[Espanha] Colette Durruti, Barcelona 4 de dezembro de 1931 – Maureillas-las-Illas 19 de abril de 2025

Por Manel Aisa Pàmpols
 
Às vezes, os fatos se inter-relacionam no tempo, e isso, de uma forma ou de outra, entendemos como “vasos comunicantes”: a Semana Confederal, em novembro de 1977; o documentário De Toda a Vida, sobre Mujeres Libres, em 1984, de Lisa Berger e Carol Mazer; Libertarias, de Vicente Aranda, em 1996, com suas referências à própria família, ao pai, tio e ao resto dos parentes; e o Homenagem a Durruti, Ascaso e Ferrer i GuàrdiaDones Lliures 2000, e Colette Durruti.
 
Semana Confederal de 21 a 27 de novembro de 1977 creio que foi a primeira vez em que Colette Durruti e sua mãe, Émilienne Morin, voltaram à Espanha, a Barcelona, que certamente lhes trazia tantas recordações. Naqueles dias, insistia-se que não se devia ter culto à pessoa, mas ficou claro que a homenagem teve dois ou três momentos importantes. Um deles foi quando os numerosos presentes tomaram consciência da localização da vala comum onde tantos anarquistas e anarcossindicalistas estão enterrados, todos juntos, misturados, em uma mesma morada.
 
A outra surpresa daquele dia foi, sem dúvida, a presença de Émilienne Morin e sua filha Colette Durruti, que, em um ato emocionante, abraçaram-se com muitas daquelas pessoas que talvez nunca tivessem visto antes, mas que compartilhavam o mesmo desejo de vida, os anseios da revolução e uma existência sem tantas angústias.
 
Depois, tivemos notícia do documentário De Toda a Vida, de Lisa Berger e Carol Mazer, que nos ajudou a entender e conhecer melhor aquelas mulheres capazes de construir um mundo novo, sem tabus. Ainda tínhamos algumas delas vivas entre nós, e, ouvindo suas vozes e discursos, entendemos que aquilo tinha sido levado a sério, que elas viveram os três anos de 1936 a 1939 com uma intensidade frenética, transbordante de generosidade. Não se arrependiam de nada e seguiam insistindo na magnitude daquele momento.
 
Em seguida, veio Libertarias, filme que deixou os anarquistas com um gosto de “quero mais”, esperando algo que fosse fiel ao anarcossindicalismo que homens e mulheres carregavam dentro de si. Mas Vicente Aranda, em um compromisso com sua própria família — pai, tio e, certamente, lembrando de sua mãe e tia — não teve outra opção senão homenagear aquelas mulheres de 36, encontrando na novela A Monja Libertária, de Antonio Rabinad, a inspiração. O resultado todos conhecemos: Libertarias, esse grande filme sobre as mulheres anarquistas de 36, que permitiu um reencontro no início do século XXI.
 
Elas se reuniram novamente, discretamente, sem alarde — as que haviam participado da Semana Confederal de 1977, as que estiveram no documentário De Toda a Vida e algumas novas companheiras. Num desses encontros, espantaram-se ao ver uma manifestação fascista pelas ruas de Barcelona, justamente em um 20 de novembro.
 
A partir daí, a mais jovem delas, Antonina Rodrigo, decidiu que, enquanto tivessem um mínimo de forças, todas se reuniriam anualmente diante dos túmulos de Durruti, Ascaso e Ferrer i Guàrdia, em memória daqueles lutadores que deram a vida para construir um mundo novo que carregavam em seus corações.
 
Desde então, no domingo mais próximo ao 20N (data do enterro de Durruti), elas se encontravam no Cemitério do Sudoeste de Barcelona, Montjuïc, em um ato sem bandeiras, para não ferir as sensibilidades das diferentes organizações anarcossindicalistas. Ali, com discursos e presença, celebravam a amizade e reivindicavam o presente.
 
Foi nesse espaço que Colette Durruti — cujo nome de casada era Diana Marlot — encontrou afinidade com o movimento libertário do interior, com companheiras que conheceu no exílio e que serviram de ponte para reconectar-se com os demais. Sem dúvida, foram Liberto Sarrau e Joaquina Dorado que a ajudaram a “aterrissar” novamente em Barcelona, junto a outras pessoas que assumiram o desafio de convocar esse pequeno ato, que já completa um quarto de século. Antonina Rodrigo foi quem sempre liderou a convocatória, depois com Llum Ventura e, mais recentemente, Laura Vicente. Também recordamos Eduardo Pons Prades e Eduardo Moreno, que ofereciam infraestrutura, Concha Pérez, Antonia Ojeda, Valerie Powles (a quem devemos muitas fotos dos primeiros encontros), Paquita Arias, Antonia Fontanillas, Pepita Carpeta, Sara Berenguer, Concha Liaño, Doris Ensinger e tantas outras que passaram por esses momentos de memória e reconhecimento simbólico.
 
Colette Durruti, uma criança que em 1936, com apenas 5 anos, perdeu o pai na frente de Madrid, sempre teve curiosidade em saber mais sobre ele e sua gente no espaço e tempo que lhe coube viver. Como nos conta Myrtille, uma das poucas pessoas que a entrevistou na França, Colette devorou todos os textos em que o nome de seu pai aparecia.
 
Sabemos, graças a Myrtille, que Colette Durruti casou-se em 1953 com Roger Marlot, adotando o nome Diana Marlot. Teve dois filhos, Yvon e depois Rémi. Seu companheiro Roger, que sempre a acompanhava a Montjuïc, faleceu em Maureillas em 2022, e Rémi morreu em um acidente em 1989.
 
Assim, desde a Colette que pisou Barcelona em 1977, apoiada no braço da mãe, durante a Semana Confederal, até a Colette Durruti que praticamente não faltou a nenhum ato convocado por aquelas Mujeres Libres del 36, ela sempre esteve presente. Até 2023, quando veio pela última vez (que eu me lembre) compartilhar conosco mais uma vez a memória da grande revolução que seu pai, Buenaventura Durruti, protagonizou, junto a uma legião de sonhadoras que, por um tempo, derrotou o fascismo — e que espera, ainda, para voltar a lançar as bases daquele sonho revolucionário.
 
Fonte: https://redeslibertarias.com/2025/05/29/colette-durruti-barcelona-4-de-diciembre-de-1931-maureillas-las-illas-19-de-abril-de-2025/
 
Tradução > Liberto
 
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caixa de memórias
o algoritmo erra
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[EUA] Dia 11 de junho de 2025: A paisagem se transforma | Dia Internacional de Solidariedade a Marius Mason e aos prisioneiros anarquistas de longa duração

A primavera está chegando, e novamente chegou a hora de olharmos para o dia 11 de junho, o Dia Internacional de Solidariedade a Marius Mason e aos prisioneiros anarquistas de longa duração. Embora nossa comemoração desse dia seja para dar atenção a Marius e a outros prisioneiros anarquistas que correm o risco de serem esquecidos por causa de suas longas sentenças, também estamos sempre pensando em como enfatizar a importância dos prisioneiros e da luta antiprisional como um todo em nosso caminho rumo à liberdade.

