[México] Carta do prisioneiro anarquista Jorge “Yorch” Esquivel

Declaração do prisioneiro anarquista mexicano Jorge “Yorch” Esquivel, preso em 8 de dezembro de 2022 e condenado a sete anos e seis meses de prisão por acusações forjadas.

Olá, Compas,

Como estão todos? Estou um pouco estressado porque não recebi nenhuma informação relacionada à minha apelação. Os tribunais continuam em greve e não me deram nenhuma resposta. Também quero mencionar que o juiz que está decidindo sobre a apelação é o mesmo que me sentenciou, portanto, não tenho muita esperança na apelação. No entanto, temos o mandado de amparo que será julgado por outro tribunal. Para isso, espero que eles retirem alguns anos de minha sentença, pelo menos, ou, se possível, me absolvam de todas as acusações, pois não há provas contra mim e, ainda assim, eles me condenaram.

Peço a todos que continuem me apoiando com pressão política, da maneira que puderem, com cartas, trabalhos artísticos, coletando bens de que preciso aqui na prisão, material para fazer artesanato como linha e miçangas, marcadores coloridos, livros de colorir, papel mica, lápis de cor, revistas, livros, receitas, roupas, roupas íntimas, meias, roupas para o frio etc. Tudo o que você puder adquirir pode ser deixado em La Clandestina: Espacio de Encuentros, em Santa María la Ribera, na Cidade do México.

Também quero agradecer aos compas da Cruz Negra Anarquista de Los Angeles e da Cruz Negra Anarquista do México, pela solidariedade e esforço para me incluir na lista internacional de presos políticos da Federação da Cruz Negra Anarquista.

Isso é tudo por enquanto. Continuaremos resistindo pelo tempo que for necessário. Já estou aqui há quase dois anos. Quando for marcada a audiência de apelação, espero que todos vocês possam continuar me apoiando de suas trincheiras. Mando um abraço combativo a todos vocês.

Que caiam os muros de todas as prisões!

Libertem os presos políticos!

El Yorchs

Fonte: https://itsgoingdown.org/letter-from-anarchist-prisoner-jorge-yorch-esquivel-4/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/10/30/mexico-solidariedade-com-yorch/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/04/07/mexico-carta-do-preso-anarquista-jorge-yorch-esquivel-solidaria-com-alfredo-cospito-e-miguel-peralta-e-anunciando-sua-proxima-audiencia-para-14-de-abril-de-2023/

agência de notícias anarquistas-ana

Em morosa andança
Ao léu com meu ordenança —
Contemplação das flores.

Kitamura Kigin

Saiu a primeira edição da revista trans-libertária!

Com bastante satisfação, apresentamos a primeira edição da revista trans-libertária!

Organizar essa revista é uma empreitada, uma iniciativa que corresponde a sentimentos tanto de entusiasmo como de aflição. nosso contato com o que se pode entender por perspectivas trans-anarquistas não é recente, embora algumas nomenclaturas nos pareçam quase inéditas. como escrevemos na apresentação do acervo trans-anarquista, onde essa edição fica hospedada, podemos entender perspectivas trans-anarquistas como um conjunto de movimentos libertários, trans, cuir/queer e transfeministas contrários às normatividades institucionais da modernidade e que se movimentam de modo transversal em relação às diferentes formas de violência que atravessam diferentes grupos. é uma definição bastante ampla, e não consideramos isso prejudicial.

>> Baixe-leia aqui:

https://transanarquismo.noblogs.org/revista-trans-libertaria-v-1-2024/

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poeirão
se levanta no caminho
secam meus olhos

Marcos Amorim

III Feira Anarquista do Rio de Janeiro, quase uma crônica…

Hoje (26/10), nesta tarde nublada de sábado, passei pela III Feira Anarquista do Rio de Janeiro, de modo apressado e meio cansado, entre passados, presentes e futuros ausentes na intuição do intempestivo e do irreverente…

Significativamente o evento de contracorrente, ocorrido no bairro singular de Vila Isabel, em um Centro de Cultura Social, foi uma encruzilhada de gerações e imaginações que inventam em segredo um mundo novo em seus insubmissos corações rebeldes.

Alguns coletivos e debates deram o tom do momento, onde ainda nos falta um povo, barricadas e desejos, contra a realidade, contra o que nos tornamos como sociedade e contra o Estado que legítima toda opressão e desigualdade.

