[Irlanda do Norte] Informe da Feira de Livros Radical Derry

Minhas expectativas eram altas e eu não me decepcionei no fim de semana

~  Don B ~

A 9ª Annual Derry Radical Bookfair [Anual Feira de Livros Radical Derry] ocorreu no último fim de semana (1º de fevereiro), em uma cidade que tem uma longa história de ação política radical. Ela é organizada por anarquistas locais e uma equipe de voluntários, e eu tive o privilégio de receber o convite para participar ao lado de anarquistas do North East Anarchist Group (NEAG) [Grupo Anarquista do Nordeste].

A feira de livros foi realizada no Centro Comunitário Pilots Row, em Bogside, que fica próximo à infame esquina “You are Now Entering Free Derry” [“Você está Agora Entrando na Derry Livre”] e a vários murais republicanos e de esquerda. Tive o prazer de ver várias bandeiras palestinas hasteadas em postes de luz enquanto caminhava para a feira de livros, além de alguns grafites declarando “Vitória para Gaza”.

Na feira de livros, muitos grupos representavam a luta pela libertação palestina, juntamente com outros grupos de campanha, como Derry Anarchists Collective [Coletivo de Anarquistas de Derry], Leathbhádóirí (Coletivo Feminista da Língua Irlandesa), Alliance for Choice [Aliança pela Escolha] e muitos outros. Entre os vários livreiros estavam a Connolly Books, a PM Press, a Irish Resistance Books [Editora Resistência Irlandesa] e a Barricade Distribution [Distribuição Barricada]. Tentei visitar o maior número possível de estandes e todos foram simpáticos e estavam dispostos a conversar sobre campanhas e lutas atuais, o que significou muito para mim como visitante.

Além das barracas e dos eventos de lançamento de livros, o dia também teve várias palestras e workshops. Os tópicos variaram de Decolonising Derry (Descolonização de Derry), organização de profissionais do sexo na Irlanda e sindicalização no local de trabalho a oficinas de confecção de cartazes e redação de cartas para presidiários (organizada por mim).

Foi uma feira de livros mais curta do que me acostumei a ver, com apenas 5 horas, mas achei que foi o suficiente. Havia uma grande variedade de idades e personalidades presentes durante todo o dia, e havia uma atmosfera incrível de solidariedade no local.

O que mais me chamou a atenção foi a forma como a feira de livros parece se enxergar. Em feiras de livros, às vezes pode haver um foco excessivo no evento em si, enquanto a Feira de Livros Radical Derry sempre coincide com a marcha de comemoração do Domingo Sangrento. Muitos de nós participamos dessa marcha no dia seguinte, o que nos permitiu continuar conversando e nos solidarizando com nossos antigos e novos companheiros da feira de livros. A marcha em si foi uma firme rejeição e condenação do imperialismo e da agressão britânicos, além de uma demonstração de solidariedade incondicional à Palestina – e, lindamente, nenhum policial à vista.

De modo geral, havia uma atmosfera agradável tanto na feira de livros quanto na marcha, com ativistas e voluntários locais comprometidos, bem como grupos nacionais e internacionais sendo representados.

A hospitalidade que os organizadores e outros anfitriões nos deram como visitantes, que nos forneceram alimentação e nos fizeram sentir bem-vindos, foi uma demonstração incrível de solidariedade e amor. Isso se estendeu não apenas a nós, mas a quase todos os visitantes externos a Derry.

Fonte: https://freedomnews.org.uk/2025/02/07/report-from-derry-radical-bookfair/

Tradução > acervo trans-anarquista

agência de notícias anarquistas-ana

Gotas de sangue
estão prestes a pingar:
pitangas maduras.

José N. Reis

[Malásia] 3ª Conferência de Anarco-Sindicalistas da Região Ásia-Pacífico

De 27 a 29 de dezembro, a 3ª conferência (“convergência”) de anarco-sindicalistas dos países da região Ásia-Pacífico foi realizada na capital da Malásia, Kuala Lumpur. Participaram delegados da Austrália, Birmânia (Myanmar), Indonésia, Japão, Malásia, Paquistão, Cingapura, Tailândia, Coreia do Sul e Indonésia, representantes da Secretaria da Associação Internacional do Trabalho e da Subsecretaria do M.A.T. na Ásia-Pacífico, bem como camaradas on-line de vários outros países.

Os delegados foram enviados pela Anarcho-Syndicalist Federation (ASF, seção do M.A.T. na Austrália), pela Workers Solidarity Federation (WSF, organização amiga do M.A.T. no Paquistão), pela PPAS (seção do M.A.T. na Indonésia), por um grupo de apoiadores do M.A.T. em Seul, Coreia, por iniciativas do M.A.T. de Yangon, Birmânia, e por Cingapura. Camaradas da Tailândia, do Japão e de outros países participaram por videoconferência.

As delegações participantes apresentaram suas organizações, falaram sobre seu trabalho local e regional, a situação econômica da classe trabalhadora em seus países e a situação do sindicalismo, do anarquismo e do anarco-sindicalismo no local de trabalho.

A delegação da PPAS abriu a reunião com uma apresentação de sua organização e rede/federações nos centros de produção nas cidades de Jakarta, Surabaya, Tamanggung e Bogor. Foram descritas as dificuldades enfrentadas pela PPAS, que atualmente precisa trabalhar ilegalmente.

A delegação da Tailândia apresentou as ações que estão sendo realizadas, o trabalho cooperativo entre os trabalhadores, a situação atual dos sindicatos e a expansão da indústria e dos serviços na região.

Os companheiros trocaram informações sobre a situação social e política em seus países, bem como experiências de luta. Também foram discutidas formas e métodos para melhorar a coordenação das atividades em escala regional e internacional.

Durante a reunião, observou-se que os anarco-sindicalistas da região têm de operar em condições difíceis: em Cingapura, os protestos são proibidos; em Mianmar, a guerra civil entre a junta e seus oponentes é violenta; na Indonésia, as autoridades estão fazendo uma campanha contra o anarquismo; na Indonésia e no Paquistão, a propaganda ateísta é punida com a morte; na Indonésia, há grandes problemas com o emprego de mulheres e jovens etc.

A reunião expressou solidariedade com a CNT-AIT, a seção do M.A.T. na Espanha, que foi processada da maneira mais vergonhosa pelos reformistas dissidentes da CIT em um tribunal burguês. A resolução adotada nessa ocasião declara:

A 3ª Conferência do M.A.T. Ásia-Pacífico expressa sua solidariedade com a CNT-AIT da Espanha. Condenamos a CNT-CIT por tomar medidas legais contra ela e tentar intimidar a organização anarco-sindicalista, a CNT-AIT.

Também expressamos nossa preocupação com as ações da CIT no Sudeste Asiático, onde ela apóia sindicatos autoritários que colaboram com o Estado e apoiam o governo.

Pela solidariedade internacional!

