[Grécia] Patras | Cartaz antinacionalista e antimilitarista nas escolas da cidade pela Assembleia Libertária Antifascista

Cartaz colado nas escolas da cidade pela Assembleia Libertária Antifascista de Patras

O 28 de outubro – como qualquer “feriado nacional” – promove e normaliza a uniformidade, o militarismo, a indústria da guerra, a morte, as crenças nacionalistas e religiosas.

Contra à imposição do nacionalismo e do militarismo nas escolas

Lutamos por uma sociedade livre, solidária e inclusiva

Defendemos a unidade da classe contra todas as formas de fascismo, nacionalismo e qualquer forma de divisão

Assembleia Libertária Antifascista de Patras | asp2023@espiv.net

agência de notícias anarquistas-ana

Ameixeiras brancas —
Assim a alva rompe as trevas
deste dia em diante.

Yosa Buson

[França] Um livro para redescobrir | A insurreição argelina e os comunistas libertários

Há setenta anos, em 1º de novembro de 1954, teve início a revolta que levaria à independência da Argélia. Desde seus primeiros dias, a Fédération communiste libertaire (na França) e o Mouvement libertaire nord-africain (na Argélia) apoiaram a causa dos combatentes da resistência contra o colonialismo francês.

Para marcar esse 70º aniversário, a Editions d’Alternative libertaire convida você a redescobrir, nas livrarias e em nossa loja on-line, um livro que reúne os testemunhos de ativistas da época: Georges Fontenis (FCL), Léandre Valéro (MLNA), Guy Bourgeois (Groupes anarchistes d’action révolutionnaire), Denis Berger (La Voie communiste).

O livro também inclui uma extensa seção de fotos com muitas fotos de arquivos particulares, bem como reproduções do semanário Le Libertaire, que acabou sendo estrangulado por ações judiciais movidas pelo Estado francês.

  • Coletivo, L’Insurrection algérienne et les communistes libertaires, Ed. d’Alternative libertaire, 2006, 80 páginas.

Essa história também é contada neste vídeo:

https://vimeo.com/205203011 

unioncommunistelibertaire.org

agência de notícias anarquistas-ana

Abre o camponês
sulcos de arado na terra:
no seu rosto rugas.

Anibal Beça

[Chile] Santiago: “Anarquia de bicicleta”. Atividade de solidariedade com o Arquivo Histórico La Revuelta – 30 de outubro

Queridos compas.

Vocês estão superconvidados, nesta quarta-feira, 30 de outubro, a participar desta atividade de solidariedade com o Arquivo Histórico La Revuelta.

Com o eixo temático da bicicleta como forma de luta e mobilização fora do âmbito institucional, exibiremos o documentário “Cicletada por la Memoria Ácrata”, que consiste em um registro editado – com material histórico – da Cicletada por la Memoria Ácrata realizada em 2022, onde diferentes grupos antiautoritários se organizaram para realizar um passeio de bicicleta que percorreu diferentes lugares de Santiago onde ocorreram eventos e processos relevantes para a história do anarquismo nesta cidade. O documentário será apresentado e comentado por seu realizador e por aqueles que organizaram o passeio de bicicleta.

Por outro lado, haverá uma apresentação/conversa sobre o uso anárquico da bicicleta e sobre as cicletadas anarquistas, encapuzadas e punks de bicicleta como forma de protesto e ataque ao poder entre 2008 e 2020, em relação a uma investigação que está sendo realizada por um companheiro do Arquivo, buscando fazer um exercício coletivo de memória e analisando o alcance e as limitações da bicicleta em ambientes antagonistas.

Teremos música ao vivo, poesia, drinques, pizzas veganas e muito mais!

Compareça, espalhe a notícia e viva a Anarquia.

@archivo_larevuelta
@malakleta

agência de notícias anarquistas-ana

Chuva de primavera –
Uma criança
Ensina o gato a dançar.

