
A preocupação cresce entre a comunidade internacional e as organizações de direitos humanos em relação ao destino de cinco mulheres detidas no Irã. Entre elas estão as ativistas curdas Verisheh Moradi e Pakhshan Azizi, bem como Zahra Shahbaz Tabari, Nasimeh Eslamzehi e Bita Hemmati, todas condenadas à morte.
Acusações arbitrárias e com motivação política
Essas mulheres foram condenadas sob acusações vagas e severamente punidas pelo código penal iraniano, como moharebeh (inimizade contra Deus), rebelião armada ou efsad-fil-arz (corrupção na Terra). Esses fundamentos são sistematicamente invocados pelo sistema judiciário para suprimir vozes dissidentes e demandas baseadas em identidade, particularmente as de minorias.
Situação atual dos condenados
O caso de Pakhshan Azizi é particularmente crítico, visto que sua sentença de morte foi oficialmente confirmada. Em contrapartida, a sentença de Verisheh Moradi foi anulada e o caso encaminhado para um novo julgamento, embora sua segurança física continue ameaçada pelas precárias condições da prisão.
O caso de Nasimeh Eslamzehi, presa em 2023, ilustra a crueldade do sistema prisional: ela foi mantida em detenção em condições extremas, chegando a dar à luz na prisão antes de receber sua sentença. Já Zahra Shahbaz Tabari e Bita Hemmati permanecem em um limbo jurídico aguardando execução, que pode ocorrer a qualquer momento devido à falta de transparência judicial.
Aumento da repressão contra as mulheres
Observadores e ativistas de direitos humanos estão soando o alarme: o número de mulheres condenadas à morte em casos com motivação política está aumentando drasticamente. Essa tendência reflete uma clara intenção do regime de esmagar a resistência das mulheres, que lideraram os recentes movimentos de protesto, e de punir duplamente os membros da comunidade curda por seu compromisso com a justiça e a liberdade.
Nota: Até o momento, nenhum retrato verificado de Nasimeh Eslamzehi foi identificado em fontes públicas.
Fonte: https://kurdistan-au-feminin.fr/2026/04/22/iran-alerte-maximale-pour-cinq-femmes-condamnees-a-mort/
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
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