Fonte: https://aitrus.info/node/6285

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

silêncio de folhas
bananeira secando
à beira da estrada

Alice Ruiz

[EUA] Descanse em Poder, Murphy Hoopes (1987-2025)

Da Anarchist Agency  

Murphy Hoopes, um dos primeiros membros do coletivo da Agency, que ajudou a lançar nossa organização em 2013, faleceu em San Diego, Califórnia, em 18 de janeiro de 2025. Ele tinha 38 anos. Nascido e criado na região de Washington D.C., Murphy se encantou com as possibilidades de um novo mundo desde cedo. No ensino médio, juntou-se ao D.C. Food Not Bombs, cozinhando e servindo comida vegana para os necessitados enquanto protestava contra a agressão dos EUA no Iraque. Seu espírito generoso e sua natureza cooperativa marcaram toda a sua vida de apoio às lutas sociais e ambientais, com inúmeras contribuições para o movimento anarquista global. Inserido na comunidade punk rock, Murphy era profundamente apaixonado por música e pelo poder da contracultura e da expressão criativa para fortalecer comunidades e promover mudanças sociais.

Uma crítica afiada à autoridade política, um desprezo pela opressão dos governantes e uma imensa alegria pela vida impulsionavam Murphy. Na adolescência e no início dos seus 20 anos, ele foi membro do coletivo e voluntário regular do Brian MacKenzie Infoshop, uma livraria radical e centro comunitário no bairro de Shaw, em Washington, D.C. Viveu em casas coletivas veganas e anarquistas na capital antes de se mudar para a Carolina do Norte. Escritor ávido, Murphy foi colaborador frequente da CrimethInc. e de outros veículos de mídia e iniciativas de educação popular. Também foi co-produtor dos podcasts *The Ex-Worker* e *The Hotwire*.

Fluente em espanhol, Murphy viveu em Santiago, Chile, em duas ocasiões, apoiando organizações anarquistas e documentando lutas políticas e sociais no país. Seu filme, *Fell in Love with Fire*, registrou a revolta chilena de 2019.

Murphy navegou várias vezes até Cuba e se tornou um surfista entusiasmado. Fez amizades duradouras por toda parte, viajando amplamente pela América do Sul, Europa e Estados Unidos.

Em 2024, Murphy se formou em Direito na Universidade do Arizona. Dedicou muitas horas ao fornecimento de serviços jurídicos por meio do *Civil Liberties Defense Center* e de outras organizações que promovem o acesso à representação legal—trazendo uma perspectiva anarquista e aspirações de libertação total para esse trabalho.

A energia inesgotável de Murphy e seu compromisso constante com uma sociedade melhor, em todos os aspectos da vida, foram um exemplo para todos que o conheceram.

Tradução > Contrafatual

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Sobre o varal
A cerejeira prepara
O amanhecer

Eugénia Tabosa

Federação Anarquista Capixaba oferece assessoria jurídica gratuita

Dentro do marco de expansão da FACA, este é mais um projeto em defesa das classes oprimidas!

A assessoria jurídica gratuita oferecida pela Federação Anarquista Capixaba – FACA, é fundamental para garantir que pessoas em situação de exploração tenham acesso aos seus direitos. Muitas vezes, trabalhadores e trabalhadoras em condições precárias não sabem como lutar por melhores condições de vida e trabalho. A presença de um suporte legal adequado pode ser a diferença entre a perpetuação da exploração e a defesa de direitos, proporcionando um meio para que essas pessoas se defendam de abusos e busquem reparações.

Além disso, a FACA segue atuando como um ativo instrumento no processo de conscientização e empoderamento das pessoas exploradas, oferecendo um atendimento jurídico acessível e eficaz. Com a assistência de profissionais capacitados e engajados na defesa dos direitos humanos, a organização contribui para um fortalecimento da classe trabalhadora, permitindo que as pessoas mais vulneráveis se aproximem da Federação e se organizem para o enfrentamento das injustiças do sistema capitalista. A assessoria jurídica gratuita, portanto, é um passo importante na construção de espaços mais justos e igualitários para todos.

Os agendamentos se darão por e-mail: fedca@riseup.net

AGENDA DE ATENDIMENTOS DE FEVEREIRO E MARÇO:

– 20/02/2025 – SÃO MATEUS/ES

– 21/02//2025 – PEDRO CANÁRIO/ES

– 26/02/2025 – VENDA NOVA DO IMIGRANTE/ES

– 07/03/2025 – VIANA/ES

– 11/03/2025 – SERRA/ES

– 20/03/2025 – VITÓRIA/ES

– 27/03/2025 – CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM/ES

FEDERAÇÃO ANARQUISTA CAPIXABA – FACA

federacaocapixaba.noblogs.org

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livro aberto gelado
o norte geme no vento
sobre a página branca

Lisa Carducci

[Suíça] Lucros astronômicos da grande indústria bélica | Os que lucram com as guerras

por Sergio Ferrari | 10/12/2024

Com cerca de vinte conflitos devastadores em todo o mundo, como o entre Rússia e Ucrânia ou o de Israel com Palestina e Líbano, para citar os dois mais midiáticos, a pergunta crucial é: quem realmente se beneficia com a guerra?

Além dos condimentos, dos benefícios e das repercussões geopolíticas de todo confronto militar, a grande indústria bélica mundial continua sendo a principal beneficiada. As receitas em 2023 com a venda de armas e serviços militares das 100 maiores empresas do setor aumentaram em média 4,2% em relação a 2022, atingindo 632 bilhões de dólares — uma cifra muito maior do que a necessária para erradicar a fome no mundo. Três em cada quatro dessas empresas aumentaram suas receitas, um importante crescimento após o declínio médio que haviam experimentado em 2022. [1]

Esse aumento foi registrado, de forma geral, em todo o mundo, embora tenha gerado cifras particularmente suculentas para as empresas na Rússia e no Oriente Médio, como revelou na primeira semana de dezembro o Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI). Conhecido em espanhol como Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo, essa entidade internacional independente, com sede na capital sueca, dedica-se à pesquisa sobre conflitos, armamentos, controle de armas e desarmamento. Fundado em 1966, o SIPRI tem fornecido desde então dados baseados em informações públicas, análises e recomendações, e continua sendo uma fonte de referência sobre o tema da guerra e da paz.

Segundo Lorenzo Scarazzato, pesquisador do Programa de Gastos Militares e Produção de Armas do SIPRI, “em 2023, houve um aumento significativo das receitas com armas, e é provável que essa tendência continue em 2024”. De qualquer forma, Scarazzato ressalta que essas “receitas das 100 principais empresas produtoras de armas ainda não refletem completamente a magnitude [real] da demanda, e muitas empresas iniciaram campanhas de contratação, o que sugere que estão otimistas em relação às suas vendas futuras”.

Guerras midiáticas e conflitos “ignorados”

O relatório ¡Alerta 2024!, publicado pela Escola de Cultura de Paz de Barcelona, contabilizou em 2023 dezessete conflitos armados de alta intensidade em todo o mundo (de um total de trinta e seis situações conflituosas). Esses conflitos são definidos por seus elevados níveis de letalidade (mais de mil mortes anuais), graves impactos na população, deslocamentos forçados massivos e severas consequências no território.