Issa

Lançamento de vídeo anarcopunk em Fortaleza (CE)

Release Projeto C.O.I.C.E. – Com Objeção e Indignação Continuamos Existindo Desde 2015, o C.O.I.C.E., projeto de estúdio criado por Maurício Remígio, explora as fronteiras da música de forma independente e sem compromisso com o mercado. Com influências que vão do anarcopunk ao pós-punk, somadas às sonoridades locais, o C.O.I.C.E. é um experimento sonoro que reflete uma busca constante por comunicar resistência por meio do som. O projeto é, acima de tudo, uma expressão pessoal, onde Maurício compõe, executa e grava, criando paisagens sonoras que desafiam convenções e abraçam a contracultura. Cada música é resultado de inquietações e evoca sentidos que surgem da busca por uma existência que recusa o conformismo. O C.O.I.C.E. é um grito de objeção e indignação, permanecendo fiel à sua essência DIY (faça você mesmo), carregando em sua estética a resistência e o desejo de continuar existindo em um mundo que tenta silenciar as vozes destoadas. Com o C.O.I.C.E., Maurício Remígio cria uma sonoridade única que questiona, provoca e inspira, em um esforço contínuo para se conectar com aqueles que ainda acreditam em existências outras.

Sobre o videoclipe:

CHAMADO, o muZine, ou seja, um videoclipe realizado por um Zineasta anarca e punk, é uma obra visceral aos olhos. já que eu tinha de fazer justiça com a força da música. para chegar às imagens, que cheguei, deitei e rolei na edição zinematográfica, fiquei ouvindo a música várias vezes seguidas. até que me veio a ideia de criar uma narrativa irônica, ou uma zombaria crítica, que devia misturar, realidade, ficção e humor. para isso transformei o super-homem em super-cifrão, o grande herói da religião, do estado e do capital. e daí evoquei nossa rebeldia ancestral e nossa revolta atual para a gente agir por um futuro melhor. assim é o CHAMADO, todes nós juntes, numa união simbolizada por vários tipos de anarquismos, como a mais potente kriptonita contra esse grande capitão do mato. considero esse muZine como o segundo passo dado do DIY: se começamos no “faça-você-mesme”, agora seguimos no “façamos-nós-mesmes”!

Amante da Heresia {Léo Pimentel}

Sobre a música:

Chamado” é uma música de resistência, um grito que contrasta com os poderes que saqueiam vidas e molestam a paz. Denuncia a manipulação e o controle sobre as populações, expondo aqueles que, nas sombras, acumulam propriedades enquanto tentam silenciar as vozes que ousam resistir. Com influências do punk e sonoridades dos povos tradicionais, “Chamado” emerge dos fazeres DIY como uma rejeição profunda ao sistema. Os tambores e vozes ecoam saberes que atravessam o tempo, anunciando que outros mundos existem e resistem. “Chamado” é uma convocação à solidariedade e à criação de existências libertárias, nascendo do desejo de romper com a dominação e de expor aqueles que se beneficiam do sofrimento e da exploração alheia.

Maurício Remígio

O vídeo pode ser acessado nesse link:

https://youtu.be/euJh-0w-mEM?si=ag0OHJT1XD6QktEP

Sobre o Lançamento:

Esse videoclipe será lançado no cinemolotov nas jornadas anarcopunk em Fortaleza-CE no dia 01 as 19h.

agência de notícias anarquistas-ana

No espaço, um brilho
qual uma folha viva:
O grilo.

Edércio Fanasca

[Espanha] La Pantera Rossa, Centro Social e Livraria em Zaragoza

Respostas a algumas perguntas de Redes Libertárias: LA PANTERA ROSSA, Centro Social e Livraria. Zaragoza

Como e quando surgiu o Centro Social e Livraria?

La Pantera Rossa nasceu em sua localização atual, em Zaragoza, no inverno de 2010, graças à confluência de diferentes coletivos dos quais participavam as pessoas que a fundaram (economistas críticas, planejadores urbanos sociais, antimilitaristas e antirracistas pelos direitos dos migrantes “sem documentos”), que haviam sido persuadidos por nós que formávamos a antiga equipe editorial aragonesa do jornal Diagonal (hoje El Salto). Conseguimos avançar graças a essa grande equipe de pessoas, aos microcréditos pessoais de solidariedade (sem juros) e ao apoio de experiências amigáveis do ecossistema crítico do livro com presença em outros territórios que confiavam e apostavam em multiplicar geograficamente a rebelião cultural, especificamente a editora e distribuidora libertária Virus em Barcelona, Traficantes de Sueños em Madri e La Hormiga Atómica em Iruña-Pamplona (hoje Katakrak).

Que objetivos vocês estabeleceram quando fundaram a La Pantera Rossa, e vocês acham que eles foram alcançados?