O espaço prisional há muito tempo tem um potencial rebelde e revolucionário. A prisão é um lugar onde os rebeldes se encontram, aprendem juntos e se organizam entre si. O legado histórico da revolta interna significa que a prisão de hoje está ainda mais bem equipada para gerenciar, isolar e reprimir a ruptura. No entanto, a prisão, como tudo o mais, não é totalizante em sua capacidade de controlar ou sufocar. Apesar da repressão, apesar dos efeitos entorpecentes de coisas como drogas e violência institucional, os prisioneiros continuam a inovar e a se adaptar, e nós que estamos do lado de fora podemos continuar a fazer o mesmo, em nossas relações de solidariedade e em nossos movimentos em direção a um mundo sem prisões. Este ano, estamos impressionados com a visão de uma semente germinada pelo fogo. Ela espera que o calor e a fumaça indiquem quando o ambiente está limpo e adequado, para ter sua chance de viver. Em um mundo hiper civilizado que tentou eliminar o fogo em sua busca por dominação, devemos atear fogo ao antigo e provocar o nascimento de uma nova vida.

À medida que o terror dessa ordem dominante atinge novos patamares ou, pelo menos, patamares anteriormente obscurecidos, estamos pensando em como encorajar novos caminhos e relacionamentos ao lado de um terreno que, desde o seu início, tem mantido o potencial e a revolta incorporados em si. Nossos caminhos continuarão a exigir experimentação, adaptabilidade e engenhosidade. Que possamos ser estimulados pela extinção de velhas forças e animados por estarmos preparados, e dispostos a aceitar, novas formas de viver!

Há uma história a se orgulhar de anarquistas e outros radicais se encontrando na prisão, e uma história em que eles orientam e ensinam outros. A Libertação Negra e as lutas adjacentes nos EUA criaram bolsões de radicalização dentro das prisões, que quando foram capturados, levaram a momentos como a Revolta de Attica em 1971. As transferências dos recalcitrantes de longo prazo levaram a encontros de mentes, como quando Sundiata Acoli, Joe Joe Bowen, Hanif Shabazz Bey e Ray Luc Levasseur se encontraram em Marion, Illinois. Joe Joe, por exemplo, continuou ensinando estratégias de guerrilha muito tempo depois. Prisioneiros anarquistas de longa data se envolveram em greves de fome e de trabalho em prisões do mundo todo, incluindo muitos dos companheiros gregos, como Nikos Maziotis. Os prisioneiros chilenos anarquistas, subversivos e mapuches redigem coletivamente declarações para muitos dias de ação, principalmente Mónica Caballero, mantendo-se conectados às lutas além dos muros. Eles também inspiram a rebeldia fora da prisão, como vemos em muitas ações reivindicadas em solidariedade aos companheiros mencionados acima e de importância recente: A greve de fome de 180 dias de Alfredo Cospito que, antes de terminar no ano passado, provocou tantas ações incendiárias. Também houve casos de anciãos e vitalícios que assumiram a responsabilidade por ações em massa para tentar proteger outros de mais tempo de pena e outras consequências.

O Estado usa as prisões para limitar e conter indivíduos rebeldes, projetos revolucionários e que organizações ocorram do lado de fora. Às vezes, o tiro pode sair pela culatra, transformando a prisão em um foco de revolta e radicalização. Para se adaptar ao potencial revolucionário da organização dos prisioneiros, as prisões modernas utilizam várias ferramentas para controlar o movimento de pessoas, ideias e habilidades na tentativa de reprimir uma possível revolta. Essas ferramentas incluem a vigilância – cada vez mais tecnológica – de indivíduos, movimentos e relacionamentos, além de fomentar divisões entre classes de prisioneiros, colocando-os uns contra os outros. A violência física direta e o isolamento são usados de forma ainda mais liberal contra os causadores de problemas, defensores e professores. Além de colocar alguém em isolamento, às vezes por décadas, o sistema também transfere as pessoas para longe de seu bairro, daqueles em quem confiam e com quem se organizam, ou para o outro lado do país, longe de seus familiares e apoiadores. A expansão contínua dos sistemas e instalações prisionais é necessária para poder separar e distanciar-nos uns dos outros. Sempre que os prisioneiros se rebelam, o Estado aumenta e adapta essas medidas, e inova com outras, para evitar que isso aconteça novamente. Todas as barreiras que enfrentamos atualmente para nos mantermos conectados e capacitados são evidências de quanto os diretores e gerentes sentem medo.

Como, então, também nos adaptamos à inovação de ferramentas e técnicas de controle? Primeiro, devemos procurar entendê-las. Muitas vezes, são os prisioneiros de longo prazo que podem observar, testar e articular melhor o comportamento do Estado, já que o viram mudar ao longo do tempo. Esse é apenas um dos muitos motivos pelos quais devemos facilitar ativamente sua participação em espaços anarquistas. Portanto, para nós, é essencial desenvolver maneiras redundantes e descentralizadas de nos mantermos em comunicação apesar da vigilância e da censura. Isso é necessário para que possamos criar organizações e colaborações de dentro para fora entre os presos e os mais livres. A correspondência também serve para lembrar aos prisioneiros que eles não foram esquecidos e aos seus captores que estamos observando. O apoio material também é essencial. O dinheiro para os prisioneiros anarquistas não apenas os ajuda a obter o que precisam do comissariado, mas também pode fluir para outros que têm menos apoio social. Além do comissário, os fundos também podem ser usados na economia da prisão para comprar ou criar ferramentas para manter a comunicação ou para proteção contra a violência de guardas ou outros prisioneiros. Devemos também desenvolver a capacidade de agir em solidariedade e em resposta ao que aprendemos com os companheiros internos, seja na forma de manifestações na prisão, zaps telefônicos, atos destrutivos e outras coisas com as quais poucos de nós ainda sonhamos.

