Moloch de Papel e Ferro

Vossos postos fronteiriços, vossas grades erguidas,

são fantasmas de um medo que nós mesmos fundamos.

Vossas leis não são raízes, são cordas podres,

que estrangulam o caule novo que já brota no asfalto.

Vossos soldados marcham com passos de autômatos,

temendo mais a fuga do que nossa fúria.

O Estado é a sombra de um gigante decrépito,

e nós somos a luz que não mais se deixa projetar.

Cada documento de identidade é um epitáfio

para um ser selvagem que ainda lateja em nossas veias.

Queimar os arquivos não é terror, é higiene:

limpar o nome do horizonte para enfim habitá-lo.

Liberto Herrera.

agência de notícias anarquistas-ana

Ah! claro silêncio do campo,
marchetado de faiscantes
pigmentos de sons!

Yeda Prates Bernis

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