Nosso objetivo original era construir um espaço público à margem da cultura de mercado, capaz de oferecer recursos básicos aos movimentos sociais locais, de reunir o descontentamento social e produzir antagonismo por meio da promoção de encontros críticos e livros. “Abrimos por causa da crise”, clamava uma grande faixa que exibimos na vitrine de nossa loja durante os primeiros dias de abertura. Estávamos nos referindo não à crise econômica ou financeira que nos cercava, mas à crise da organização social, abandonada ao identitarismo, à endogamia e à dinâmica cega e autodestrutiva da esquerda autoritária, também responsável pela desmobilização social que nos assolava. Queríamos abrir um “buraco” nessa dolorosa realidade para nos questionarmos e, assim, podermos pintar o mundo de outra cor.

Sabíamos, porque fazíamos parte deles, que os coletivos sociais de Zaragoza precisavam, que nós precisávamos, de um lugar aberto e livre de preconceitos e estereótipos, onde pudessem se expressar e falar “ao mundo” para difundir e convocar a revolta social, e queríamos, ao mesmo tempo, divulgar uma cultura radical, que abordasse a raiz dos conflitos sociais, com dignidade e garantias de permanência. Hoje podemos afirmar que, apesar das dificuldades econômicas, e em particular da venda de livros, com o que nos autofinanciamos, conseguimos consolidar o espaço social que pretendíamos, devido à qualidade de seus meios e propostas e à quantidade e substância heterogêneas das ações transformadoras que abrigamos.

Que ações são prioritárias nas suas atividades?

A disseminação da literatura e do conhecimento crítico, a promoção da auto-organização popular e do protesto político, a subversão cultural e a extensão da economia social e solidária e do cooperativismo como uma alternativa prática ao capitalismo.

Que setores sociais vocês atingem?

Os setores sociais com os quais estamos em contato são múltiplos e diversificados, desde a população “local” do bairro velho onde estamos localizados (La Magdalena), até pessoas do resto da cidade ou visitantes de outros lugares que simpatizam com o projeto cultural em uma ampla gama ideológica que vai de posições socialistas e humanistas a posições libertárias. La Pantera Rossa é “habitada” por ativistas ambientais, feministas, antimilitaristas e pacifistas, sindicalistas de “classe” e pessoas sensíveis a essas mesmas ideias que estão procurando um ponto de encontro seguro.

Que meios de divulgação de suas atividades vocês utilizam (web, redes, etc.)?

Os meios de divulgação que usamos são comunicados à imprensa, as redes sociais, um boletim informativo por e-mail e nosso próprio website. E, em algumas ocasiões, fazemos divulgação impressa que distribuímos pela cidade.

Como você avalia sua trajetória na cidade?

Após quase quatorze anos de existência, nosso balanço é positivo pela recepção e aceitação social diversificada que temos encontrado, o uso do espaço pelos movimentos sociais e outras iniciativas da cidade é abundante, às vezes avassalador para um projeto comunitário pequeno como o nosso. Acreditamos que conseguimos garantir um espaço de autogestão e crítica cultural, independente de qualquer meio de pressão política ou econômica, com dignidade e reconhecimento público.

>> La Pantera Rossa www.lapanterarossa.net/

Fonte: https://redeslibertarias.com/2024/06/28/la-pantera-rossa-centro-social-libreria-zaragoza/

Tradução > anarcademia

agência de notícias anarquistas-ana

velho caminho
sol estende seu tapete de luz
passos de passarinho

Alonso Alvarez

[França] Radio Libertaire em alerta

Caros amigos e amigas ouvintes,

A Radio Libertaire, assim como cerca de 700 estações de rádio comunitárias em toda a França, está em perigo com a Lei de Finanças de 2025!

Esse projeto de lei prevê uma redução de 35% no financiamento alocado ao Fonds de Soutien à l’Expression Radiophonique (FSER).

Mas o que é exatamente o FSER?

Criado em 1982, o FSER foi projetado para permitir que as estações de rádio comunitárias cumpram, e eu cito, “sua missão de comunicação social local”.

Até 2008, esse fundo era composto pela receita de um imposto baseado nos valores pagos pelos anunciantes pela transmissão de mensagens publicitárias no rádio e na televisão.

Desde 2009, eles vêm de uma alocação fixa do orçamento do Estado e são alocados por ordem do Ministro da Cultura e Comunicação.

Esse procedimento tem sido frequentemente usado pelo Estado para monopolizar recursos que eram gerenciados sem sua intervenção. (Fundo para garantir o regime de pensão, tentativa de assumir as reservas do regime Agirc-Arrco, aquisição dos regimes de seguro-desemprego, Previdência Social, sob o pretexto de déficits, às vezes organizados pelo Estado). É insuportável!

