[Espanha] A CNT faz um chamado internacional em defesa das companheiras de Xixón

Com o lema “An injury to one is a injury to all”, a CNT faz um chamado internacional a mobilizar-se em defesa das companheiras de Xixón nos dias prévios ao 1º de maio.

Em 2017 uma trabalhadora da confeitaria La Suiza vem a nosso sindicato em busca de assessoria e apoio em uma situação de abuso patronal e assédio, com o não pagamento de horas extraordinárias, impossibilidade de desfrutar de férias e cargas excessivas de trabalho durante sua gestação, o que se traduziu em um risco de aborto que desembocou na correspondente licença médica. Junto a todos estes abusos, a companheira denunciava um tratamento insuportável por parte do empregador, que incluía comentários humilhantes e opiniões sobre seu corpo.

Já com o apoio da CNT Xixón, desde o sindicato se começou por tratar de manter uma reunião com o empresário para abordar a situação e tentar resolvê-la através do diálogo, algo ao qual o empregador se negou.

Ante esta situação, a CNT decidiu tornar público o conflito através de concentrações e redes sociais. Como consequência desta campanha informativa, o empresário concordou em reunir-se com o sindicato, mas se negou a chegar a algum acordo.

Desde a CNT Xixón se continuou com concentrações no exterior da confeitaria e uma campanha informativa. Quer dizer, se utilizaram as ferramentas sindicais a nosso alcance para defender os direitos de nossa companheira. Cabe assinalar que todas estas ações se desenvolveram sem que aconteça a intervenção policial. Apesar da normalidade das ações de protesto, começam a ocorrer identificações policiais de diferentes companheiras da CNT Xixón e, finalmente, se produzem várias detenções e se tramitam as denúncias correspondentes.

O processo judicial consequente se abre com a tentativa de imputação de umas trinta pessoas, militantes do sindicato, mas também de outras pessoas que haviam ido apoiar à trabalhadora de La Suiza. Finalmente ficaram imputadas oito pessoas.

A trabalhadora afetada no conflito original interpõe também uma denúncia por assédio sexual, que é arquivada ante a justificação judicial de não existir carga de prova suficiente.

Finalmente, o Tribunal do Penal número 1 de Gijón, em sentença emitida em junho de 2021, condena as oito ativistas processadas a um total de 25,3 anos de prisão: três anos e meio de prisão para 7 delas e 8 meses para outra, pelos delitos de coações e obstrução de justiça. Ademais, a sentença estabelece uma indenização à confeitaria La Suiza de 150.428 euros, declarando ao sindicato CNT como responsável civil subsidiário.

Após o recurso interposto pela CNT, o TSJ de Astúrias ratificou a pena de prisão para seis das oito sindicalistas condenadas pelo caso de ‘La Suiza’.

Esgotada praticamente a via legal nossas companheiras estão cada vez mais perto de ter que ingressar na prisão. Por isso fazemos um chamado às organizações sindicais, sociais, feministas, de moradores e políticas e em geral ao povo de Astúrias para mobilizar-se e parar este despropósito.

FRENTE À SUA INJUSTIÇA, nossa SOLIDARIEDADE

SE TOCAM A UMA NOS TOCAM A TODAS

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/cnt-hace-un-chamado-internacional-en-defensa-de-las-companeras-de-xixon/

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/11/23/espanha-solidariedade-interterritorial-com-as-seis-de-la-suiza/

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agência de notícias anarquistas-ana

Regato tranqüilo:
uma libélula chega
e mergulha os pés.

Anibal Beça

[Espanha] Crônica da palestra “Crise capitalista e controle social”

No sábado (15/04) aconteceu no Centro Cívico de Alcázar de San Juan uma palestra colóquio a cargo de Ángeles Maestro e organizada pelo Sindicato anarcossindicalista CNT. O título da palestra era “Crise capitalista e controle social”.

A conhecida lutadora e ex-parlamentar pelo IU (Esquerda Unida) começou sua intervenção agradecendo a CNT o convite, dando ênfase no fato de que um sindicato anarquista convida a dar uma palestra, a uma reconhecida comunista como ela.

Uma vez metida na matéria, Maestro começou a expor os sintomas e sinais que evidenciam a crise do capitalismo; e como este aumenta os mecanismos de controle social para manter a classe trabalhadora dócil, ante a situação atual e a piora que se avizinha pelo avanço da própria crise capitalista.

