
Em 20 de novembro, foi realizado uma concentração anarquista contra o fascismo em Tirso de Molina.
Depois que o comício foi cancelado às 20h, um grande número dos presentes saiu para fazer demonstrações. Um pequeno grupo de nazistas iludidos se aproximou para farejar, e eles tiveram que quebrar recordes de velocidade momentos depois, sua falta de solidariedade interna deixou uma vítima.
A marcha começou na área de Lavapiés, onde várias agências imobiliárias e caixas eletrônicos foram atacados. Depois chegou à La Latina, onde novamente bancos, casas de jogos e agências imobiliárias da região foram destruídas. Várias outras ruas foram seguidas, até que finalmente a marcha foi cancelada.
Durante todo o percurso, foram utilizados foguetes e pirotecnia e as ruas foram cortadas com cercas, contêineres e motocicletas alugadas (elementos gentrificantes que criam o imaginário da “cidade ecológica”) para proteger os participantes. Foi demonstrado que quando não há cordões, cidadãos e policiais que possam conter a raiva das pessoas, ainda pode haver protestos selvagens e combativos que são mais do que uma simples caminhada.
Acreditamos que o antifascismo deve ser uma verdadeira luta, longe do folclore e do autoritarismo.
Nenhuma luta avança com submissão e obediência, muito menos com partidos que, por interesses políticos, sustentam um sistema hierárquico que usa o fascismo e a democracia como dois lados da mesma moeda para manter a ordem estabelecida.
Posteriormente, 10 pessoas foram presas querendo ligá-las à devastação, e atualmente estão livres de acusações. Daqui queremos enviar-lhes todo o nosso apoio e nos posicionamos, agora e sempre, contra a repressão do Estado.
Madrid 2020.
Solidariedade com os presos!
Nem fascismo nem democracia!
Que a raiva se espalhe!
Tradução > Liberto
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Winston
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!