A RL solicita e recebe um “subsídio operacional” anual que, embora automático, exige que ela preencha um grande número de formulários e forneça os documentos de apoio. Ele representa mais de dois terços de seu orçamento.

Como a Radio Libertaire não tem funcionários assalariados e suas atividades são baseadas, vale lembrar, em trabalho voluntário, a maior parte de seu orçamento é gasta em operações.

Para as outras estações de rádio, aquelas com funcionários, será necessário demitir pessoal e/ou abandonar a transmissão DAB+. Para algumas, será simplesmente o fim da aventura.

Sob o pretexto de rigor orçamentário, essa é uma oportunidade de varrer da paisagem os atores independentes ou daqueles que são um pouco rebeldes demais. Nestes tempos de tendências de extrema direita, há motivos para preocupação.

Por enquanto, estamos em contato com as várias organizações que representam as rádios comunitárias, como a SNRL e a CNRA, que já estão pedindo mobilizações.

Você pode nos ajudar fazendo uma doação no site da RL, na guia “nous soutenir” (Apoie-nos): https: //radio-libertaire.org/soutien.php. Mas, acima de tudo, espalhe a notícia e prepare-se para se mobilizar pela Radio Libertaire e por todas as outras estações de rádio que ainda são livres.

O secretariado da Radio Libertaire

radio-libertaire.org

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/02/04/franca-radio-libertaire-40-anos-de-voz-poderosa-e-rebelde/

agência de notícias anarquistas-ana

folhas no quintal
dançam ao vento
com as roupas do varal

Carlos Seabra

[México] Carta do prisioneiro anarquista Jorge “Yorch” Esquivel

Declaração do prisioneiro anarquista mexicano Jorge “Yorch” Esquivel, preso em 8 de dezembro de 2022 e condenado a sete anos e seis meses de prisão por acusações forjadas.

Olá, Compas,

Como estão todos? Estou um pouco estressado porque não recebi nenhuma informação relacionada à minha apelação. Os tribunais continuam em greve e não me deram nenhuma resposta. Também quero mencionar que o juiz que está decidindo sobre a apelação é o mesmo que me sentenciou, portanto, não tenho muita esperança na apelação. No entanto, temos o mandado de amparo que será julgado por outro tribunal. Para isso, espero que eles retirem alguns anos de minha sentença, pelo menos, ou, se possível, me absolvam de todas as acusações, pois não há provas contra mim e, ainda assim, eles me condenaram.

Peço a todos que continuem me apoiando com pressão política, da maneira que puderem, com cartas, trabalhos artísticos, coletando bens de que preciso aqui na prisão, material para fazer artesanato como linha e miçangas, marcadores coloridos, livros de colorir, papel mica, lápis de cor, revistas, livros, receitas, roupas, roupas íntimas, meias, roupas para o frio etc. Tudo o que você puder adquirir pode ser deixado em La Clandestina: Espacio de Encuentros, em Santa María la Ribera, na Cidade do México.

Também quero agradecer aos compas da Cruz Negra Anarquista de Los Angeles e da Cruz Negra Anarquista do México, pela solidariedade e esforço para me incluir na lista internacional de presos políticos da Federação da Cruz Negra Anarquista.

Isso é tudo por enquanto. Continuaremos resistindo pelo tempo que for necessário. Já estou aqui há quase dois anos. Quando for marcada a audiência de apelação, espero que todos vocês possam continuar me apoiando de suas trincheiras. Mando um abraço combativo a todos vocês.

Que caiam os muros de todas as prisões!

Libertem os presos políticos!

El Yorchs

Fonte: https://itsgoingdown.org/letter-from-anarchist-prisoner-jorge-yorch-esquivel-4/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/10/30/mexico-solidariedade-com-yorch/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/04/07/mexico-carta-do-preso-anarquista-jorge-yorch-esquivel-solidaria-com-alfredo-cospito-e-miguel-peralta-e-anunciando-sua-proxima-audiencia-para-14-de-abril-de-2023/

agência de notícias anarquistas-ana

Em morosa andança
Ao léu com meu ordenança —
Contemplação das flores.

Kitamura Kigin

Saiu a primeira edição da revista trans-libertária!

Com bastante satisfação, apresentamos a primeira edição da revista trans-libertária!

