[EUA] Tudo o que o Trump diz sobre a Antifa está errado

Na semana passada, a CNN noticiou que Donald Trump anunciou planos para designar a Antifa como uma “grande organização terrorista”, que descreveu como um “desastre doentio, perigoso e radical da esquerda” e apelou a investigações sobre os seus alegados financiadores. Ontem, Trump assinou uma ordem executiva tornando essa designação oficial. No site da Casa Branca, datado de 22 de setembro de 2025, em Ações Presidenciais, o governo destaca a ordem “Designando a Antifa como Organização Terrorista Doméstica”.

No entanto, a Antifa não é uma organização estruturada, nem mesmo uma organização não estruturada. Talvez seja mais bem descrita como um movimento vagamente afiliado ou mesmo uma ampla identidade cultural e política, tornando tal designação juridicamente obscura e conceitualmente equivocada. Os críticos argumentam que a medida é inconstitucional e politicamente motivada. Nosso projeto, Agency, trabalha para abordar a caracterização errônea das ideias e da organização anarquistas. Sabemos em primeira mão que quase tudo o que Trump diz sobre a Antifa é errado. Desde o primeiro mandato como presidente, Donald Trump tem caracterizado repetida e falsamente a Antifa como organização terrorista doméstica violenta. Trump culpou a Antifa por tudo, desde movimentos de protesto liberais moderados até revoltas urbanas, sem apresentar provas e, muitas vezes, indo em contra o consenso dos especialistas.

A Antifa não é uma organização

Uma das alegações mais persistentes e enganosas de Trump é que a Antifa é uma organização formal. Este recente anúncio do plano para designar a Antifa como organização terrorista não é único. Por exemplo, em tuíte de 31 de maio de 2020, Trump afirmou: “Os Estados Unidos da América designarão a ANTIFA como Organização Terrorista”.

Antifa significa antifascista. É uma ideia com a qual milhões e milhões de pessoas se identificam globalmente. Antifa também se tornou uma abreviação para um conjunto de táticas e abordagens organizacionais para confrontar organizações e manifestações fascistas, e as pessoas que resistem ativamente ao fascismo, à supremacia branca e outras formas de opressão. Como explica o historiador e autor Mark Bray em “Antifa: The Anti-Fascist Handbook” (Antifa: O Manual Antifascista), a Antifa não é uma organização, mas, sim, uma rede descentralizada e vagamente afiliada de indivíduos e grupos unidos pela oposição ao fascismo, à supremacia branca e ao autoritarismo. “Não existe um comando central da Antifa”, escreve Bray. “Não há cartões de filiação à Antifa. Não existe sede de Antifa. Antifa é um conjunto de táticas e princípios compartilhados ao longo do tempo e pelo espaço.”

A organização antifascista é uma prática popular. Aqueles que se organizam ativamente como antifascistas não têm financiamento profissional para esse trabalho, e o trabalho não tem vínculos com organizações formais; são voluntários, seu trabalho tende a ser muito local, descentralizado e em desacordo com abordagens profissionais de militância ou organização comunitária. Isso contradiz diretamente a imagem que Trump e aliados promovem de organização extremista obscura e bem financiada que sustenta uma vasta rede de organizações profissionais. Na verdade, Antifa é uma ideia ampla e multifacetada que assume muitas formas diferentes. Rotulá-la como organização terrorista é como declarar o punk rock ou o hip hop como organizações terroristas.

Bodes expiatórios criados

O desejo de retratar Antifa como o rosto da “violência de esquerda” tem sido uma estratégia conveniente para Trump, especialmente em momentos de crise nacional. Durante os protestos do Black Lives Matter, em 2020, Trump afirmou repetidamente que a Antifa era responsável por incitar a violência e os saques, mesmo quando investigações federais não encontravam evidências para sustentar essa alegação. Avaliações semelhantes foram feitas em outras cidades. No entanto, Trump continuou a promover essa narrativa falsa, tuitando em letras maiúsculas: “Anarquistas e saqueadores liderados pela ANTIFA estão tomando conta das nossas cidades”. Esse tipo de desinformação não só desvia a atenção das verdadeiras intenções de movimentos de protesto importantes, como alimenta a paranoia e abre caminho para repressões mais amplas à dissidência.

A jornalista e repórter trabalhista, Kim Kelly apontou os perigos dessa retórica. Escrevendo na Vice e na Medium, entre outros veículos, Kelly enfatiza que a obsessão da direita com a Antifa serve para distrair da ameaça muito maior representada pelos grupos supremacistas brancos e extremistas de extrema direita, responsáveis pela grande maioria dos ataques terroristas domésticos das últimas décadas. Um estudo do Instituto Nacional de Justiça americano, publicado em junho de 2024 e divulgado no site do Departamento de Justiça americano, afirma que “desde 1990, extremistas de extrema direita cometeram muito mais homicídios motivados ideologicamente do que extremistas de extrema esquerda ou islâmicos radicais, incluindo 227 eventos que tiraram mais de 520 vidas”. No entanto, esse estudo foi removido do site do Departamento de Justiça americano poucos dias após o tiro contra Kirk. O vice-presidente J.D. Vance, então, afirmou falsamente, no podcast de Kirk que, “as pessoas de esquerda são muito mais propensas a defender e celebrar a violência política… é um fato estatístico que a maioria dos lunáticos na política americana atual são membros orgulhosos da extrema esquerda”.

