
A clandestinidade dos movimentos revolucionários, em geral, e do anarquismo, em particular, foi apenas estudada. Este livro explora o primeiro anarquismo espanhol desde sua introdução na Espanha, em 1868, e analisa os mecanismos que idealizou para desenvolver-se à luz pública, quando as circunstâncias o permitiram, ou prosseguir em segredo, em caso de perseguição.
Nestas páginas se presta especial atenção ao decênio clandestino, ao qual recorreram os anarquistas — homens e mulheres — a partir da repressão da Comuna de Paris e sua repercussão continental, em 1871. Na Espanha, nas cidades e no campo, os militantes souberam ocultar-se em grupos pequenos, mas ativos, somar sólidos intercâmbios transnacionais e transatlânticos (inclusive com México e o Rio da Prata), e publicar diversos impressos clandestinos que consolidaram amplas redes revolucionárias. Em 1881, ante o regresso público de uma pujante Federação de Trabalhadores, desde o poder se desenhou uma vasta repressão militar e judicial, e se recorreu a inovadores manejos da opinião pública. Uma imprensa oficiosa transmutou uma associação legal em uma aterradora sociedade criminosa chamada a Mão Negra. O êxito destas manobras conduziu o primeiro anarquismo espanhol a extinguir-se e desaparecer em 1888.
Este livro é um guia imprescindível para estudar a clandestinidade anarquista e adentrar-se em um mundo de luzes e sombras de intenso otimismo revolucionário, assim como de implacáveis perseguições.
La clandestinidad anarquista. De la Comuna de París a la Mano Negra (1871-1883)
Clara E. Lida
Editorial: El Colegio de México
Número de páginas: 236
ISBN: 978-607-564-732-6
$225.00
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
Pelo zumbir dos mosquitos
deve ser alta madrugada.
Ó esta lua demorada!
Etsujin
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…