Organizar essa revista é uma empreitada, uma iniciativa que corresponde a sentimentos tanto de entusiasmo como de aflição. nosso contato com o que se pode entender por perspectivas trans-anarquistas não é recente, embora algumas nomenclaturas nos pareçam quase inéditas. como escrevemos na apresentação do acervo trans-anarquista, onde essa edição fica hospedada, podemos entender perspectivas trans-anarquistas como um conjunto de movimentos libertários, trans, cuir/queer e transfeministas contrários às normatividades institucionais da modernidade e que se movimentam de modo transversal em relação às diferentes formas de violência que atravessam diferentes grupos. é uma definição bastante ampla, e não consideramos isso prejudicial.

>> Baixe-leia aqui:

https://transanarquismo.noblogs.org/revista-trans-libertaria-v-1-2024/

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poeirão
se levanta no caminho
secam meus olhos

Marcos Amorim

III Feira Anarquista do Rio de Janeiro, quase uma crônica…

Hoje (26/10), nesta tarde nublada de sábado, passei pela III Feira Anarquista do Rio de Janeiro, de modo apressado e meio cansado, entre passados, presentes e futuros ausentes na intuição do intempestivo e do irreverente…

Significativamente o evento de contracorrente, ocorrido no bairro singular de Vila Isabel, em um Centro de Cultura Social, foi uma encruzilhada de gerações e imaginações que inventam em segredo um mundo novo em seus insubmissos corações rebeldes.

Alguns coletivos e debates deram o tom do momento, onde ainda nos falta um povo, barricadas e desejos, contra a realidade, contra o que nos tornamos como sociedade e contra o Estado que legítima toda opressão e desigualdade.

A temática desta edição da feira foi o repúdio a memória da hoje envelhecida ditadura militar surpreendentemente atualizada pelo espectro dos novos fascismos de uma renovada e global extrema direita, mas também pelos limites dos progressismos e vanguardismos de uma “extrema esquerda” autoritária, defensora da hegeliana Razão na História.

Nos falta hoje, contra tudo que é moderno, uma visceral provocação libertária, uma recusa, silenciosa ou não, da prisão absurdamente cotidiana e normalizada do arbitrário “para sempre” dos efêmeros tempos de agora…

Nos falta uma suburbana e irreverente resposta aos nossos eternos e supostamente absolutos e absurdos passados.

Carlos Pereira Júnior

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/10/24/feira-anarquista-no-rio-de-janeiro-acontece-neste-sabado/

agência de notícias anarquistas-ana

velho no banco
corrida de meninos –
passam os anos

Carlos Seabra

[Espanha] Comunicado final da campanha: O El Lokal vai ficar em Raval

O El Lokal vai ficar em Raval [El Lokal se queda en el Raval]

Seis meses depois de iniciado o processo de compra do espaço, queremos celebrar que a autogestão, a ação direta, a solidariedade e o apoio mútuo funcionaram mais uma vez. Entre todes, com esforço, responsabilidade e generosidade, tornamos possível essa compra coletiva. A especulação e o mercado não nos expulsaram do bairro. Aqui seguiremos, onde começamos em 1987, como espaço de luta e resistência.

Neste outubro, coincidindo com o 37º aniversário do El Lokal e graças ao apoio da Sala Paral·lel62 e dos artistas que participaram, todes pudemos sentir a alegria coletiva de nos reunirmos em uma grande festa para marcar o fim da campanha.

Agora chegou a hora de compartilhar os resultados.

Em 6 de abril de 2024, em uma assembleia extraordinária de membros e amigos do El Lokal, tomamos a decisão de comprar o espaço depois que o proprietário anunciou que o contrato de aluguel não seria renovado em janeiro. Nesse mesmo dia, obtivemos as garantias necessárias para formalizar o empréstimo com a COOP 57, cujo pessoal gostaríamos de agradecer por ter acreditado no projeto desde o início e por ter nos acompanhado durante toda a negociação.

Em 16 de maio, apenas um mês depois, graças às suas contribuições e empréstimos, os fundos necessários foram levantados (entrada, impostos, registro e cartório) e a escritura foi formalizada.

Ao mesmo tempo, lançamos uma campanha pública de arrecadação de fundos por meio da Goteo e de contribuições diretas que superou todas as expectativas. Em menos de um mês, a meta ideal foi atingida e, por isso, decidimos encerrá-la, como foi relatado na assembleia aberta de 26 de junho, na qual a apresentação dos resultados se transformou em uma grande festa.