A temática desta edição da feira foi o repúdio a memória da hoje envelhecida ditadura militar surpreendentemente atualizada pelo espectro dos novos fascismos de uma renovada e global extrema direita, mas também pelos limites dos progressismos e vanguardismos de uma “extrema esquerda” autoritária, defensora da hegeliana Razão na História.

Nos falta hoje, contra tudo que é moderno, uma visceral provocação libertária, uma recusa, silenciosa ou não, da prisão absurdamente cotidiana e normalizada do arbitrário “para sempre” dos efêmeros tempos de agora…

Nos falta uma suburbana e irreverente resposta aos nossos eternos e supostamente absolutos e absurdos passados.

Carlos Pereira Júnior

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/10/24/feira-anarquista-no-rio-de-janeiro-acontece-neste-sabado/

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velho no banco
corrida de meninos –
passam os anos

Carlos Seabra

[Espanha] Comunicado final da campanha: O El Lokal vai ficar em Raval

O El Lokal vai ficar em Raval [El Lokal se queda en el Raval]

Seis meses depois de iniciado o processo de compra do espaço, queremos celebrar que a autogestão, a ação direta, a solidariedade e o apoio mútuo funcionaram mais uma vez. Entre todes, com esforço, responsabilidade e generosidade, tornamos possível essa compra coletiva. A especulação e o mercado não nos expulsaram do bairro. Aqui seguiremos, onde começamos em 1987, como espaço de luta e resistência.

Neste outubro, coincidindo com o 37º aniversário do El Lokal e graças ao apoio da Sala Paral·lel62 e dos artistas que participaram, todes pudemos sentir a alegria coletiva de nos reunirmos em uma grande festa para marcar o fim da campanha.

Agora chegou a hora de compartilhar os resultados.

Em 6 de abril de 2024, em uma assembleia extraordinária de membros e amigos do El Lokal, tomamos a decisão de comprar o espaço depois que o proprietário anunciou que o contrato de aluguel não seria renovado em janeiro. Nesse mesmo dia, obtivemos as garantias necessárias para formalizar o empréstimo com a COOP 57, cujo pessoal gostaríamos de agradecer por ter acreditado no projeto desde o início e por ter nos acompanhado durante toda a negociação.

Em 16 de maio, apenas um mês depois, graças às suas contribuições e empréstimos, os fundos necessários foram levantados (entrada, impostos, registro e cartório) e a escritura foi formalizada.

Ao mesmo tempo, lançamos uma campanha pública de arrecadação de fundos por meio da Goteo e de contribuições diretas que superou todas as expectativas. Em menos de um mês, a meta ideal foi atingida e, por isso, decidimos encerrá-la, como foi relatado na assembleia aberta de 26 de junho, na qual a apresentação dos resultados se transformou em uma grande festa.

Até o momento, graças às contribuições de mais de 600 pessoas e grupos, foram arrecadados mais de 80 mil euros. Isso nos permitiu pagar a entrada, os custos e os impostos da escritura, fazer a devolução antecipada do empréstimo imprevisto de 20 mil euros e devolver os mais de 18 mil euros de empréstimos recebidos de membros e amigos, que adiantaram os fundos necessários para formalizar a compra em apenas um mês (veja as contas detalhadas no documento anexo).

O sucesso da campanha também nos permitiu iniciar as obras de melhoria que o El Lokal precisa após décadas de negligência do proprietário: já temos uma nova instalação elétrica, removemos algumas paredes divisórias e estamos terminando o trabalho de renovação de paredes e umidade. Também estamos planejando uma reorganização do espaço para que os materiais e os equipamentos de infraestrutura do bairro sejam mais bem organizados. Além de todas as melhorias, o valor arrecadado nos permitirá manter um fundo de reserva para atender a futuras taxas comunitárias e acelerar o pagamento do empréstimo.

E tudo isso comprando o essencial e usando, sempre que possível, apenas nossas mãos e nossa inteligência. Novamente, apoio mútuo e solidariedade.

Nesse sentido, gostaríamos de mencionar as cerca de vinte pessoas que dedicaram muitas horas de seu tempo para puxar cabos, derrubar ou levantar uma parede ou consertar uma prateleira, que editaram vídeos que tornaram essa campanha um estouro, que prepararam e enviaram os pacotes com as recompensas (se você não recebeu a sua, por favor, venha buscá-las, estamos com pouco espaço)… Também a todas as pessoas que tornam possível que o Lokal esteja aberto todos os dias…

Transbordando de amor e conscientes do compromisso implicado na generosidade e na confiança das centenas de pessoas e grupos depositaram no El Lokal, queremos agradecê-los por esse imenso esforço comum que vai muito além do dinheiro arrecadado. Isso nos dá ânimo e força, porque confirma que, para muitas pessoas, é importante que o El Lokal permaneça aberto para apoiar as lutas do bairro, da cidade e do mundo; mas também porque essa experiência abre as portas para que outras realidades façam o mesmo.