Essa organização, dedicada a analisar confrontos bélicos, direitos humanos e construção da paz, além dos conflitos Rússia-Ucrânia e Israel-Palestina, identifica enfrentamentos militares de alta intensidade na Etiópia (em Amhara e Oromia), Mali, na região do Lago Chade (Boko Haram), no Sahel Ocidental, na República Democrática do Congo (região oriental, com dois picos principais), Somália, Sudão, Sudão do Sul, Mianmar, Paquistão, Iraque, Síria e Iêmen. Em 2023, em quase metade dos casos, observou-se um agravamento da situação. A grande maioria dessas trinta e seis situações conflituosas concentra-se na África (18) e na Ásia e no Pacífico (9). [2]

Com nome e sobrenome

Quarenta e uma das 100 maiores empresas de produção e comercialização de armamentos estão nos Estados Unidos e, em 2023, declararam receitas de 317 bilhões de dólares, um aumento de 2,5% em relação a 2022. Desde 2018, as cinco empresas no topo do ranking mundial elaborado pelo SIPRI têm sede nesse país: Lockheed Martin, RTX, Northrop Grumman, Boeing e General Dynamics. [3]

Segundo o instituto, a indústria bélica europeia está relativamente atrasada. As receitas com armas das vinte e sete empresas sediadas no Velho Mundo (excluindo a Rússia) totalizaram 133 bilhões de dólares em 2023, o que representa um aumento de apenas 0,2% em relação a 2022, o mais baixo do mundo. A britânica BAE Systems (sexta em importância); a transnacional europeia Airbus (12ª), a francesa Thales (16ª), a inglesa Rolls-Royce (22ª) e a alemã Rheinmetall (26ª) estão entre as trinta primeiras. Mas esse crescimento relativamente baixo, segundo Scarazzato, não se deve a uma menor demanda, mas ao fato de que “os sistemas de armas complexos têm prazos de produção mais longos [e, consequentemente] as empresas que os produzem reagem mais lentamente às mudanças na demanda”.

No entanto, vários produtores europeus registraram um crescimento substancial em suas receitas, especialmente em munições, artilharia e sistemas de defesa aérea e terrestre, impulsionados pela demanda relacionada à guerra Rússia-Ucrânia. Empresas da Alemanha, Suécia, Ucrânia, Polônia, Noruega e República Tcheca, em particular, aproveitaram essa demanda. Por exemplo, a alemã Rheinmetall aumentou sua capacidade de produção de munições de 155 milímetros e de seus tanques Leopard. Grande parte desses lucros se deve a transações por meio de programas de intercâmbio circular, nos quais os países que fornecem material militar à Ucrânia podem receber equipamentos de reposição de seus aliados.

O outro lado da moeda do conflito bélico no Leste Europeu: as duas empresas russas incluídas no ranking das 100 principais, a Rostec, uma corporação estatal que controla numerosos produtores de armamentos, na sétima posição, e a United Shipbuilding, na 41ª, aumentaram suas receitas em 40%, atingindo 25,5 bilhões de dólares. A maioria dos analistas, de acordo com o relatório do SIPRI, concorda que a produção russa de novos armamentos militares aumentou substancialmente em 2023, enquanto o arsenal existente passou por uma ampla renovação e modernização. Especificamente, mais aviões de combate, helicópteros, drones, tanques, munições e mísseis.

Os produtores de armas do Oriente Médio também experimentaram um crescimento nas receitas vinculado aos conflitos em Gaza e na Ucrânia. Seis das empresas no ranking das cem mais importantes estão nessa região. Suas receitas combinadas cresceram 18%, atingindo 19,6 bilhões de dólares. Desde o início da guerra em Gaza, as três empresas israelenses no ranking ganharam 13,6 bilhões de dólares, um recorde histórico para elas. Por sua vez, as três grandes empresas na Turquia contabilizaram um aumento de 24%, crescimento impulsionado pelas exportações para a guerra na Ucrânia, assim como pelo empenho do governo turco em alcançar sua própria autossuficiência em termos de armamentos.

Na Ásia, as quatro empresas sediadas na Coreia do Sul (e que estão no ranking das 100 mais importantes) aumentaram suas receitas combinadas em 39%. Por sua vez, as cinco principais empresas sediadas no Japão cresceram 35%. A NCSIST, a única empresa taiwanesa no ranking, teve um aumento de 27% em relação ao ano anterior. As três empresas indianas do ranking aumentaram 5,8%. Quanto à China, as nove empresas que fazem parte do top 100 cresceram apenas 0,7%, seu menor aumento percentual anual desde 2019, devido à atual desaceleração econômica do país.

Os prejudicados

Vários organismos internacionais estimam que, até 2030, quase 600 milhões de pessoas ainda sofrerão de fome em todo o planeta. Um estudo de novembro realizado por duas agências das Nações Unidas calcula que acabar com a fome até essa data custaria cerca de 540 bilhões de dólares. Ou seja, muito menos do que as receitas em 2023 das cem empresas mais importantes no setor de produção e comercialização de armas.

Uma grande parte das vítimas atuais da fome vive em regiões assoladas por cruéis conflitos bélicos: da Palestina ao Sudão, passando pela República Democrática do Congo e pelo Mali. Um relatório de outubro da organização não governamental OXFAM afirma que a fome provocada por conflitos bélicos custa até 21.000 vidas diárias em todo o mundo. Esse documento, intitulado Food Wars (Guerras alimentares), analisou 54 países afetados por conflitos armados e constatou que eles concentram quase a totalidade dos 281 milhões de pessoas que atualmente sofrem de fome aguda. Além disso, essa realidade bélica tem sido uma das principais causas de deslocamentos forçados, com um recorde mundial atual de mais de 117 milhões de pessoas. [4]

As armas matam. Apenas em 2023, foram mais de 160.000 vítimas diretas em zonas de guerra. Além disso, as guerras provocam fome e miséria extrema, que somam suas próprias cifras trágicas ao obituário mundial. Apesar desse drama, a corrida armamentista não para. E os benefícios dela são repartidos, essencialmente, entre um centena de grandes empresas de países que incentivam ou participam dessa fúria bélica: as grandes beneficiárias dos tiroteios planetários.

Notas

[1] https://www.sipri.org/media/press-release/2024/worlds-top-arms-producers-see-revenues-rise-back-wars-and-regional-tensions.

[2] https://reliefweb.int/report/world/alerta-2024-informe-sobre-conflictos-derechos-humanos-y-construccion-de-paz

[3] https://www.sipri.org/visualizations/2024/sipri-top-100-arms-producing-and-military-services-companies-world-2023

[4] https://www.oxfam.org/es/letters-and-statements/el-hambre-que-provocan-los-conflictos-se-cobra-hasta-21-000-vidas-diarias-en

Fonte: https://www.cadtm.org/Los-que-lucran-con-las-guerras

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

De que árvore florida
chega? Não sei.
Mas é seu perfume…

Matsuo Bashô

[França] 1979-2025: 46 anos de cultura libertária

O que resta da utopia anarquista? Dois séculos de anarquia e ainda vivemos sob bombas, em sociedades ricas onde os pobres chegam a bilhões, onde a cultura não cessa de navegar entre o compromisso solidário e os desígnios sombrios de quem prefere sonhar com povos subjugados.

