
Somos um grupo online de debate e reflexão anarcofeminista. Somos em maioria mulheres espanholas, mas também há mulheres da América. Estamos interessadas em encontrar grupos e individualidades anarcofeministas na América Latina para compartilhar reflexões e debates. Este fragmento abaixo publicado em 2 de novembro de 2019, comemorou nosso primeiro aniversário de existência.
“As afinidades entre as pessoas levam em consideração o temperamento, as diferentes formas de sensibilidade, de traços de caráter e as maneiras de integrar-se com os demais. A associação deveria ser a arte de despertar o melhor de cada pessoa, descartando o pior, a capacidade de mobilizar recursos novos, positivos e portadores de liberdade e de vida. Romper com os estereótipos e os papéis impostos requer que se ponha a seu serviço o melhor de quem se organiza por afinidade“.
Um ano depois, seguimos reconhecendo-nos nestas palavras. REDES, valha a redundância, é uma rede de inter-relação informal entre mulheres com uma identidade coletiva compartilhada: o anarcofeminismo. Diz Uri Gordon, que as redes entre pessoas ou grupos anarquistas foram comparadas com um rizoma (massa radicular bulbosa e sem caule de plantas como a batata ou o bambu), uma estrutura baseada em princípios de vínculos, heterogeneidade, multiplicidade e não linearidade. As redes não têm contornos definidos, mas se sobrepõem entre si, e se expandem ou contraem conforme as pessoas (ou grupos) interatuam ou vão cada uma para seu lado.
Nosso grupo viveu neste ano essas expansões e contrações, e se adaptou a isso com flexibilidade, de tal maneira que REDES está constituído por um grupo de onze mulheres (cinco delas do grupo inicial) que abordou quatro debates, o que já nos permitiu ter numerosos textos para avançar no terreno das ideias e atualizar nossa genealogia feminista que tem um longo percurso. Junto com este grupo, há um segundo círculo, formado por sete mulheres, que estão vinculadas a REDES, mas não participam nos debates por motivos diversos (a falta de tempo é o mais habitual), mas que desejam ter a informação do grupo. A relação entre os dois grupos é fluída passando de um a outro com facilidade quando a situação pessoal de cada mulher o permite.
Um ano é pouco tempo e não é nossa intenção fazer balanço de nada. Para celebrar este primeiro aniversário algumas das mulheres do grupo explicamos por que estamos nele.
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Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
brisa suave:
voejam borboletas
por todo jardim
Nete Brito
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!