. Temos um olhar próprio sobre a realidade que nos cerca e o mundo que queremos. Divulgamos e criamos material que contribua para a resistência e para a construção de um mundo livre.

Autogestionada: não somos financiados por nenhuma empresa, nem pelo estado.

Tudo o que construímos é com base no esforço coletivo e o que arrecadamos, seja por meio de rifas, eventos, contribuições voluntárias, é 100% voltado para o funcionamento da rádio.

Para nos ouvir, vocês podem fazê-lo: às quintas e sextas-feiras das 18h às 23h (Uruguai) e aos sábados e domingos das 10h às 12h (Uruguai) através de: https://radiotempestad.ddns.net

Vocês podem nos encontrar no mastodon: @radio_tempestad.

Comunique-se conosco pelo nosso e-mail: radiotempestad@riseup.net

Fique sabendo das nossas novidades pelo telegram: @radiotempestad

Tradução > Liberto

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Ventos exibidos,
que cantam fortes, uivantes,
também desafinam…

Leila Míccolis

[Espanha] Terceira Bienal Anarquista de Madrid

Nos dias 24, 25 e 26 de abril de 2026 acontecerá a terceira Bienal Anarquista de Madrid. A temática geral do evento será “Recuperar nosso tempo. Abaixo o trabalho”. Será no CSO La Enredadera, no bairro de Tetuán.

O quê é a Bienal Anarquista de Madrid?

A Bienal Anarquista Madrilenha nasce com o objetivo de conectar teorias e práticas libertárias, sair de nossos espaços confinados e construir alternativas reais com as quais poder enriquecer-nos em nossa busca de uma radical transformação social. 

Ainda que nos encontremos em um momento de bloqueio e desmobilização, na atualidade podemos encontrar coletivos, individualidades e comunidades que exemplificam com suas lutas o ideal antiautoritário e horizontal. Estas experiências desafiam o poder estabelecido e desmontam a, cada vez mais, difundida ideia de que há que relegar as práticas anarquistas aos livros de História, como exemplos falidos e românticos de teorias utópicas e defasadas.

Neste momento atual de controle social no qual as lutas revolucionárias estão em pleno retrocesso, entendemos como uma prioridade o compartilhar e debater sobre estas experiências. Temos a intenção de que nos animem e aportem novas ferramentas com as quais sair do poço no qual parece estar afogando-se toda uma tradição de luta em nossa cidade. Ante o que entendemos como uma nova reestruturação capitalista, várias pessoas cremos necessária a criação de um espaço que colete estas experiências vivas na atualidade, que combatem a opressão racial, de gênero, classe, ambiental… e que construam, dia a dia, novas formas de entender e viver a realidade, mais justas, igualitárias e horizontais.

Por isso, nosso projeto é o de realizar umas jornadas a cada duas primaveras nas quais confluam livros, testemunhos, entrevistas, debates e toda aquela estratégia de comunicação que possa nos ajudar a avançar neste caminho.

Esperamos aportar impulso e ferramentas que contribuam para reativar as forças contestatórias em nossos bairros e fomentar uma cultura de luta que possa enfrentar os objetivos que nos propõe o presente.

>> Confira a programação da Terceira Bienal Anarquista de Madrid aqui:

Tradução > Sol de Abril

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Ainda mais só
Do que no ano passado –
Entardecer de outono.

Buson

[França] Jornadas Libertárias 2026

A Coole retoma as jornadas libertárias neste ano de 2026, após seis anos de ausência.

Na programação, uma palestra na quinta-feira, 9 de abril, sobre Elisée Reclus com Nicolas Eprendre, diretor do documentário “Elisée Reclus, a paixão pelo mundo” e coautor de dois livros sobre Reclus: “As 101 palavras de Reclus” e “Elisée Reclus: Um geógrafo anarquista contra o antissemitismo“. Também estarão presentes Jean-Yves Puyo e Jean-Philippe Crabé, que participaram de “As 101 palavras de Reclus“. Falaremos também da biografia de Max Nettlau, “A vida de um sábio, justo e rebelde“, biografia de referência sobre Elisée Reclus e que acaba de ser publicada pela primeira vez em francês. Após a apresentação do documentário e dos três livros, haverá um momento reservado para o debate com o público.