Então, o que resta da utopia anarquista? Uma história rica em lutas, ações e propostas, como aquelas editoras que, como a nossa, mesmo que não mostrem o caminho da “Revolução”, nos acompanham àqueles da resistência, da cooperação, com os olhos e o coração bem abertos para o nosso planeta em chamas.

Obrigado por nos ajudar a manter viva esta utopia!

Ateliê de Criação Libertária (Atelier de Création Libertaire)

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Caquinho de Lua
Sorri pra mim lá no céu
retribuo daqui

Ada Gasparini

[Chile] Santiago: Barricadas em memória dos companheiros Lupi, Tortuga, Belén e Risue

Encapuzados levantaram barricadas, enquanto paralelamente se registravam manifestações pelo desaparecimento forçado de Julia Chuñil e seu cão Cholito. Fatos que não deveriam deixar ninguém indiferente e que nos demonstra – uma vez mais – que o Poder e seus cúmplices podem realizar este tipo de atos contra os que se transformem em um inconveniente, em uma ameaça para seus interesses.

No lugar foi deixado uma faixa em memória insurreta dos companheiros recentemente falecidos Lupi, Tortuga, Belén e Risue.

Fonte: https://es-contrainfo.espiv.net/2025/01/28/santiago-chile-barricadas-en-memoria-de-lxs-companerxs-lupi-tortuga-belen-y-risue/  

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/02/05/chile-semana-de-agitacao-chew-muley-julia-chunil-catricura-esta-desaparecida-ha-88-dias/

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Em câmera lenta
preguiça na imbaubeira
passa a outro galho.

Anibal Beça

[Espanha] A resistência invisível de Barcelona: a luta pelo Blokes Fantasma

Por Victor Serri | 27/01/2025

Após 31 anos de autogestão, um dos espaços mais icônicos da cidade enfrenta a ameaça de despejo. Entre o abandono, a gentrificação e a especulação, os habitantes estão se preparando para resistir a fim de defender um modelo alternativo de vida na cidade

Qualquer pessoa que tenha visitado Barcelona e o Parque Güell certamente notou uma inscrição em um prédio na parte alta da cidade: Okupa y Resiste. Mas essa não é uma casa comum. É o Blokes Fantasma, um edifício ocupado desde 1993, um exemplo emblemático de autogestão e resistência coletiva. Blokes Fantasma não é apenas um lugar físico, mas uma declaração de intenções, o legado vivo do Moviment Okupa que, há trinta anos, deu origem a uma onda de ativismo social na Catalunha e na Espanha. Hoje, no entanto, essa história está correndo o risco de chegar ao fim. Depois de mais de três décadas, o Blokes está ameaçado de despejo e, com ele, um pedaço da história da resistência urbana de Barcelona pode desaparecer.

Do luxo abandonado à autogestão

Tudo começou há quase 40 anos, quando o edifício foi concebido como um complexo residencial de luxo na parte alta da cidade. No entanto, na década de 1980, o projeto foi abandonado no meio do caminho. O local da construção permaneceu inacabado, deixando para trás apenas uma estrutura em ruínas e um guindaste suspenso no vazio, o símbolo de um desastre de planejamento urbano. O motivo do abandono foi simples: o proprietário parou de pagar os trabalhadores e as empresas de construção, forçando-os a parar o trabalho. Após sua morte, seus herdeiros decidiram ignorar a propriedade e as responsabilidades associadas a ela, deixando-a apodrecer por uma década.

Mas onde a especulação falhou, a comunidade agiu. Em 1993, um grupo de ativistas decidiu ocupar o edifício, transformando-o em uma casa autogestionada e um marco para o bairro. O Blokes Fantasma tornou-se um lugar para viver, criar e resistir, um baluarte contra a gentrificação e um refúgio para movimentos sociais e culturais de toda Barcelona.  Ao longo dos anos, milhares de atividades foram organizadas sem fins lucrativos, e quase trinta pessoas vivem lá atualmente.

A ameaça de despejo de uma casa fantasma

Após décadas de negligência e prescrição de dívidas, o proprietário legal da propriedade, Joan Escofet Martí, iniciou uma ação legal para recuperar o controle da mesma. Escofet Martí é o herdeiro de uma família de grandes incorporadores que iniciou o projeto na década de 1980. Agora, quase quarenta anos depois, ele está reivindicando uma propriedade que ignorou por décadas. E a decisão é simples: porque todos os termos de dívidas pendentes já prescreveram.

Os ocupantes do Blokes Fantasma não estão apenas defendendo seu espaço, eles propõem uma visão radical para o futuro da cidade. Eles imaginam uma Barcelona onde ninguém acumula riqueza às custas dos outros, onde os recursos são distribuídos de acordo com as necessidades e não de acordo com a lógica especulativa do mercado imobiliário. Um dos slogans mais poderosos da resistência é: “Com Blokes você não pode, somos todos fantasmas”. Palavras que já estão ressoando tanto no vídeo da campanha quanto em todas as paredes dos bairros de Gràcia, Vallcarca e La Salut, em Barcelona.

Repressão: quando a resistência se torna uma ameaça

A ameaça de despejo não é o primeiro ataque que o Blokes Fantasma enfrenta. Em 2014, durante a chamada Operación Pandora, o Blokes foi um dos principais alvos de uma ampla campanha repressiva contra o movimento anarquista catalão.

A Operación Pandora, orquestrada pela polícia catalã (Mossos d’Esquadra) com o apoio da Audiência Nacional da Espanha, teve como alvo vários espaços autogestionados e ativistas, acusando-os de terrorismo sem provas concretas. Entre os espaços visados estavam o Blokes Fantasma e o histórico Kasa de la Muntanya. As acusações contra os ativistas incluíam supostas ligações com os Grupos Anarquistas Coordenados (GAC), uma organização inventada pela polícia para justificar a operação. No entanto, depois que o caso foi apresentado pela própria Audiência Nacional, tornou-se público que as provas eram inexistentes e que se tratava de uma tentativa de criminalizar todo o movimento anarquista e autônomo da cidade.

Apesar das ameaças, dos despejos e da repressão, o Blokes Fantasma continua resistindo. Os habitantes e ativistas sabem que sua luta não é apenas por um prédio, mas por toda uma visão de cidade. O Blokes é muito mais do que quatro paredes ocupadas. É um símbolo do que uma comunidade pode construir quando opta por resistir, organizar-se e imaginar uma alternativa. É uma voz que diz: outro modelo de cidade é possível. E para isso, dizem os ativistas: ‘Não se pode eliminar os fantasmas. O Blokes vive, e com ele a resistência viverá”.

Fonte: https://www.dinamopress.it/news/la-resistenza-invisibile-di-barcellona-la-lotta-per-gli-blokes-fantasma/

agência de notícias anarquistas-ana

Na tarde chuvosa,
Sozinho, despreocupado,
Um pardal molhado

Edson Kenji Iura

[Espanha] Não vamos abaixar a cabeça. Manifestação em Madrid em apoio às 6 de La Suiza

Mais de 2.000 pessoas saíram às ruas de Madrid para levantar a voz em defesa de Las 6 de La Suiza. Convocada pela CNT e a Plataforma Madrid por Las 6 de La Suiza — uma frente ampla que agrupa sindicatos, coletivos sociais e políticos — a manifestação foi muito mais que um ato de solidariedade: foi uma resposta contundente contra a criminalização do sindicalismo e dos que lutam por um trabalho digno.

