
A dor se tornará fúria. A fúria se tornará clareza. A clareza se tornará ação. A ação será revolução.
Mas não haverá revolução real se não começar pela mente.
Não se faz revolução só com discurso. Não se transforma o mundo apenas com críticas e teorias.
Muitos falam bonito, citam autores, usam palavras afiadas como navalhas — mas não movem um dedo para mudar nada ao seu redor.
Há quem diga ‘anarquia’ da boca pra fora e siga vivendo como o sistema ensinou. Replicam comportamentos, centralizam ideias, cultuam ego e aparência.
A periferia está gritando. Os pobres estão morrendo. Os jovens estão adoecendo.
E você aí, discutindo sem parar se fulano é ou não é anarquista, se isso ou aquilo está certo segundo Bakunin ou Emma Goldman.
Não se trata de negar a teoria — ela é ferramenta. Mas ferramenta sem uso vira enfeite de estante.
Anarquia é ato, é prática, é urgência do agora.
Quem realmente faz, não tem tempo pra discursos que não se movem.
Quem sente a dor do outro, não se satisfaz em estar certo, mas em estar junto.
A revolução começa onde você está. Na tua escuta. No teu gesto. No teu corpo.
Tudo mais, é ilusão.
Rizoma Kairós
Retirado do livro “Ingovernáveis”
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