
A gentrificação dos nossos bairros não é apenas uma realidade, mas um dos problemas mais importantes que enfrentamos todos os dias nos bairros do centro de Atenas.
O plano metódico de redefinir o bairro de Exarchia, eliminando a percepção rebelde, as relações sociais que o reproduzem e, em última instância, criando um bairro cool-alternativo-hipster para turistas, para o capital (pequeno e grande) e para consumidores está se movendo com ritmos inimagináveis.
Airbnbs estão surgindo em apartamentos vizinhos, bem como em prédios de apartamentos inteiros. Os aluguéis disparam para preços irrealistas. Reformas e investimentos atraem empreendedores e consumidores. A segurança dos lojistas e de seus clientes não é outra coisa senão a polícia de ocupação que invadiu o bairro a cada esquina e as câmeras que de repente aparecem acima de sua cabeça. O plano de negócios político-governamental por trás disso tudo visa um polo de intercâmbio comercial e consumismo, no qual os pobres, os oprimidos e aqueles que lutam não têm lugar.
Com tudo isso em vista, decidimos não assistir de longe ao espetáculo do consumismo, enfrentando o capital que invade violentamente nossas vidas. Neste bairro com o sistema absoluto de vigilância e controle por todos os lados optamos por quebrar a rotina dos gentrifiers, resistir como devemos ao seu “desenvolvimento”, ou seja, permanecer aqui.
– Atacamos e pichamos o Bauhaus, apartamentos de luxo na rua Harilaou Trikoupi
– Pichamos o Gamay, um vinho bar nas ruas Zoodochos Pigi e Valtetsiou (em horário comercial e com seus clientes bebendo lá)
Apelamos a uma ação anti-gentrificação correspondente de Exarchia a Chania!
Pelas nossas vidas afetadas pela invasão do capital, acompanhada pelas suas ferramentas estatais uniformizadas.
Anarquistas
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Rodrigo Vieira Ribeiro
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!