Na sexta-feira, 10 de abril, às 14h, a exibição do documentário “Elisée Reclus, a paixão pelo mundo” será seguida de um debate.

Os dois eventos acontecerão na Faculdade de Letras da UPPA, em Pau, na sala de aula 3.

cnt-ait-pau.fr

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Perdida na noite.
Na trilha dos vaga-lumes
busco o meu caminho.

Zuleika dos Reis

[Chile] Concluída a transferência do prisioneiro anarquista Felipe Ríos para a Colina 1

Por La Zarzamora

Na noite de terça-feira, 31 de março, Felipe Ríos, preso anarquista condenado pelo caso 21 de maio, foi transferido do Centro Penitenciário Biobío para a Penitenciária Colina 1, na Região Metropolitana, após anos de insistência e um conflito jurídico de mais de um mês e meio com a Gendarmeria.

O Tribunal de Garantia de Concepción determinou a transferência de Felipe Ríos no dia 5 de fevereiro deste ano; no entanto, em pelo menos cinco ocasiões, a instituição penitenciária descumpriu os prazos fixados pelo Tribunal, impedindo a execução da decisão. Após repetidas diligências da equipe jurídica do companheiro, a GENCHI finalmente não conseguiu reverter a decisão do Tribunal, pelo que não teve outra opção a não ser acatá-la e concretizar a transferência na última terça-feira.

Felipe Ríos já se encontra na Colina 1; por isso, sua rede de apoio em Concepción faz um apelo para ampliar a solidariedade anticarcerária e criar redes na região metropolitana, que possam acompanhar o companheiro no que resta de sua pena. Aqui no Biobío, continuamos atentos à situação de Felipe.

Que esse passo encurte o caminho para a tua saída para a rua, Pipe!

Felipe Ríos para a rua!!!

Longa fuga aos fugitivos!

Fonte: https://lazarzamora.cl/se-concreta-traslado-de-prisionero-anarquista-felipe-rios-a-colina-1/

Conteúdo relacionado:

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Noite de lua –
Subindo numa pedra,
Um grilo canta.

Chiyo-jo

[Espírito Santo-ES] Comunicado – Agenda de Atendimentos Jurídicos E Sindicais

A Federação Anarquista Capixaba (FACA), filiada à União Anarquista Federalista (UAF), informa as seguintes datas para atendimentos voltados a orientações jurídicas e sindicais no território dominado pelo estado do Espírito Santo:

  • 09 de abril de 2026 – Guarapari/ES
  • 17 de abril de 2026 – Ibatiba/ES
  • 24 de abril de 2026 – Pedro Canário/ES

Pessoas interessadas em participar dos atendimentos devem realizar agendamento prévio por meio do endereço eletrônico: fedca@riseup.net

A FACA reitera seu compromisso com a prestação de apoio técnico e comunitário no âmbito trabalhista e legal, de forma autônoma e solidária.

Federação Anarquista Capixaba – FACA

federacaocapixaba.noblogs.org

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Juntos,
um homem e a brisa
viram uma página

Betty Drevniok

[EUA] Encontro “Igniting Sparks” na Ecovila Emberfield

Este é um encontro gratuito que convida pessoas interessadas para a ecovila Emberfield Heart Collective, em La Plata, Missouri. É organizado por pessoas envolvidas no The People’s Project, uma organização dedicada a facilitar formas de vida e oportunidades educacionais para quem pratica habilidades de vida off-grid, jardinagem, vida rural auto suficiente (homesteading) e permacultura em comunidades intencionais.

Emberfield é uma ecovila off-grid situada em uma terra sob gestão coletiva (land trust), dentro da Permaculture Mutual Aid Network, uma rede de territórios, pessoas e comunidades intencionais da qual também faz parte The Garden, no Tennessee.

