[Recife-PE] Por que falar de maternidade, direitos reprodutivos e anarquismo?

Corpos que gestam seguem vivendo sob ameaça.

O Estado controla nossos corpos, o patriarcado romantiza nossa exaustão e o capitalismo lucra com o nosso cuidado não pago. Enquanto isso, a violação dos nossos direitos, a precarização dos acessos à dignidade e o abandono paterno continua a ser tratado com normalidade.

Discutir isso é urgente: decidir sobre o próprio corpo ainda é crime, a violência obstétrica segue impune e a maternidade solo é sustentada no sacrifício. Como se não bastasse, a violência psicológica, moral e institucional nos adoece, nos silencia e ceifam nossas vidas.

O anarquismo propõe romper com as estruturas de opressão pela raiz.

É afirmar autonomia, criar redes reais de proteção e usar o autocuidado como prática política, não como produto. Fazer da partilha coletiva uma arma: Mutualidade, coletivizar saberes, dividir cuidado, para que nenhuma caminhe sozinha.

Dessa forma, a 3º Feira Anarquista de Recife faz levante desse importante debate que reafirma: nossos corpos não são território do Estado!

Cuidar dos nossos, organizarmos e rachar com o sistema de poder que vem oprimindo a todas(os/es) nós!!

Convidamos geral para esse sábado, dia 13 de dezembro, estarmos juntos nessa movida libertária!!

No Quintal do Sossego

a partir das 14h

Rua do Sossego, 1344, Santo Amar – Recife (PE)

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Uma borboleta
Na minha pequena rua
Uma floricultura

Suemi Arai