Quando um anarquista vai para a prisão, ele pode servir como um ponto de conexão entre as pessoas dentro e fora dela. Nosso compromisso e estilo de apoio ao prisioneiro permite que essa conexão dê frutos, não apenas para os indivíduos, mas também, nos melhores casos, para desafiar o poder do Estado onde ele está mais concentrado. Há muitas formas que esse papel de prisioneiro anarquista e politizado pode assumir. Eles podem usar sua posição, voz e capacidade de amplificá-la para falar sobre questões maiores. Isso informa os companheiros de fora sobre as lutas das pessoas presas. Nos EUA, isso foi mais bem visto nas lutas pela Libertação Negra e na sobreposição entre as atividades do Partido dos Panteras Negras e do Exército de Libertação Negra do lado de fora e as revoltas nas cadeias e prisões de todo o país. Mais recentemente, vimos Eric King defendendo os amigos que fez dentro da prisão e que o ajudaram em alguns de seus momentos mais difíceis. Também vimos várias pessoas presas nas cadeias de Atlanta por envolvimento no Stop Cop City e na Pensilvânia por suposto envolvimento na libertação animal usarem suas conexões com a mídia para descrever as condições internas e contar as histórias de pessoas que conheceram lá dentro. A maioria das pessoas presas não tem ninguém que possa proliferar suas palavras, seja por meio de um blog, um zine ou um grafite. Os espaços anarquistas podem e fazem exatamente isso. Michael Kimble é um ótimo exemplo de como agir como um canal entre o apoio externo e uma população queer cativa que se ajuda mutuamente em seus próprios termos. Embora ainda de forma muito precária e sob constantes ataques, Marius Mason conseguiu influenciar fortemente o tratamento e o acesso de pessoas trans no sistema penitenciário federal. Em 2020, Jeremy Hammond gravou um vídeo de si mesmo e de outros prisioneiros expressando solidariedade aos protestos do Black Lives Matter nas ruas. Malik Muhammad escreve uma coluna em seu blog contando as histórias e fazendo entrevistas com pessoas que conheceu na segregação. Por meio de sua conexão com outros anarquistas, Michael Kimble compartilha a história radical dos negros em seu bloco durante o Mês da História Negra e o Agosto Negro. Dessas formas, os prisioneiros anarquistas vinculam a luta interna e a radicalização ao movimento maior externo.

O inverso também é verdadeiro. Pela natureza de sua posição, os prisioneiros anarquistas fortalecem o movimento maior, informando suas análises, métodos e prioridades. Com sua inclusão no espaço anarquista, desmistificamos o encarceramento e ensinamos uns aos outros as melhores práticas e técnicas de sobrevivência. Isso, por sua vez, capacita outras pessoas a assumirem os riscos necessários, sabendo que não estão sozinhas. Nosso compromisso de apoiar nossos prisioneiros nos mantém honestos em relação ao nosso valor de confrontar o poder do Estado mesmo onde ele é mais poderoso. Manter relacionamentos e facilitar a participação no espaço do movimento de pessoas que estão fisicamente afastadas de nós proporciona aos anarquistas uma ala de luta que está “por trás das mentiras do inimigo”. O poder de encarcerar, desaparecer, silenciar, roubar companheiros, familiares e amigos deve ser contestado. E essa contestação só pode acontecer com outros prisioneiros politizados e revolucionários. O fato de se encontrarem e lutarem juntos na prisão fortalece os laços entre as pessoas criminalizadas e as classes mais baixas: um encontro informal e irregular de inimigos do Estado.

Nossos movimentos em direção a uma vida de liberdade são, sem dúvida, moldados e fortalecidos pela luta ao lado daqueles que foram capturados pelo Estado. A inventividade e a coragem necessárias para manter a sobrevivência e os valores internos podem nos ensinar muito sobre o espírito que precisaremos reunir à medida que avançamos. Que este 11 de junho seja um dia para refletirmos sobre aqueles que amamos dentro de casa, aqueles com quem crescemos e lutamos e que estão presos, e para tomarmos novas medidas contra este mundo cheio de prisões e as forças que as mantêm.

Atualizações de prisioneiros:

Marius Mason está agora a menos de dois anos de ser libertado! Apesar do progresso que ele fez por si mesmo e por outros prisioneiros transgêneros, e devido às políticas antitrans do governo federal dos EUA, em março ele foi transferido de volta para uma instalação feminina em Danbury, Connecticut. O estado também está exigindo agora que usemos o “antigo nome” (deadname) de Marius em nossa correspondência. Michael Kimble também foi recentemente transferido para outra instalação no Alabama. Ele ainda está trabalhando em sua nova sentença e continua a participar de publicações anarquistas. Depois de entrar em greve de fome por causa do roubo de sua propriedade e outros assédios, Malik Muhammad foi transferido para outra instalação no Oregon. Também nessa instalação, ele foi alvo de escrutínio e jogado na solitária, falsamente acusado de tentar organizar uma greve geral. Sean Swain continua sua colaboração com a rádio Final Straw. O Camarada Z também trabalhou com a Final Straw e escreveu artigos para a Texas Observer Magazine. Xinachtli tem uma nova campanha de arrecadação de fundos.

Internacionalmente, comemoramos o fato de Claudio Lavazza ter sido libertado da prisão no ano passado, depois de uma vida inteira na luta anarquista. Também registramos a luta contínua de Alfredo Cospito e, agora, de Francisco Solar (na Itália e no Chile, respectivamente), contra suas condições particularmente hediondas. Mónica Caballero continua a se organizar e a se manifestar de dentro das prisões chilenas, e recentemente vimos alguns pedidos de apoio financeiro. Uma nova repressão também começou na Grécia, depois que uma explosão prematura em Atenas matou um camarada e feriu outra, Marianna. Estamos ao lado de todos os companheiros acusados após a explosão. Além disso, o pedido de liberdade condicional de Nikos Maziotis foi rejeitado pelos tribunais gregos, pois ele pronunciou a verdade óbvia de que “os revolucionários não são ‘corrigidos’ nem ‘moralmente melhorados'”, portanto, espera-se que ele cumpra sua sentença completa. Finalmente, acrescentamos mais dois anarquistas à nossa lista de prisioneiros de longo prazo, pois o Estado chileno se prepara para processar Aldo e Lucas Hernandez – cada um enfrentando décadas de prisão, tendo sidos mantidos em prisão preventiva desde dezembro de 2022.

A cada nova e contínua tentativa dos Estados do mundo de impor obediência a seus programas opressivos, nós também reconhecemos um desejo urgente de sua destruição.

june11.noblogs.org

agência de notícias anarquistas-ana

Move-te ó tumba!
Meu pranto
é o vento do outono.

Matsuo Bashô

[Espanha] Comunicado contra a revogação da suspensão da pena de Las 6 de La Suiza

]Após conhecer os autos ditados relativos às condenações das companheiras pelo caso de Las 6 de la Suiza, a CNT não pode ficar calada.
 
Após a petição de indulto para as seis companheiras, registrada faz escassas semanas, à qual aderiu sindicatos de todo o território, seguiremos mostrando nosso apoio e luta contra o que cremos que é uma decisão com a vontade de aplacar a ação direta e, portanto, nosso sinal de identidade como anarcossindicalistas.
 