“Que não, que não, que não, que não aceitamos esta sentença, queremos a absolvição” cantavam os milhares de participantes. A criminalização do protesto laboral, neste caso, deixa clara uma realidade alarmante: a luta pela dignidade dos trabalhadores se converteu em um campo de batalha no qual os interesses do capital parecem sempre sair vitoriosos.

Mas a indignação não se limita só às condenadas e aos manifestantes. A própria classe trabalhadora, unida em uma maré de solidariedade, assinalou este 8 de fevereiro nas ruas de Madrid o que está em jogo. Não só a CNT levantou a voz; muitos outros sindicatos, se somaram ao protesto, conscientes das repercussões que esta sentença terá para qualquer trabalhador que desafie o status quo.

Os ecos da marcha ressoam com força em Madrid, mas também no resto do país. “Fazer sindicalismo não é delito”, “companheiras de Gijón, absolvição”, “se tocam em uma, nos tocam a todas”, cantam as ruas, unidas em um único lema de resistência. A força do protesto não está só no número de pessoas que se manifestaram, mas na convicção de que se se permite que uma injustiça deste calibre se imponha, todos os trabalhadores estarão expostos às mesmas ameaças. A solidariedade com “Las 6 de La Suiza” não é só um ato de apoio, mas uma clara mensagem: não estamos dispostos a retroceder.

É um momento decisivo, e a luta está longe de terminar. A condenação a “Las 6 de La Suiza” não é só um caso isolado, é um símbolo de um sistema que quer calar os que se rebelam, de um poder que vê na organização dos trabalhadores uma ameaça a sua perpetuação. Neste cenário, a solidariedade não é um gesto isolado, mas uma necessidade urgente. Os trabalhadores devem unir-se mais do que nunca, porque o que está em jogo não é só a liberdade de umas companheiras, mas a liberdade de todos aqueles que defendem o direito a uma vida e um trabalho digno.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/no-vamos-a-agachar-la-cabeza-manifestacion-en-madrid-en-apoyo-a-las-6-de-la-suiza/?

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/02/05/espanha-8f-caminho-a-manifestacao-em-apoio-as-6-de-la-suiza/

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Por entre a neblina
Subindo a Serra Vernal
Bisbilhota a Lua.

Mary Leiko Fukai Terada

[Itália] A saudação da nova redação | Umanità Nova

Com o novo ano, chegou a nova redação, pronta para pegar o bastão de uma tarefa tão desafiadora quanto emocionante. Umanità Nova tem uma história formidável. Nasceu em 1920 para dar uma voz moderna, como um jornal diário, ao movimento anarquista em um momento em que a revolução social parecia estar ao virar da esquina. Impressa várias vezes de forma clandestina durante a longa ditadura fascista, Umanità Nova retomou as publicações regulares como um semanário a partir de 1945, sob a responsabilidade da recém-formada Federação Anarquista Italiana. Este jornal teve, ao longo das décadas, um papel crucial para o movimento anarquista e para os movimentos de luta, por isso ainda hoje é uma referência mesmo fora do âmbito militante.

Os tempos que vivemos são marcados por guerras, pelo fechamento dos espaços de liberdade, pela devastação do ecossistema, pela piora das condições de vida e de trabalho de proletários e oprimidos em todo o mundo. Por isso, mais do que olhar para a história, é urgente olhar para o futuro e construir o futuro que queremos. Nessa perspectiva, Umanità Nova é uma importante ferramenta de luta, de debate, um lugar material de encontro, para conhecer também no papel, em um local ou em uma manifestação, as ideias e práticas do movimento anarquista. Junto com outras formas de comunicação, mais ou menos novas, estas oito páginas são um recurso organizacional indispensável, para criar redes e colaborações em uma dinâmica coletiva de elaboração e luta.

No início de janeiro, no Congresso da FAI em Carrara, assumimos essa tarefa temporariamente, por alguns meses, com a perspectiva de entregar na primavera o jornal a um coletivo editorial de fato, que possa cuidar da redação nos próximos anos. Por isso, provavelmente não verão muitas novidades nestas páginas, muitas de nós estão aprendendo nestes dias o trabalho editorial, desde o planejamento até a diagramação, enquanto outras já faziam parte da redação anterior. De qualquer forma, trata-se de uma experimentação, também porque, depois de muitos anos, não há uma redação colegiada com membros espalhados por todo o país. Na verdade, é a Federação Anarquista de Livorno que assumiu, como grupo, junto com outro companheiro toscano, essa tarefa.

Agradecemos ao coletivo editorial anterior, que nos acompanhou nessa transição. Iniciar as atividades da redação tornou necessário prolongar em duas semanas a pausa de inverno de Umanità Nova, pedimos desculpas por isso. Preferimos dar pequenos passos antes de retomar as publicações e embarcar nessa nova aventura.

Na imagem: A rotativa de Marinoni imprime o ‘Le Petit Journal’ na França, 1890.

Fonte: https://umanitanova.org/il-saluto-della-nuova-redazione-2/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

flor na lapela
noite de serenata
à janela

Carlos Seabra

[Grécia] Atenas: Reivindicação de responsabilidade pelo ataque aos escritórios da Hellenic Train

28 de fevereiro marca dois anos desde o crime mortal de Tempi. Dois anos depois, as causas da colisão entre um trem de passageiros da Hellenic Train e um trem comercial permanecem obscuras. Obscuras precisamente porque os principais perpetradores deste crime são as políticas capitalistas do Estado e seu capital.

57 pessoas morreram e quantas outras ficaram gravemente feridas, com o governo tentando encobrir as causas da tragédia, defendendo mais uma vez o capital privado da grande burguesia. Os últimos desenvolvimentos que vieram à tona não deixam espaço para má interpretação ou mal-entendido. Seja o contrabando de combustível ou o transporte de materiais inflamáveis, a Hellenic Train, a Nova Democracia e o capital estão encobrindo seu crime.

Um encobrimento que começou a se desenvolver desde os primeiros minutos do acidente, com a mobilização sem precedentes do Estado executivo da Nova Democracia, que correu para encobrir em termos mafiosos o permanente e complexo relacionamento do poder burguês com o capital parasitário e seus interesses.

A administração estatal, com zelo particular, cuidou de distorcer o local do acidente, movendo e remendando os materiais e o próprio local, numa tentativa de ocultar evidências-chave que poderiam provar o que o trem de carga estava realmente transportando, as reais circunstâncias do acidente e os verdadeiros responsáveis pelo desastre.

Ordens políticas dadas por “conhecidos-desconhecidos”, oficiais políticos e operacionais que estavam “ausentes”, vídeos que desapareceram ou foram adulterados, um sistema de poder político e um primeiro-ministro que “não sabia, não viu, não foi informado”. Um ministro que renunciou para imediatamente se candidatar novamente e uma campanha de comunicação baseada em erro humano, vestida com a audácia de atores políticos que usaram um falso 41% como álibi, zombando de toda a sociedade e das lutas dos familiares das vítimas que buscam justiça. Ao mesmo tempo, a Hellenic Train, que comprou a rede ferroviária por uma pechincha, mente sobre o conteúdo do trem, culpando seus trabalhadores.

