[Bélgica] Bruxelas: Uma retrospectiva do julgamento de T. em 20 de maio

Na quarta-feira, 20 de maio, cerca de trinta pessoas se reuniram em frente ao tribunal de Bruxelas, um prédio terrível, imponente, opressivo e escuro. Do lado de fora, policiais chegaram rapidamente procurando por alguém na liderança. Quando os ativistas se recusaram a responder, os policiais disseram que sabiam que estavam ali para o julgamento de um anarquista. Na verdade, eles tinham vindo para assistir ao julgamento de T., um refém do Estado por mais de seis meses, acusado de tentar incendiar viaturas policiais em frente à delegacia de Ixelles em 10 de novembro de 2025.
 
O grupo de cerca de trinta pessoas entrou no tribunal sem incidentes, levando os policiais a uma busca infrutífera, já que nem eles nem o advogado sabiam onde ficava a sala de audiências. Finalmente, comemos os doces que sobraram na sala de audiências, ouvindo um juiz proferir um veredicto na velocidade de um leiloeiro, incluindo sentenças de vários anos de prisão. Em seguida, veio um caso em que a advogada atacou implacavelmente seu cliente (ausente), dizendo que ele era “imperdoável”, sob pressão do juiz Panou e do promotor público. Soubemos que T. estava a caminho da prisão, tendo sido liberado de sua cela às 7h da manhã.
 
Para T., seria o promotor federal quem estaria presente.
 
Dez policiais estavam no tribunal, além de uma escolta de três policiais que o acompanharam durante toda a sessão. Desnecessário dizer que a atmosfera no tribunal era tensa.
 
A audiência começou com T. explicando que exerceria seu direito de permanecer em silêncio, pois não tivera acesso suficiente ao processo. A promotora então apresentou seus argumentos, solicitando uma pena de três anos de prisão. O advogado de defesa argumentou pela absolvição, alegando dúvida razoável. O veredicto foi adiado para 16 de junho.
 
Vamos demonstrar nossa solidariedade comparecendo ao tribunal em 16 de junho às 8h da manhã, da maneira que cada um de nós achar mais apropriada, para derrubar este mundo de policiais, prisões e juízes.
 
Que se dane o sistema judiciário, liberdade para todos e todas!
 
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agência de notícias anarquistas-ana
 
Da ponta do nariz
Do Buda do campo
Desce um filete de gelo.
 
Issa

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