Noelia Cotelo Riveiro deixou a greve de fome que manteve durante 37 dias, desde 23 de março, no cárcere de Brieva, para que lhe permitam dispor de seus objetos pessoais e de higiene e deixem de pôr obstáculos intransponíveis à realização de seus estudos, e em protesto pelo regime de castigo por isolamento que sofre faz vários anos e pelas torturas e maus-tratos que se praticam nos cárceres e que ela mesma sofreu várias vezes.
Ante a falta do menor cuidado médico e da mais mínima atenção a suas reivindicações, em 12 de abril se auto-lesionou cortando as veias de um braço. Sem que sua situação haja variado em absoluto, tomou a decisão de suspender provisoriamente o jejum, ante a perspectiva dos julgamentos que tem que enfrentar no final de maio, arriscando até 7 anos de cárcere, para o que necessita dispor de todas as suas forças físicas e mentais.
Conteúdo relacionado:
agência de notícias anarquistas-ana
a estação amua
fumo de castanhas
à esquina da rua
Rogério Martins
A autoridade dos que são contra não é menos autoritária que as outras e encontra, quanto a mim, uma sólida…
Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!