Agradecemos enormemente as adesões a todos e cada um dos sindicatos que a assinaram: CCOO, CGT, CI (Intersindical), Clase Trabayadora, CSI, CSO, CIT AUX SAD, CUT, ELA, ESK, ISA, SAT, SO, SUATEA, UGT, USO. Aqui remamos todas contra a mesma corrente e vamos fazer tudo o que esteja entre nossas mãos para reverter esta situação tão injusta.
 
As companheiras não estão sós: o seguimento do caso, as mostras de solidariedade mostradas através de todas as mobilizações desenvolvidas nestes oito anos, as adesões aos comunicados, nos demonstram que contam com o apoio de todas e cada uma das que fazemos parte deste sindicato, das que se mobilizam independentemente de bandeiras ou cores, das que crêem que a luta é o único caminho que nos resta para reclamar nossos direitos. Cada dia mais e mais pessoas abrem os olhos ante as muitas mostras de repressão que vivemos em muitos âmbitos da sociedade.
 
Neste momento onde, em coordenação com os sindicatos, entidades, associações e pessoas individualmente, vamos seguir fazendo pressão para que as companheiras não sejam encarceradas, porque não o esquecemos: nos queremos livres e sem mortalhas e não presas ou com ataduras.
 
Fonte: https://www.cnt.es/noticias/comunicado-contra-la-denegacion-de-la-suspension-de-la-pena-de-las-6-de-la-suiza/
 
Tradução > Sol de Abril
 
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agência de notícias anarquistas-ana
 
Um pombo no mar
traz ao bico verde ramo:
terra à vista?
 
Anibal Beça

[Espanha] Jornadas Libertárias Rurais

Valdecín, 6, 7 e 8 de junho de 2.025

Exposição de ilustrações do coletivo “La Colmena”

Zona de acampamento gratuita

Sexta-feira, 6 de junho

17h – Apresentação das jornadas

18h – Anarquismo e anarcossindicalismo em Extremadura, por Gonzalo Palomo e J. M. Salguero

20h – Projeção do documentário “Memoria Viva”. Do diretor Antonio García de Quirós

22h – Atuação musical

Sábado, 7 de junho

10h – Crise climática e ecologia libertária, por Carlos Taibo

12h – Apresentação do documentário “Nuestras Aguas”. Da diretora Iria Sanjurjo. Apresentado por Ángel Calle

14h – Comida

17h – CSOA e Ateneus Libertários de Extremadura.  “La Algarroba Negra”, “La Manuela”, “Ateneo de Hervás” e “Ateneo de Mérida”.

19h – Feminismo e Anarcofeminismo. “Mujeres Libres de Extremadura” e “Mujeres Sembrando”

22h – Concerto

Domingo, 8 de junho

11h – Apresentação de “La Enciclopedia del Anarquismo Ibérico”, por Ignacio Soriano

12h – Pedagogia Libertária. “Escuela Libre Paideia”. Organiza: CNT Cáceres Norte

agência de notícias anarquistas-ana

cai, riscando um leve
traço dourado no azul
uma flor de ipê!

Hidekazu Masuda

[Espanha] IX Aniversário do Ateneu Llibertari de Gràcia

O Ateneu Llibertari de Gràcia surge de um grupo amplo e heterogêneo de pessoas, vizinhos que, diante da necessidade de um espaço libertário comum de convivência, aprendizagem, pensamento crítico e transformação, se organizaram para realizar um projeto que visa instalar uma alternativa real e comunitária à vida social em tempos de precariedade no bairro, baseada no apoio mútuo, nas relações horizontais e na autogestão.

Os ritmos e as relações da cidade, bem como o processo de gentrificação que sofremos em todo o bairro de Gràcia, nos levam a compreender nossas vidas e a forma como as vivemos a partir de uma visão dicotômica entre vida pública e vida privada: tudo o que tem a ver com família, lazer, sentimentos, etc., está na esfera privada, enquanto o que está relacionado a trabalho, política, formação, etc., tendemos a viver na esfera pública.

No Ateneu, queremos romper com essa dicotomia artificial que tentam nos impor, criando um espaço onde nos sintamos confortáveis ​​para aprender, nos relacionar, debater, desfrutar e semear o pensamento crítico, de forma natural e intergeracional, como acontecia nos bairros ou continua acontecendo em espaços menores de convivência, como nas cidades. Acreditamos que, a partir desses espaços comuns, onde podemos realizar a maioria das atividades de nossas vidas, é mais fácil criar uma comunidade forte e auto-organizada, em apoio mútuo, para enfrentar a vida de miséria que o capitalismo nos reserva e criar alternativas de vida mais livres e pessoais.

O modelo de Ateneu que estamos construindo é aquele em que podemos aprender, participar, desfrutar e realizar práticas libertárias, pois queremos tecer uma rede em Gràcia a partir da qual possamos articular um projeto social muito amplo, onde iniciativas de trabalho autônomo, educação gratuita, saúde autogerida, etc. sejam reunidas, sendo o Ateneu o esqueleto a partir do qual todos esses projetos são articulados. O Ateneu Llibertari de Gràcia está localizado na Carrer Alzina 5, Barcelona, e esperamos que seja o início de uma grande rede.

Ateneu Llibertari de Gràcia

ateneullibertarigracia.wordpress.com

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No ninho do sabiá
há quatro bocas
que não param de piar

Eugénia Tabosa

[Itália] Turim. Antimilitaristas contestam cerimônia militar

O 2 de Junho dos Sem-Pátria. No dia em que a República Italiana celebra a si mesma com desfiles e manifestações militares, antimilitaristas ocuparam a Praça Palazzo di Città com diversos discursos e o repertório antimilitarista do Cor’Okkio.

O protesto logo se transformou em passeata e atingiu a praça da cerimônia de arriamento da bandeira, inchada de retórica nacionalista e exaltação da guerra.

Na abertura, o estandarte: “contra todos os exércitos por um mundo sem fronteiras”.

A passeata atravessou a praça desmilitarizando-a, em sinal de solidariedade com as vítimas de todas as guerras, com os desertores de todo lugar, com quem luta contra os exércitos e contra os nacionalismos – em cujo nome se massacram homens, mulheres e crianças.

A manifestação terminou com discursos, palavras de ordem e o repertório antimilitarista de Alba.

Um dia de luta contra a corrida armamentista, a militarização das periferias, a guerra aos migrantes, a produção bélica e a militarização das escolas e universidades.

Um forte sinal contra a guerra e contra quem a arma.

Hoje quereriam todos nós alistados. Nós desertamos.

Não nos alistamos ao lado deste ou daquele Estado imperialista.

Rejeitamos a retórica patriótica como elemento de legitimação dos Estados e de suas pretensões expansionistas.

Queremos acabar com as guerras e, portanto, com a lógica feroz do domínio e do capitalismo. Em todo lugar.