O El Lokal vai ficar em Raval.

Detalhes das contas e lista de coletivos que participaram da campanha

Campanha El Lokal se queda. Estado das contas em 10 de outubro de 2024:

https://ellokal.org/wp-content/uploads/2024/10/Campana-El-Lokal-se-queda.-Estado-Cuentas-a-10-oct-24.pdf

  • Campanha El Lokal se queda. Lista de participantes:

https://ellokal.org/wp-content/uploads/2024/10/Campana-El-Lokal-se-queda.-Lista-de-participantes.pdf

Tradução > anarcademia

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os aloendros
em fila
nos separavam do mundo

Guimarães Rosa

[Alemanha] A Deportação de Maja T: polícia Saxônica mobiliza forças antiterroristas sem “nenhuma evidência concreta”

Carta oficial revela extensão e velocidade da operação para extraditar antifascista queer para a Hungria, apesar do recurso de liminar

Kit Dimou ~

As autoridades do estado alemão da Saxônia “mal podiam esperar para extraditar” Maja T, ativista antifascista, para a autoritária e queerfóbica Hungria, dizem apoiadores. De acordo com respostas recebidas do Ministério do Interior do Estado da Saxônia e publicadas pela Cruz Negra Anarquista (Anarchist Black Cross), as autoridades ingressaram em uma cara e elaborada cooperação para garantir a extradição, apesar de um pedido de liminar temporária ao Tribunal Constitucional Federal.

De acordo com a ABC Dresden, “É razoável supor que esse esforço oficial visava principalmente extraditar Maja o mais rápido possível e sem atrair atenção, não deixando nem espaço ou tempo para interrupções”.

Maja T enfrenta 24 anos de prisão na Hungria. Ativista e não binárie, Maja foi prese em Berlim em dezembro de 2023 e acusade de supostamente formar uma “organização criminosa”, em conexão com ataques a uma manifestação neonazista em Budapeste em fevereiro de 2023. Elu foi mantide sob custódia de extradição na prisão de Dresden antes de ser levade para o outro lado da fronteira em 28 de junho, no que seus apoiadores chamaram de a operação “noite e neblina”.

A carta revela que a Polícia do Ministério do Interior da Saxônia (LKA) “e as autoridades de Berlim originalmente responsáveis… têm mantido contato próximo… desde a prisão da pessoa em questão”. Para a extradição em si, também foram fornecidas chamadas “forças externas”, incluindo a polícia de choque e o departamento antiterror (!) da polícia da Saxônia. Apesar dos supostos “aspectos perigosos” e das “interrupções esperadas na extradição”, eles admitem abertamente que não havia “nenhuma evidência concreta de uma situação real de ameaça “.

“A extradição de Maja não é de forma alguma legalmente motivada e justificada, mas exclusivamente politicamente motivada”, dizem os apoiadores, citando “a extensão inacreditável da cooperação oficial e sua velocidade”, até mesmo ignorando um pedido urgente para com o Tribunal Constitucional Federal.

“As autoridades estavam cientes do pedido urgente e sabiam que o resultado do pedido era incerto. Portanto, eles decidiram deliberadamente ignorá-lo e deportar Maja no meio da noite”, disse a ABC Dresden, “Assim, a repressão contra o antifascismo no caso de Maja na Alemanha atingiu novas e monstruosas proporções da noite para o dia”.

Fonte: https://freedomnews.org.uk/2024/10/21/maja-t-deportation-saxony-police-mobilised-anti-terrorist-forces-with-no-concrete-evidence/

Tradução > Alma

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de manhã no Tejo
que revoada de flocos brancos
as gaivotas!

Rogério Martins

[Espanha] Financiamento popular em apoio as 6 de La Suiza

Liberdade para as 6 de La Suiza. O sindicalismo não é um crime. Companheiras, vocês não estão sozinhas!

Participe do financiamento popular para as 6 de La Suiza!

Esse crowdfunding [vaquinha] foi lançado porque 5 mulheres solidárias e 1 trabalhador foram condenados à prisão por defender os direitos trabalhistas de uma companheira, usando apenas ferramentas sindicais legais.