Durante o encontro, iniciaremos a construção de uma cabana comunitária, espalharemos cascalho para uma estrada, prepararemos e compartilharemos refeições, plantaremos árvores e jardins, além de diversas outras atividades de construção comunitária off-grid. Haverá pessoas com anos de experiência em vida comunitária intencional e na organização de encontros como este, que reúnem participantes por semanas para apoiar ecovilas com tarefas como cozinhar, construir, cultivar, plantar árvores, coletar lenha e outras atividades.

Também incentivamos que as pessoas tragam seus interesses criativos para compartilhar em formas de entretenimento off-grid, como música e arte, tanto ao redor da fogueira quanto durante o dia. Há também lagoas próximas para nadar e se refrescar, além de uma comunidade off-grid vizinha.

Há oportunidades para quem quiser se envolver mais conosco no futuro.

Este evento também faz parte de uma Permaculture Mutual Aid Tour, com uma caravana de pessoas viajando entre eventos específicos para ajudar no plantio de árvores e em encontros de comunidades intencionais. Estamos comprometidos com o anarquismo, a práxis anarquista, a construção comunitária, a ajuda mútua, o minimalismo, a tomada de decisão por consenso não hierárquico, a comunicação não violenta, a vida comunitária, a sustentabilidade, a autonomia e esforços conscientes para viver em paz entre nós e com a Terra.

Acesse www.peoplesproject.earth para saber mais.

Obrigado pela leitura. Esperamos te ver em breve!

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

vôo dos pássaros!
fio costurando ligeiro
o céu ao mar.

Tânia Diniz

[Suíça] Claudio Grigolo, Mais uma Perda para o Movimento Libertário em Ticino

Nos últimos meses, assistimos ao falecimento de importantes companheiros — pessoas que, com sua presença, paixão e dedicação, deixaram uma marca indelével em nossas vidas e em nosso ativismo. Apenas algumas semanas após o falecimento de Gianpiero Bottinelli (Umanità Nova, 7 de dezembro de 2025), na segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, o ainda jovem Claudio Grigolo, assistente social e ativista de longa data do Círculo Anarquista Carlo Vanza em Bellinzona, nos deixou.

Amante da música, sempre dividido entre Fugazi e Tre Allegri Ragazzi Morti, ele sabia como tornar o Circle (Círculo) um lugar de convívio com sua presença, bem como um espaço de documentação, pesquisa, protesto, construção e resistência. Lembrando-se de seu compromisso juvenil com o ambientalismo em organizações ecológicas, ele acompanhou o camarada Marco Camenisch com extrema generosidade em suas lutas e durante sua prisão. Um compromisso antimilitarista indomável, que lhe custou a prisão, forjou sua solidariedade com os resistentes ao serviço militar, os objetores de consciência e os desertores. Nos últimos anos, graças em parte à sua aguçada sensibilidade profissional, ele havia assumido com dedicação a batalha contra a criação de um centro “educacional” fechado para menores. Além disso, já na década de 1990, ele era membro do Comitê da Liga Suíça pelos Direitos Humanos — Seção da Suíça Italiana, que atuava em questões prisionais e contra a repressão policial.

De vez em quando, ele também contribuía para a imprensa anarquista. Em um artigo para a primeira edição da Voce Libertaria, ele escreveu: “Parece, portanto, cada vez mais urgente unir as forças da dissidência (radicalmente opostas à burguesia e aos reformistas de todos os matizes) e desenvolver ainda mais um projeto que dê forma e voz àqueles considerados incompatíveis pelo atual sistema de superexploração, que continua a ignorar os motivos e as necessidades essenciais de uma vida digna, livre de todas as formas de opressão.”

Mas a vida nos mostra de forma dramática que a luta não é meramente política, social ou militante: é profundamente humana. É composta de laços, confiança, partilha e solidariedade, mas também de ausências que pesam sobre nós e nos lembram o quanto cada momento é precioso. Essas perdas devem nos ensinar a não dar nada como garantido. Elas nos lembram que os relacionamentos devem ser cultivados, as conexões mantidas, as ligações feitas e o respeito mútuo praticado todos os dias. Cada gesto de proximidade, por menor que seja, torna-se uma forma de honrar aqueles que já não estão mais conosco e de fortalecer aqueles que permanecem.

