
O Museu de Arte Moderna [o conhecido MOMA em Nova York] apresenta “Felix Fénéon: o Anarquista e a vanguarda: de Signac a Matisse e mais além”, a primeira exposição dedicada ao influente crítico de arte francês, editor, comerciante e colecionador Felix Féneon (1861- 1944). Será aberto ao público de 27 de agosto de 2020 a 2 de janeiro de 2021.
Apesar de hoje em dia largamente desconhecido, Féneon desempenhou um papel fundamental na carreira de grandes artistas, de Georges Seurat e Paul Signac a Pierre Bonnard e Henri Matisse, cada um dos quais está bem representado na exposição. “Felix Féneon: O Anarquista e a Vanguarda – De Signac a Matisse e Além” traça a carreira de Féneon através de aproximadamente 130 obras que destacam suas iniciativas para ajudar os artistas através de suas críticas, exposições e aquisições; seu compromisso com o anarquismo; seus gostos literários; e suas contribuições para o reconhecimento da arte não ocidental. Reunindo uma seleção de obras importantes que Fénéon admirava, defendia e coletava, juntamente com cartas, documentos e fotografias contemporâneas, a exposição destaca o tremendo impacto que ele teve no desenvolvimento do modernismo no final do século XIX e início do século XX.
A obra central da exposição é “Opus 217 de Paul Signac”. Contra o esmalte de um fundo rítmico com batidas e ângulos, tons e corantes, retrato de M. Felix Féneon em 1890″ (1890), um ícone do Neo-Impressionismo e uma obra-prima da coleção MoMA. Neste retrato dramático, Signac presta homenagem ao perfil distintivo de Fénéon, seu traje elegante e sua personalidade generosa, mas enigmática. Os padrões em espiral no fundo colocaram em movimento as teorias científicas da cor que Signac e os Neo-Impressionistas usaram para desenvolver a técnica do pontilhismo, que envolvia a aplicação de pequenas manchas de cor que se misturam no olho do espectador. Foi um jovem Féneon que cunhou o termo “Neo-Impressionismo” alguns anos antes, em 1886, para reconhecer o novo estilo iniciado pela Seurat e Signac. Durante as próximas cinco décadas, e até o final de sua vida, ele continuaria a ser seu mais ardente defensor.
Fonte: http://www.theartwolf.com/exhibitions/felix-feneon-moma-2020-es.htm
Tradução > Liberto
Conteúdo relacionado:
agência de notícias anarquistas-ana
Hora do recreio:
periquitos tagarelas
brigam pelas mangas.
Anibal Beça
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!