[Chile] Santiago: 15º dia de revolta social

Sexta-feira, 1° de novembro de 2019

CONTINUAMOS COM IMPULSO IRREDUTÍVEL! Sem líderes, sem partidos, sem patriotas fascistas!

De manhã, a Marcha das “Mulheres de Luto” chegou ate o palácio do governo, em um protesto silencioso e avassalador. Vestidas de preto e com tapa-olhos denunciaram a brutalidade do Estado, o capitalismo e o patriarcado.

À tarde, multidões de manifestantes retornaram ao centro da capital, milhares encheram a “zona zero”. Ataque de encapuzados à embaixada da Argentina e a uma igreja católica a poucos metros da Praça Itália. De acordo com “Cambio21”, sete igrejas evangélicas foram queimadas durante as últimas duas semanas.

No meio dos confrontos anarquistas distribuem comida para diversos manifestantes em um posto móvel. Os manifestantes adotam os ponteiros a laser como arma para cegar os lacaios e seus veículos blindados. Enquanto outros detonam uma estátua de um milico e o monumento ao general Baquedano.

Membros do fascista Movimento Social Patriota (MSP) são descobertos durante a marcha e confrontados, a maioria foge enquanto outros são derrubados e espancados por antifascistas e anarquistas, que arrebataram uma bandeira que carregavam.

A água na maioria das piscinas é tingida de vermelho, em alusão ao sangue derramado pela repressão do Estado.

Em Arica, quebram o busto de Cristóvão Colombo e em Cañete queimam a sede do partido ultradireitista UDI. Desde Limache, chega um grupo que percorreu 98 km para entregar uma petição em La Moneda, sede do governo, e foi recebido com violência pelo blindado lança água.

As tarifas dos pedágios rodoviários (TAG) são congeladas e o reajuste anual de 3,5% é cancelado, mudando para um aumento anual equivalente ao IPC. As organizações contra o TAG não concordam e pedem boicote para quarta-feira, 6 de novembro. Os partidos políticos começam a prometer o perdão das dívidas educacionais milionárias dos estudantes universitários (CAE).

A estratégia de comunicação do governo é esconder o presidente das telas de televisão e visibilizar o novo Ministro do Interior Brumel como um ativo sujeito do dialogo que promove os conselhos de cidadãos. Eles querem acabar a Revolta Social seguindo o estilo francês. Pateticamente, hoje o poder busca o diálogo, depois de décadas sem ouvir as demandas da população.

Em Atenas, um grupo de solidários liberou as catracas do metrô como um gesto de apoio à Revolta. Em Nova York, uma dúzia de indivíduos evacuou coordenadamente o metrô, depois de uma manifestação contra o racismo e a repressão policial. Fazem pichações e colam adesivos com referências à revolta local.

Neste final de semana, há inúmeras atividades autogestionadas e autônomas para o autofinanciamento de companheiros feridos e presos.

Para segunda-feira, 4 de novembro, há uma chamada para o Paro Absoluto e uma manifestação às 17h00 na Praça Itália.

SIGAMOS ANARQUIZANDO A REVOLUÇÃO SOCIAL! Nada acabou…

N.T.

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agência de notícias anarquistas-ana

o céu resfria
a lua vestiu
uma charpa de bruma

Rogério Martins

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