
Neste mundo em mudança, cada vez a perplexidade é maior. As desigualdades sociais, as alterações climáticas, as diferenças entre um litoral superpovoado e um interior desertificado, um norte próspero e um sul cada vez mais miserável, obrigando milhões de seres humanos a migrarem, sem o mínimo de condições, para uma Europa imaginada, com o Mediterrâneo transformado num autêntico cemitério, não param de se agravar.
Tudo isto, em conjunto com a delapidação irreversível dos recursos naturais, torna inevitável o Colapso. Social. Ambiental. Civilizacional.
Carlos Taibo foi durante mais de 30 anos professor de Ciência Política na Universidade Autónoma de Madrid e é autor de cerca de uma centena de livros, com uma temática diversificada. Conhece em detalhe a situação em que hoje sobrevivemos e antecipa perigos – como o ecofascimo, e soluções – como a necessidade de olhar com outros olhos para o sempre reafirmado crescimento económico ou para a necessidade de descentralizar e descomplexizar as relações da vida em sociedade.
Falante de galego, é um exímio cultivador da língua portuguesa e as suas conferências em toda a Península Ibérica, seja em universidades ou em coletividades populares ou sindicatos, são seguidas por milhares de pessoas.
Nos últimos anos saíram vários livros seus em Portugal, destacando-se “Colapso: capitalismo terminal, transição ecossocial, ecofascismo”, Letra Livre/Jornal Mapa, 2019 (já esgotado) e “Ibéria Esvaziada – Despovoamento, Decrescimento, Colapso”, Letra Livre, 2022.
Carlos Taibo vai estar no Algarve nos próximos dias 20 de setembro (Faro), 21 (Portimão) e Alentejo Litoral, 22 (São Luís) para abordar estes temas em conferências abertas a todos e a que se seguirá um período de debate, com o apoio de vários coletivos locais e de instituições como a Associação Recreativa e Cultural de Músicos, em Faro, o Clube União, em Portimão, o Espaço Nativa (sede da Regenerativa Cooperativa Integral), em São Luís, ou o jornal MAPA. A organização é do Comité Custódio Losa, da Tertúlia José Buísel, da Regenerativa Cooperativa Integral e do jornal MAPA.
Esperamos-te numa das sessões. Entrada livre em todas elas.
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Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!