[29 de maio. 19h. Faculdade de Psicologia: Aula Magna. Montevidéu. Haverá espaços com materiais para difusão e propaganda das ideias e práticas libertárias.]
“As revoluções não são jogos para crianças, nem debates acadêmicos onde apenas as vaidades são feridas em furiosos encontros; nem feiras literárias em que apenas derrama-se abundantemente tinta. A Revolução significa guerra, incluindo a destruição dos homens e das coisas (…).
De acordo com a opinião quase unânime dos socialistas alemães, a revolução política deve preceder a revolução social, que na minha opinião, constitui um grave e lamentável erro, porque toda revolução política que ocorra antes de uma revolução social e, portanto, separada dela, é necessariamente uma revolução burguesa, e uma revolução burguesa só pode levar a um socialismo burguês – ou seja, acabam necessariamente em uma nova exploração do proletariado pela burguesia, exploração talvez mais hábil e hipócrita, mas certamente não menos opressiva (…).
É necessário destruir todas as instituições modernas: o Estado, a Igreja, os tribunais, a universidade, o exército e a polícia, pois todas são paredes erguidas pelas classes privilegiadas contra o proletariado (…) a revolução não é nem vingativa nem sanguinária. Não é dirigida contra os indivíduos (…).
Eu tenho essa tal liberdade de cada um que, longe de ser limitada pela liberdade dos outros, está confirmada e ampliada ao infinito. E eu tenho essa liberdade de cada indivíduo não limitada pela liberdade de todos, a liberdade em solidariedade, em igualdade, a liberdade triunfando sobre a força bruta e o princípio da autoridade (que sempre foi a expressão ideal desta força); uma liberdade que, depois de derrotado todos os ídolos celestes e terrenos, deve estabelecer e organizar um novo mundo: o mundo de solidariedade humana, sobre as ruínas de todas as Igrejas e Estados”.
Em 29 de maio, e com o pretexto de seus 200 anos, lembraremos Bakunin e o atualizaremos através de uma comparação entre o seu pensamento e nossa atualidade; entre seus desejos e os nossos.
Em breve iremos confirmar os palestrantes… por agora apenas antecipamos que é uma multiplicidade da mais rica [potente, heterogênea… mas principalmente companheira, em um sentido revolucionário e libertário, mas não necessariamente anarquista (vocês veem a inevitabilidade do debate) – e afirmativa].
Enfim, os manteremos informados.
Estão todos convidados.
Afetuosamente,
M.I.E.E.L.
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Alvaro Posselt

Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!