
Não viemos pedir nada. Não viemos implorar direitos nem mendigar compreensão. Viemos exigir-nos a nós mesmas, a sacudir a preguiça mental.
Frente ao avanço do fascismo, do patriarcado e de um sistema que pretende governar-nos com medo, disciplina e obediência, afirmamos o mesmo que ontem e que hoje volta a ser urgente: não aceitamos tutelas. Nem a do Estado, nem a do homem, nem de partidos, nem de hierarquias que falam em nosso nome enquanto decidem por nós.
Somos feministas porque combatemos todas as violências.
Somos antifascistas porque o autoritarismo sempre começa controlando corpos e silêncios.
Somos anarquistas porque cremos na ação coletiva, no apoio mútuo e na autogestão e na horizontalidade.
Queremos mudar tudo. Queremos vidas dignas, livres e sem medo. Mulheres que não obedeçam cegamente, que não repitam bandeiras alheias.
Não queremos disciplina que anule a iniciativa, nem hierarquias que convertam a umas em mandos e a outras em obedientes. Queremos responsabilidade livremente assumida e cooperação.
Nossa luta não é contra o homem, mas contra tudo o que oprime: a ignorância, a miséria, a exploração e a autoridade imposta.
Por isso saímos à rua.
A luta é agora. A fazemos nossas.
Nos organizamos porque a vida não se delega.
CNT-AIT
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
sob o último sol,
ave beija a face do lago;
o espelho trêmulo se arrepia.
Alaor Chaves
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!