Em relação ao controle social que desde as elites capitalistas exercem sobre a classe obreira, destacou a pandemia do Covid como um momento determinante de experimentação e aprofundamento dos métodos de controle.

Não obstante, Ángeles Maestro pôs as atuais mobilizações na França como exemplo de esperança para a luta pela defesa e conquista de direitos sociais. Expôs que a França demonstra o caminho, onde a organização desde a base, a luta constante nos locais de trabalho e na rua serão determinantes, já que considera que a via parlamentar nos dias de hoje é inviável e não se pode esperar mudanças significativas que favoreçam a luta dos trabalhadores.

O ato finalizou com um enriquecedor debate onde os participantes se manifestaram profusamente. Todos os que foram mostraram ânimo a que a CNT siga organizando atos assim na cidade manchega.

Fonte: https://ciudadreal.cnt.es/2023/04/17/cronica-de-la-charla-crisis-capitalista-y-control-social/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

À beira do lago
aliso o brilho da lua
com as mãos molhadas

Eunice Arruda

[Grécia] Cartaz antieleitoral | Atenas – Tessalônica

CONTRA

  • Todo processo de renovação e fortalecimento do sistema de soberania, os falsos dilemas das urnas e as ilusões eleitorais que legitimam a exploração econômica e a opressão política.
  • A organização hierárquica e de classe da vida individual e coletiva.
  • A mediação, representação, partidos, de direita e de esquerda salvadores não convidados de nossas vidas.
  • A assimilação, a apatia, a delegação, o derrotismo e a resignação.
  • O Estado, o capitalismo e qualquer forma de poder.

VAMOS LUTAR

Participar de lutas e estruturas não mediadas, anti-institucionais e auto-organizadas, contra o Estado e o capital, com confiança em nossas próprias forças e habilidades criativas.

  • Pela emancipação individual e social
  • Pela autogestão social generalizada.
  • Pela sociedade sem classes e pujante.

ABSTENÇÃO ATIVA DAS ELEIÇÕES

PARTICIPAÇÃO NA LUTA PELA REVOLUÇÃO SOCIAL

PELA ANARQUIA

Αναρχική συλλογικότητα Acte (Αtenas)

Αναρχική συλλογικότητα Καθ’ οδόν (Αtenas)

Αναρχική συλλογικότητα Άνω Θρώσκω (Tessalônica)

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Sobre o telhado
um gato se perfila:
lua cheia!

Maria Santamarina

[México] Vídeo | Cherán: autogoverno, bens comunais, autonomia

Em 15 de abril de 2011 começou um levante popular em Cherán que supôs um processo de aposta por um sistema baseado no autogoverno comunitário, dos bens comunais e da autonomia. Sem partidos políticos, sem polícia e sem crime organizado.

Estas são reflexões de Pedro Chávez, maestro de escola, lutador social, indígena Purépecha e participante do processo de construção de autonomia em Cherán.

Aqui (https://reconstruirelcomunal.suportmutu.org/wp-content/uploads/2023/04/La-fuerza-del-fuego.-La-lucha-por-la-autonomia-de-Cheran-Keri.pdf) podes baixar em PDF o livro “La fuerza del fuego. La lucha por la autonomía de Cherán K’eri” (Editorial Milvus, 2019).

>> Veja o vídeo (51:19) aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=G38tdlMWLFA

Fonte: http://reconstruirelcomunal.suportmutu.org/cheran

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agência de notícias anarquistas-ana

Ah! claro silêncio do campo,
marchetado de faiscantes
pigmentos de sons!

Yeda Prates Bernis

“Uma experiência educativa na comuna libertária Urupia”

Uma experiência educativa na comuna libertária Urupia. Live com Thea Venturelli, dia 22/04, sábado, às 14h00, no YouTube do CCS.

Thea fez parte do coletivo anarquista “La Pecora Nera” de Verona, indo depois viver na comuna agrícola Urupia, no Sul de Itália, onde permaneceu por 26 anos.

Desde 2006, ensina crianças e jovens, participando desde 2009 da REL – Rete per l’Educazione Libertaria (Rede para a Educação Libertária). Em 2014, a comuna criou uma escola, aberta também às crianças (de 3 a 14 anos) do território. Elisée Reclus, Louise Michel e Ivan Illich são figuras permanentes de inspiração e estímulo para uma autoeducação que tenha, no encontro com a vida, a fonte principal de crescimento político, cultural, emocional e filosófico.