Violência: enquadramento enganoso

Trump cita muito a violência como justificativa para rotular a Antifa como grupo terrorista. Aponta os confrontos em protestos ou destruição de propriedade como evidência de campanha violenta organizada. Mas essa interpretação é enganosa e hipócrita.

Embora alguns ativistas que se identificam como antifascistas realmente se envolvam em táticas de confronto, incluindo destruição de propriedade e autodefesa contra extremistas de extrema direita, essas ações geralmente não são preventivas ou em grande escala. Bem diferente disso, são, na maioria das vezes, respostas a ameaças fascistas percebidas, como comícios neonazistas ou eventos de discurso de ódio. Como explica Mark Bray, “a abordagem da Antifa se baseia na ideia de que o fascismo deve ser confrontado e detido antes que se transforme em algo mais perigoso”.

A maior parte do trabalho feito sob a bandeira Antifa, deve-se ressaltar, inclui monitorar grupos de extrema direita, expor neonazistas e as ameaças que representam para impedir que recrutem novos membros e aumentem a capacidade de praticar violência, além de se opor à violência nas ruas e às demonstrações de força. Essa organização é uma forma de defesa comunitária e ajuda mútua. Bray enfatiza que a atividade militante expressa é uma pequena parte de um conjunto muito maior de atividades focadas em resistir ao fascismo em todas as suas formas. Retratar o movimento como violento não é só impreciso, é intelectualmente desonesto.

Basta comparar com a violência documentada de grupos de nacionalistas brancos com organizações reais, com liderança formal e financiamento, como os Proud Boys ou os Oath Keepers, ambos com membros envolvidos na insurreição de 6 de janeiro. Trump não só se recusa a condenar esses grupos, ele concedeu perdões amplos e libertou os seus membros da prisão.

Quem se beneficia com a demonização?

É importante perguntar por que Trump e outras figuras da direita investiram tanto em demonizar a Antifa. O governo e os líderes republicanos americanos têm os recursos de inteligência para entender o que realmente a Antifa é. Eles sabem que não é a vasta organização obscura que descrevem. Perpetuar essa narrativa desonesta, entretanto, tem utilidade política. Pintar Antifa dessa forma permite que políticos com mentalidade autoritária justifiquem a expansão da vigilância, dos poderes policiais, a repressão aos movimentos sociais e uma miríade de ataques aos direitos civis e à liberdade de expressão.

Ao invocar o espectro da Antifa, Trump recorre a uma longa tradição de perseguição aos comunistas e propagação do medo, que lembra o macarthismo. Isso serve como apelo velado aos eleitores de extrema direita que veem os movimentos de esquerda como inimigos, encorajando ainda mais aqueles inclinados à violência política. Também oferece aos centristas e liberais do regime uma oportunidade de se insinuarem junto ao partido no poder, tornando-se cúmplices involuntários do poder da extrema direita.

A real ameaça

A real ameaça à segurança e à democracia nos Estados Unidos nunca foi uma rede antifascista mal organizada. A real ameaça é a normalização da supremacia branca e o uso do poder estatal para silenciar a dissidência política. A fixação de Trump com a Antifa não tem a ver com proteger ninguém do terrorismo. Tem a ver com distrair e proteger a ascensão do fascismo, que exatamente aquilo que fez com que a Antifa surgisse e fizesse resistência.

As mentiras de Trump sobre a Antifa revelam mais sobre suas próprias tendências autoritárias do que sobre o movimento. Como acadêmicos, jornalistas e até mesmo órgãos de segurança pública deixaram claro, a Antifa não é a ameaça que ele afirma ser. Além disso, muito pouco ou nada do que ele diz sobre a Antifa é remotamente verdadeiro. A verdade é que, se o governo considera o antifascismo como terrorismo, então, acredita que o fascismo é aceitável. Esta é uma forma real de terror, que nos mostra que Antifa é necessária, agora mais do que nunca. O maior terrorista doméstico do nosso tempo é Donald Trump, precisamos resistir a ele e ao seu regime de todas as formas que pudermos.

Fonte: https://anarchistagency.com/everything-trump-says-about-antifa-is-wrong/

Tradução > CF Puig

agência de notícias anarquistas-ana

As marcas do tempo
apenas em meu rosto —
Lua de primavera!

