[Sexta-feira, 27 de março, às 18 horas. Na Plaza Sarmiento – Entre Ríos e San Luis. Buenos Aires.]
Em dezembro de 2013 a Câmara Oral Criminal de Caleta Olivia (província de Santa Cruz) condenou com duras penas a dez trabalhadores petroleiros da cidade de Las Heras, acusados de matar a um policial. Até agora o único que foi provado foram às pressões e as torturas a que submeteram os trabalhadores, pois a condenação se baseou em testemunhos e sem nenhuma prova.
Nesta sexta-feira, 27 de março, te convidamos para uma nova jornada de difusão solidária que estaremos realizando pela liberdade e absolvição dos petroleiros de Las Heras.
Contra o Estado e seus cárceres!
Histórico do caso
Os condenados foram levados a julgamento acusados pelo homicídio do policial Jorge Sayago, ocorrido durante uma rebelião em 2006, a qual foi provocada após a detenção de um petroleiro, no marco de uma luta que estes vinham levando para conseguir seu enquadramento sindical no setor produtivo que lhes correspondia, incorporando-se assim a um convênio coletivo com melhores escalas salariais e condições de trabalho. Também demandavam o aumento do mínimo não tributável, quantia a partir da qual os assalariados tributam o imposto aos lucros.
Ramón Inocencio Cortez, José Rosales e Hugo González foram condenados a prisão perpétua por homicídio agravado. Franco Padilla, por ter 14 anos no momento do fato, foi submetido a “tratamento tutelar”. Pablo Mansilla, Carlos Mansilla, Daniel Aguilar, Néstor Aguilar e Rubén Bach receberam cinco anos de prisão por coação agravada. Darío Catrihuala, quem supostamente disparou a arma contra Sayago e outros dois policiais, recebeu também cinco anos de prisão por lesões graves qualificadas. Juan Pablo Bilbao e Alexis Pérez, que nunca foram mencionados em nenhuma declaração durante nem previamente ao julgamento foram liberados.
Após três anos de detenção (2006-2009) nos quais lhes arrancaram testemunhos através de tortura física e psicológica foi reformado o processo em 2010. Por isso hoje o Estado tenta encarcerá-los por toda a vida. A mais de um ano de sua condenação, o único que foi provado foram as pressões e as torturas recebidas pelos trabalhadores, posto que a condenação se baseou em testemunhos e sem nenhuma prova que dê maior sustentação jurídica.
Mais infos: libertadalospetroleros.blogspot.com
Tradução > Sol de Abril
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Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!