No entanto, a essência do crime de Tempi foi e continua sendo uma.

Contra seus lucros estão nossas vidas. Mas contra a violência do capital está a violência de nossa classe. Isso foi mostrado então pelos enormes e históricos protestos da classe trabalhadora e do povo, e é mostrado agora pelo esmagador protesto do último domingo (26/01) na Syntagma. As praças de todas as cidades foram inundadas de manifestantes, enquanto as devastadoras últimas palavras dos passageiros, “Não tenho oxigênio”, tornaram-se o lema de centenas de milhares de pessoas.

A raiva social que domina a maioria da sociedade foi expressa de forma poderosa naquele domingo, desarmando os mecanismos estatais e capitalistas de uma vez por todas, lembrando-os de que nada será esquecido.

Tarefas que não são outras senão a continuação da luta contra o sistema capitalista e o lucro.

O ataque à sede da Hellenic Train na noite de sexta-feira, 31 de janeiro, faz parte de nossa luta geral. É um contra-ataque simbólico contra os autores do crime capitalista e um gesto de honra àqueles que perderam suas vidas. Um lembrete geral de que continuaremos a lutar por condições dignas de vida, por bens sociais públicos e gratuitos, por nossas próprias vidas.

Os desenvolvimentos do próximo período nos encontrarão no ponto onde o coração de nossa classe bate. Onde tudo é decidido, nas ruas de luta. Onde as forças sociais, populares e de classe se encontrarão para declarar e garantir que o crime estatal-capitalista em Tempi não será consumado.

28 DE FEVEREIRO, TODOS NAS RUAS

militantes proletários

Fonte: https://darknights.noblogs.org/post/2025/02/07/athens-greece-responsibility-claim-for-the-attack-on-the-hellenic-train-offices/

Tradução > Contrafatual

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/02/03/grecia-protestos-em-massa-exigem-justica-para-as-vitimas-do-acidente-de-trem/

agência de notícias anarquistas-ana

que flor é esta,
que perfuma assim
toda a floresta?

Carlos Seabra

[Uruguai] Contra o endurecimento do regime carcerário no $hile!

Façamos chegar estes pequenos gestos de propaganda solidária. A saudação se estende a todos os companheiros que hoje enfrentam o cárcere no território em conflito com o Estado chileno com digna rebeldia.

O regime carcerário no Chile se tornou um feudo administrado pela gendarmeria com absoluta arbitrariedade. Enquanto o atual governo ostenta uma máscara de civismo hipócrita, seus cárceres agudizam seu caráter de dispositivos de tortura.

Os gendarmes [polícia] decidem sobre as possibilidades de liberdade condicional, visitas, encomendas, inventando faltas e impondo castigos.

Tanto se falou das arbitrariedades cometidas durante as ditaduras. Onde está a indignação frente às arbitrariedades atuais do governo de Boric?

Contra o endurecimento do regime carcerário no $hile!

Vingança contra os carcereiros, solidariedade com os compas na prisão e agitação permanente por sua liberação.

Abaixo os muros das prisões!

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Leve brisa
aranha na bananeira
costura uma folha.

Rodrigo de Almeida Siqueira

[Japão] Namnam renasce: Um espaço queer e anarquista se instala em Koenji, Tóquio

por Aku Owaka-Haigh | 20/01/2025

O sussurro da poesia, os ritmos melódicos e o chiado da agulha de tatuagem – esses são alguns dos sons que você pode ouvir em qualquer dia no Namnam Space [Espaço Namnam] em Koenji, um centro comunitário de sala única que abriga eventos de arte, música ao vivo e oficinas educacionais.

O design aberto do Namnam é inerentemente confluente, facilitando a comunicação que promove naturalmente um senso de comunidade. Sofás baixos e bancos de madeira se alinham em suas paredes, enquanto o leve som de jazz ecoa de cima.

Pendurados em suas paredes estão os símbolos de suas bases políticas, e o calor de sua comunidade é sentido em sua voz coletiva, que saúda celebridades, amigos e estranhos. Tendo recebido personalidades como Noam Chomsky e Manu Chao em locais anteriores, o Namnam continua a oferecer camaradagem às comunidades queer e anárquicas de Tóquio, ao mesmo tempo em que assume a cadência do espírito contracultural de Koenji.

Visto da rua, é fácil não notar o Namnam Space, escondido nas ruelas secundárias do Koenji Junjo Shotengai, com apenas um folheto direcionando os visitantes até a porta do quarto andar. A porta em si – emoldurada em rosa e com um grande adesivo de uma bandeira palestina – não é tão fácil de passar despercebida. Adesivos políticos e pôsteres de eventos de lojas locais se estendem pelas paredes vizinhas, misturando-se a um fundo desbotado de propaganda de campanhas passadas.

Após três locais e uma longa batalha judicial, o Namnam se estabeleceu em sua nova forma e ambiente. Inaugurado no distrito de Noborito, em Kawasaki, em 2023, e transferido para Koenji em 2024, Namnam é várias coisas: ideologicamente anarquista, anticapitalista e queer; materialmente, um café, uma galeria e um centro comunitário sem fins lucrativos. O Namnam é fundado e operado pela comunidade e tem como objetivo moldar a vida e o sustento de quem o compõe.

Não é de se surpreender que Alberto Carrasco, nascido no México, professor de arte, história e filosofia nas universidades Rikkyo e Hosei, membro fundador do Namnam e possuidor de uma barba de formato impecável, me cumprimente não apresentando a cafeteria, mas mostrando sua vizinha, a Dig A Hole Zines [Zines Cave Um Buraco].

Esses comércios representam uma cadeia em uma rede de estabelecimentos com a mesma mentalidade em Koenji. De bares a lojas de reciclagem, de albergues a lojas de discos, não são os marcadores econômicos de sucesso que motivam seus proprietários, mas o desejo de contribuir para a cultura não-conformista e criar espaços que lhe deem vida.

“É a única loja de zines que funciona 24 horas por dia no mundo”, sorri Carrasco, 34 anos, carinhosamente conhecido como ‘Beto’. A Dig A Hole opera em um sistema de pagamento por confiança, baseado na afirmação otimista de que “quem lê não rouba, e quem rouba não lê”. Esse espírito se estende à The People’s Library [Biblioteca do Povo], uma estante de livros sem equipe do lado de fora das duas lojas, acessível 24/7 e abastecida com livros doados.

Cada integrante do Namnam tem uma história diferente sobre as origens do nome, mas, como explica Carrasco, “Foi apenas uma desculpa para brincar com alguma coisa. Talvez fazer algo com (as primeiras iniciais de nossos membros fundadores). Como estávamos em Noborito, dissemos: ‘Bora (com) Noborito Art Market’. Então (pessoa cofundadora) Nadina disse ‘New Art Manifesto’ [Novo Manifesto de Arte]”. O nome pegou, tornando-se um reflexo da fluidez e da falta de egoísmo das pessoas fundadoras.