Teruko Oda

[Itália] Não às feiras-mercado de guerra e morte

Na perspectiva da luta contra as fábricas de armas, todos os exércitos e todas as guerras, aderimos ao contingente do coordenamento antimilitarista de Carrara na manifestação de 27 de setembro em La Spezia contra a feira naval-militar Seafuture, e ao cortejo de 29 de novembro em Turim contra a feira-mercado de armas Aerospace and Defense Meetings.

Federação Anarquista Italiana – FAI

Conferência de Empoli, 20-21 de setembro de 2025

Eis o artigo de apresentação do cortejo de La Spezia.

No coração de La Spezia, cidade historicamente ligada ao mar e à construção naval, prepara-se a nova edição da SeaFuture 2025, um evento que, de feira civil da economia azul, transformou-se em um salão militar naval pleno, totalmente dedicado ao comércio bélico internacional.

Patrocinada pelas empresas líderes na produção de guerra – incluindo Leonardo, Fincantieri, MBDA, Elettronica Group, Intermarine – e apoiada pela Marinha Militar italiana, a SeaFuture hospedará mais de 150 delegações militares de todo o mundo, inclusive de regimes autoritários e países envolvidos em guerras. Não se falará de paz, mas de guerra eletrônica, ciberdefesa, produção e venda de armamentos, incluindo os chamados “de uso dual”, ou seja, tecnologias civis facilmente convertíveis para uso militar.

No meio de uma escalada bélica global e do genocídio do povo palestino diante dos olhos do mundo inteiro, La Spezia se prepara para receber um evento que normaliza e celebra o mercado de armas, uma escolha que parece, além disso, em claro contraste até mesmo com o artigo 11 da constituição italiana, que sancionaria a repudia à guerra como meio de resolução de controvérsias internacionais.

Gravíssimo o envolvimento das escolas locais, convocadas a participar com projetos, visitas, competições e atividades de PCTO (percursos de competências transversais e orientação, equivalente a estágios) que envolvem os jovens das escolas da província. Esta participação arrisca militarizar ainda mais a escola e distorcer seus percursos formativos, expondo os estudantes a uma mensagem implícita que legitima o conflito armado e a indústria bélica.

O evento chega num momento em que a União Europeia aprova planos de rearmamento de centenas de bilhões de euros e a OTAN pede aos países membros que destinem 5% do PIB para despesas militares, enquanto faltam recursos para saúde, escola e meio ambiente.

Tudo isso está acontecendo numa cidade que tem um arsenal ainda por descontaminar, um litoral interditado à população porque ocupado pela Marinha Militar, que subtrai o acesso ao mar dos seus próprios habitantes. Uma cidade que arrisca tornar-se um emblema de guerra e de morte com a presença crescente de fábricas de armas e da organização de eventos como a SeaFuture.

Contra tudo isso, pede-se a reconversão da SeaFuture numa feira civil orientada à sustentabilidade; o fim do envolvimento das escolas em eventos de caráter bélico; o apelo convoca ainda pela interrupção da cooperação militar com Israel e por sanções pelas violações dos direitos humanos.

Queremos a desmilitarização de La Spezia e a reconversão da indústria bélica e dos espaços militares para uso social.

Queremos um futuro de paz, de justiça e solidariedade internacional.

MANIFESTAÇÃO DIA  27 DE SETEMBRO ÀS 15:30H

PRAÇA BRIN – LA SPEZIA

CONSTRUAMOS A PRESENÇA LIBERTÁRIA ANTIMILITARISTA NO CORTEJO

Reconvertamos a SeaFuture – Coordenação Antimilitarista

Fonte: https://umanitanova.org/no-alle-mostre-mercato-di-guerra-e-morte/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

O vaso da varanda
exala um doce perfume —
Uma flor-de-cera…

Tania Alves

[Internacional] Defenda os detidos de Manila

Em solidariedade ao povo das Filipinas, anarquistas e antifascistas internacionais devem se unir e apoiar a atual revolta anticorrupção e os jovens na linha de frente.

Atualmente, o governo está reprimindo ferozmente o movimento majoritariamente impulsionado por jovens, prendendo-os e ameaçando-os com longas penas de prisão, na tentativa de reprimir suas ações e a revolta. Além disso, o Estado tenta bloquear o acesso dos jovens a advogados e violar seus direitos civis.

Enquanto os jovens e seus apoiadores combatem a repressão estatal nas ruas, a necessidade de fundos para cobrir custos legais e ajudar as famílias dos jovens presos só aumenta.

Anarquistas e antifascistas internacionais podem apoiar a revolta e os jovens que sofrem intensa repressão estatal doando diretamente para as seguintes contas do PayPal e Ko-fi.

PayPal: cavite.mutualaid@gmail.com

Ko-fi: ko-fi.com/duriandistro

Solidariedade a todos que lutam contra o Estado!

agência de notícias anarquistas-ana

Sente-se, por favor
no banquinho do jardim,
Primavera-San…

Teruo Hamada

[Itália] Roma: Os Cinco Anarquistas do Sul

Na noite de 27 de setembro de 1970, há 55 anos, cinco jovens da Calábria que viajavam para Roma foram massacrados em um acidente de carro forjado nas proximidades de Ferentino.

