
A dupla estreia com “Sin miedo a la ruína”, um álbum cheio de crítica social
por Fran Cano | 03/04/2019
Chamam-se Alberto Amaro (Andújar, 1990) e Alberto Gutiérrez (Andújar, 1991) e formam os Hermanos Bastardos. A dupla está unida há uma década e meia pelo rap. A marca é mais recente, desde o final de 2014, e acaba de publicar o segundo projeto musical Sin miedo a la ruína (Sem medo da ruína).
Amaro diz que o primeiro álbum foi intitulado Dejotamodo y Berto, os nomes que eles usam no rap. Essas onze canções permitiram que eles se dessem a conhecer. “A gente começou e entre um álbum e outro nós atuávamos e preparávamos o próximo”, lembra o rapper, que combina música com sua ocupação como publicista.
A novo disco da dupla tem 18 temas baseados na ideia que defendia o anarquista e sindicalista Buenaventura Durruti em 1936. “Não temos nenhum problema em nos definir politicamente: somos anarquistas”, reivindica Amaro em conversa com este jornal. Há músicas no álbum que também fazem isso: desde Rebeldia a Bêbados e Anarquistas, Liberdade de Pensamento. “Nosso pensamento é libertário, e as pessoas que nos ouvem sabem disso”, acrescenta.
O CONTEÚDO IMPORTA
Hermanos Bastardas defendem que os temas têm que ter mensagem, e afastam-se dos ritmos urbanos mais ampliados agora que mostram o contrário. “Em Liberdade de pensamento criticamos a sociedade de consumo que nos tem arrastado para uma vida que só parece importar o trabalho e gastar como se não fosse importante ter tempo para nós”, aprecia o artista.
Amaro antecipa que a turnê chegará entre o final de setembro e o início de outubro. Está previsto que haverá pelo menos uma performance ao vivo com o grupo chileno Marmota no bar, que colabora no último álbum com a música Filhos da Destruição. Também estão presentes no álbum Ika e Samuel de Xpresidentx e Def con Dos, Fefo LKK da antiga banda punk Los Kostokaron, Protestango e El Fuego, La Palanra desde Buenos Aires e Ihmaele de la Torre, da banda de Granada Fausto Taranto, entre outros músicos.
O som da dupla bebe em outros gêneros, como o punk, daí a ideia de ‘anarcorap’. Sem medo da ruína está disponível no YouTube e pode ser baixado em plataformas digitais, do Google Play ao iTunes e Spotify, além do site oficial. “Apostamos em dar facilidades a todos que querem se aproximar de nossa música”, conclui.
>> Videoclipe – Borrachos y anarquistas:
https://www.youtube.com/watch?v=JxuO9cZJ6gY
Fonte: https://lacontradejaen.com/hermanos-bastardos-rap-andujar/
Tradução > Liberto
agência de notícias anarquistas-ana
chuva fina
tarde esfria
todo o lago se arrepia
Alonso Alvarez
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!