
A antropologia anarquista faz, através de seus estudos de casos concretos, a questão muito atual, senão aguda, do poder e das desigualdades, ou mais precisamente do seu controle e da sua recusa por um certo número de sociedades antigas ou recentes.
Se a antropologia social sempre foi percorrida por correntes, algumas por muito tempo dominantes (funcionalismo, estruturalismo, pós-modernismo), a antropologia dita anarquista conhece atualmente um certo sucesso, em particular junto ao público. Se essa corrente é hoje principalmente anglo-americana (Marshall Sahlins, James Scott, David Graeber), nós podemos remontá-la ao francês Pierre Clastres, prematuramente morto e também na Espanha a Alfredo Gonzalez-Ruibal, assim como na Alemanha a Christian Sigrist. Nos propomos nessa conferência a apresentar um pouco desses diferentes autores, e por outro lado mostrar os traços desta corrente, as sociedades sobre as quais eles se apoiam e, finalmente, as lições, otimistas ou pessimistas, que poderíamos tirar para o futuro das nossas próprias sociedades.
Jean-Paul Demoule, é professor emérito de arqueologia da Universidade de Paris I Panthéon-Sorbonne, membro honorário do Instituto universitário da França e antigo presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (INPAP), autor de Uma história das civilizações – Como a arqueologia balança nossos conhecimentos (2018 em colaboração) e Tesouros! As pequenas e grandes descobertas que fazem a arqueologia (2019).
Conferência gravada em outubro de 2019.
>> Veja o vídeo (01:37:03) aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=CINLQQG-r6E
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Sabiá cantarolando —
Hora de acordar.
Tabata Lemes Batistão, 14 anos
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!