Mucky (Annelise), Gianni, Angelo, Luigi e Franco, companheiros anarquistas, foram assassinados porque possuíam documentos e fotos que revelavam o envolvimento do governo, da polícia e de grupos fascistas nos ataques terroristas e na promoção de ódio e medo social que ocorriam desde o Massacre de Estado (Strage di Stato) em diante: a revolta de Reggio Calábria com a conivência da máfia e a bomba no trem Freccia del Sul, que causou 6 mortes e 70 feridos.

O dossiê preparado por eles identificava nomes de mandantes e executores, com fotos dos responsáveis ao lado de notáveis e políticos.

Para lembrá-los mais uma vez, no sábado, dia 27, nos encontraremos com a irmã de Gianni Aricò, Roberto Gargamelli, Rocco Palamara e, por videoconferência, com Fabio Cuzzola e Pino Vermiglio, às 19h, no Grupo Anarquista M. Bakunin. Em seguida, haverá jantar e apresentação musical dos Cialtroni no palco.

A ocasião também marcará os 80 anos da sede anarquista na Via Vettor Fausto, 3.

Grupo Anarquista Mikhail Bakunin – FAI Roma e Lácio

agência de notícias anarquistas-ana

Vovô, venha ver!
Nossa árvore não morreu!
Tem folhas novas!

Neide Portugal

[Espanha] Hackmeeting

26~28 de setembro

CSO Kike Mur, Zaragoza

Hackmeeting é o encontro anual das contraculturas digitais da Península Ibérica, das comunidades que analisam criticamente os mecanismos de desenvolvimento das tecnologias na nossa sociedade. Mas o Hackmeeting não é só isso, é muito mais. Vamos contar-lhe ao ouvido, não diga a ninguém, o Hackmeeting é apenas para verdadeiros hackers, para aqueles que querem gerir a sua vida como querem e lutam por isso, mesmo que nunca tenham visto um computador na vida.

Três dias de palestras, jogos, festas, debates, troca de ideias e aprendizagem coletiva, para analisarmos juntos as tecnologias que usamos todos os dias, como elas mudam e como podem impactar nossas vidas, tanto reais quanto virtuais. Um encontro para investigar qual papel podemos desempenhar nessa mudança e nos libertar do controle daqueles que querem monopolizar seu desenvolvimento, quebrando nossas estruturas sociais e nos relegando a espaços virtuais cada vez mais limitados.

O evento é totalmente autogestionado: não há organizadores nem assistentes, apenas participantes!

es.hackmeeting.org

agência de notícias anarquistas-ana

Nenhum grão de areia
pede licença ao deserto
para ser dunas.

Liberto Herrera

Indígenas iniciam Greve Nacional no Equador

O Equador vive nesta terça-feira (23/09) o segundo dia consecutivo de Greve Nacional convocada por organizações indígenas e sociais em repúdio ao decreto do presidente Daniel Noboa que elimina o subsídio ao diesel. Já há mais de 50 pessoas detidas no contexto das manifestações.

No primeiro dia, em Otavalo, Imbabura, houve um dia violento, com protestos e a queima do Quartel da Polícia. As vias permanecem fechadas na Panamericana Norte, onde ocorreram vários focos de confronto entre manifestantes e forças da ordem.

A questão do fim do subsídio é que detonou o movimento. Todos os produtos aqui são transportados por caminhões, inclusive os alimentos, que vão ficar muito mais caros. Com o fim do subsídio o preço do diesel fica atrelado ao mercado externo que com o tempo vai subir ainda mais. Isso vai significar fome e desnutrição para a população pobre. Mas junto a isso vem as demandas dos indígenas contra mineradoras e em defesa das matas. No Equador, boa parte da produção de alimentos é feita por eles, com exceção dos amazônicos que vivem na floresta. Aqui greve geral não é brincadeira“, explica uma companheira anarquista brasileira de passagem pelo Equador.

Gás lacrimogêneo brasileiro é usado contra manifestantes

Armas produzidas pela empresa brasileira Condor estão sendo usadas para reprimir manifestantes que protestam no Equador. Fotos divulgadas pelas redes sociais mostram bombas de gás lacrimogêneo com a marca da Condor. A Condor é a maior fabricante de munições não letais do Brasil e do mundo, como gases pimenta e lacrimogêneo e balas de borracha, granadas de fumaça e produtos relacionados vendidas para todas as polícias militares e civis brasileiras e muitas do resto do mundo.

agência de notícias anarquistas-ana

A cerca desaba.
O gado, agora livre,
pastoreia a si mesmo.