Com esse objetivo, a CNT, com a colaboração do Grupo Sofitu a las 6 de La Suiza, apresenta esta campanha de crowdfunding. Com ela, tentamos arrecadar os fundos necessários para cobrir as despesas dos prisioneiros dentro da prisão, a educação de seus filhos, a manutenção de suas casas e outras despesas básicas essenciais.

Mas essa campanha de crowfunding também é uma voz de denúncia?

Porque o Código Penal deve ser revisado para que os trabalhadores não sejam punidos pelo simples exercício de seus direitos básicos…

Porque as mulheres condenadas não são culpadas dos crimes de que são acusadas…

PORQUE O SINDICALISMO NÃO É UM CRIME…

Com sua contribuição, ajudaremos a cobrir:

• Multas: injustamente impostas pela Suprema Corte.

• Despesas de prisão: Para garantir suas necessidades básicas.

• Despesas legais: para continuar a luta legal.

• Despesas pessoais e de cuidados: para garantir o bem-estar deles e de suas famílias.

Não as deixe sozinhas! Doe agora e faça com que nossa voz seja ouvida – sua contribuição conta!

>> Apoie aqui:

https://www.goteo.org/project/financiacion-popular-en-apoyo-a-las-6-de-la-suiza

Tradução > Liberto

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mamãe passarinho chocando,
papai trouxe a comida
festa na copa das árvores

Akemi Yamamoto Amorim

[Grécia] Retimno-Ilha de Creta | Cartaz | Contra a desvalorização de nossas vidas | Resistência-Auto-organização-Solidariedade

Contra a desvalorização de nossas vidas

Resistência-Auto-organização-Solidariedade

Resistência contra a guerra que vivemos todos os dias em uma cidade turística com aluguéis caros, cheia de airbnb. Contra a destruição da saúde e da educação públicas. Contra um Estado e patrões que consideram nossas vidas dispensáveis.

Auto-organização em face do ataque total do Estado e do capital. Organizar-se nas bases e desde baixo para recuperar nossas vidas.

Solidariedade é nossa única resposta contra o individualismo dos tempos atuais e a sociedade carcerária criada pelo Estado e pelo capitalismo.

TOMAR NOSSAS VIDAS EM NOSSAS MÃOS

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Pesos de papel
sobre os livros de figuras –
Vento de primavera.

Takai Kitô

[Portugal] O Mapa #43 está nas ruas!

A mineração, legitimada pela narrativa da “transição verde”, ameaça esventrar territórios de norte a sul do país. Neste número, revisitamos o Barroso, o epicentro da resistência antiextrativista, recuperando as conversas, as práticas, os sonhos tecidos ao longo do 4.º acampamento em defesa das serras, dos baldios, de todo um modo de vida. Mas não descuramos também investidas noutras geografias, como a ampliação da mina de Alvarrões, na Guarda.

Mapeia-se resistência por todo o país, sejam protestos contra a indústria de celulose e os mares de eucalipto com que brinda as nossas paisagens, seja o movimento estudantil contra o genocídio na Palestina ou as plataformas que se organizam para reivindicar o direito à habitação ou em denúncia do racismo, da violência policial e do legado colonial em que seguimos submersos. Aprofundamos as suas raízes olhando para o passado imperial português, com foco na ilha da Madeira, laboratório do modelo de plantação que conjugou monocultura, escravatura, internacional e desflorestação sem precedentes com o intuito de converter o mundo em mercadoria. No panorama internacional, acompanhamos a resistência contra a gigafábrica da Tesla nos arredores de Berlim e aprofundamos a solidariedade queer com a causa palestiniana.

Na outra face da moeda, este MAPA mostra que é possível organizar-se e relacionar-se de outra forma, atendendo ao 3.º fórum das cooperativas integrais em Tomar, estabelecendo alianças ibéricas nas Astúrias, reocupando zonas rurais e regenerando os ecossistemas, dançando ao ritmo da autogestão, educando para a liberdade e para a diferença, fazendo arte como ferramenta de militância, escutando as pessoas que estão do outro lado das grades.

Mas a grande surpresa deste número é o encarte da revista Outras Economias, resultante de uma parceria com o CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (@loja_de_comercio_justo) – que nos convida a ver a economia além do mercado e a praticar alternativas económicas no nosso quotidiano.

No Jornal MAPA #43, esperam-te crónicas, entrevistas, poesia, literatura, ilustração e BDs. Podes adquiri-lo num dos pontos habituais de venda. Mas o melhor é mesmo fazeres a tua assinatura, ajudando assim à continuação sustentada deste projeto voluntário de informação crítica.

