
“Libertem Mumia!”, gritavam cerca de 150 pessoas na terça-feira (09/12), ao concluírem a Marcha por Mumia, uma marcha de 166 quilômetros que visava conscientizar a população sobre a importância do atendimento médico em presídios e para dar visibilidade aos desafios de saúde e à negligência médica que Mumia Abu-Jamal enfrenta.
A marcha de 12 dias e 166 quilômetros (103 milhas) começou na Filadélfia em 28 de novembro e terminou em Frackville, Pensilvânia, em frente do Instituto Correcional Estadual (SCI) Mahanoy, onde Mumia está detido, e com mais de 65 pessoas caminhando os últimos cinco quilômetros (três milhas). O dia 9 de dezembro também marcou o 44º aniversário do incidente que levou ao seu sofrimento.
Em 9 de dezembro de 1981, o policial da Filadélfia Daniel Faulkner foi morto em um incidente que envolveu várias pessoas. Mumia foi baleado e quase morto no incidente, sendo acusado pela morte de Faulkner. Ele foi condenado em 3 de julho de 1982 e inicialmente sentenciado à morte. Sua sentença de morte foi posteriormente anulada e alterada para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
Mumia e seus advogados têm lutado para incluir nos autos do processo provas que demonstrem sua inocência. Nenhum juiz, até o momento, permitiu a apresentação dessas provas.
Manifestações simultâneas: Libertem Mumia!
Em Berlim, também na terça-feira (09/12), aproximadamente 40 pessoas se manifestaram em frente à Embaixada dos EUA na Pariser Platz em solidariedade a Mumia Abu-Jamal. Assim como em Berna, Londres e Cidade do México, em frente às missões diplomáticas americanas. Um protesto semelhante já havia ocorrido em Paris, em frente à Embaixada dos EUA, na quarta-feira (03/12).
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