
Ainda nos resta a noite – Apontamentos escritos a partir das fissuras e dos desacordos compartilhados por corações antiautoritários do território dominado pelo Estado Colombiano.
“Há derrotas que chegam pela força. E há derrotas mais profundas: aquelas que aprendem a falar a linguagem da resistência”.
Estas reflexões não pretendem proclamar verdades absolutas nem erguer novas fronteiras. Não foram escritas para fundar mais uma igreja sobre as cinzas das anteriores nem para distribuir certificados de coerência entre nós, que caminhamos pelo vale das mesmas derrotas. Se algo necessita esta geografia fragmentada de anarquismos, autonomias e rebeldias asfixiadas sob o céu da nossa terra, é precisamente o contrário: debates ferrenhos, autocrítica mordaz, ideias incômodas e perguntas capazes de tornar suspeitas as nossas próprias certezas e impedir que nossas convicções se transformem em refúgios. Porque as ideias também envelhecem e uma práxis que deixa de se questionar acaba se convertendo em uma identidade cultural. E toda identidade cultural, cedo ou tarde, aprende a coexistir com aquilo que dizia combater. Porque as revoluções não morrem apenas sob as botas ou nas prisões. Às vezes morrem de certezas e às vezes morrem quando deixam de fazer perguntas.
O frenesi dos períodos eleitorais se assemelha a uma moeda girando ao vento no sentido de todas as contradições. Há quem promulgue a autonomia enquanto organiza e participa de campanhas eleitorais, outrxs que citam Bakunin em seus textos para terminar pedindo melhores administradores para a governabilidade. Há quem afirme com veemência que nenhum governo trará liberdade e, em seguida, corra desesperadamente para proteger a legitimidade das instituições. Esta não é uma simples contradição moral, é política. Porque o horizonte nunca foi a pureza da nossa práxis, mas sim a sua direção.
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Tradução > Liberto
agência de notícias anarquistas-ana
manhã
me ilumino
de imensidão
Giuseppe Ungaretti
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!
Comunistas, Capitalistas e Anarquistas e a servidão voluntária. Mas... A hora mais escura é logo antes do amanhecer. (Provérbio árabe)
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.
Enquanto isso no Brasil...