Nota: A presente edição por motivos alheios ao coletivo do MAPA e por lapso da gráfica foi impressa com a distribuição errada das páginas a cores previstas. Lamentamos o sucedido.

O Mapa é um projecto autogerido que só pode sobreviver graças ao apoio de quem o lê e o acha indispensável, se puderes, assina o Mapa!

jornalmapa.pt

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Vendinha de bairro.
Ressona feliz gatinho
no saco de estopa.

Fanny Dupré

Eu sou anarquista

Eu sou o que luta, sem trégua nem paz.

Sou o que luta pela liberdade, pela igualdade.

Não creio nos deuses, nem em religiões.

Não creio em governos, nem em reis.

Creio na razão, creio na justiça.

Creio na solidariedade, creio na liberdade.

Creio em um mundo melhor, creio em um mundo novo.

Eu sou o inimigo da opressão,

Eu sou o inimigo da exploração.

Eu sou o amigo da verdade,

Eu sou o amigo da igualdade.

Não me importa o poder, nem a riqueza.

Não me importa a glória, nem a fama.

Por que levamos um mundo novo em nossos corações por isso eu sou anarquista.

Flores de Goldman

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Um grande silêncio —
Nuvens escuras se acumulam
Sobre a terra seca.

Paulo Franchetti

[Indonésia] Levantamento de fundos para Page Against the Machine

Por que traduzir e publicar literatura anarquista indonésia em inglês?

A tradução e a publicação de literatura anarquista indonésia em inglês lança luz sobre o desenvolvimento peculiar do anarquismo na Indonésia.

A dominância de narrativas anarquistas europeias e estadunidenses levou a um desequilíbrio, com as perspectivas não-ocidentais sendo frequentemente marginalizadas ou negligenciadas. Traduzir literatura anarquista e crítica indonésia ajuda a retificar esse desequilíbrio, oferecendo uma plataforma para vozes de regiões menos privilegiadas e contribuindo com uma troca cultural linguística mais justa.

Ao incorporar a literatura anarquista indonésia, queremos apresentar diferentes pontos de vista que desafiam o domínio das narrativas europeias e americanas. O anarquismo indonésio emerge de um contexto marcado por lutas pós-coloniais, disparidades econômicas e práticas indígenas. A compreensão dessas diferenças destaca como o anarquismo se adapta e evolui em ambientes diversos e revela as maneiras distintas de lidar com as questões locais.

Ao traduzir textos críticos e anarquistas indonésios, podemos descobrir como esses legados coloniais afetaram as expressões locais do anarquismo e como os escritores indonésios reagiram e transformaram essas influências em narrativas locais. Não se trata apenas de tornar os textos acessíveis; trata-se de enriquecer o discurso global sobre o anarquismo, desafiando as narrativas dominantes e reconhecendo a complexa interação dos legados coloniais. Ao fazer isso, obtemos uma compreensão mais abrangente dos movimentos anarquistas em todo o mundo e das diferentes contribuições dos pensadores e ativistas indonésios.

Quem somos…

Nós somos a Page Against The Machine [“A Página contra a Máquina”, em tradução livre], uma pequena editora independente em Joguejacarta, Indonésia.

Um dos nossos principais objetivos é elevar as narrativas de escritores não acadêmicos que são testemunhas imediatas dos eventos. Esse foco é importante porque muitos escritores e ativistas daqui não têm o privilégio de ter uma educação formal superior. Nossa publicação procura abordar essa questão fornecendo uma plataforma para essas vozes diretas da base.

Como uma cooperativa, somos gerenciados coletivamente sob os princípios de cooperação mútua e solidariedade. Planejamos colaborar com autores locais e publicar um número maior de textos com foco em literatura crítica, lutas sociais, feminismo, anarquismo e tópicos queer.

A Page Against the Machine foi iniciada por três indivíduos: Mila, Mita e Muhee. Não somos apenas amigas e companheiras que se conhecem e colaboram umas com as outras há muito tempo, mas também somos ativistas dedicadas.

O seu apoio

Para que a literatura anarquista indonésia alcance um público mais amplo, o apoio financeiro é essencial. A publicação e a distribuição de livros, periódicos e outros materiais escritos requerem recursos que muitos editores e autores anarquistas indonésios simplesmente não têm. O apoio financeiro cobrirá custos como produção, tradução, marketing, aluguel do espaço de trabalho, equipamentos de trabalho e distribuição. Esse apoio é fundamental para tornar nossas obras acessíveis a leitores globais.