Liberto Herrera

[Itália] Relato: Greve e Manifestação – Roma, 22 de setembro de 2025, contra o genocídio do povo palestino

Uma greve geral convocada por sindicatos de base obteve índices altíssimos de adesão, inclusive em locais de trabalho onde o sindicalismo combativo tem pouca ou nenhuma presença. Além da greve, houve manifestações massivas em mais de 80 cidades italianas, numa mobilização de caráter nacional.

Esta foi a resposta popular à cumplicidade institucional com o genocídio em curso em Gaza.

Também em Roma, o protesto encheu as ruas e paralisou a cidade como não se via há muito tempo.

Os manifestantes reuniram-se em diferentes horários em 8 pontos de concentração espalhados por várias zonas da capital (estação Quattro Venti, estação de metrô Piramide, Praça Indipendenza, Praça dell’Immacolata, Praça Sempione, Ponte Lungo, estação de metrô Pigneto.

Em seguida, marcharam até a estação Termini, onde se reuniram num ato de protesto antes de desfilarem numa única e imensa manifestação que percorreu Roma ao grito de PALESTINA LIVRE.

Cerca de 100.000 pessoas, um número altíssimo para um protesto municipal, superior até mesmo aos números de muitos protestos nacionais mais celebrados e divulgados.

Uma presença notável e majoritária de jovens e adolescentes, sinalizando a vontade de recusar um futuro já escrito de guerra, miséria e opressão por parte dos estudantes.

Entre a multidão, destacou-se nosso contingente, com um grande e claro banner: “NEM DEUS, NEM ESTADO, NEM GUERRA, LIVRES TODES EM TERRA LIVRE

Atrás deste banner, bandeiras anarquistas negras e vermelho-e-negras ondularam altivas. Uma cena que falava não apenas de solidariedade com o povo palestino, mas de uma posição radical: a ruptura com toda forma de patriotismo, nacionalismo e religião autoritária. Nossa mensagem foi inequívoca: apoio a Gaza, mas nenhuma adesão a identidades que erguem muros entre os povos ou justificam o ódio com “identidades sagradas”.

Hoje começou o outono: esperamos que seja um outono quente do ponto de vista do conflito social!

Grupo Anarquista Mikhail Bakunin – FAI Roma & Lazio

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Palma da mão —
A joaninha percorre
A linha da vida

Alvaro Posselt

Biblioteca Social Fábio Luz promove Seminário no Rio de Janeiro | “Anarquismo e Lutas Sociais Contemporâneas: 20 anos do Núcleo de Pesquisa Marques da Costa”

O Núcleo de Pesquisa Marques da Costa (NPMC), a Biblioteca Social Fábio Luz (BSFL) e o Instituto de Teoria e História Anarquista (ITHA) tem o prazer de convidar todos e todas ao Seminário “Anarquismo e Lutas Sociais Contemporâneas: 20 anos do Núcleo de Pesquisa Marques da Costa”. Um evento interdisciplinar que busca apresentar diferentes pesquisas que tem como objeto o anarquismo, assim como refletir sobre a relevância desta ideologia para as lutas sociais contemporâneas. O evento tem o apoio do Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro (AMORJ), do Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro (SINDMUSI) e do Laboratório de Geografia do CTUR-UFRRJ.

Neste primeiro seminário, teremos a participação de diferentes pesquisadores/as, apresentando as seguintes temáticas:

  • Samanta Colhado Mendes – As Mulheres Anarquistas no Brasil da Primeira República.
  • Kauan Wilian dos Santos – Anarquismo e Antifascismo no Brasil.
  • Renato Ramos – Centenário de Ideal Peres: fio condutor de uma geração do Anarquismo no Rio de Janeiro.
  • Rafael Viana da Silva – O Anarquismo na ditadura militar Brasileira.
  • Milton Lopes – Coordenação da Mesa.

Seminário Anarquismo e Lutas Sociais Contemporâneas

Data: 02 de Outubro de 2025.

Horário: 17h.

Local: Sala 109 (sala amarela) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Largo de São Francisco (centro do Rio de Janeiro), 1.

Inscrições no link abaixo:

agência de notícias anarquistas-ana

Sol de primavera…
Apenas um pardalzinho
Canta…Canta…Canta…

Irene Massumi Fuke

Pescadores artesanais do Marajó querem fim da exploração de petróleo na Amazônia

Às vésperas da COP30, comunidade pesqueira faz protesto contra projeto de exploração na Foz do Amazonas

Às vésperas da COP30, pescadores artesanais  da Ilha do Marajó se uniram no domingo (21/09), em Jubim, para protestar contra a exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Dezesseis barcos formaram uma linha e exibiram uma faixa gigante com a frase: “COP30: Amazônia de Pé, Petróleo no Chão”.

O projeto de exploração na Foz do Amazonas é visto como uma ameaça à segurança alimentar e econômica da comunidade, pois coloca em risco os ecossistemas marinhos e os estoques pesqueiros. Um vazamento ou a simples presença da indústria do petróleo poderia poluir a água e destruir o modo de vida tradicional dos pescadores.