Em 2021, deixa a comuna e passa a viver na montanha veronesa. Continua a participar em projetos educativos com jovens e adultos, facilitando o percurso de grupos graças à sua experiência direta e à sua formação em gestalt somática.

A comuna desenvolveu um percurso educativo aberto ao território para alargar a rede de contatos e relações, difundindo práticas libertárias entre adultos e crianças.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2016/02/18/italia-urupia-comunidade-libertaria-em-salento-2/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2015/10/27/italia-escola-itinerante-primeiros-passos/

agência de notícias anarquistas-ana

A jabuticabeira.
Através de líquida cortina
olhos negros espiam.

Yeda Prates Bernis

Ajude-nos a construir uma infraestrutura de comunicação autônoma

Há muitos anos, tínhamos um servidor montado literalmente com fita adesiva e escondido no armário superaquecido de alguém. Depois tínhamos um no porão bagunçado de alguém, que um ambientalista bem intencionado continuava desligando. Nossa primeira campanha de arrecadação de fundos foi realizada para substituir estes servidores e tivemos uma doadora! Isso foi há quase vinte anos. E embora muitas coisas tenham mudado desde então, ainda somos as mesmas.

Ainda reciclamos equipamentos, combatemos spammers e trolls, e fazemos tudo o mais que podemos para apoiar as pessoas envolvidas em suas lutas contra a opressão.

Nosso trabalho não é possível sem seu apoio e trabalhamos duro para garantir que nossos serviços possam ser uma alavanca que podemos usar coletivamente para forçar o mundo a mudar. Passamos a maior parte do nosso tempo mantendo esses serviços em funcionamento e pedir dinheiro não é o nosso forte. Se você puder, por favor, reserve um momento e faça uma doação para apoiar a infraestrutura de comunicação autônoma em https://riseup.net/pt/doacao

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nada tem nexo
tudo é apenas
um reflexo

Millôr Fernandes

 

Ocupação Nestor Makhno em Massapê (CE)

Hoje (15/04), pela madrugada, 30 famílias ocuparam uma terra abandonada na zona rural de Massapê, interior do Ceará.

A ocupação, chamada Nestor Makhno, reivindica terra para morar e trabalhar, construindo uma vida livre e digna.

Pedimos a colaboração de todas as companheiras e companheiros, de todas as organizações parceiras para avançarmos mais e mais nessa luta!

Se solidarize com a nossa luta divulgando, compartilhando e contribua de forma mais direta através do nosso pix: pixfobce@protonmail.com

Só o povo salva o povo!

Lutar por terra é lutar por justiça!

Terra para quem nela vive e trabalha!

#ocupação #moradiadigna #lutapopular #lutapelaterra

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Diamante. Vidraça.
Arisca, áspera asa risca
o ar. E brilha. E passa.

Guilherme de Almeida

[Alemanha] Solidariedade sem limites

Há três meses, recebemos a triste notícia da infiltração de um policial nacional no meio militante da cidade de Barcelona, especialmente no Centro Social Okupado La Cinètika, no bairro Sant Andreu. Nos enche de raiva imaginar como devem se sentir os camaradas que compartilharam a vida cotidiana, as confidências e a intimidade com ele. A todos eles enviamos muito amor e a força de nossas palavras transformadas em solidariedade.

No verão passado, alguns de nós do coletivo compartilhamos um fim de semana de discussões no Cinetika sobre a legalização dos espaços okupados, onde vários projetos de okupação com diferentes perspectivas se reuniram e onde pudemos nos conhecer e compartilhar momentos de cumplicidade. O poder tem medo que criemos alianças, que viajemos para nos conhecermos, para colocar caras, porque o internacionalismo é uma arma que muitas vezes eles não sabem como parar. É por isso que a polícia está sempre de olho nestes eventos, com vigilância, câmeras e, neste caso, com Dani (o nome usado pelo policial disfarçado) escutando atentamente os debates.

Esta experiência, como tantas outras que aconteceram no passado, deve nos ajudar a aprender a cuidar de nós mesmos e a nos lembrar que temos que estar vigilantes, que temos que saber ficar calados sobre informações que não precisamos saber ou dizer – muitas vezes repetimos informações apenas para fofocar e não percebemos que, embora nós mesmos não estejamos em perigo, poderíamos estar expondo os outros – a maioria das informações, por mais insignificantes que pareçam para a polícia, é de grande utilidade. É importante gerar constantemente uma cultura de segurança, estar ciente de que não se trata apenas de nossa segurança individual, mas que ao cuidarmos de nós mesmos também estamos tentando cuidar dos outros, pois nunca sabemos até que ponto os outros colegas querem se expor.