Até o momento, graças às contribuições de mais de 600 pessoas e grupos, foram arrecadados mais de 80 mil euros. Isso nos permitiu pagar a entrada, os custos e os impostos da escritura, fazer a devolução antecipada do empréstimo imprevisto de 20 mil euros e devolver os mais de 18 mil euros de empréstimos recebidos de membros e amigos, que adiantaram os fundos necessários para formalizar a compra em apenas um mês (veja as contas detalhadas no documento anexo).

O sucesso da campanha também nos permitiu iniciar as obras de melhoria que o El Lokal precisa após décadas de negligência do proprietário: já temos uma nova instalação elétrica, removemos algumas paredes divisórias e estamos terminando o trabalho de renovação de paredes e umidade. Também estamos planejando uma reorganização do espaço para que os materiais e os equipamentos de infraestrutura do bairro sejam mais bem organizados. Além de todas as melhorias, o valor arrecadado nos permitirá manter um fundo de reserva para atender a futuras taxas comunitárias e acelerar o pagamento do empréstimo.

E tudo isso comprando o essencial e usando, sempre que possível, apenas nossas mãos e nossa inteligência. Novamente, apoio mútuo e solidariedade.

Nesse sentido, gostaríamos de mencionar as cerca de vinte pessoas que dedicaram muitas horas de seu tempo para puxar cabos, derrubar ou levantar uma parede ou consertar uma prateleira, que editaram vídeos que tornaram essa campanha um estouro, que prepararam e enviaram os pacotes com as recompensas (se você não recebeu a sua, por favor, venha buscá-las, estamos com pouco espaço)… Também a todas as pessoas que tornam possível que o Lokal esteja aberto todos os dias…

Transbordando de amor e conscientes do compromisso implicado na generosidade e na confiança das centenas de pessoas e grupos depositaram no El Lokal, queremos agradecê-los por esse imenso esforço comum que vai muito além do dinheiro arrecadado. Isso nos dá ânimo e força, porque confirma que, para muitas pessoas, é importante que o El Lokal permaneça aberto para apoiar as lutas do bairro, da cidade e do mundo; mas também porque essa experiência abre as portas para que outras realidades façam o mesmo.

O El Lokal vai ficar em Raval.

Detalhes das contas e lista de coletivos que participaram da campanha

Campanha El Lokal se queda. Estado das contas em 10 de outubro de 2024:

https://ellokal.org/wp-content/uploads/2024/10/Campana-El-Lokal-se-queda.-Estado-Cuentas-a-10-oct-24.pdf

  • Campanha El Lokal se queda. Lista de participantes:

https://ellokal.org/wp-content/uploads/2024/10/Campana-El-Lokal-se-queda.-Lista-de-participantes.pdf

Tradução > anarcademia

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/07/espanha-barcelona-el-lokal-permanece-no-raval/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/10/espanha-muito-amor-e-vamos-em-frente-el-lokal-fica-no-raval/

agência de notícias anarquistas-ana

os aloendros
em fila
nos separavam do mundo

Guimarães Rosa

[Alemanha] A Deportação de Maja T: polícia Saxônica mobiliza forças antiterroristas sem “nenhuma evidência concreta”

Carta oficial revela extensão e velocidade da operação para extraditar antifascista queer para a Hungria, apesar do recurso de liminar

Kit Dimou ~

As autoridades do estado alemão da Saxônia “mal podiam esperar para extraditar” Maja T, ativista antifascista, para a autoritária e queerfóbica Hungria, dizem apoiadores. De acordo com respostas recebidas do Ministério do Interior do Estado da Saxônia e publicadas pela Cruz Negra Anarquista (Anarchist Black Cross), as autoridades ingressaram em uma cara e elaborada cooperação para garantir a extradição, apesar de um pedido de liminar temporária ao Tribunal Constitucional Federal.

De acordo com a ABC Dresden, “É razoável supor que esse esforço oficial visava principalmente extraditar Maja o mais rápido possível e sem atrair atenção, não deixando nem espaço ou tempo para interrupções”.

Maja T enfrenta 24 anos de prisão na Hungria. Ativista e não binárie, Maja foi prese em Berlim em dezembro de 2023 e acusade de supostamente formar uma “organização criminosa”, em conexão com ataques a uma manifestação neonazista em Budapeste em fevereiro de 2023. Elu foi mantide sob custódia de extradição na prisão de Dresden antes de ser levade para o outro lado da fronteira em 28 de junho, no que seus apoiadores chamaram de a operação “noite e neblina”.

