
Manifestação no sábado, 4 de julho, às 19h, concentração Praça Félix Poulat.
CONTRA A CÚPULA DA OTAN:
guerra permanente e a militarização do mundo
Nos dias 7 e 8 de julho, em Ancara, na Turquia, a cúpula da OTAN reunirá potências imperialistas para um momento crucial de coordenação sobre políticas de rearme, planejamento militar e garantia da ordem econômica global.
Testemunhamos um aumento contínuo nos orçamentos militares, o desenvolvimento da indústria bélica e os preparativos para futuros confrontos. É evidente que a guerra está longe de ser considerada uma exceção, mas sim uma possibilidade permanente em torno da qual os Estados estão se organizando.
A OTAN não se limita a organizar a defesa militar dos estados aliados. Ela participa da construção de um mundo regido por imperativos de segurança, competição entre potências e gestão tecnocrática das populações. A guerra, portanto, não é mais considerada um fracasso político, mas sim uma ferramenta de governança.
Em todos os lugares, governos invocam ameaças externas para justificar o rearmamento. Bilhões são despejados nas forças armadas, enquanto serviços públicos e programas de bem-estar social sofrem cortes orçamentários. Preocupações com a segurança permitem a transferência de recursos públicos para os orçamentos militares e da indústria de defesa. Há também uma continuidade entre operações militares estrangeiras, políticas anti-imigração e práticas policiais. O que é testado em guerras acaba chegando às nossas cidades. Drones, biometria, inteligência artificial, vigilância em massa, técnicas de controle de multidões: as ferramentas da guerra estão gradualmente se tornando as ferramentas padrão do governo. Essa continuidade também reside na lógica colonial: intervenções militares para proteger interesses neocoloniais, reprimir a migração pós-colonial e militarizar bairros operários.
A OTAN alega defender a liberdade, a democracia e a paz. No entanto, suas prioridades concretas dizem respeito principalmente à proteção dos interesses estratégicos do bloco imperialista ocidental: rotas comerciais, fornecimento de energia, infraestrutura crítica, cabos submarinos e fluxos econômicos globais. As guerras também servem para garantir rotas marítimas, fornecimento de energia, redes de comunicação e circuitos de comércio internacional.
A OTAN surge menos como uma aliança defensiva do que como um instrumento para estabilizar a ordem econômica mundial. Seus membros são potências imperialistas e coloniais que se organizam para proteger seus interesses.
O fluxo de mercadorias, capital e infraestrutura estratégica é protegido com extremo cuidado, enquanto a circulação de pessoas é cada vez mais controlada e criminalizada. Longe de garantir a paz, as alianças militares alimentam a própria dinâmica que afirmam combater. Cada lado justifica seu rearme citando o do adversário. Cada potência apresenta sua própria militarização como medida defensiva. Essa lógica alimenta uma corrida armamentista e aumenta o risco de confrontos.
A paz não pode se basear no acúmulo interminável de armas ou na ameaça constante de destruição cada vez maior.
As próprias cúpulas são entidades separadas das populações que afirmam proteger. Algumas centenas de líderes, altos funcionários, militares e representantes da indústria armamentista tomam decisões que afetam milhões de pessoas.
Enquanto isso, milhares de policiais garantem a segurança da área, as manifestações são restringidas, os controles são reforçados e os moradores são mantidos à distância.
A militarização não serve apenas para preparar guerras no exterior; ela também serve para disciplinar as sociedades. Diante de uma ameaça apresentada como permanente, a unidade nacional torna-se uma obrigação, as questões sociais são relegadas a segundo plano e a oposição é acusada de minar a segurança coletiva.
O militarismo não se limita a produzir armas. Ele produz uma visão de mundo baseada na obediência, hierarquia, disciplina, identificação constante de inimigos e aceitação do sacrifício em nome da segurança.
Rejeitamos essa lógica.
Rejeitamos um mundo governado pela competição entre potências e por um estado perpétuo de emergência de segurança.
Recusamo-nos a ter nossas vidas organizadas em torno da preparação para futuras guerras.
Afirmamos que uma sociedade é melhor protegida por serviços públicos robustos, redes de apoio, direitos sociais e autonomia coletiva do que pelo acúmulo interminável de armas, tecnologias de vigilância e dispositivos de segurança.
As pessoas não têm nada a ganhar com a competição bélica entre grandes potências e tudo a perder com a escalada militar.
Contra a militarização do mundo, contra a economia de guerra, contra a OTAN e todos os imperialismos, construamos a solidariedade internacional entre os povos.
Fonte: https://cric-grenoble.info/infos-locales/article/manifestation-contre-l-otan-et-contre-l-imperialisme-5233
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agência de notícias anarquistas-ana
um atrás do outro
cactus florescem
enquanto a lua não vem
Nenpuku Sato
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!
Comunistas, Capitalistas e Anarquistas e a servidão voluntária. Mas... A hora mais escura é logo antes do amanhecer. (Provérbio árabe)
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.
Enquanto isso no Brasil...