Acordada por nossa conversa, Kinako, uma Shiba Inu, começa a patrulhar languidamente a loja. Carrasco brinca dizendo que “namnam” é o som que ela faz quando você brinca com ela.

Carinhosamente reconhecida como a fundadora espiritual do espaço, Kinako não é a única celebridade da comunidade de Namnam. Eles foram patrocinados por figuras políticas, incluindo Chomsky, que visitou o local em 2014 e deu uma palestra para uma plateia lotada, e Chao, um músico multilíngue nascido em Paris que, em várias ocasiões, deu palestras e apresentou sua mistura socialmente conscientizada de punk e reggae.

O local que Chomsky e Chao visitaram não foi o Namnam em sua forma atual, mas sim seu antecessor espiritual, o Cafe Lavanderia, onde uma única frase acima da porta encapsulava seu ethos: musica y anticapitalismo.

Inaugurado em 2009, o Cafe Lavanderia foi onde muitos membros do Namnam se conheceram. Localizado nas ruas intrinsecamente políticas de Shinjuku Ni-chome – o distrito gay de Tóquio – e ostentando uma bandeira antifascista, ele atraiu um público diversificado, internacional e com mentalidade política.

Enquanto muitos espaços queer em Ni-chome atendem exclusivamente à cultura da bebida e ao entretenimento noturno, o Lavanderia ficava aberto por mais horas, reunindo socialistas diurnos e socialites noturnos. Desempenhou um papel fundamental na promoção do espírito político de seus visitantes e criou uma reputação que se tornou mundialmente reconhecida. No entanto, para a consternação de seus proprietários e clientes, a Lavanderia foi despejada em 2023 e forçada a fechar suas portas.

Carrasco foi um dos poucos a herdar os equipamentos da Lavanderia e, com o apoio de Osmani e Nakamura, fundou Namnam naquele mesmo ano. Carrasco pergunta a Lucifer Veneris (que usa os pronomes elu/delu), de 23 anos, estudante da Faculdade de Música Senzoku Gakuen e membre do Namnam, quando visitaram a Lavanderia pela primeira vez. “O Tokyo Queer Collective [Coletivo Queer de Tokio] começou um ou dois meses depois que cheguei ao Japão”, diz, referindo-se à organização social que foi formada nos últimos dias da Lavanderia por seus membros. “Eu estava procurando eventos queer que não fossem de vida noturna.”

Namnam, assim como Lavanderia, adota a nomenclatura “queer”, um termo abrangente para denotar uma diferença do status quo. Esse termo é adotado tanto pelo impulso político por trás dele quanto para destacar uma questão negligenciada no distrito gay de Tóquio: a discriminação.

“(Ni-chome) tem um foco muito forte na identidade”, explica Veneris. “Por exemplo, este é um bar só para gays; aquele é o bar para drags, este é o bar só para lésbicas e mulheres, que (também) é muito transfóbico. É por isso que ter um espaço separado era importante, mesmo em Ni-chome.”

Em Koenji, esse espaço agora está repleto de diversidade, e a escala de seus eventos também está crescendo. Carrasco reflete sobre a realização do “Big Trans Weekend” [Grande Fim de Semana Trans], a maior exposição de arte trans de Tóquio, em 2023.

“Acho que pudemos receber mais de 50 ou mais artistas trans de todo o mundo”, diz ele. “O que é raro é um lugar que é construído pela comunidade, onde todo mundo se sente bem-vindo. Você não precisa ser queer para vir ao Namnam e se sentir em casa.”

Namnam entrou para um bairro com uma história de inconformismo radical que permeia a cena musical underground local, a moda boêmia e o espírito independente. “Acho que (Koenji) sempre foi o local dos sonhos”, diz Carrasco, “mas você precisa estabelecer conexões com a comunidade daqui”.

Os panfletos e adesivos nas paredes do Namnam refletem essa comunidade local. Uptown Records, uma loja de discos anarquista queer e espaço para eventos, e Sub Store, a casa autodenominada de “livros interessantes, cultura e café” são dois nomes recorrentes.

Bem posicionado entre os agitadores políticos de Koenji, Namnam é o lugar onde a paixão encontra o propósito. A Palestina é o foco central de sua ação coletiva. De protestos a petições, arrecadação de fundos e pés no chão, Namnam teve um efeito tangível na vida dos habitantes de Gaza, arrecadando fundos para ajudar diretamente as famílias que fogem do conflito. Como reconhecimento, em 2024, a Al Jazeera News entrevistou os membros de Namnam, um momento de orgulho para Carrasco e a equipe. Embora seus membros recebam com satisfação a notícia do acordo de cessar-fogo, eles veem essa resolução como o primeiro passo em um longo e incansável caminho rumo à libertação.

Por fim, sem abandonar as influências de sua fundação, o Namnam pode facilmente mudar de um espaço descontraído durante o dia para um local noturno repleto de energia e música ao vivo.

Como se fosse necessária uma prova de que o próximo capítulo da história do Namnam será tão apaixonadamente expressivo quanto o último, Carrasco conta uma história: “Em nossa primeira noite aqui (a polícia) veio, o que foi uma espécie de batismo, você sabe.”

Desde que se estabeleceram em Koenji, eles fizeram alguns ajustes para se adaptar ao bairro residencial. Atualmente aberto apenas nos fins de semana em virtude de seus voluntários, o Namnam espera funcionar de quinta a domingo e disponibilizar sua gama de noites de poesia com microfone aberto, eventos de arrecadação de fundos e exposições de arte internacional para uma comunidade cada vez maior em Tóquio.

Fonte: https://www.japantimes.co.jp/community/2025/01/20/issues/namnam-space-queer-koenji/

Tradução > acervo trans-anarquista

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agência de notícias anarquistas-ana

um pássaro canta
na corda de estender roupa —
posso esperar

Rosa Clement

Anarquismo: A Resposta Racional à Crise Capitalista e ao Fracasso do Socialismo Autoritário

A catástrofe capitalista que vivemos hoje é o resultado inevitável de um sistema baseado na exploração, na acumulação desenfreada e na alienação do indivíduo. O capitalismo, longe de ser um sistema natural ou racional, é uma máquina de destruição que transforma tudo em mercadoria: a natureza, o trabalho, até mesmo as relações humanas. Enquanto isso, o socialismo autoritário, especialmente o marxismo, falhou em sua promessa de libertação, pois replicou as estruturas de dominação que pretendia abolir, centralizando o poder e sufocando a autonomia individual. Diante desse duplo fracasso, o anarquismo surge como a única alternativa verdadeiramente racional e viável para uma existência humana mais justa e livre.

A racionalidade anarquista não se baseia em utopias distantes, mas na organização horizontal e na cooperação voluntária. Enquanto o capitalismo nos divide em classes e o socialismo autoritário nos submete a um Estado opressor, o anarquismo propõe a autogestão, onde as decisões são tomadas coletivamente, sem hierarquias impostas. Isso não é um sonho irrealizável, mas uma prática que já existe em comunidades, cooperativas e movimentos sociais ao redor do mundo. A razão anarquista nos mostra que é possível viver sem patrões, sem governos autoritários e sem a lógica destrutiva do lucro.