A mobilização destaca o papel crucial das comunidades que vivem na linha de frente dos impactos da exploração de combustíveis fósseis. Nelson Bastos, pescador e pesquisador da UFPA, alerta que a exploração agravaria os problemas já enfrentados pelos pescadores, que têm suas ferramentas e redes danificadas pelo trânsito de navios.

“E com a exploração de petróleo em curso na Foz do Amazonas, a vida dos pescadores artesanais do Jubim e do Marajó está ainda mais ameaçada. Estes grandes projetos em curso no território amazônico deixam as comunidades tradicionais da região vulneráveis ao capital internacional, que vem nos explorar e deixar os pescadores sem opção”, disse.

A mensagem das comunidades é clara: a COP30 não pode ser coerente com a abertura de novos poços na Amazônia. A ação no Marajó simboliza uma “linha vermelha” contra a violência e a destruição ambiental, exigindo um futuro sem fósseis e sem “falsas soluções”.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

Ao sair de casa
não preciso de agasalho —
Calor da primavera.

Sandra Miyatake Sakamoto

[Filipinas] Protestos antigovernamentais em Manila resultam em 216 detidos e 95 polícias feridos

Pelo menos 216 pessoas foram detidas e 95 polícias ficaram feridos durante confrontos no domingo (21/09) entre manifestantes e as forças de segurança em Manila. Protestos também foram relatados em Baguio, Bulacan, Cebu e Davao.

“Foram detidos 216 indivíduos, entre eles 127 adultos e 89 menores”, anunciou em conferência de imprensa o secretário do Departamento do Interior, Jonvic Remulla, acrescentando que “enquanto 95 agentes da polícia ficaram feridos, alguns gravemente”.

Os confrontos ocorreram quando uma das manifestações realizadas no domingo na capital, no histórico parque Luneta, e que contou com a participação de cerca de 50 mil pessoas, segundo dados oficiais, tentou avançar em direção ao palácio presidencial de Malacañang.

Os manifestantes lançaram cocktails molotov contra um veículo que lhes bloqueava o caminho numa ponte, e posteriormente as forças de segurança recorreram ao uso de canhões de água para dispersar uma multidão que atirava pedras e outros objetos.

Os confrontos, iniciados durante a tarde, degeneraram em distúrbios até bem tarde da noite na avenida Recto, que leva ao palácio presidencial, onde um hotel de luxo foi vandalizado.

Remulla acusou os detidos durante os confrontos de “anarquistas”, muitos deles menores, de tentarem desencadear uma onda de protestos violentos semelhantes aos vividos recentemente na Indonésia e no Nepal.

Dezenas de milhares de filipinos mostraram neste domingo o descontentamento com os casos de corrupção milionária em projetos de controle de inundações, com políticos e empreiteiros sob investigação.

Supostamente concluídos, mas na realidade inexistentes ou de baixa qualidade, vários projetos “fantasma” terão causado prejuízos ao erário público na ordem dos US$ 9,5 bilhões apenas nos últimos dois anos.

A indignação do povo piorou depois que um casal rico, Sarah e Pacifico Discaya, que operava várias empresas de construção, ganhou contratos de controle de enchentes mostraram dezenas de carros de luxo e SUVs europeus e americanos que eles possuíam.

“Sinto-me mal por estarmos chafurdando na pobreza e perdermos nossas casas, nossas vidas e nosso futuro enquanto eles arrecadam uma grande fortuna com nossos impostos, que pagam seus carros de luxo, viagens ao exterior e transações corporativas maiores”, disse a ativista estudantil Althea Trinidad à imprensa local.

As Filipinas enfrentam cerca de vinte tufões por ano e, no ano passado, sofreram uma avalanche invulgar de seis tempestades tropicais consecutivas em menos de um mês, que causaram, pelo menos, 164 mortos.

As reivindicações anticorrupção provocaram, por enquanto, a demissão do presidente da Câmara dos Representantes, Martin Romualdez, enquanto o presidente do Senado, Francis Escudero, foi afastado na semana passada, após a divulgação de ligações com um dos grandes empreiteiros sob investigação.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

espiral de sol –
luz nas frestas da
escada em caracol

Carlos Seabra

[Espanha] Lançamento: “La pequeña historia. Crónicas de lucha obrera y exilio de un anarquista”, de José Viadiu

A pequena história. Crônicas de luta obreira e exílio de um anarquista. Uma seleção de escritos de José Viadiu. Prólogo, notas e seleção de textos: Ignacio Llorens.

