
O governo cubano anunciou nesta terça-feira (17/08) uma nova norma de cibersegurança no país, que considera um incidente altamente perigoso a publicação de conteúdos “subversivos” na internet. A medida tem gerado críticas de internautas e organizações, que já falam em “lei da mordaça”.
De acordo com o novo quadro regulamentar das telecomunicações do país, “tentar alterar a ordem pública” ou “promover a indisciplina social” através das tecnologias de informação e comunicação é um “incidente de agressão” com um nível de perigo “muito elevado”.
A nova regulamentação surge em um momento de forte tensão social em Cuba, onde no dia 11 de julho milhares de pessoas saíram às ruas para pedir liberdade e melhores condições de vida em meio a uma forte crise econômica e sanitária.
As redes sociais tiveram papel importante na divulgação dos protestos em vários locais do país, razão pela qual o governo cubano tomou a medida extrema de bloquear a internet por cerca de uma semana.
Organizações e internautas temem que a nova medida anunciada nesta terça-feira seja utilizada pelo regime para silenciar vozes dissidentes nas redes e processar quem critica o sistema cubano e seus líderes.
“O que mais me preocupa é o uso da soberania, defesa nacional ou segurança por parte do Ministério do Interior para restringir a liberdade de expressão”, disse à Agência Efe a advogada Laritza Diversent, diretora e fundadora da ONG Cubalex.
Laritza acredita que o novo regulamento é uma “lei da mordaça” com a qual Cuba pode aplicar multas àqueles que expressam críticas ao regime, ao Partido Comunista (PCC, único partido legal) ou ao ditador Miguel Díaz-Canel.
O diretor para Américas da Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, demonstrou preocupação com a nova legislação. “O regime cubano restringe ainda mais a internet: Hoje publicou várias normas que permitem interromper a internet quando seja publicada informação que o governo considere ‘falsa’ e tratam a divulgação de notícias que prejudiquem o ‘prestígio do país’ como casos de cibersegurança”, alertou pelo Twitter.
A Resolução 105 instituída hoje, que define os regulamentos de resposta a incidentes de cibersegurança, atribui em elevado nível de perigo à disseminação de “conteúdo que viole preceitos constitucionais, sociais e econômicos do Estado, incite mobilizações ou outros atos que perturbem a ordem pública”, bem como a divulgação de notícias falsas.
Da mesma forma, considera ações de “ciberterrorismo” aquelas que podem “subverter a ordem constitucional”, desestabilizar o funcionamento “das instituições políticas e de massa, das estruturas econômicas e sociais do Estado”, ou “obrigar as autoridades públicas a realizar um ato ou abster-se de fazê-lo”.
Fonte: agências de notícias
agência de notícias anarquistas-ana
o pato, menina,
é um animal
com buzina
Millôr Fernandes
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!