A carta revela que a Polícia do Ministério do Interior da Saxônia (LKA) “e as autoridades de Berlim originalmente responsáveis… têm mantido contato próximo… desde a prisão da pessoa em questão”. Para a extradição em si, também foram fornecidas chamadas “forças externas”, incluindo a polícia de choque e o departamento antiterror (!) da polícia da Saxônia. Apesar dos supostos “aspectos perigosos” e das “interrupções esperadas na extradição”, eles admitem abertamente que não havia “nenhuma evidência concreta de uma situação real de ameaça “.

“A extradição de Maja não é de forma alguma legalmente motivada e justificada, mas exclusivamente politicamente motivada”, dizem os apoiadores, citando “a extensão inacreditável da cooperação oficial e sua velocidade”, até mesmo ignorando um pedido urgente para com o Tribunal Constitucional Federal.

“As autoridades estavam cientes do pedido urgente e sabiam que o resultado do pedido era incerto. Portanto, eles decidiram deliberadamente ignorá-lo e deportar Maja no meio da noite”, disse a ABC Dresden, “Assim, a repressão contra o antifascismo no caso de Maja na Alemanha atingiu novas e monstruosas proporções da noite para o dia”.

Fonte: https://freedomnews.org.uk/2024/10/21/maja-t-deportation-saxony-police-mobilised-anti-terrorist-forces-with-no-concrete-evidence/

Tradução > Alma

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agência de notícias anarquistas-ana

de manhã no Tejo
que revoada de flocos brancos
as gaivotas!

Rogério Martins

[Espanha] Financiamento popular em apoio as 6 de La Suiza

Liberdade para as 6 de La Suiza. O sindicalismo não é um crime. Companheiras, vocês não estão sozinhas!

Participe do financiamento popular para as 6 de La Suiza!

Esse crowdfunding [vaquinha] foi lançado porque 5 mulheres solidárias e 1 trabalhador foram condenados à prisão por defender os direitos trabalhistas de uma companheira, usando apenas ferramentas sindicais legais.

Com esse objetivo, a CNT, com a colaboração do Grupo Sofitu a las 6 de La Suiza, apresenta esta campanha de crowdfunding. Com ela, tentamos arrecadar os fundos necessários para cobrir as despesas dos prisioneiros dentro da prisão, a educação de seus filhos, a manutenção de suas casas e outras despesas básicas essenciais.

Mas essa campanha de crowfunding também é uma voz de denúncia?

Porque o Código Penal deve ser revisado para que os trabalhadores não sejam punidos pelo simples exercício de seus direitos básicos…

Porque as mulheres condenadas não são culpadas dos crimes de que são acusadas…

PORQUE O SINDICALISMO NÃO É UM CRIME…

Com sua contribuição, ajudaremos a cobrir:

• Multas: injustamente impostas pela Suprema Corte.

• Despesas de prisão: Para garantir suas necessidades básicas.

• Despesas legais: para continuar a luta legal.

• Despesas pessoais e de cuidados: para garantir o bem-estar deles e de suas famílias.

Não as deixe sozinhas! Doe agora e faça com que nossa voz seja ouvida – sua contribuição conta!

>> Apoie aqui:

https://www.goteo.org/project/financiacion-popular-en-apoyo-a-las-6-de-la-suiza

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

mamãe passarinho chocando,
papai trouxe a comida
festa na copa das árvores

Akemi Yamamoto Amorim

[Grécia] Retimno-Ilha de Creta | Cartaz | Contra a desvalorização de nossas vidas | Resistência-Auto-organização-Solidariedade

Contra a desvalorização de nossas vidas

Resistência-Auto-organização-Solidariedade

Resistência contra a guerra que vivemos todos os dias em uma cidade turística com aluguéis caros, cheia de airbnb. Contra a destruição da saúde e da educação públicas. Contra um Estado e patrões que consideram nossas vidas dispensáveis.

Auto-organização em face do ataque total do Estado e do capital. Organizar-se nas bases e desde baixo para recuperar nossas vidas.

Solidariedade é nossa única resposta contra o individualismo dos tempos atuais e a sociedade carcerária criada pelo Estado e pelo capitalismo.

