Mais uma vez a Copa do Mundo de futebol foi usada como ferramenta política, como um entretenimento de massa para a distração das questões sociais.
A imagem do pódio com Vladimir Putin acompanhado pelo presidente da França, a presidenta da Croácia e dos dirigentes da FIFA não foi suficiente para esconder a gravidade da crise global.
A invasão do campo de jogo do estádio moscovita por integrantes das Pussy Riot durante a final da Copa, mais do que um toque de cor, mostrou como nas rachaduras do sistema emergem a realidade, a denúncia das injustiças sociais e do poder despótico.
Ao mesmo tempo, na França, cidades como Paris e Marselha foram cenários de protestos contra as políticas estatais de exclusão, como a brutal reforma trabalhista de Macron.
Nem tudo foram festejos, o descontentamento se explicitou nas ruas, também a repressão do governo.
E novas turbulências se avizinham.
Donald Trump definiu a União Europeia como um obstáculo e um inimigo. O Estado chinês procura aliar-se à Europa.
Em todo mundo, nos aguardam anos de agitação e emoções mais fortes do que uma definição por penalidades em um evento esportivo.
Carlos A. Solero
Desde a Região Argentina
Domingo, 15 de julho de 2018
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Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!
Vida longa à uaf! Vida longa ao anarquismo!