
Há 31 anos, num dia como hoje, nasceu nossa companheira Bau; nós a lembramos, honramos e reivindicamos sua trajetória em defesa da terra, das águas, das pessoas e dos animais.
Já se passaram cinco anos desde seu assassinato e continuamos celebrando sua existência rebelde, anarquista, guerrilheira e combativa. Nunca a partir de uma postura de mártir, pois ela, com lucidez, mantinha-se em guerra constante contra esse sistema patriarcal, capitalista e antropocêntrico; sabia das consequências de se posicionar, de agir. Por isso mesmo, era muito estudiosa, disciplinada e perseverante. Também coletivista, ela sempre buscou, apesar de suas próprias decisões, construir uma comunidade marica e, em seus últimos anos, uma comunidade em torno do kimun ancestral mapuche.
Sua vida, como a de muitos que trilham o caminho da luta, permaneceu em risco até o dia de sua morte. E não apenas por reivindicar e revitalizar o kimun mapuche, mas também por ser uma mulher trans, travesti visível e defensora contra todas as formas de dominação.
Agradecemos por sua passagem por esta terra, por todos os seus ensinamentos e pela coragem que nos demonstrou em suas decisões.
Amaldiçoaremos para sempre seus assassinos, todo o poderoso que destrói a terra, os animais e os defensores da terra.
Sua memória continuará viva no weichan, companheira!
Emilia Milen Presente!
La Zarzamora
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agência de notícias anarquistas-ana
Ao pôr-do-sol
O brilho humilde
Das folhas de capim.
Paulo Franchetti
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!
Comunistas, Capitalistas e Anarquistas e a servidão voluntária. Mas... A hora mais escura é logo antes do amanhecer. (Provérbio árabe)
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.