Não existem nacionalismos bons.

Estamos ao lado de quem, em cada canto da terra, deserta da guerra.

Fazemos nosso o ensinamento do “derrotismo revolucionário”: somos solidários com quem luta contra seu próprio governo, porque lutamos contra o nosso.

Queremos um mundo sem fronteiras, exércitos, opressão, exploração e guerra.

>> Mais fotoshttps://www.anarresinfo.org/torino-antimilitaristi-contestano-la-cerimonia-militare/

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

Não retirar o mato
nem a pedra
da sombra.

Marien Calixte

[Itália] Chamada à solidariedade com Paolo Todde em greve de fome

O companheiro sardo Paolo Todde, alvo da repressão no início dos anos 2000 devido à operação contra o Fraria de Cagliari (grupo anarquista), encontra-se atualmente em prisão preventiva acusado do assalto ocorrido em 9 de outubro de 2024 (a uma casa de apostas em Sestu). No dia 25 de abril, ele iniciou, junto a outros presos, uma greve de fome para protestar contra as condições de vida na prisão de Uta (Cagliari). A intervenção dos defensores públicos (figura semelhante ao ouvidor dos direitos humanos), com suas promessas vazias e inúteis, fez com que a greve fosse interrompida após uma semana. No entanto, Paolo decidiu retomá-la sozinho a partir de 8 de maio, com a intenção de levá-la até o fim.

Vale destacar que Paolo tem 64 anos e iniciou a greve de fome com apenas 61 kg. Paolo compartilha conosco o sonho de mil coisas, como uma Sardenha livre, e o ódio pelas prisões e pela sociedade que as produz. Ele nunca foi indiferente frente às contínuas violências e humilhações das forças de ocupação colonial — colaborou com o Comitê de Solidariedade com o Proletariado Sardo Deportado, que prestou apoio a presxs sardxs dispersos em prisões italianas no final do século XX. Para o Estado, dobrá-lo ou eliminá-lo serve como aviso para quem combate o sistema e para todxs xs presxs que se rebelam contra a prisão.

Por isso, Paolo tem sido alvo de constantes provocações por parte dos carcereiros: bloqueio arbitrário de correspondência ou de entrada de dinheiro, proibição de fazer videochamadas sob desculpas, atrasos nas visitas, seus livros e cartas jogados em cestos úmidos de roupa suja, entre outras ações. Toda essa violência se soma à situação vivida pelos presos, que Paolo vem denunciando há meses.

Na prisão de Uta, a água da torneira não é potável. Após a administração misturar cloro para eliminar bactérias fecais que impediam seu uso até mesmo para a higiene pessoal, agora nem para cozinhar a água pode ser utilizada. As celas estão superlotadas (com 140 presos a mais do que a capacidade máxima), e os detentos ficam trancados por 22 horas ao dia. O acesso à biblioteca e ao campo de futebol é concedido com extrema limitação. No verão, as temperaturas no sul da Sardenha chegam a 43 °C. A assistência médica é inexistente. As provocações da polícia penitenciária contra os presos e seus familiares são constantes e muitas vezes resultam em espancamentos.

Essa vida é insuportável para qualquer ser humano — ainda mais para quem nunca abaixou a cabeça e sempre lutou em solidariedade com os inimigos do sistema, como o Comitê de Solidariedade com o Proletariado Sardo Deportado. Paolo, como o revolucionário anarquista Alfredo Cospito, decidiu usar sua própria vida como barricada. Arriscando sua existência, iniciou uma luta que só pode ter resultados se nós formos capazes de levar adiante, com a mesma determinação, uma mobilização de solidariedade revolucionária e internacional.

Reafirmamos nossa solidariedade e nosso compromisso em expandir a luta, de modo que a administração não tenha paz. Lembramos que os diretores, a polícia penitenciária e os demais carcereiros são co-responsáveis por essa situação, e que o povo oprimido tem boa memória. Se algo acontecer com Paolo, terão que assumir todas as consequências.

Não deixemos Paolo sozinho nessa luta.

Quem quiser, pode escrever para Paolo no seguinte endereço:

Paolo Todde
CC E. Scalas
Zona industriale Macchiareddu 19
09010 Uta (CA)
Sardenha (Itália)

Alguns anarquistas sardos e outros companheirxs de Paolo

Paolo Todde é um conhecido companheiro sardo de 64 anos. Participou de diversas iniciativas solidárias e em círculos antimilitaristas e anarquistas de Cagliari. Em 2004, foi preso em conexão com um ataque a uma sede do Forza Italia e, em 2005, durante a operação contra o círculo anarquista Fraria de Cagliari. Em outubro de 2017, foi detido após um assalto a uma agência dos correios, e desde 23 de outubro de 2024 encontra-se em prisão preventiva pelo assalto a uma casa de apostas.

Fonte: https://lazarzamora.cl/llamada-a-la-solidaridad-con-paolo-todde-en-huelga-de-hambre/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Olha,
Entre um pingo e outro
A chuva não molha.

Pedro Xisto

[Espanha] A Lucía Sánchez Saornil no aniversário de sua morte

Querida Lucía:

Completam-se cinquenta e cinco anos de tua partida. Custa utilizar as palavras sem questionar cada frase feita quando são dirigidas a uma poeta, a uma mulher que esteve na vanguarda, que fez da palavra um instrumento de revolução e de luta.

Foi na cidade de Valência onde viveste a última parte de tua vida. Em um exílio interior que, sem dúvida, foi doloroso. Queremos pensar que, ao menos no pessoal, pudeste seguir vivendo plenamente.

Aqui em Valência estão teus restos, aqui queremos manter especialmente viva a memória de tua vida e de tua luta. Aqui tratamos de não deixar cair o testemunho das que, como tu, acreditaram que o mundo novo passava pela emancipação da mulher, tanto em sua dimensão social como pessoal, assim como em sua integração na luta da revolução social e da liberação da classe trabalhadora.

Aqui, ainda que não só aqui, as mulheres anarquistas seguimos tendo a referência de MUJERES LIBRES em nosso ideário coletivo. Porque foi, sem dúvida, uma organização que ainda hoje admiramos por sua capacidade de mobilização, pelo trabalho coletivo que significou e porque, ante os vai e vens da História, ainda tem muito que ensinar-nos. Mujeres Libres segue sendo uma referência que nos ajuda a caminhar.

Querida Lucía, queremos dizer-te alto que aqui estamos, lutando para que tua herança não se perca, para que os direitos das mulheres se tornem efetivos e, com isso, seja a Humanidade a única que saia vitoriosa.