Durante os anos do exílio no México, José Viadiu colaborou em diversas publicações. Sob a epígrafe de “La pequeña historia” foi recordando fatos e companheiros. Com um estilo dinâmico, uma prosa culta e fortes doses de ironia, nos oferece uma crônica daqueles anos de luta, de pólvora e tinta. São muitas as anedotas divertidas e apresenta fatos pouco conhecidos sobre figuras políticas e intelectuais da época, tais como Eugenio d’Ors, Lluís Companys, o general Arlegui, Rodrigo Soriano, Gabriel Alomar, Juan March…

Os que o conheceram guardaram uma boa recordação dele, sendo uma figura respeitada por seu compromisso e honestidade. Uma opinião sempre tida em conta nos debates e polêmicas. Para José Peirats foi como um pai benévolo a quem pedir conselho e com quem aprender.

A humildade impediu Viadiu, lamentavelmente, de escrever umas memórias que, certamente, teriam sido de grande interesse. Do que foi publicando nos jornais e revistas do movimento libertário extraímos a presente seleção de textos. A crônica de lutas, greves, atentados… há que somar as breves biografias de velhos companheiros resgatadas do desmerecido esquecimento, e a recordação crítica de figuras determinantes. Confiamos em que a voz de Viadiu, que para tantos foi essencial, poderá voltará a ser ouvida nestas páginas.

La pequeña historia. Crónicas de lucha obrera y exilio de un anarquista. Una selección de escritos de José Viadiu. Prólogo, notas y selección de textos: Ignacio Llorens.

Fundación Anselmo Lorenzo

Col. Biografías y Memorias, 13

Madrid, 2025

200 págs.

ISBN: 978-84-127509-8-0

PVP: 17 euros

fal.cnt.es

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

de momento em momento
tudo que eu digo
se choca com o vento

Camila Jabur

[Alemanha] Outro fim do mundo é possível (13.09-24.09)

Sessões Antiautoritárias | Leipzig 2025

Em um mundo que parece estar se desfazendo, coletivos e indivíduos de Leipzig com mentalidade antiautoritária unem forças para pensar e agir juntos. Acreditamos que outro fim do mundo é possível, porque este mundo atual, baseado na exploração, exclusão e desigualdade, precisa chegar ao fim. Quando isso acontecer, precisamos estar prontos para construir um mundo em que ideais antiautoritários de liberdade e igualdade sejam as pedras angulares da sociedade.

Sabemos que essa não é uma tarefa fácil. Não esperamos uma mudança imediata, e não existem receitas nem especialistas com respostas infalíveis. Em vez disso, propomos uma espécie de jam session antagônica em conjunto: um espaço para nos reconhecermos mutuamente, nos expressarmos e trocarmos ideias para realizar ações políticas coletivas. A partir desses diversos elementos aparentemente desconectados, esperamos poder construir uma alternativa desde baixo contra todas as formas de autoritarismo, venha ele de onde vier.

Observamos com crescente preocupação a proliferação de ideias autoritárias de todo tipo. A fragmentação e a incerteza nos levam a buscar segurança em estruturas já existentes de homogeneidade e fixidez. Para alguns, isso parece uma solução; para nós, é parte da raiz dos problemas. Abraçamos a diversidade e a indefinição; carregamos o desejo de construir uma sociedade onde todos tenham lugar, em toda a sua complexidade.

É por isso que Eisi für Alle, tribu.x e nossos amigos convidam você a fazer parte destes dias auto-organizados. Incentivamos você a participar e a buscar formas de se engajar e estar ativo. Precisamos de cada pessoa para construir os mundos com que sonhamos.

asessionsleipzig.noblogs.org

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

Virada do morro:
Ipê e seu grito amarelo
perpendicular.

Eolo Yberê Libera

[Itália] Empoli: Inauguração do monumento a Oreste Ristori

SÁBADO, 27 DE SETEMBRO DE 2025

INAUGURAÇÃO DO MONUMENTO A ORESTE RISTORI

Oreste Ristori, militante anarquista, fuzilado em 2 de dezembro de 1943 pela escória fascista em represália às lutas partisanas. Oreste, um companheiro entre os últimos, sem hierarquias, entre os primeiros nos combates, contra a exploração, as injustiças, o militarismo, o fascismo e a peste religiosa. Por uma sociedade libertária, igualitária, autogerida e solidária, sem servos nem patrões, pelo comunismo anarquista.

16H30: SAUDAÇÕES, DISCURSOS, MÚSICA E CANÇÕES SOCIAIS

TODA A POPULAÇÃO É CONVIDADA

COMITÊ ORESTE RISTORI

CENTRO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS PIETRO GORI

Federação Anarquista Italiana de Empoli e do Vale do Elsa

agência de notícias anarquistas-ana

um pé no degrau
um passo na escada
bate coração

Carlos Seabra

Distúrbios e bloqueios na Itália em uma greve contra a guerra em Gaza

A Itália viveu ontem (22/09) uma jornada de greve geral convocada pelos sindicatos de base do país em solidariedade com o povo palestino. Umas greves que afetaram especialmente portos, o transporte público, a saúde e o ensino, e que terminaram com fortes confrontos em Milão entre manifestantes e policiais.

