Nestes dois últimos meses (março-abril), as ruas das principais cidades da França se transformaram em campos de resistência, onde protestos massivos e enfrentamentos estão sendo realizados dentro das greves gerais que combatem a nova legislação trabalhista do governo.
Barricadas, carros de luxo e viaturas queimadas, policiais e infiltrados espancados, bancos destroçados, mascarados com pedras em suas mãos, são algumas das imagens que nos demonstram que em todos os lugares da Terra a guerra contra o Estado e o Capital continua e que nada terminou…
“Não pedimos nada, estamos tomando tudo”, “Não há insurreição sem fogo”, “Destrua a escravidão do trabalho”, etc… são algumas das palavras de ordem do bloco negro e dos grupos anarquistas que enfrentam e expressam seu rechaço nas ruas.
Como era de se esperar, tudo o que está ocorrendo não poderia o ser sem os líderes sindicais e reformistas que falam de provocadores, como o blocos negros com os fascistas, condenando práticas violentas contra o Estado e ao mesmo tempo tendo relações com a polícia. Porque, por sorte ou por desgraça, pacifistas e negadores da violência – cuja existência favorece claramente aos governantes – são um fenômeno global. Aproxima-se o momento em que terão o que merecem.
Ao mesmo tempo, as forças repressivas usam grandes quantidades de gases lacrimogênios, golpeiam brutalmente os manifestantes e detém pessoas. Em poucas palavras, tudo fazem sob as ordens de seus superiores com o fim de proteger a seus chefes e aos pacíficos cidadãos-sujeitos.
Agora é mais que evidente que a economia está em colapso, o que resulta na revelação da sua verdadeira cara: salários de fome junto a péssimas condições de trabalho, que contribuem para um ambiente de trabalho próprio da Idade Média, no qual o/a trabalhador/as é o/a escrava/o moderno da linha de produção. Ao mesmo tempo, a repressão se intensifica e fortalece, para que o estado policial nas ruas se converta em uma rotina e que aquele/a que busca o ataque contra o mundo da autoridade hesite em realizar sua ação.
Terminemos com os falsos dilemas. Quem escolhe passividade, escolhe suas próprias correntes.
O momento é agora, o lugar é aqui. Desde as ruas da França até os becos do Chile, desde as montanhas do México até as avenidas de Atenas.
O mundo inteiro é um campo de agitações!
Fonte: http://arrwsta-oneira.blogspot.com.br/2016/05/blog-post.html
Tradução > PF
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Cigarras cantam
Nos grandes arvoredos;
Depois perecem.
Ze de Bonifácio

Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!