
Anarquistas e companheiros em guerra na Espanha, em Mianmar e em Rojava
James Stout (autor)
Um livro sobre pessoas que não conseguem mais esperar o mundo mudar.
Em 2021, o jornalista e historiador James Stout encontrou, por acaso, um fórum no Reddit onde conheceu jovens rebeldes birmaneses (de Mianmar) que lutavam contra a junta militar. Esse “exército” improvisado era totalmente antiautoritário e incrivelmente criativo. Eles chegaram a imprimir armas funcionais em 3D no meio da selva. Os sonhos, motivações e dificuldades desses jovens são parecidos com os de qualquer pessoa, mesmo em contextos diferentes. Stout os chama de “anarquistas” por sua forma de organização sem chefes, baseada em solidariedade e ajuda mútua. Eles enfrentam riscos enormes em nome da liberdade. O livro Contra o Estado busca compreender quem são esses anarquistas, reconhecer suas lutas e fazer perguntas difíceis sobre como resistir ao poder do Estado. Ao fazer isso, Stout nos convida a repensar o que significa “guerra” no século XXI.
O autor combina sua pesquisa acadêmica e experiência direta em zonas de conflito. O que mais o interessa nesses lugares é ver como as pessoas cuidam umas das outras enquanto constroem novas formas de convivência cooperativa.
O livro traz relatos de quem está construindo o confederalismo democrático em Rojava (Curdistão) enquanto enfrenta drones turcos e combatentes do Estado Islâmico, de jovens insurgentes que resistem à ditadura militar em Mianmar, e, para dar contexto histórico, dos trabalhadores que lutaram contra o capitalismo e o fascismo na Revolução Espanhola de 1936. Esses movimentos são diferentes das guerrilhas do passado, mas ainda têm seus mártires e perdas. O livro mostra que esses grupos crescem, sofrem derrotas, se reerguem e lamentam seus mortos, mostrando o caráter humano e mutável das revoluções. Contra o Estado dá voz a quem normalmente é ignorado pelos estudos sobre conflitos e mal compreendido pelos movimentos radicais ocidentais.
“Com sensibilidade e empatia, Stout nos leva à linha de frente dos anarquistas em guerra, das barricadas da Catalunha nos anos 1930 às experiências atuais em Rojava e Mianmar. O livro revela os desafios e as recompensas de lutar pela liberdade de forma livre” – Edith Mirante, autora de Where the Mithuns Are: Essays on War, Art and Beasts
“O que acontece quando movimentos revolucionários precisam responder à violência do Estado? Com escrita elegante e olhar profundo, James Stout responde a essa pergunta, mostrando como Espanha, Rojava e Mianmar enfrentaram o poder estatal sem abrir mão do poder popular. É uma leitura belíssima e essencial“. – Debbie Bookchin, jornalista e editora
James Stout é jornalista, historiador e anarquista, com experiência em zonas de conflito e em projetos de ajuda mútua pelo mundo. Seu doutorado pesquisou o antifascismo internacional durante a Segunda República Espanhola e a Guerra Civil. É também autor de The Popular Front and the Barcelona 1936 Popular Olympics: Playing as if the World Was Watching.
Editora: AK Press
Formato: livro físico
Encadernação: brochura
Páginas: 312
Lançamento: 20 de janeiro de 2026
ISBN: 9781849355452
akpress.org
Tradução > Contrafatual
agência de notícias anarquistas-ana
longe noite escura
uma viola
amor murmura
Eugénia Tabosa
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!