De Turim a Nápoles, a greve geral decorreu sem incidentes na maioria das mais de 80 cidades que saíram às ruas contra a invasão em Gaza. Só em Roma, segundo a organização, o protesto mobilizou mais de 100 mil pessoas.

Em Milão, no entanto, o protesto degenerou em confrontos com a polícia quando cerca de uma centena de manifestantes encapuzados tentou entrar à força na estação de trem, quebrando portas e mobiliário urbano. A polícia de choque usou gás lacrimogêneo para dispersá-los. Pelo menos 20 pessoas foram detidas e 60 agentes da polícia ficaram feridos. Anteriormente, na Praça da República, perto do Consulado Geral dos Estados Unidos, alguns manifestantes queimaram bandeiras de Israel, dos Estados Unidos, da UE e da OTAN.

“A greve foi convocada em resposta ao genocídio em curso na Faixa de Gaza, ao bloqueio da ajuda humanitária pelo exército israelense e às ameaças contra a missão internacional da Flotilha Global Sumud”, explica a central sindical USB (Unione Sindacale di Base).

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Chuva de primavera —
O casal na correria
rindo sem parar.

Edson Kenji Iura

Marinha leva tropas e blindados para a Amazônia em preparação para a COP30 e a Operação Atlas 2025

O Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, pertencente à Marinha do Brasil, está a caminho de Belém (PA) transportando 1.100 militares e 435 toneladas de armamentos, munições, mísseis, veículos blindados, viaturas leves e outros equipamentos militares das Forças Armadas.

As informações são da Marinha e foram divulgadas na quarta-feira, 17 de setembro.

O Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico deixou a Base Naval da Ilha das Cobras (RJ) no dia 13 de setembro.

Militares das Forças Armadas serão empregados na Operação Atlas 2025 e na segurança da COP30

Os militares das Forças Armadas e os equipamentos militares serão empregados na Operação Atlas 2025, um exercício conjunto entre Exército, Marinha e FAB (Força Aérea Brasileira) que será realizado em Roraima próximo à fronteira com a Venezuela.

Depois, também deve reforçar a segurança da Amazônia Oriental durante a COP30, o maior evento das Nações Unidas para discussão e negociação sobre mudanças climáticas, com dezenas de países representados. Até o momento, delegações de 79 nações já confirmaram presença.

A reunião da cúpula da COP30 acontecerá nos dias 6 e 7 de novembro em Belém (PA).

Em 15 de setembro, o Comando Militar do Norte informou que foi realizada mais uma reunião de alinhamento entre as Forças Armadas brasileiras a respeito dos esquemas de manobra, defesa e mobilidade urbana necessários à segurança da COP30.

Principal exercício militar da Operação Atlas 2025

Apesar de toda a grande operação logística da Atlas 2025 já ter sido iniciada há alguns meses e já terem acontecido etapas de disparo de armas pesadas em outras regiões do Brasil, o principal exercício tático de terreno acontecerá entre os dias 2 e 11 de outubro.

Segundo o Ministério da Defesa, a Operação Atlas 2025 representa otimização em relação a operações anteriores semelhantes: “Está alinhada ao compromisso do Brasil com a proteção da Amazônia e a promoção da soberania nacional”.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

A sensação de tocar com os dedos
O que não tem realidade –
Uma pequena borboleta.

Buson

[Grécia] Discussão sobre a criação de um grupo auto-organizado de atletismo

Convocatória para a criação de uma equipe auto-organizada de atletismo na quarta-feira, 24/09, às 20h, no DAC de Korydallos, Attica.

O texto do convite:

Convite para a formação de um grupo de atletismo auto-organizado e autogerido. Quarta-feira, 24/9, às 20h no DAC de Korydallos, na cantina (fechada, não está em funcionamento) do estádio.

Numa época em que o esporte se transforma em mercadoria, os espaços esportivos em campos de lucro e os atletas em produtos, nós escolhemos o caminho da resistência coletiva e da criação. Convocamos todos aqueles que desejam criar um espaço esportivo sem patrocinadores, sem treinadores-patrões, sem exclusões. Um grupo que funcionará horizontalmente, com decisões coletivas, respeitando as necessidades e possibilidades de todos. Não nos interessa o desempenho, mas a participação. Não nos interessa a disciplina, mas a camaradagem. Não nos interessa a imagem, mas a essência. Vamos discutir:

  • A estrutura e o funcionamento do grupo
  • As necessidades em termos de equipamento e acesso ao espaço
  • As implicações políticas da auto-organização no esporte

Se você acredita que o esporte pode ser um espaço de liberdade e resistência, venha reivindicá-lo conosco.

O esporte pertence a nós!

agência de notícias anarquistas-ana

vende a vida inteira
pelo pão de cada dia
a liberdade bóia, fria

Goulart Gomes