Aqui estamos as anarcossindicalistas: telefonistas, carteiras, bombeiras, ferroviárias, profissionais de saúde, professoras, trabalhadoras sociais, pensionistas, condutoras, jornalistas, trabalhadoras do lar, advogadas, cozinheiras, faxineiras, modistas, embaladoras… Seguimos dentro de casa, mas também no espaço público.

Seguimos ocupando profissões de difícil acesso, mas também seguimos nas margens, no precário, no que segue sendo desprezado e no que ainda não nos atrevemos a nomear. Aquilo que segue atravessado pelo conceito de classe, pelo conceito de mulher, pelo de estrangeira também agora que não nos cremos imigrantes…

Aqui estamos Lucía, com tantas contradições e tantas frentes abertas. Lutando contra a imundície dos que governam contra os de baixo, mas com a legitimidade dos votos…

Lutando contra os que financiam as guerras nas quais sempre põem o corpo as mesmas. Defendendo ainda a liberdade de ser e de viver diferente, de amar como se queira… ainda entre avanços e retrocessos. Ainda na corda bamba, na fragilidade das liberdades sempre sob suspeita.

Aqui seguimos, Lucía, com a Esperança por bandeira (sim é que temos de erguer alguma) e com o coração vermelho e negro. Dispostas, tal como tu disseste um dia à Victoria de Samotracía, a “perder a cabeça, mas nunca as asas”. Empenhadas em ocupar os espaços, em lutar por nossos direitos, em liberar nossos preconceitos e nossos corações.

Aqui seguimos, Lucía, invocando-te sem necessidade de grandes atos.  Reivindicando tua vida e teu legado … recuperando as forças depois de uma Greve Geral na qual pusemos a alma e o corpo para que caiam os que governam contra a classe obreira; contra as mulheres, as diversidades, as migrantes; que governam contra a vida e a esperança.

No dia seguinte, recapitulamos e voltamos a nos pôr em marcha.  Reivindicamos a vida e retomamos nossa capacidade de seguir sonhando.  Sempre contigo na memória, com teus ensinamentos. Aqui na terra que te acolheu, Valência. Nós seguimos: “os pés na terra, o rosto no azul”.

Agradecidas, Lucía.

MULHERES CGT VALÊNCIA
2 de Junho 2025

cgtvalencia.org

Tradução > Sol de Abril

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No coração da noite
gemidos & sussurros
humanizando os postes.

Simão Pessoa

Petróleo, Sangue e Terra: Quem Vai Parar Isso?

O avanço do petróleo arrasta consigo destruição, fome e morte.

Não é possível aceitar toda a desordem do progresso, (progressismo) muito menos o eterno regresso que estamos vivendo. As promessas e tratados assinados em campanha, como a #Demarcaçãojá das Terras Indígenas, foram substituídas por uma sequência de violências: Parentes queimados vivos, degolados, e territórios ancestrais negociados à sombra do poder.

Os estudos para exploração de petróleo na foz do Amazonas já foram liberados pelo Ibama, e a PEC 2.159/21 conhecida com a PEC da destruição que corre o risco de ser aprovada pelo congresso, ameaça a extinção dos pareceres técnicos para exploração em territórios indígenas e a consulta às comunidades afetadas, ferindo diretamente o que determina a constituição brasileira.

É hora de agir para impedir a queda do céu e garantir a vida!
Não há tempo para conciliação com quem lucra com sangue e devastação!

Autonomia Indígena Libertária – AIL
@autonomiaindígenalibertária

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Maritacas voam
em onda verde-amarela.
Barulho infernal.

Benedita Azevedo

[Itália] Mais de 2000 pessoas na praça em La Spezia contra a guerra e quem a financia

Mais de 2000 pessoas estiveram ontem (31/05) na praça em La Spezia para a manifestação contra a guerra e contra quem a financia, contra o genocídio em Gaza, contra a indústria bélica, contra a militarização da sociedade e as leis que restringem as liberdades.

Uma manifestação importante em uma cidade fortemente militarizada, entre indústria de armamentos e Marinha Militar, uma lufada de ar fresco em uma cidade cercada por arames farpados de zonas militares intransponíveis.

Significativa foi a participação do setor antimilitarista e libertário, que colaborou desde o início na construção deste dia de luta.

>> Mais fotoshttps://collettivoanarchico.noblogs.org/post/2025/06/01/oltre-2000-in-piazza-a-la-spezia-contro-la-guerra-e-chi-la-arma/

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De traje a rigor
os urubus em meneios
bailando nas nuvens.

Anibal Beça

[São Paulo-SP] CCS, 07/06: “Luta Anticarcerária, Anarquismo e Transmasculinidades”

No encontro de junho, o GEAFM terá como tema “Luta Anticarcerária, Anarquismo e Transmasculinidades”. A conversa lançará um olhar sobre a violência vivenciada pela população transmasculina nas prisões, recorte fundamental para que pensemos como o anarquismo enfrenta as lógicas punitivista, carcerária e transfóbica. Convidamos a todes para uma conversa acerca do documentário Homens Invisíveis, dirigido por Luís Carlos de Alencar, filme que se debruça sobre as histórias de vida de pessoas atravessadas pela violência institucionalizada, que se alimenta da normatividade de gênero. Se o anarquismo tem historicamente se mobilizado em prol do abolicionismo penal, não há como esquecer que os códigos binários e de masculinidade corroboram opressões diretamente alinhadas à lógica punitivista. A luta contra a privação de liberdade dialoga diretamente com as corporalidades dissidentes. Assim, a área da saúde pública também é um campo de poderes e lutas que precisamos adentrar para discutir pautas como transfobia na medicina e opressões legalizadas contra populações em situação de vulnerabilidade.

Para os materiais e orientações, acesse http://tinyurl.com/GE0625.

Data: Sábado, 07/06/25 (16h-18h)

Local: Sede do CCS-SP (Rua Gal. Jardim, 253, sl. 22, Vila Buarque – São Paulo)

⁠Infelizmente, não teremos intérprete de Libras.

⁠Os encontros do grupo são presenciais, gratuitos e abertos para todas as pessoas interessadas.

⁠Crianças são bem-vindas ao CCS!

Traga algo para um lanche vegano coletivo, faremos café.

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Quase escondida
entre a casca e o tronco
teia de aranha.

Rodrigo de Almeida Siqueira

Anarquia é agora

A dor se tornará fúria. A fúria se tornará clareza. A clareza se tornará ação. A ação será revolução.

Mas não haverá revolução real se não começar pela mente.

Não se faz revolução só com discurso. Não se transforma o mundo apenas com críticas e teorias.

Muitos falam bonito, citam autores, usam palavras afiadas como navalhas — mas não movem um dedo para mudar nada ao seu redor.

Há quem diga ‘anarquia’ da boca pra fora e siga vivendo como o sistema ensinou. Replicam comportamentos, centralizam ideias, cultuam ego e aparência.