Vamos sempre apoiar uns aos outros, com sinceridade e coragem. Vamos aceitar as dificuldades, compartilhá-las e continuar a lutar juntos, mantendo vivos os valores, as paixões e as ideias daqueles que nos deixaram. Que a memória de seus rostos, suas palavras e suas ações seja uma força motriz para perseverar, para sermos mais atentos, mais unidos, mais humanos. Sua ausência não nos separa: ela nos chama a sermos mais fortes, juntos, em sua memória.

Petra – Circolo Anarchico Carlo Vanza (Círculo Anarquista Carlo Vanza) – Bellinzona

Fonte: https://umanitanova.org/claudio-grigolo-un-altro-lutto-nel-ticino-libertario/

Tradução > transanark / acervo trans-anarquista

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Trovão ribomba
Galinhas levantam a crista
de uma única vez!

Naoto Matsushita

[Espanha] “Este indulto não é um presente; é fruto de uma luta incansável”

As Seis de La Suiza, condenadas à prisão após um protesto trabalhista, entre as quais se encontra uma moradora de Santander, Bea, foram indultadas pelo Conselho de Ministros após meses de luta e pressão social. A seguir, transcrevemos na íntegra o comunicado que nos enviaram com seus agradecimentos, reflexões e lições aprendidas sobre tudo o que passaram.

> Graças ao apoio mútuo, não conseguiram nos derrotar. <

O Conselho de Ministros aprovou o indulto às 6 de la Suiza. Nove anos depois, este processo chega ao fim. Ainda nos custa acreditar.

Fomos indultadas, sim, mas a repressão ao sindicalismo e àqueles que se organizam continua em vigor.

Este perdão não é um presente; é fruto de uma luta incansável. Por isso, queremos agradecer:

A vocês que lotaram as ruas.

A vocês que gritaram “6 de Xixón, absolvição!” quando tentavam nos silenciar.

A quem nos abraçou sem nos pedir que fôssemos heroínas, a quem entendeu que a dignidade não precisa ser perfeita para ser legítima.

Queremos agradecer a todas as pessoas e coletivos que nos acompanharam e apoiaram durante esses anos, tanto no plano humano quanto organizativo. Sem o apoio de vocês, isso não existiria hoje.

O que nos sustentou não foi a paciência, mas a raiva transformada em organização.

O que nos salvou não foi a esperança, mas o movimento de solidariedade que se levantou ao nosso redor.

Este caso demonstrou algo que já sabíamos: quando atacam uma, todas nós respondemos.

Não deixemos que se percam os aprendizados que adquirimos nessa luta; precisamos continuar tecendo a solidariedade e precisamos fazê-lo cada vez melhor

Hoje comemoramos, mas não esquecemos aqueles que continuam sofrendo repressão. Nem que esse caso crie um mau precedente para a coletividade: ainda hoje se tenta fazer com que o sindicalismo seja considerado crime.

Graças ao apoio mútuo, não conseguiram nos derrotar.

E que ninguém duvide: também não conseguirão derrotar aquelas que vierem depois.

Conteúdo relacionado: https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2026/04/02/espanha-comunicado-nem-delito-nem-indulto-organizacao-e-luta/

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Horizonte em chamas.
No morro das goiabeiras
Sabiás em festa.

Rosa Yuka Sato

[Grécia] Patras: Exibição de faixa no desfile de 25 de março

No âmbito da semana internacional de ações em solidariedade aos companheiros presos no “caso de Ampelokipoi”, na quarta-feira, 25 de março, hasteamos uma faixa gigante durante o desfile [Dia da Independência Grega] na cidade de Patras, no momento em que as forças de segurança passavam. Não lutamos por nenhum Estado nem por nenhuma nação. Nossa luta é social e de classe. Nem uma hora no exército.

