
“Antes de dormir, abraço o caos como uma ideia que liberta meu corpo e minha mente porque, no final, ele me faz sentir vivo. Não quero a busca pelo graal que emana a liberdade nas sociedades futuras. Meus dedos buscam o voo sangrento da destruição das correntes do fogo rítmico, do fogo próximo do poder e de seus amos. E minhas ações quando durmo são direcionadas para que amanhã, quando eu acordar, eu rompa com a rotina e a ação individual com meu peito como uma pedra inchada pela destruição desta e de qualquer sociedade. Faça-me um favor: faça com que a anarquia viva.” – Punki Mauri
Na madrugada de 22 de maio de 2009, o companheiro anarquista Mauricio Morales, Punki Mauri, encontrou sua morte após a detonação prematura do dispositivo explosivo que ele pretendia instalar na Escola da Gendarmaria, no bairro de Matta, em Santiago.
Quinze anos se passaram desde sua morte em ação e continuamos a persistir em sua memória, lembrando sua vida como guerreiro, espalhando a anarquia de várias maneiras e reivindicando a violência política insurrecional que ainda está viva, que se manifesta na proliferação de ideias e ações com força e intensidade variadas, mas sempre vivas.
Este chamado convida para um mês de memória negra, propaganda e ação, para a concretização de gestos públicos e anônimos, sem meias palavras, que a imaginação voe, que sintamos o sangue nas veias, que o coração bata de emoção quando nos lembramos dos nossos.
A anarquia é perigosa e, para mantê-la assim, devemos dotá-la, fortalecê-la dia a dia, com discussão, retroalimentação, com propaganda contagiante e ação violenta, cada um decide como colocar em prática as ideias que propaga, a questão é fazer, sem líderes ou chefes, sem hierarquias, em autonomia.
Esta humilde contribuição busca ser mais uma contribuição para a ampliação da memória de um companheiro, posicionando-se desde a vereda do conflito anárquico contra a ordem, a lei, o poder e toda autoridade.
POR UM MAIO NEGRO!
PELA EXPANSÃO DO CAOS E DA ANARQUIA!
MAURICIO MORALES PRESENTE!
Individualidades anárquicas
Abril de 2024
Fonte: Buskando La Kalle
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Ah, roseira-brava.
Yosa Buson
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!