E para além disso, o anarquismo é a única ideologia que coloca a liberdade individual e a solidariedade coletiva no centro de sua proposta. Enquanto o capitalismo nos condena à competição e o socialismo autoritário à submissão, o anarquismo nos convida a construir uma sociedade baseada na ajuda mútua e no respeito às diferenças. A crise climática, as desigualdades sociais e a alienação generalizada exigem respostas urgentes, e o anarquismo oferece ferramentas concretas para enfrentar esses desafios: a descentralização do poder, a economia solidária e a educação libertária.

Portanto, o anarquismo não é apenas uma possibilidade real, mas uma necessidade imediata. Enquanto o capitalismo nos leva à ruína e o socialismo autoritário nos decepciona, o anarquismo nos aponta um caminho de liberdade e razão. Não há tempo a perder com sistemas falidos. A humanidade precisa abraçar as possibilidades que o anarquismo propõe para construir um futuro onde a dignidade, a autonomia e a cooperação sejam os pilares de uma existência verdadeiramente humana. A revolução não é uma questão de “se”, mas de “quando” e “como”. E o anarquismo já nos mostrou o caminho.

Federação Anarquista Capixaba – FACA

federacaocapixaba.noblogs.org

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Bolha de sabão.
Uma explosão colorida
sem nenhum estrondo.

Maria Reginato Labruciano

Gastos Militares-Mercado da Morte-Governo Lula | Novos blindados do Exército vão custar mais de R$ 20 bilhões

Com previsão de custar dezenas de bilhões de reais ao longo dos próximos anos, o Programa Estratégico do Exército Forças Blindadas pretende modernizar a frota de viaturas disponíveis para as tropas brasileiras. Só em 2025, quando é esperada a entrega de 122 blindados, deverão ser gastos R$ 622 milhões no projeto, segundo a proposta orçamentária do governo para o Ministério da Defesa enviada ao Congresso Nacional.

No total, as viaturas blindadas devem custar R$ 20 bilhões, segundo o jornal Estado de São Paulo. Um desses blindados é o Centauro II. No total, o governo federal comprou 98 unidades por um total de R$ 5 bilhões do consórcio de montadoras italianas Iveco-Oto Melara. Os veículos deverão ser entregues nos próximos anos.

Com autonomia de 800 quilômetros, velocidade máxima de 105km/h, um canhão de 120mm, tração 8×8 e blindagem V (nível máximo), o Centauro II-BRA, versão 2015, deixa bem para trás nos quesitos técnicos o modelo Cascavel, versão 1974, que hoje ainda integra as Forças Armadas do Brasil e de boa parte da América do Sul (Bolívia, Colômbia, Paraguai e Uruguai).

O Cascavel conta com um canhão de 90mm, tração 6×6 e um nível III de blindagem, bastante inferior, que não é resistente a munições perfurantes, como a .30, além de granadas e ataques aéreos de mísseis Stinger e Tomahawk.

Em julho, o Exército brasileiro confirmou que selou a compra de até 420 viaturas blindadas Guaicurus da fabricante italiana Iveco, por cerca de R$ 1,4 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

As viaturas são equipadas com um sistema de armas controladas remotamente e têm capacidade de detectar alvos a longas distâncias e em condições de baixa visibilidade. As viaturas blindadas multitarefa – leve sobre rodas (VBMT-LSR) 4X4 LMV-BR, da IDV —, foram incorporadas há pouco tempo ao Exército e receberam o nome de “Guaicuru” em homenagem a uma tribo indígena guerreira, que habitava os sertões do Centro-Oeste brasileiro e que era famosa por utilizar cavalos para caçar e atacar seus inimigos.

De acordo com o Escritório de Projetos do Exército, o Guaicuru “possui elevado nível de blindagem”, motor a diesel, transmissão automática de seis marchas e capacidade de carga próxima de uma tonelada. O motor do veículo tem cerca de 220 cavalos de potência e velocidade máxima de 90 km/h.

O Guaicuru também pode ser equipado com metralhadors no teto e tem capacidade para munição de 2 mil cartuchos 7,62 mm, mil cartuchos .50 e 200 granadas calibre 40. Além disso, estão na lista de capacidades militares um lançador de granadas e fumaça.

A blindagem na carroceria torna o veículo capaz de resistir a tiros de calibre 7,62. O LMV-BR também conta com proteção contra explosões na parte inferior, incluindo o tanque de combustível, revestido de espuma especial.

O Guarani, por sua vez, é outro blindado nos planos do Exército. O veículo é capaz de transportar até 11 militares ao mesmo tempo, sendo até três operadores e outros oito combatentes. Em dezembro, o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e a Iveco assinaram um acordo para o desenvolvimento de versões do Guarani para servirem como ambulâncias e posto de comando. Protótipos devem ser entregues até o fim de 2026.

Outros modelos de Guarani previstos são os de reconhecimento, socorro e porta morteiro. Com função anfíbia, o veículo pode chegar até 110km/h. Unidades do blindado foram usados em 2024 durante ações relativas às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. O blindado entrou em operação oficialmente pelo Exército Brasileiro em março de 2013, com a proposta de modernizar as tropas brasileiras ao substituir as viaturas Urutu e Cascavel.

Segundo o Estado de São Paulo, o contrato atual prevê a entrega de 1.350 unidades até 2037.

Também no Programa Forças Blindadas consta a modernização do Cascavel. O Exército informou que os modelos atualizados apresentam uma série de inovações “com a adoção de um motor e caixa automática mais potentes e com a implementação de sistemas de última geração para aumentar a eficácia operacional”. A nova versão do veículo tem sistemas de controle de torre modernos e ajuste de pressão dos pneus para todos os tipos de terreno. Canhões 90mm podem ser acionados por meio de joysticks, e um lançador de mísseis anticarro foi acrescentado.

Fonte: agências de notícias

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agência de notícias anarquistas-ana

espuma do mar
adensa o voo das
gaivotas no ar

Carlos Seabra

[Grécia] Manifestação anti-guerra em massa em Alexandrópolis

Neste domingo (02/02), uma grande manifestação anti-guerra ocorreu em Alexandrópolis após um apelo de associações, organizações políticas e coletivos da região.

A principal reivindicação da manifestação foi a oposição ao Steadfast Dart 2025, o maior exercício da OTAN na Europa Oriental que passa por Alexandrópolis. Como parte deste exercício, um grande volume de equipamento militar chegou a Alexandrópolis nos últimos dias, vindo do porto e por trem do resto da Grécia, e de lá eles são transportados pela rede ferroviária para a Romênia e a Bulgária.

A marcha que começou no Parque da Academia passou pelas principais ruas da cidade e chegou do lado de fora do porto, onde o exército e a OTAN transportam equipamentos, enviando uma mensagem clara em todas as direções de que a OTAN e suas bases são indesejadas.

agência de notícias anarquistas-ana

ontem à noite
sonhei de corpo inteiro
— acordei com teu cheiro

Alonso Alvarez