Os primeiros livros sob tradução estão na imagem

Orçamento projetado

O orçamento a seguir descreve os custos necessários para estabelecer uma base inicial para o projeto:

  1. Custo de produção inicial dos primeiros livros: 15.000.000 IDR / £735 / R$ 5.500,00
  2. Salário do tradutor, editor e diagramador dos primeiros livros: 15.000.000 IDR / £735 / R$ 5.500,00
  3. Equipamento de trabalho – scanner e impressora: 4.000.000 IDR / £190 / R$ 1.400,00
  4. Aluguel anual do espaço de trabalho: 12.000.000 IDR / £590 / R$ 4.400,00

Financiamento total necessário: 46.000.000 IDR / £2.250 / R$ 16.800,00

Ao contribuir, você desempenhará um papel importante no aumento da visibilidade das ideias anarquistas indonésias e na promoção de um diálogo global mais inclusivo sobre o anarquismo e outros tópicos críticos.

Ajude-nos a ampliar vozes e perspectivas que ainda são muito raramente ouvidas e conhecidas na literatura e no movimento anarquista em nível global.

Em solidariedade,

Page Against The Machine

Encontre-nos aqui:

E-mail: pageagainstthemachine2024@gmail.com

E-mail: pageagainstthemachine2024@riseup.net

Instagram: @patmpenerbit

>> Apoie aqui:

https://www.crowdfunder.co.uk/p/page-against-the-machine

Tradução > anarcademia

agência de notícias anarquistas-ana

Por trás da cortina,
o passarinho não vê
que aguardo o seu canto.

Henrique Pimenta

Grande exercício de guerra no Brasil, Cruzex 2024

A Força Aérea Brasileira (FAB) vai realizar em novembro desse ano, mais uma edição do Exercício Cruzeiro do Sul, a Cruzex 2024.

A Cruzex, um dos maiores Exercícios Operacionais Combinados do mundo, visa fortalecer a interoperabilidade entre as Forças Aéreas de diferentes países, promovendo o treinamento conjunto em cenários complexos e desafiadores.

Nesta edição, o Exercício será realizado na BANT, de 03 a 15/11, e reunirá mais 16 países, incluindo o Brasil, mais de 2.000 militares e cerca de 100 aeronaves militares brasileiras e estrangeiras.

Fonte: agências de notícias

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agência de notícias anarquistas-ana

em nosso universo
breve, passa, com pressa! e
graça, a borboleta

Issa

[Chile] Saídas incendiárias após a comemoração do 18 de Outubro no Liceu Tajamar, Liceu José Victorino Lastarria e Liceu Manuel Barros Borgoño

Na quinta-feira, 17 de outubro de 2024, em diferentes escolas secundárias emblemáticas das comunas de Providencia e Santiago, no território dominado pelo Estado chileno, durante a comemoração do Estalido Social ocorrido em 18 de outubro de 2019, data em que o Estado chileno e seu aparato repressivo detiveram, torturaram, mutilaram, estupraram, abusaram e assassinaram milhares de pessoas que se manifestavam em todo o território. Uma revolta que começou inicialmente após o apelo à evasão de estudantes do ensino médio após o aumento das tarifas de transporte público, que germinou na explosão de raiva de milhares de pessoas.

É nesse contexto de comemoração que indivíduos anárquicos encapuzados saem das dependências de suas respectivas escolas de ensino médio para cortar as ruas com fogo, espalhar faixas e slogans e enfrentar a repressão policial.

Esses eventos ocorreram no Liceu Tajamar de Niñas, no Liceu José Victorino Lastarria e no Liceu Manuel Barros Borgoño.

>> Mais fotos:

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agência de notícias anarquistas-ana

“Chegou o estorninho”—
É assim que todos me chamam
e como faz frio!

Kobayashi Issa

[Chile] A catástrofe é que tudo continua igual.

Algumas posições anárquicas informais desde a revolta até o processo constituinte no Chile.

A revolta de outubro de 2019 trouxe inúmeras experiências de alegria caótica, bem como perdas tristes que permanecerão na memória da guerra social. Nossa contribuição anarquista à revolta, por meio da ação direta, da autonomia e da horizontalidade, tanto na prática quanto na teoria, nos oferece a ocasião de avaliar criticamente o momento em que o conflito se intensificou maciçamente no território e quais são as possibilidades que se abrem para a luta anarquista em tal cenário. É com isso em mente que discutiremos os diferentes textos compilados no livro.

Quarta-feira, 30 de outubro de 2024

19:00 hrs.

Juan Martínez de Rozas 3091, metrô Quinta Normal, Santiago Centro.

