
Sob o lema da faixa que encabeçava a manifestação, “Contra o fascismo e pelas liberdades. Não passarão!”, milhares de pessoas desfilaram neste sábado (28/10) pelas ruas de Valência para protestar contra os ataques violentos de 9 de outubro por parte de grupos de ultra-direita como “España 2000” ou “Yomus”, a facção mais radical dos torcedores do Valência FC.
Os organizadores do protesto ressaltaram que a marcha era também “contra a impunidade do fascismo em todo o Estado”. Indicando que “os fatos do 9 de outubro não são um ataque contra as pessoas que se manifestaram, mas sim um ataque direto contra todas aquelas pessoas que entendem que temos direito de viver a vida com liberdade. Porque ontem fomos nós e amanhã pode ser você. Por isso, a indiferença nunca pode ser a resposta contra o fascismo. Porque com a indiferença o fascismo cresce, se normaliza e se organiza”.
Ademais, “esta convocatória é só um ‘ponto de partida’, um ‘basta’ e um ‘recuperemos as ruas’. Porque o antifascismo não é questão de um dia, mas é uma prática e atitude diária que devemos exercer todas desde todos os âmbitos: em nossos trabalhos, no bar, no ginásio, no mercado, na escola ou instituto… em todas as partes. Porque o fascismo avança se não for combatido”.
Durante a marcha, a situação na Catalunha esteve bem presente no protesto e os manifestantes cantaram lemas como “a voz do povo não é ilegal”, “Valência será a tumba do fascismo” e o já famoso “As ruas serão sempre nossas”.
Mais de 200 entidades convocaram o protesto. Entre as entidades convocantes figuram plataformas, centro sociais, entidades culturais, ecologistas, feministas, de jovens, partidos e sindicatos.
Tradução > Sol de Abril
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