
Nasci com a primeira revolta insubmissa, inquieta, desgrenhada. Construí a mim mesma desnuda, bela, irreverente. Desde meus ossos inermes partiu a primeira blasfêmia ao criador… Neguei-me a ser submetida, dirigida, apadrinhada. Transformei-me em apóstata, fui acusada de irreligiosidade. Fui condenada, mas minhas asas eram de fênix, e rapidamente abandonei as fogueiras e atravessei os oceanos… Vi jugos em todo lugar, dores e fome, discursos e lamentos, aprendi o desespero. Cavei com as unhas uma trincheira de sonhos e me embriaguei com esse bando de jovens loucos, poetas náufragos de volta à Espanha de trinta e seis… Olhei à esquerda, olhei à direita e vi rostos sujos escondidos atrás de limpos uniformes vertendo o sangue dos povos em nome da justiça, da dialética e outras quintessências enjoativas… E peguei a raiva e afiei-a e lancei raios contra os tronos, inimiga dos governos, inimiga das pátrias, inimiga da dor. Abraço o mundo, vivo e não imploro, amo e resisto suas tiranias.
Sou a Anarquia!!!
(Anônimo)
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
Desobediência –
flor que nasce no fio
de cerca podre.
Liberto Herrera
Luis, penso exatamente o oposto. AUMENTAR A RESISTÊNCIA, COMO VOCÊ DIZ, É EXATAMENTE O QUE NÓS ANARQUISTAS QUEREMOS. RESISTIR E…
Uma tese assustadoramente ignorante. Se algo, nós anarquistas, sabemos, é que a repressão e a violencia organizada das instituições do…
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!