A periferia está gritando. Os pobres estão morrendo. Os jovens estão adoecendo.

E você aí, discutindo sem parar se fulano é ou não é anarquista, se isso ou aquilo está certo segundo Bakunin ou Emma Goldman.

Não se trata de negar a teoria — ela é ferramenta. Mas ferramenta sem uso vira enfeite de estante.

Anarquia é ato, é prática, é urgência do agora.

Quem realmente faz, não tem tempo pra discursos que não se movem.

Quem sente a dor do outro, não se satisfaz em estar certo, mas em estar junto.

A revolução começa onde você está. Na tua escuta. No teu gesto. No teu corpo.

Tudo mais, é ilusão.

Rizoma Kairós
Retirado do livro “Ingovernáveis”

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Noite alongada…
Perambulo pela casa
e o gato me segue.

Guin Ga Eden

[Reino Unido] 4ª Feira do Livro Anarquista Ewan Brown de Newcastle 2025

2025 marca a 4ª Feira do Livro Anarquista Ewan Brown de Newcastle, uma celebração dinâmica da vida e do legado de Ewan Brown e um tributo à história radical, ao presente e ao futuro do Nordeste da Inglaterra. No sábado, 7 de junho, abriremos as portas mais uma vez, convidando ativistas, artistas, pensadores e membros da comunidade a se reunirem no espírito de resistência e solidariedade. O evento contará com uma mistura empolgante de barracas, oficinas, música ao vivo e arte, tudo isso no incrível Star and Shadow Cinema, localizado no coração da zona leste de Newcastle.

Este ano, assim como nos anos anteriores, a feira de livros é realizada por um grupo dedicado de voluntários, alimentado por doações e apoio da comunidade. Trabalhamos arduamente para tornar esse evento o mais inclusivo e acessível possível, garantindo que todos possam participar, compartilhar o conhecimento e celebrar a luta por um mundo mais justo. Seja descobrindo novas obras literárias anarquistas, conectando-se com outros radicais ou curtindo apresentações vibrantes, a Feira do Livro promete ser um dia repleto de aprendizado, compartilhamento e construção do futuro que merecemos.

A Feira do Livro procurou tornar este evento o mais acessível possível para que todos pudessem desfrutar. Consulte a página informações do visitante para obter mais informações sobre o acesso. As atividades infantis e juvenis acontecerão durante todo o dia.

Participe!

Se você tiver alguma dúvida envie um e-mail para: newcastleanarchistbookfair@protonmail.com

Para Ewan.

>> Ewan Brown foi um companheiro e amigo cuja arte, música e palavras inspiraram pessoas no Nordeste da Inglaterra e em outros lugares e promoveu a causa de um mundo pelo qual vale a pena lutar. O evento celebra os interesses de Ewan, além de reunir muitos grupos da região e do Reino Unido.

newcastlebookfair.org.uk

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Mosaico no muro.
O gato ensaiando o pulo.
Azuis borboletas.

Fanny Dupré

[Chile] Mês pela Terra e Contra o Capital 2025 | De 5 de junho à 5 de julho

Seguimos nos organizando para defender nossos territórios contra o extrativismo e o capitalismo que destroem tudo na sua passagem.

Não queremos suas lógicas que veem tudo como recurso e mercadoria. Não queremos seus discursos lavados de reciclagem e mudança de consciência enquanto desaparecem e matam os lutadores que defendem a terra.

Não pedimos nada, porque não aceitamos suas reformas que seguem sustentando este sistema de opressão sobre todos os seres que habitam a terra.

Só nossas alianças podem nos dar a força necessária para frear tanta devastação. Tecer redes entre os que lutamos em todas as partes.

As ações são multiformes, a luta é uma só.

Saúde e Anarquia.

@porlatierracontraelcapital

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Um largo sorriso
Explode ao sol da manhã;
A orquídea floriu.

Neide Rocha Portugal

Dois anarquistas russos condenados por terrorismo.

Em 19 de maio de 2025, o Tribunal Militar do Distrito Central de Yekaterinburg condenou Alexey Rozhkov a 16 anos de prisão. Alexey não aceitou o veredito e seu advogado recorreu.

Alexey Rozhkov, um anarquista da cidade de Beryozovsky, na região de Sverdlovsk, foi um dos primeiros a protestar contra a guerra na Ucrânia incendiando um escritório de alistamento militar. Mais tarde, enquanto estava no Quirguistão, ele condenou abertamente a invasão em uma entrevista ao Khodorkovsky Live. Devido às suas ações e declarações públicas, Alexey se tornou alvo de processo criminal: ele foi secretamente levado do Quirguistão para a Rússia, onde foi torturado e colocado em prisão preventiva. Agora ele é acusado de “cometer um ato terrorista”, “justificar o terrorismo” e “espalhar notícias falsas sobre as forças armadas russas”.

Em 27 de setembro de 2024, o projeto de direitos humanos “Memorial de Apoio a Prisioneiros Políticos” reconheceu Alexey como um prisioneiro político e pediu sua libertação imediata.

Em 23 de maio, Ruslan Sidiki foi condenado a 29 anos de prisão, incluindo 9 anos de prisão e 20 em uma colônia penal (condições menos severas do que a prisão porque permite algum tempo fora).

Ruslan Sidiki é um anarquista russo-italiano acusado de sabotar uma linha ferroviária usada pelos militares, descarrilando um trem de carga com 19 vagões. Ele também atacou um campo de aviação militar com um drone em Ryazan. Ele foi acusado de preparar outro ato de sabotagem. Ele assumiu a responsabilidade por suas ações e alegou ser um guerrilheiro (fazendo uma analogia com os guerrilheiros da Segunda Guerra Mundial) no tribunal, mas se recusou a ser associado a um terrorista, tendo planejado suas ações para que ninguém se machucasse e que seu objetivo era causar danos à infraestrutura militar.

No final de agosto de 2024, Ruslan Sidiki declarou publicamente que havia sido torturado por policiais enquanto estava detido e apresentou uma queixa criminal ao Comitê Investigativo. Contrariando as exigências da lei, as autoridades investigadoras ainda não tomaram uma decisão.

É importante esclarecer que a tortura de pessoas presas na Rússia é sistemática, variando de simples espancamentos a eletrochoques e tortura sexual.

Compas na Rússia ainda estão resistindo a Putin e lutando para garantir que Putin perca a guerra na Ucrânia, a única opção atualmente disponível para enfraquecer seu poder e esperar uma derrubada popular. Muitos deles estão lutando e morreram na Ucrânia, defendendo a sociedade ucraniana e lutando contra o fascismo de Putin e o imperialismo russo. Para apoiar nossos compas presos na Rússia e para mais informações: https://t.me/s/solidarity_zone.

