
Como todas as quintas-feiras, o Órgão Anarco Feminista de Santiago, tem o prazer de voltar a convidá-los a uma nova sessão de cinema. Nesta oportunidade queremos compartilhar o documentário que retrata a vida de Luisa Capetillo, uma grande lutadora social anarquista nascida no século XIX (1879) em Arecibo, Porto Rico.
Foi pioneira nas ideias feministas e sindicalistas de seu território que, de acordo com o seu contexto histórico, teve que contornar os altos e baixos da proletarização dos trabalhadores do qual afirmava: “a escravidão do salário é a escravidão moderna dos capitalistas”, pelo qual rapidamente se comprometeu na luta pela liberdade, a igualdade e os direitos dos trabalhadores, além de incorporar uma forte crítica à situação das mulheres em prol de sua emancipação.
Em 1912, junto à Federação Livre de Trabalhadores empreendeu rumo à Nova York, Estados Unidos, para estreitar laços com o movimento obreiro norte-americano e para conhecer e participar no movimento das mulheres trabalhadoras das fábricas de tecido, lá começou a escrever ensaios para o movimento obreiro latino-americano e lutou para melhorar as condições de vida das crianças órfãs.
Em 1913, se mudou para Tampa, Estados Unidos, para unir-se às correntes anarquistas e socialistas que se organizavam principalmente nos centros tabaqueiros de José Martí do Estado da Flórida. Foi a única mulher leitora nas fábricas de tabaco e a efervescência das ideias em ditos enclaves lhe permitiram completar a segunda edição de seu livro “Mi opinión sobre los derechos, responsabilidades e deberes da mujer”. Em 1915, viajou a Cuba para dar apoio ao movimento anarquista e sindicalista o que lhe custou ser presa pela polícia com o pretexto de estar chamando à desordem por andar vestida de homem, em pouco tempo foi deportada por seu ativismo político em apoio ao movimento obreiro.
Luisa Capetillo conta com um grande histórico de luta e ação, consagrado na publicação de ensaios, obras dramáticas e quatro livros: “Ensayos libertarios” (1907), “La humanidad no futuro” (1910), “Influencia das ideas modernas” (1916) e “Mi opinión” (1911-1913). Dito material intelectual e ação política, mostra que promoveu fortemente o anarquismo, o feminismo, o amor livre, o vegetarianismo, os direitos das mulheres, a luta pela melhora de vida dos obreiros e a luta de classes em prol do socialismo libertário. Luisa nos deixou em 1922, mas através deste legado, podemos conhecê-la e recordá-la.
“Aspiro a que todos os avanços, descobrimentos e invenções estabelecidas pertençam a todos e que se estabeleça sua socialização sem privilégios”. “Não se pode aceitar uma moral que está contra a liberdade e os direitos de cada um dos seres humanos”, Luisa Capetillo.
Saúde e Anarco Feminismo!
Órgão Anarco Feminista Santiago
Tradução > Sol de Abril
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não...
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