Este evento suscita discussões interessantes sobre como manter espaços públicos onde queremos que qualquer um que tenha interesse venha nos eventos que realizamos como treinamentos, restaurantes, assembleias públicas, coordenações, etc. Lidando também com as possíveis infiltrações que muitas vezes começam nesses espaços, pois servem de trampolim para que a polícia chegue a outras estruturas ou pessoas. É importante para nós deixar claro que a formação de espaços públicos é uma decisão consciente, que não queremos abandonar. Ao mesmo tempo, sabemos que nem tudo tem que acontecer neste contexto.

Podemos também aproveitar a oportunidade para repensar nossos espaços de lazer “alternativos”, que muitas vezes são uma armadilha para todos os tipos de pessoas, não apenas para os policiais. Nesses espaços, muitas vezes construímos relações líquidas, devemos repensar o que significa confiança e como construí-la, sabendo que é uma questão de tempo. Se temos suspeitas, temos que resolvê-las porque é uma responsabilidade coletiva assumir esta tarefa, obviamente tendo cuidado, não criando embustes e não alimentando a paranóia, mas sabendo que é uma realidade que o inimigo vai tentar.

Não podemos impedir que os informantes se infiltravem em nossas estruturas. Entretanto, com a experiência, estamos aprendendo que é necessário conhecer uns aos outros de diferentes lugares, como somos como pessoas, que valores temos. Ser um “grande camarada” não significa participar de todas as iniciativas e estar envolvido em todas as lutas e, entretanto, ter atitudes de merda nas relações pessoais, porque é um absurdo. Pois tudo isso se desfaz facilmente quando as coisas dão errado.

Devemos tentar gerar relações mais profundas onde confiança e valores sejam pilares básicos de como nos relacionamos uns com os outros e construir espaços políticos seguros em todas as esferas. E lembre-se que nas relações que temos onde não nos conhecemos tão bem ou não somos tão profundos, não é necessário comentar a vida um do outro, o que eles fazem ou não fazem. Não falar sobre quem está participando de uma ação e não falar sobre a ausência de pessoas em determinados momentos. Isto não significa deixar passar comportamentos de merda sem crítica, nem olhar para o outro lado diante da irresponsabilidade, mau comportamento e falta de reflexão?

O Estado é nosso inimigo e eles se preocupam conosco mesmo que muitas vezes pensemos que não somos uma ameaça para eles, que por que eles se infiltrariam em um centro social okupado que faz treinamentos, cozinhas populares, conversas e diferentes tipos de atividades, e a resposta, embora pareça óbvio, é importante responder a isso. É porque estamos em conflito contra o Estado e o levantamos de diferentes lugares, gerando espaços que são infraestruturas para desenvolver diferentes lutas, fazendo propaganda de ideias que visam destruir e atacar tudo o que quer nos dominar, porque queremos viver de forma diferente, porque somos solidários com camaradas que sofrem repressão por atacar o poder e seus símbolos, porque tentamos gerar redes de apoio mútuo, porque no final questionamos e odiamos seu mundo e tentamos viver sem precisar deles, e isso os aterroriza.

Escolhemos uma vida que em muitos momentos nos apresenta situações difíceis, quando vemos camaradas indo para a prisão, quando sentimos dor, tristeza e raiva porque um camarada é morto em algum lugar do mundo, quando ouvimos como eles são torturados ou como neste caso, quando eles nos enganam, fazendo-nos sentir tão vulneráveis. Esta é a parte amarga, mas há algo que sentimos que faz valer a pena e são aqueles momentos em que de diferentes maneiras rompemos com o cotidiano, são aqueles sorrisos cúmplices em revoltas, são os abraços quando alguém é libertado da prisão ou da delegacia, é a alegria de ver um despejo parado coletivamente, é a força que sentimos quando a polícia se retira, e é o amor que sentimos por nossas ideias e por nossos camaradas. São essas redes criadas entre nós que nos permitem sobreviver neste mundo de merda que eles querem nos impor, e que, por mais que a polícia se infiltre, eles nunca entenderão.