KYRIAKOS XYMITIRIS PRESENTE

LIBERDADE AOS COMPANHEIROS PERSEGUIDOS PELO CASO DE AMPELOKIPOI

 APOIAMOS OS APELOS DE SOLIDARIEDADE

O ESTADO E O CAPITAL SÃO OS ÚNICOS TERRORISTAS

A n a r q u i s t a s

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2026/03/17/grecia-semana-internacional-de-acoes-solidarias-com-os-companheiros-presos-e-em-memoria-do-guerrilheiro-armado-kyriakos/

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No parapeito
da velha janela
a gata espreita

Eugénia Tabosa

[México] Lançamento: “La clandestinidad anarquista. De la Comuna de París a la Mano Negra (1871-1883)”, de Clara E. Lida

A clandestinidade dos movimentos revolucionários, em geral, e do anarquismo, em particular, foi apenas estudada. Este livro explora o primeiro anarquismo espanhol desde sua introdução na Espanha, em 1868, e analisa os mecanismos que idealizou para desenvolver-se à luz pública, quando as circunstâncias o permitiram, ou prosseguir em segredo, em caso de perseguição.

Nestas páginas se presta especial atenção ao decênio clandestino, ao qual recorreram os anarquistas — homens e mulheres — a partir da repressão da Comuna de Paris e sua repercussão continental, em 1871. Na Espanha, nas cidades e no campo, os militantes souberam ocultar-se em grupos pequenos, mas ativos, somar sólidos intercâmbios transnacionais e transatlânticos (inclusive com México e o Rio da Prata), e publicar diversos impressos clandestinos que consolidaram amplas redes revolucionárias. Em 1881, ante o regresso público de uma pujante Federação de Trabalhadores, desde o poder se desenhou uma vasta repressão militar e judicial, e se recorreu a inovadores manejos da opinião pública. Uma imprensa oficiosa transmutou uma associação legal em uma aterradora sociedade criminosa chamada a Mão Negra. O êxito destas manobras conduziu o primeiro anarquismo espanhol a extinguir-se e desaparecer em 1888.

Este livro é um guia imprescindível para estudar a clandestinidade anarquista e adentrar-se em um mundo de luzes e sombras de intenso otimismo revolucionário, assim como de implacáveis perseguições.

La clandestinidad anarquista. De la Comuna de París a la Mano Negra (1871-1883)

Clara E. Lida

Editorial: El Colegio de México

Número de páginas: 236

ISBN: 978-607-564-732-6

$225.00

libros.colmex.mx

Tradução > Sol de Abril

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Pelo zumbir dos mosquitos
deve ser alta madrugada.
Ó esta lua demorada!

Etsujin

[Chile] Memória e luta pelos companheirxs anarquistas Sara e Alessandro!

No último dia 20 de março, chegou do outro lado do oceano uma triste notícia: dois anarquistas morreram. Elxs preparavam um golpe contra a inércia capitalista. Um golpe contra o desespero, contra o conforto da obediência, que sempre acaba sendo um caminho mais fácil do que a incerteza da rebelião.

Porque elxs poderiam ter escolhido uma vida de resignação; no entanto, naquele canto do planeta, entre as ruínas da cidade e a tensão própria de uma ação, a decisão dxs companheiros Sara e Alessandro não foi senão a condensação de toda uma história de luta que entrelaça o passado e o presente, que confronta a vida e a liberdade contra os sistemas de dominação e morte. Sara e Alessandro escolheram a luta e a anarquia; nosso compromisso é não desistir desse caminho.

29 de março, Dia do Jovem Combatente!: Desde as barricadas, reivindicamos xs companheirxs que morreram em Roma. Força, amor e solidariedade às suas famílias, amigxs e companheirxs.

Não ao 41-bis

Liberdade a todxs xs presxs anarquistas!

Sem engano, sem dúvida, sem arrependimento… Pela anarquia!

agência de notícias anarquistas-ana

Você se parece
com este galho de acácias
repleto de sóis.

Eolo Yberê Libera