Abaixo o imperialismo! Morte ao fascismo! Guerra contra guerra! Viva a solidariedade internacional! Viva a revolução!

Fonte: https://paris-luttes.info/deux-camarades-russes-condamnes-19575?lang=fr

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Quem abre a boca
sente os lábios gelados.
Vento de outono.

Bashô

Sobre o Comunitarismo Ácrata 3

Sabendo-se que o campo anarquista de pensamento e práticas, em todas as suas expressões legítimas, gravita em torno de um conjunto de princípios comuns – que é o que lhe confere um caráter próprio, no fundo de toda a sua diversidade de formas -, e que este conjunto de princípios (anti hierarquia, anti poder, solidariedade, ajuda mútua, autogestão, internacionalismo – no sentido da rejeição ao nacionalismo) aponta para um fim que é a antítese máxima de todo e qualquer sentimento de exclusivismos e/ou particularismos – qual seja, o da emancipação da humanidade como um todo em relação aos equívocos, preconceitos e estruturas sociais artificiais que configuram as relações de dominação e exploração econômicas/políticas, e visto serem as redes comunitaristas ácratas uma expressão libertária, cabe colocar aqui a questão a respeito da possibilidade de integração a essa tática por parte de grupos humanos da/os ‘de baixo’ das sociedades globalizadas que não possuem nem sequer estruturas mínimas necessárias à primeira vista para a construção, p.ex., de um “Circuito Básico de Produção”, como definido logo acima, grupos estes tais como pessoas sem casa própria, moradoras de rua e/ou sem território definido (tais como grupos de migrantes). Esta aparente limitação de origem da tática se demonstra ilusória quando se compreende seu caráter e cariz fundamentais, ou seja, a orientação para práticas de construção comunitária.

Tomando-se como exemplo o próprio Circuito Básico de Produção acima definido, se pode visualizar situações onde alguns circuitos assim constituídos (horta artesanal – ou conjunto de cultivos germinados, captação de águas pluviais ou de poços, filtragem/reaproveitamento natural de águas servidas, compostagem e biodigestor) seriam construídos coletivamente pelas redes em locais de acesso franco (tais como terrenos baldios, p.ex.), com a finalidade de servirem de suporte para atender a algumas necessidades básicas prioritárias de algumas parcelas de grupos de pessoas que não possuem as aludidas estruturas mínimas necessárias para construí-los. Tais Circuitos Básicos de Produção construídos em locais de acesso franco, seriam administrados também coletivamente pelos entes comunitaristas ácratas que os construíram, em conjunto com indivíduos e/ou grupos “despossuídos” que possam vir a se servir deles, tornando-se estes então, deste modo, também integrantes de redes comunitaristas ácratas – mas não necessariamente como entes, posto não serem fixados às estruturas tecnológicas de que se servem -, inclusive, dos tecidos Ponto Com Nós.

Em um estágio mais avançado de estruturação e desenvolvimento, os entes comunitaristas ácratas poderiam investir na aquisição de impressoras 3D e, a partir daí, criarem centros de produção de utensílios diversos para atender a algumas necessidades básicas prioritárias das redes comunitaristas, mais pertinentes ao setor secundário da economia. Tais lugares poderão se tornar verdadeiros “Centros de Engenhosidade Social Ácrata” (C.E.S.A.’s), ou seja, equipamentos coletivos de pesquisa, desenvolvimento, produção e distribuição de produtos, serviços e tecnologias físicas e sociais (tais como cooperativas) de promoção de autonomias relativas nas comunidades.     

Sendo provável a inviabilidade de se desenvolver situações de absoluta autonomia em relação às forças econômicas/políticas dominantes, é preciso ter claro que o maior ganho para a causa libertária viabilizado pela tática do comunitarismo ácrata seria, para além dos ganhos nada desprezíveis da promoção e disseminação de práticas de autonomias relativas em relação às referidas forças, o “ganho de fundo” da promoção de um processo de ‘reeducação’ (no sentido libertário) dos sujeitos individuais e/ou coletivos integrantes das redes comunitaristas – deslocando-os de uma visão de mundo e relações inter pessoais dominantemente hierarquizantes para outras mais abertas para as possibilidades das sociabilidades anti hierárquicas -, tomando-se como força motivadora, para tal, suas necessidades concretas de suprirem demandas materiais básicas das suas vidas e de cuja satisfação são alijados e/ou têm o acesso dificultado pelas estruturas instituídas, e tomando-se como “abordagem pedagógica” fundamental uma “educação íntegra” – prática teoria/teoria prática – em vivências ácratas de autogestão.          
          
Por outro lado, a aludida expectativa de que o desenvolvimento de situações de autonomia absoluta em relação às forças dominantes seja, provavelmente, inviável, não deve, nem por isto, alimentar ilusões de que, sendo assim, a tática comunitarista ácrata não estaria sujeita a nenhum risco de ataques repressores por parte do instituído: a história das experiências libertárias de características transformacionistas aponta para o fato de que, mesmo não sendo experiências de cariz insurrecional/’revolucionário’ no sentido clássico – como de fato não são -, a longa série de experiências deste tipo realizadas ao redor do mundo (tais como, p.ex., as comunidades russas inspiradas nas ideias de Tolstoi ainda no período final do tzarismo e as comunidades hippies e squats anarco punks ao redor do mundo ‘democrático’ ocidental desde meados Séc. XX até o presente), invariavelmente reprimidas pelas forças mantenedoras da ‘ordem’ vigente, demonstra inequivocamente que os poderes estabelecidos têm uma consciência clara sobre o potencial ‘subversivo’ que experiências ‘alter ordem’ (de ‘ordem’ social diferente do estabelecido) como estas podem adquirir, pela via de possíveis desencadeamentos de fenômenos de ‘moda’ social que possam tomá-los como ‘modelos’.. Por isto, como forma de precaução, seria recomendável que, na medida do possível, as tecnologias físicas adotadas pelas redes comunitaristas ácratas se pautassem pelo princípio da ‘discrição’, para desse modo se tentar reduzir os riscos de agressões repressoras ocasionadas por prováveis ‘reverberações’ dos efeitos concretos – sobre os interesses do mercado e/ou Estado – da adoção numericamente significativa destas tecnologias (adicionalmente, se poderia estudar e adotar línguas tribais pouco faladas). 

Trecho do “Manifesto Anarquista Ácrata”, de autoria de Vantiê Clínio Carvalho de Oliveira.

(siga nosso perfil de Instagram:
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*a RECA (Rede Comunitarista Ácrata) está promovendo sua segunda rifa anual para aquisição de tecnologia de autonomização: confira as informações no talão digital ao lado e contribua com esta iniciativa libertária.

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No olho das ruínas
as íris dos vaga-lumes
sob as tranças de ervas.

Alexei Bueno