Com amor e raiva desde o Rigaer 94 (Berlim)

Fonte: https://rigaer94.squat.net/2023/04/11/solidarity-without-borders/

Tradução > Liberto

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2015/03/02/grecia-video-de-policial-infiltrado-em-manifestacao-antifascista/

agência de notícias anarquistas-ana

Por aqui passou
uma traça esfomeada:
livro de receitas.

Francisco Handa

[Grécia] Anarquistas antiespecistas protestam contra uma exposição de caça

Recebemos um relatório de uma manifestação contra a caça em Atenas, na Grécia. Leia abaixo:

“No domingo, 2 de abril, um grupo de antiespecistas se reuniu do lado de fora do Centro de Exposições do Mediterrâneo em Atenas para protestar contra a caça.

Uma parte traduzida do chamado antiespecista é a seguinte:

Antiespecismo e anarquia: conectando as lutas

A imposição humana sobre animais não humanos é talvez a forma mais comum e normalizada de violência. Em particular, a caça, que sempre foi um poder ostentado pela classe dominante e tem papel histórico na imposição do homem sobre os animais não humanos. A proclamação do poder e da masculinidade são as principais características da caça. Os meninos se tornam homens executando e posando com os corpos sem vida daqueles que assassinaram.

De nossa parte, consideramos a luta anarquista/antiautoritária à luz da libertação total e convidamos indivíduos e grupos que reconhecem a necessidade de discursos e ações antiespecistas, compreendendo-os como parte integrante da luta contra toda forma de opressão.

Consideramos a espécie humana como parte do ecossistema e não como o topo de uma hipotética pirâmide, por isso não tratamos os animais e o ambiente natural como matéria-prima a ser explorada ou como fonte de produção e lucro. Portanto, nos posicionamos contra a exploração do mundo natural e dos animais não humanos por qualquer sistema autoritário.

CONTRA A EXPLORAÇÃO DA NATUREZA, LUTA PELA TERRA E LIBERDADE

ATÉ A LIBERTAÇÃO TOTAL”

>> Foto: Pessoas com uma faixa que diz “Caçar não é um hobby, é assassinato. Sem armas nas mãos dos caçadores”

Fonte: https://unoffensiveanimal.is/2023/04/13/antispeciestist-anarchists-protest-a-hunting-expo/

Tradução > Contrafatual

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esnobar
é exigir café fervendo
e deixar esfriar

Millôr Fernandes

[França] “Lançamento: Marie Huot – Libertária, neomalthusiana, antiespecista, teosofista…”, de Sylvain Wagnon

Parar de ter filhos? Enquanto a população mundial ultrapassou o limiar de oito bilhões de habitantes e as preocupações ecológicas são impostas, a questão do crescimento populacional está se tornando uma questão política atual: ainda devemos ter filhos ou devemos entrar em uma “greve de ventres”?

Um meio radical de ação, a greve dos ventres tem uma história e uma encarnação na pessoa de Marie Huot (1846-1930). Este livro refaz o itinerário de uma personalidade singular, ainda pouco conhecida e ainda temida oradora do seu tempo, poeta nas suas horas vagas, musa de pintores simbolistas e grande viajante.

Amiga de Louise Michel e apoiadora do pedagogo libertário Paul Robin, sua carreira está nas fronteiras do anarquismo do século XIX. Marie Huot foi uma pioneira de todas as lutas antiespecistas e uma figura emblemática da causa animal, do feminismo e do neomalthusianismo revolucionário, enquanto pertencia ao movimento teosófico.

Sylvain Wagnon, em um texto que entrelaça história e reflexão política, nos fala de uma vida de militante, de lutadora, difícil de classificar em um único campo da ação política, mas que afirma a necessidade de uma convergência de lutas. A história e a atualidade de suas lutas dizem respeito a todos nós.

>> Sylvain Wagnon é professor associado, doutor em história e professor-pesquisador em ciências da educação na Universidade de Montpellier. Sua pesquisa se concentra na história das pedagogias da educação nova e libertária, bem como na história das práticas e ferramentas escolares. Publicou, entre outros, Francisco Ferrer. Uma educação libertária na herança (2013), Francisco Ferrer. Pour une morale rationaliste, fraternelle et laïque (2018), e participou da elaboração de Educação Integral. Pela emancipação individual e coletiva (2022).

