
A última sessão do Pleno do Município de Tabernas aprovou por maioria dar o nome de Encarnación Magaña a uma rua “para honrar sua figura e seu compromisso com a liberdade”. Desta forma, será a primeira mulher a fazer parte do guia de ruas do município a pedido dos alunos do IES Manuel de Góngora que enviaram um total de seis propostas.
‘Tabernas com nome de mulher’ foi a atividade que realizaram os estudantes no mês de março passado já que até a data não havia nenhuma rua no município dedicada a uma figura do gênero feminino. O prefeito, José Díaz, recebeu dos próprios alunos os nomes propostos e os levou aos outros integrantes do pleno. “É uma maneira de dignificar o importante papel de muitas destas personalidades ao longo de nossa história. Por isso, na medida do possível serão aprovadas outras denominações a médio prazo nas ruas e vias da localidade”, explica Díaz.
Encarnación Magaña Gómez foi fuzilada nos muros do cemitério de Almería com apenas 20 anos. Natural de Tabernas (1921-1942), ficou órfã aos dois anos e foi adotada, por isso perdeu seus sobrenomes de origem, García Córdoba. Segundo o historiador Eusebio Rodríguez desde muito jovem foi “lutadora pela legalidade republicana”, fez oposição traduzindo e distribuindo as notícias da BBC sobre a Segunda Guerra Mundial e distribuiu cópias do diário ‘Calpense’ publicado em Gibraltar.
“Pertenceu à CNT e à Juventudes Literárias. Trabalhou como balconista da “Librería Inglesa de Almería”. Desde o final da guerra se dedicou a fazer oposição ao franquismo, o que determina seu ingresso na organização em Almería, contando com pessoas afins e procurando a ajuda para os que saiam do cárcere e precisavam deles para poder sobreviver, atenção médica ou alojamento”, publicou o jornalista Antonio Torres.
Em março de 1942, Encarnación Magaña foi detida como integrante de uma organização clandestina, denominada ‘Parte Inglés’ e acusada de ser sua secretária, sendo condenada à pena de morte. Junto a outros sete homens foi executada: ‘Sete cravos brancos e uma rosa vermelha, guarda o livro ‘Memoria Viva de Andalucía’, de Fernando Martínez, Leandro Álvarez e Sergio Mellado.
Tradução > Sol de Abril
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Eugénia Tabosa
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!