
Uma corrente humana na capital aragonesa apontou nesta sexta-feira (28/03) o Governo de coalização como “responsável” pelo ano de prisão cumprido pelos seis jovens zaragozanos por se manifestarem contra a ultradireita. A ação uniu a Delegação do Governo à Audiência Provincial, “as duas instituições que tornaram possível esta injustiça”.
A solidariedade com os seis antifascistas de Zaragoza voltou a pulsar nesta sexta-feira no coração da capital aragonesa, quando está prestes a completar-se um ano desde seu encarceramento. Organizada pela Plataforma Libertad 6 de Zaragoza, como parte de um mês de mobilizações, uma corrente humana percorreu os 700 metros que separam a sede da Delegação do Governo espanhol, localizada na Praça do Pilar, da Audiência Provincial, no Coso.
700 metros de solidariedade para exigir, mais uma vez, a “libertação imediata” dos seis de Zaragoza, condenados em fevereiro de 2024 pelo Tribunal Supremo a quatro anos e nove meses de prisão por protestarem contra a ultradireita, após mais de cinco anos de processo judicial. 700 metros que também simbolizaram o abismo entre as reivindicações de grande parte da população e a falta de sensibilidade do Governo de coalização PSOE-Sumar, que segue sem cumprir suas promessas: o indulto e a revogação da chamada Lei Mordaça, que completa dez anos desde sua aprovação neste 30 de março e dez anos em vigor em julho.
Neste sentido, a Plataforma Libertad 6 de Zaragoza responsabilizou o governo de Pedro Sánchez por “cada dia de prisão” dos jovens. “Queremos ações, não promessas falsas eleitoreiras. E, com seus atos, o governo mais progressista da história (sic) vem mostrando que não tem vontade política para conceder o indulto nem revogar a Lei Mordaça. Queremos liberdade para os seis de Zaragoza, mas também para todos os perseguidos políticos, que infelizmente são muitos”, denunciaram no início do ato, lembrando casos como o das seis sindicalistas de La Suiza, dos jovens de Altsasu, o caso Adri, as ativistas da PAH e o rapper Pablo Hasél.
Com a ação, também responsabilizaram o Judiciário: “Decidiram condená-los sem provas, apenas com testemunhos contraditórios da polícia durante o processo, além de aplicar penas máximas”. Assim, a corrente humana terminou em frente à Audiência Provincial de Zaragoza, o local “onde tudo começou”. “Daqui saíram quatro inocentes condenados às penas máximas”, relembraram.
Rumo à grande manifestação de 12 de abril
A corrente humana desta sexta-feira ocorreu após o evento musical realizado no sábado anterior no CSO La Fábrika de Chocolate, que foi “um sucesso de público”, segundo a Plataforma, e arrecadou fundos para cobrir os custos do processo judicial.
O próximo evento, o terceiro do calendário, será neste fim de semana: no domingo, durante a XXII Marcha contra a macroprisão de Zuera. Diante dos muros da prisão, haverá shows, debates e transmissão ao vivo em solidariedade aos presos. Será a primeira marcha desde o encarceramento dos seis de Zaragoza, que terão destaque.
O calendário de mobilizações terminará no sábado, 12 de abril, com uma grande manifestação. O protesto sairá às 12h da Glorieta Sasera e percorrerá o centro de Zaragoza em um novo clamor unificado: liberdade para os seis antifascistas.
Fonte: https://arainfo.org/700-metros-de-solidaridad-con-los-seis-antifascistas-de-zaragoza/
Tradução > Liberto
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agência de notícias anarquistas-ana
em rincões e esquinas
frios cadáveres:
flores de ameixeira
Buson
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!