Marie Huot

Libertaire, néomalthusienne, antispéciste, théosophe…

Sylvain Wagnon

Abril de 2023

132 páginas

Formato 14.5 por 21

Preço de venda: EUR 12.00

ISBN : 978-2-35104-180-2 (em inglês)

www.atelierdecreationlibertaire.com

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Começo de chuva…
A tempestade faz festa,
no meio da rua.

Humberto del Maestro

[Espanha] A FAL lhes mostra o avanço conseguido graças a vosso apoio durante o crowdfunding

A fundação da CNT e seus arquivistas contam em primeira mão a importância de conservar a memória anarquista e o passado recente do movimento libertário. Uma meta que, graças às colaborações, está se levando a cabo.

Te contamos por que foi tão importante a ajuda no primeiro crowdfunding da FAL. Graças às colaborações, ampliamos a equipe humana temporariamente, pudemos adquirir o material de conservação necessário e dotar-nos de um arquivo para mapas para os cartazes doados. As investigadoras e investigadores têm que chegar às fotografias que descrevem a memória recente do movimento obreiro.

Para isso, a FAL conta com pessoal profissional e colaboradores para classificar, descrever, digitalizar e finalmente conservar os positivos fotográficos de nossa fototeca. Um grande empurrão para preservar a memória libertária conseguido graças às centenas de pessoas que nos apoiaram no crowdfunding da FAL.

Conservar a documentação posterior a 39 é dar importância à luta do movimento obreiro, o exílio libertário e a alternativa que se constrói durante a chamada Transição, chegando até o rearmamento do anarcossindicalismo nas duas primeiras décadas do século XXI. As colaborações do crowdfunding da FAL permitem arquivar e digitalizar as doações e a memória recente da luta obreira e libertária.

Não percas outros posts que iremos publicando em nossas redes sociais para que te aproximes ainda mais do trabalho da equipe da FAL.

>> Vídeos, mais infos:

https://www.youtube.com/watch?v=pke1GTLiwBM

https://www.youtube.com/watch?v=-KBp_Z6tG_o

https://www.youtube.com/watch?v=6FgW6JbGQVU

https://fal.cnt.es

Tradução > Sol de Abril

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/12/16/espanha-crowdfunding-da-fal/

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A ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.

Thiago de Mello

[Espanha] Jornadas Culturais X Aniversário da inauguração de nosso local

Este mês de abril celebramos o X Aniversário da inauguração de nosso local, que abriu suas portas a toda a classe trabalhadora faz exatamente dez anos.

Desde as assembleias do Ateneu Anarquista e do Sindicato de Ofícios Vários de Albacete da CNT-AIT apresentam a toda a classe obreira estas Jornadas Culturais para celebrar os dez anos de autogestão e difusão das ideias anarquistas.

Foram dez anos de incansável trabalho, desde onde se levaram a cabo dezenas e dezenas de atividades Culturais e iniciativas. Todo um horizonte cultural libertário desde onde se desenvolveu nosso movimento obreiro local anarcossindicalista; que também permitiu desenvolver um movimento obreiro libertário de uma maturidade muito significativa.

Sábado 22 de Abril

11:30 h Encontro de Editoras Libertárias, na Plaza de la Unión.

12:00 h Apresentação do livro: “El teatro anarquista después de la Segunda Guerra Mundial”, a cargo da Editorial La Neurosis o las Barricadas.

13:00 h Apresentação do livro: “Articulos de prensa anarquista”, a cargo da Editorial Anarcosindicalista Aurora Negra.

14:30 h Comedor Popular.

18:00 h Debate: Anarcossindicalismo e Luta de classes.

Domingo 23 de Abril

18:00 h Vídeo fórum: “La verdad sobre el caso Savolta” (1979).

Sábado 29 de Abril

11:30 h Solidariedade com os trabalhadores da fábrica autogestionada Vio.Me. (Grécia), e leitura da petição internacional de solidariedade.

12:00 h Projeção: “Okupar, resistir y producir” (2015).

14:30 h Comedor Popular.

18:00 h Mesa Redonda: A dupla exploração da mulher. Experiências de companheiras e militantes anarcofeministas da CNT-AIT.

