
Já existem muitos doutores anarquistas. Pesquisadores e pesquisadoras que passaram pelas universidades, que mergulharam nos livros, que fizeram da crítica uma ferramenta e da pesquisa um modo de resistência.
Mas e se a gente usasse tudo isso para criar outra coisa?
E se, em vez de tentar reformar o que já está apodrecido, a gente colocasse energia em fundar espaços de formação popular, com outros critérios, outras formas de ensinar e aprender?
Uma universidade sem hierarquia, sem vestibular, sem meritocracia.
Que nasça das ruas, das cozinhas, dos quintais, das vivências, não dos editais.
Que reconheça o saber de quem planta, cuida, dança, costura, resiste.
Que tenha corpo, afeto, autonomia e partilha como fundamentos.
Já tem muita gente fazendo.
Nos cursinhos livres, nas ocupações, nos territórios que ensinam sem pedir licença.
Esse texto é só um lembrete.
Podemos criar nossa própria universidade popular, autogerida, viva.
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agência de notícias anarquistas-ana
entre flores velhas
o som da abelha
treme flores novas…
Luiz Gustavo Pires
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!