Na quinta-feira, 24 de março, no centro de Atenas, estava programada a celebração do desfile escolar de inspiração fascista-nacionalista. O governo grego insiste em realizar desfiles militares e escolares deste tipo. Nos últimos anos, nas áreas em que se celebram os desfiles são realizados protestos espontâneos ou planificados contrários a tudo isso, assim como concentrações de protesto social de desempregados, despedidos e trabalhadores, contra o regime da ditadura parlamentaria.
Desde as primeiras horas da manhã, a polícia havia colocado um cordão de isolamento em torno da praça maior de Atenas e seletivamente permitia a entrada ao lugar onde seria o desfile. Nisso, às 13h30, sem motivo algum, policiais e policiais à paisana detiveram professores, artistas e solidários que haviam começado a reunir-se no centro da praça de Síntagma. Os professores primários e os artistas, segurando bonecas vestidas com sacolas, estavam preparando-se para realizar um protesto depois do desfile. Foram realizadas oito detenções na praça de Síntagma e outras duas detenções no piso térreo do edifício em que estão localizadas as oficinas da Federação de Professores da Grécia.
A polícia, tendo fichado algumas pessoas e com ordens de que não se escutasse nenhuma voz de protesto durante o desfile, começou a deter “preventivamente” os protestantes que se aproximavam da área do desfile e fossem professores. Os detidos foram professores e artistas que iam participar no protesto se a repressão não tivesse agido. A manifestação tinha sido convocada pela União de Professores Pendentes de Toda Grécia, pela Coordenadoria de Docentes e Suplentes, e por várias Associações de Professores.
Na continuação, a polícia, apesar das detenções efetuadas, continuou repelindo a gente reunida. Entretanto, com o passar do tempo os manifestantes continuaram a multiplicar-se e permaneceram protestando pela repressão do governo. O propósito do protesto era as unificações (agrupações) e o fechamento de escolas e a flexibilização do trabalho que também se aplica aos professores.
A democracia nega a seus “cidadãos” o direito de protesto. A democracia detém preventivamente a quem não seja um súdito dócil dela. A democracia amordaça e reprime.
No primeiro vídeo (link abaixo) se vê os policiais secretos arrastando e detendo a alguns dos manifestantes reunidos. No segundo vídeo (link abaixo) se ouvem claramente as palavras “fascistas” e “junta” gritadas pelos manifestantes. Um detido disse: “Junta! A próxima vez serão tanques (blindados), não carros patrulhas”.
Vídeo 1:
› http://www.youtube.com/watch?v=5t0UI2wlr5M&feature=player_embedded
Vídeo 2:
› http://www.youtube.com/watch?v=8hFZI0YhG64&feature=player_embedded
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!