ESPAÇO FÉNIX

espaciofenix.noblogs.org | espaciofenix@riseup.net

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Ameixeiras brancas —
Assim a alva rompe as trevas
deste dia em diante.

Hori Bakusui

Esp(a)ço: “Um ponto de encontro, confraternização, aproximação de pessoas que de alguma forma se identifiquem com o Anarquismo”

Confira a seguir entrevista com o  Esp(a)ço, um Centro Social e Espaço de Cultura Libertária localizado em Porto Alegre (RS).

Agência de Notícias Anarquistas > Falem um pouco de como surgiu o Centro Social e Espaço de Cultura Libertária, mais conhecido como Esp(a)ço… Um pouco de história, em que contexto…

O Esp(a)ço surgiu quando a necessidade coletiva de um espaço físico de encontro e agitação para reunir anarquistas em Porto Alegre se deparou com a disponibilidade de um espaço físico ocioso onde antigamente funcionava o restaurante coletivo antiespecista Bonobo. O Esp(a)ço iniciou suas atividades em 2022 com um evento contra as eleições presidenciais daquele ano.

ANA > E qual é o objetivo principal do projeto que envolve o Esp(a)ço?

Ser um ponto de encontro, confraternização, aproximação de pessoas que de alguma forma se identifiquem com o Anarquismo e também de disseminação dos ideais anarquistas, atraindo novas pessoas para a luta. Seja através de exibição de filmes, reuniões abertas ou fechadas, rodas de conversa, atividades variadas, além da Apoio Mútuo – a Loja Grátis anticapitalista.

ANA > Como mantém economicamente o Esp(a)ço? Há grupos por trás do projeto ou só individualidades?

O imóvel é cedido. Até pouco tempo boa parte dos custos de manutenção do imóvel eram custeados por uma colaboradora que usava uma das salas para ministrar oficinas de cerâmica. Atualmente essa pessoa não utiliza mais o local, e estamos em processo de transição e nos adaptando. A manutenção do mesmo é feita pelas pessoas que compõem o coletivo, com dinheiro de doações. Nenhum outro grupo ou organização apoia o projeto.

ANA > E o Esp(a)ço abre diariamente?

O Esp(a)ço abre de acordo com sua agenda que ainda não é diária. A Apoio Mútuo, loja grátis, abre toda terça-feira das 17h30 às 20h30, e também durante os eventos de acesso livre.

Mas estamos abertos a quem queira somar nos outros dias e horários com propostas de eventos ou na loja.

ANA > O local também funciona como biblioteca, livraria…

A loja grátis disponibiliza livros e revistas em diversas línguas e temáticas não exclusivamente anarquistas, desde que não conflitem com nossas políticas.

Também temos zines diversos.

ANA > Vocês já foram alvo de alguma violência fascista, intimidação?

No final de 2023, em uma exibição de um documentário sobre o Genocídio de Israel sobre a Palestina, uma guarnição da Brigada Militar permaneceu desde antes do evento de prontidão na esquina oposta e diversas viaturas (automóveis e motocicletas) circularam pela rua até o final da roda de conversa que aconteceu depois da exibição do filme.

ANA > Que momentos consideram que foram mais importantes nesta caminhada de dois anos? Muitas aventuras e poucas desventuras?

A abertura em si do local para o público, o início das atividades da Loja Grátis e o período das enchentes, quando o coletivo passou a atuar de forma mais contundente fora de seu espaço (sem trocadilho).

ANA > Vocês atuam apenas na parte cultural, enquanto Esp(a)ço, ou também em outras esferas do movimento anarquista?

A principal atuação sempre foi cultural. Porém a loja grátis tem se tornado importante para nós como ponto de apoio mútuo e um espaço de troca e acolhimento da comunidade. Mas o período das enchentes foi importante para o coletivo ser também um ponto de intersecção entre outros coletivos, como no exemplo da campanha internacional de arrecadação para os territórios atingidos.

ANA > Mais alguma coisa, algum recado? Valeu!

Que venham conhecer o Esp(a)ço, participar de alguma atividade ou das nossas reuniões abertas para propor atividades, visitar nossa loja grátis ou se voluntariar pra ajudar na abertura dela, trazer doações.

Sempre bom lembrar que podem acompanhar nossa programação em nosso site: espaco.noblogs.org ou nos nossos perfis das redes sociais: Mastodon @espaco@kolektiva.social, Instagram @__espaco__ ou nos envie um email pra espaco@riseup.net.

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Estranhos ruídos
Perturbando meus sonhos:
Cântico dos grilos.

