
I.
O sufrágio universal
Antes de examinar a influência que o parlamentarismo exerceu no movimento socialista, é bom estudar o sufrágio universal, quer como princípio de vida política, quer como instrumento de emancipação; pois foi ele que, dando ao parlamentarismo ― essa forma política própria do regime burguês ― a consagração dum suposto consenso popular, fez com que um certo socialismo pudesse achar a ocasião, procurada ou não, de descer ao terreno parlamentar e assim corromper-se e aburguesar-se.
Se entre as instituições políticas que regem ou podem reger as sociedades humanas há alguma que pareça inspirar-se no princípio de justiça e de igualdade, e que tenha excitado e ainda excite vivas esperanças entre os amigos do progresso, com certeza é a do sufrágio universal.
O sufrágio universal, segundo os seus defensores, fechava para sempre a era das revoluções e abria o caminho às reformas pacíficas, feitas no interesse de todos e por todos consentidas. A legislação punha-se ao nível da civilização e, sempre modificável, corresponderia sempre às necessidades e às vontades de todos, ou pelo menos, da maioria dos homens. A opressão e a exploração da grande massa da humanidade por parte dum pequeno número de governantes e de possuidores já não tinha razão nem meio de existir; e, se na verdade a miséria do maior número não era uma inelutável lei da natureza, mas um facto social que a sociedade podia corrigir, desapareceria a miséria com todas as dores e todas as degradações que gera.
E, concordemos, à primeira vista pode parecer que a coisa deve ser assim mesmo.
Na atual sociedade tudo é regido por leis. Quem faz as leis são, em última análise, os deputados. Os deputados são nomeados pelos eleitores: portanto são os eleitores, ou, com mais rigor, é a maioria dos eleitores, quem manda e dispõe de tudo. E como os trabalhadores são o grande número, indo votar, seriam os árbitros da sua sorte e da situação geral.
Mas contra este raciocínio, aparentemente tão simples e claro, estão os fatos com sua prepotente eloquência.
Há países em que o sufrágio universal existe e funciona regularmente há muitíssimo tempo; há-os que viram alternadamente estabelecido, abolido, restabelecido o sufrágio universal; e as condições morais e materiais do povo continuaram sendo sempre as mesmas.
Basta conhecer um pouco a história e a estatística, ou ter simplesmente viajado um pouco, ou ler pelo menos os jornais de qualquer cor, para ver que o sufrágio universal, mesmo sem o travão dum rei ou dum senado, ainda com o complemento do referendum e da iniciativa popular (como na Suíça), nunca e em nenhum lugar serviu para melhorar a sorte dos trabalhadores.
>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:
agência de notícias anarquistas-ana
nas ondas cintila o luar.
longas algas,
verde cabelo do mar
Alaor Chaves
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!