
Os pactos e acordos de poder e o processo constituinte resultante para uma nova constituição (acordado por todas as partes) fracassaram.
O governo progressista da esquerda social-democrata (FA/PC) vacila e cede a cada golpe de mesa da direita e das Forças Armadas e reprime impiedosamente aqueles que continuam a lutar (estudantes secundaristas).
Os setores do neofascismo liberal e os nostálgicos de Pinochet que eternamente recusam mudanças fortaleceram seu discurso oportunista, posicionando-se pouco a pouco como a oposição ao governo.
Os setores revolucionários não conseguiram capitalizar um projeto político de luta e foram diluídos entre aqueles que postularam que era necessário votar e continuar a luta e aqueles que continuaram a apostar no conflito de rua com o consequente isolamento do discurso e da prática. Nem um nem outro estão em uma boa posição hoje, numa época em que o povo, após uma revolta e uma longa pandemia, quer paz, segurança e soluções rápidas do Estado e um retorno à velha normalidade anterior a 2019.
A derrota da aprovação é um sinal claro de que o progressivismo social-democrata dominante e suas ideias e discursos nascidos da intelligentsia pós-moderna e não da conexão popular, não conseguiram encantar as maiorias e assim enterraram a ilusão de mudança na qual muitos estavam apostando. Nem as mudanças nasceriam desta rota para estrangular a revolta e desviar a atenção das exigências centrais que se chocavam diretamente com os fundamentos do modelo econômico dominante, e era óbvio que acabaria sendo esboçada nas costas do povo. Em outras palavras, este processo nasceu um fracasso para o povo e uma vitória para os poderosos.
O anticomunismo, bombardeado e financiado pela direita e pelo fascismo através das redes sociais e nas ruas, conseguiu penetrar em importantes setores da população, difamando este conceito. Diante disso, os setores antiautoritários, anarquistas e antifascistas ainda têm a oportunidade de assumir sua posição histórica ao lado das lutas exploradas e dos trabalhadores para se tornarem, a longo prazo, aqueles que fortalecem a consciência, a auto-organização, a solidariedade e a autonomia que o povo precisa para se radicalizar e lutar.
A luta foi sem representantes, urnas eleitorais, pactos ou acordos e essa é a ênfase que devemos colocar sobre a mesa durante este mês. Vamos abandonar a nostalgia do mês de outubro e continuar a luta.
Grupo de Propaganda Revolucionária – La Ruptura.
Tradução > Liberto
Conteúdos relacionados:
agência de notícias anarquistas-ana
Ameixeiras brancas —
Assim a alva rompe as trevas
deste dia em diante.
Yosa Buson
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!