Maria Tereza da Luz

[Espanha] Lançamento: “El comunismo anarquista en los gobiernos municipales de la guerra civil española (1936-1939): Barcelona, El Vallés occidental: una revolución improvisada en la lucha contra el fascismo”

Faz menos de um século, na Catalunha, a região mais industrializada da Espanha, se produziu uma situação excepcional e única na História Contemporânea mundial: a tentativa de golpe fascista é derrotada nas ruas de Barcelona graças à luta das massas trabalhadoras, formando-se um  governo de coalizão de toda a esquerda e produzindo-se mudanças radicais nos âmbitos econômico, político, educativo e social. Apesar da guerra, da miséria, do medo, começou a construção de uma sociedade comunista democrática.

Matías Vargas Puga, Licenciado em Direito e Doutor em História Contemporânea, compila este livro que está baseado no que foi sua tese de doutorado, com muitas informações e análises detalhadas dos fatos ocorridos, que representaram, até o momento, o nível mais avançado (em uma sociedade industrial) nas mudanças revolucionárias que se produziram em todo o mundo, não unicamente no âmbito jurídico-político, mas também no econômico, sociológico, cultural e educativo.

E AQUI APARECEM, COM SEU NOME E DOIS SOBRENOMES, MUITOS DAQUELES MILITANTES QUE ESTAVAM JÁ ANOS ESPERANDO…

Ano publicação: 2024

Autor: Matías Vargas Puga

Editora: Universo de Letras

Páginas: 326

Tamanho do livro: 160×135

universodeletras.com

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Ah! claro silêncio do campo,
marchetado de faiscantes
pigmentos de sons!

Yeda Prates Bernis

[Grécia] Ataque Explosivo à Van Policial de Interrogatório por Anarquistas

A fossa do derrotismo e da miséria nos suga cada vez mais fundo enquanto permanecemos passivos diante da repressão, do terrorismo e da morte semeados pelos Estados.

O presente distópico está crescendo metodicamente, mais duas pessoas são adicionadas à longa lista daqueles mortos nos buracos infernais da polícia. Mohammed Kamran Asik, de 37 anos, tendo sido transferido para 5 delegacias diferentes enquanto estava desaparecido, foi finalmente encontrado morto em Agios Panteleimonas AT (delegacia de polícia), em uma sala sem câmeras, com fortes sinais de tortura. Mia Harizul, 29, foi encontrada enforcada em AT Omonia (delegacia de polícia) em um centro de detenção sem câmeras com 11 outros detentos presentes. É muito claro que esses são assassinatos, com seus esperados acobertamentos por informantes do regime ao mesmo tempo em que o governo sob os auspícios da lei e da ordem, mas também para salvar suas relações internacionais doentias com Estados genocidas, está forçando seus cães a suprimir qualquer tipo de resistência. Essa tática é comprovada na prática, quando no dia 07/10 a marcha pró-Palestina em direção à embaixada israelense é brutalmente atacada por policiais, pessoas são presas e acusadas de crimes graves.

Assassinatos de imigrantes, arquivos sobre ativistas, ameaças, espancamentos de estudantes dentro de suas universidades, prisões, indiciamentos, tortura… Essas são algumas das coisas que temos visto ultimamente.

Na madrugada da sexta-feira do 11/10, um dispositivo explosivo foi colocado em uma van de interrogatório policial, com a explosão causando principalmente danos à frente do veículo. Infelizmente, a resposta do corpo de bombeiros foi imediata e ela não teve tempo de queimar completamente. É importante mencionar aqui a intimidação dos lacaios uniformizados locais em relação aos jovens (quando conseguem pegá-los é claro…) sob o pretexto de um controle costumeiro.

Tais situações também exigem de cada um a responsabilidade de contra-atacar.

É uma necessidade viver de cabeça erguida, para que o medo mude de lado. Para afirmar nossa negação, teimosamente… para que tudo chegue ao seu ápice.

Um punho erguido para aqueles que escolheram o caminho do fogo, da resistência e do contra-ataque violento ao mundo daqueles que dominam.

FORÇA TOTAL AQUELES QUE FORAM PRESOS NA MARCHA DO 07/10

SOLIDARIEDADE PARA COM AS OCUPAÇÕES E AS ESTRUTURAS DE LUTA

POLICIAIS VAGABUNDOS, TUDO TERÁ UMA RESPOSTA

NADA ESTÁ ACABADO, TUDO CONTINUA

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1632221/

Tradução > Alma

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A ipoméia
Tomou-me o balde do poço –
Busco água no vizinho.

Kaga no Chiyoni