Domingo 30 de Abril

18:00 h Vídeo fórum: “Vivir de pie. Las guerras de Cipriano Mera” (2009)

O trabalho formativo e cultural do movimento libertário corresponde ao próprio sindicato e aos Ateneus Libertários, Culturais, etc.. Tudo se realiza e constrói com o esforço e o sacrifício de seus militantes, filiados e simpatizantes. Sendo esta perspectiva a única capaz de integrar as forças mais conscientes da classe obreira, demostrando que a autogestão obreira e a independência econômica e política da classe trabalhadora é a única garantia de êxito na luta de classes.

Fonte: https://cntaitalbacete.es/2023/04/cultura-jornadas-Culturais-x-aniversario-de-la-inauguracion-de-nosso-local/

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Bem que me agasalho.
Galhos sem folhas lá fora
parecem ter frio.

Anibal Beça

“Do Cabaré ao Lar” | Margareth Rago

Convidamos a todes a participar do nosso encontro para discutir a leitura do livro Do Cabaré ao Lar da Margareth Rago contando com a participação da própria autora!

Fruto das discussões no nosso grupo de leituras, esse livro traz uma análise da história brasileira sob a perspectiva da classe trabalhadora no início do Século 20, colocando o movimento anarquista como sujeito decisivo ao influenciar a opinião pública a partir dos jornais operários. O livro aborda o discurso higienista da classe burguesa ao tratar o trabalhador como sujo, vil, bêbado e imoral, trazendo também a perspectiva da mulher e o ideal de mãe-esposa bela, recatada e do lar propagado pela classe dominante, a exploração do trabalho infantil e a luta anarquista pela educação libertária e por fim aborda a questão da moradia e das práticas sanitaristas.

Um livro incrível que surge após uma intensa pesquisa e que nos mostra a importância do movimento anarquista do século passado e como atualmente o capitalismo se apropriou de muitas de suas lutas.

Esse encontro entre o grupo de leituras de obras anarquistas, o Coletivo Anarquista do Vale do Sinos e o Centro de Investigações Libertárias para a Emancipação Proletária, e ainda contando com a participação da Margareth Rago, está imperdível!

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Ao redor do fogo
conversa fiada
tecendo o tempo! 

Tânia Diniz

[Alemanha] Berlim: Convocação Anarquista para Ações – 1º de Maio de 2023

Chamada anarquista para ações – 1º de maio de 2023 – Ihr seid die Krise! (Você é a crise!)

Por que achamos que 1º de maio deve ser um dia combativo e por que o convocamos.

Por que pedimos ação em torno da manifestação revolucionária de 1º de maio.

O 1º de maio é um ponto de referência da história anarquista. Em 1º de maio de 1886 e nos dias seguintes a luta pela jornada de oito horas já estava sob forte influência dos anarquistas. Alguns anarquistas de Chicago foram enforcados ou baleados por isso e, assim, fizeram do dia 1º de maio um dia mundial de memória e luta.

Tal como em 1886 encontramo-nos em 2023 em grave conflito com o capital. A inflação fez com que as rendas reais caíssem massivamente. Além disso, a economia de guerra está despejando muito dinheiro nos bolsos daqueles que encontraram sua riqueza na exploração, opressão e destruição ambiental. O patriarcado é brutalmente violento contra as FLINTAs (Mulheres, Lésbicas, Intersexo, Trans e Agênero. Significa qualquer um que não seja um homem cis), desintegra o potencial de resistência da sociedade e entrega o povo ao serviço militar. O capitalismo verde está florescendo graças às revoluções tecnológicas, que diante do aquecimento da terra e da destruição da natureza só podem ser descritas como um atentado contra nossas vidas. Tudo serve apenas aos ricos e poderosos, mas já chega!

É preciso sair da posição defensiva e conectar nossas lutas locais com as lutas de outras partes do mundo. Estamos lado a lado com os insurgentes contra a ordem dominante. Para citar alguns exemplos de nossa inspiração: as ações ofensivas contra a extração de carvão em Luezerath, o roubo de águas subterrâneas e a reforma previdenciária na França, a luta da comunidade indígena mapuche contra a grilagem e os colonizadores no Chile, a resistência coletiva contra a privatização assassina das ferrovias na Grécia, as lutas contra a tortura assassina de isolamento nas prisões italianas e, claro, a luta contra a polícia nos bairros de Berlim, que viralizou no réveillon!

