Duas pessoas foram detidas e presas no âmbito do caso da organização “Rede”, Mikhail Kulkov e Maxim Ivanki. A OVD-Info foi informada sobre isso por Elena Bogatova, a mãe do réu no mesmo caso, Ilya Shakursky.
O tribunal em Penza prendeu Kulkov e Ivanki até setembro.
Bogatova estava esperando um advogado perto do centro para o pré-julgamento, quando Ivanki e Kullov foram transportados para o edifício. De acordo com o que ela disse, os pais deles foram informados sobre a detenção em 4 de julho, sendo que o julgamento ocorreu em 5 de julho, às 14h00.
Alexei Kulkov, pai de Mikhail, disse à OVD-Info que os jovens foram detidos em Moscou sem terem documentos com eles. O Tribunal Distrital de Leninsky em Penza prendeu-os até o dia 8 de setembro. Alexei comunicou que seu filho e Maxim Invanki foram acusados por organizarem uma comunidade terrorista. Alexei Kulkov disse que viu seu filho e Invanki no tribunal por uns minutos, enquanto estavam sendo levados no corredor. Ele reparou que tinham hematomas e arranhões.
• Antes disso, Invanki e Kulkov tinham sido detidos em Penza em março de 2017 junto com o antifascista Alexei Poltavets. No início, foram acusados por posse de drogas. De acordo com Poltavets, depois de terem sido presos, foram torturados e espancados, sendo-lhes exigido que testemunhassem contra seus amigos do meio antifascista. Mais tarde, Poltavets deixou a Rússia e desde aí nunca mais viu Ivanki nem Kulkov.
• Em junho de 2018, ficou-se sabendo que o caso de Ivanki e Kulkov foi adicionado ao caso da organização “Rede”, que a investigação considera terrorista. Contra Invanki e Kulkov foi iniciado um processo por produção ou tráfico de drogas em grande escala (item “d”, em russo “г”), seção 4, artigo 228.1 do Código Penal, aplicando a seção 3 do Artigo 30 do Código Penal)
• Ivanki, Kulkov e Poltavets apareceram nos elementos do processo penal com os nomes ou com os pseudônimos – “Red”, “Ilya” e “Boris”.
• Em 4 de julho, ficou-se sabendo que outro acusado por participação no caso “Rede”, Dmitry Pchelintsev, foi escoltado do centro de detenção preliminar Nº 1, em Penza, presumivelmente, para São Petersburgo.
• Em 23 de maio, uma amiga dos acusados no caso “Rede”, Victoria Frolova, tinha sido detida na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia. Foi forçada a testemunhar a sua amizade com os presos de Penza, incluindo Ivanki e Kulkov. Nos testemunhos assinados por ela, Ivanki e Kulkov foram mencionados como sendo membros do grupo “5.11” da organização “Rede”. De acordo com a promotoria, todos os membros da “Rede” desenvolveram treinamento com bastões de luta na floresta, habilidades de orientação de trilhas, primeiros socorros e como montar armadilhas.
Fonte: https://rupression.com/en/2018/07/06/two-new-arrests-in-the-network-case/
Tradução > Patrícia Marmelada
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pousada em gota d’água.
Yeda Prates Bernis

Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!