A participação ativa dos anarquistas na manifestação do último dia 1º de maio foi considerada positiva (https://kontrapolis.info/7288/). Vários milhares de pessoas se juntaram ao bloco anarquista organizado por uma assembleia aberta. Os ataques da polícia a Sonnenallee foram combatidos coletivamente e com ajuda externa. No entanto, achamos que é preciso mais para corresponder às expectativas de um 1º de maio combativo e que é questionável o término da manifestação em local hermeticamente fechado no ano passado.

As manifestações de maio em 2020 e 2021 são pontos de referência de inspiração tática. Em 2020, a manifestação foi proibida a pretexto da pandemia. Apesar disso, as pessoas tentaram se reunir para se manifestar em Kreuzberg e arredores. Várias manifestações de pequeno porte ocorreram ao mesmo tempo, onde as pessoas resistiram às tentativas da polícia de controlar as manifestações de várias maneiras, como construindo barricadas nas ruas laterais onde as manifestações ocorreram. Os confrontos com os policiais ocorreram em muitas áreas ao redor de Kreuzberg/Neukölln até o final da noite. Em 2021 a manifestação se dissolveu preventivamente em Sonnenallee e houve confrontos com a polícia e barricadas incendiadas.

Vamos participar da manifestação por meio de ações e apoiá-la de forma descentralizada desde já. Nosso objetivo é não deixar a escolha do local do confronto para a polícia. No dia da manifestação convocamos grupos e indivíduos para ficar atentos a conflitos dentro e ao redor da manifestação. Venha preparado para usar os passeios/calçadas e tente colocar armadilhas nas armadilhas!

Anarquistas

Fonte: https://de.indymedia.org/node/270515

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

A jabuticabeira.
Através de líquida cortina
olhos negros espiam.

Yeda Prates Bernis

[Grécia] Atenas: 35 anos de ocupação Lela Karagianni 37

35 ANOS DE OCUPAÇÃO DE LELAS KARAGIANNI 37

Nas ruas da resistência militante, da solidariedade de classe e da auto-organização social

SOMOS AS PRIMEIRAS GOTAS DE UMA TEMPESTADE QUE SE APROXIMA

Contra o velho e podre mundo do poder, que nada tem a prometer senão doença, guerra, fome, desenraizamento, exploração e opressão. Contra a repressão estatal e as gangues paraestatais fascistas.

Defender os espaços de vida e luta ocupados e auto-organizados como parte integrante das resistências políticas, sociais e de classes, que tentam erguer trincheiras ao avanço da barbárie estatal e capitalista, como focos de coletivização anarquista, antiautoritária, de luta e territorialização das prioridades libertárias com uma visão de uma nova sociedade de propriedade comum, igualdade, solidariedade, liberdade.

Assembleia Aberta da Ocupação Lela Karagianni 37

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/11/26/grecia-estrutura-de-solidariedade-na-okupacao-lk37/

agência de notícias anarquistas-ana

Muitos ventos sopram.
Dentro e fora de mim uivam
lobos que não sou.

Urhacy Faustino

França tem mais um dia de intensos protestos contra reforma do sistema de aposentadorias

Manifestantes que se opõem ao plano impopular do presidente da França, Emmanuel Macron, de aumentar a idade de aposentadoria para 64 anos marcharam nesta quinta-feira, 13/04, em cidades e vilas do país, em uma última tentativa de fazer pressão um dia antes da decisão crucial do Conselho Constitucional, que decidirá na sexta-feira (14/04) se anulará alguma ou todas as partes da legislação.

“Queremos pressioná-los, embora saibamos que o Conselho Constitucional não decidirá a nosso favor”, disse Hervé Bordereau, de 57 anos, durante o bloqueio de uma usina de incineração perto de Paris.

Em Paris, manifestantes invadiram a sede da gigante de luxo LVMH com bombas de fumaça e apitos. O Grupo LVMH é considerado o maior conglomerado de marcas de luxo do mundo. O grupo engloba mais de 70 marcas de diferentes segmentos, dentre elas as consideradas mais valiosas no setor de moda de luxo, como Louis Vuitton, Givenchy, Christian Dior e Fendi.

Em Lyon, anarquistas atacaram às famosas mansões do Boulevard des Belges. E não faltou: invasões, lançamento de objetos nas fachadas dos imóveis, pichações com frases anti-ricos em paredes, carros de luxo…

Em Rennes, uma Mercedes (foto) e um Tesla foram incendiados por manifestantes.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

Livro aberto gelado
o norte geme no vento
sobre a página branca

Lisa Carducci