TOMAR NOSSAS VIDAS EM NOSSAS MÃOS

agência de notícias anarquistas-ana

Pesos de papel
sobre os livros de figuras –
Vento de primavera.

Takai Kitô

[Portugal] O Mapa #43 está nas ruas!

A mineração, legitimada pela narrativa da “transição verde”, ameaça esventrar territórios de norte a sul do país. Neste número, revisitamos o Barroso, o epicentro da resistência antiextrativista, recuperando as conversas, as práticas, os sonhos tecidos ao longo do 4.º acampamento em defesa das serras, dos baldios, de todo um modo de vida. Mas não descuramos também investidas noutras geografias, como a ampliação da mina de Alvarrões, na Guarda.

Mapeia-se resistência por todo o país, sejam protestos contra a indústria de celulose e os mares de eucalipto com que brinda as nossas paisagens, seja o movimento estudantil contra o genocídio na Palestina ou as plataformas que se organizam para reivindicar o direito à habitação ou em denúncia do racismo, da violência policial e do legado colonial em que seguimos submersos. Aprofundamos as suas raízes olhando para o passado imperial português, com foco na ilha da Madeira, laboratório do modelo de plantação que conjugou monocultura, escravatura, internacional e desflorestação sem precedentes com o intuito de converter o mundo em mercadoria. No panorama internacional, acompanhamos a resistência contra a gigafábrica da Tesla nos arredores de Berlim e aprofundamos a solidariedade queer com a causa palestiniana.

Na outra face da moeda, este MAPA mostra que é possível organizar-se e relacionar-se de outra forma, atendendo ao 3.º fórum das cooperativas integrais em Tomar, estabelecendo alianças ibéricas nas Astúrias, reocupando zonas rurais e regenerando os ecossistemas, dançando ao ritmo da autogestão, educando para a liberdade e para a diferença, fazendo arte como ferramenta de militância, escutando as pessoas que estão do outro lado das grades.

Mas a grande surpresa deste número é o encarte da revista Outras Economias, resultante de uma parceria com o CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (@loja_de_comercio_justo) – que nos convida a ver a economia além do mercado e a praticar alternativas económicas no nosso quotidiano.

No Jornal MAPA #43, esperam-te crónicas, entrevistas, poesia, literatura, ilustração e BDs. Podes adquiri-lo num dos pontos habituais de venda. Mas o melhor é mesmo fazeres a tua assinatura, ajudando assim à continuação sustentada deste projeto voluntário de informação crítica.

Nota: A presente edição por motivos alheios ao coletivo do MAPA e por lapso da gráfica foi impressa com a distribuição errada das páginas a cores previstas. Lamentamos o sucedido.

O Mapa é um projecto autogerido que só pode sobreviver graças ao apoio de quem o lê e o acha indispensável, se puderes, assina o Mapa!

jornalmapa.pt

agência de notícias anarquistas-ana

Vendinha de bairro.
Ressona feliz gatinho
no saco de estopa.

Fanny Dupré

Eu sou anarquista

Eu sou o que luta, sem trégua nem paz.

Sou o que luta pela liberdade, pela igualdade.

Não creio nos deuses, nem em religiões.

Não creio em governos, nem em reis.

Creio na razão, creio na justiça.

Creio na solidariedade, creio na liberdade.

Creio em um mundo melhor, creio em um mundo novo.

Eu sou o inimigo da opressão,

Eu sou o inimigo da exploração.

Eu sou o amigo da verdade,

Eu sou o amigo da igualdade.

Não me importa o poder, nem a riqueza.

Não me importa a glória, nem a fama.

Por que levamos um mundo novo em nossos corações por isso eu sou anarquista.

Flores de Goldman

agência de notícias anarquistas-ana

Um grande silêncio —
Nuvens escuras se acumulam
Sobre a terra seca.

Paulo Franchetti

[Indonésia] Levantamento de fundos para Page Against the Machine

Por que traduzir e publicar literatura anarquista indonésia em inglês?

A tradução e a publicação de literatura anarquista indonésia em inglês lança luz sobre o desenvolvimento peculiar do anarquismo na Indonésia.

A dominância de narrativas anarquistas europeias e estadunidenses levou a um desequilíbrio, com as perspectivas não-ocidentais sendo frequentemente marginalizadas ou negligenciadas. Traduzir literatura anarquista e crítica indonésia ajuda a retificar esse desequilíbrio, oferecendo uma plataforma para vozes de regiões menos privilegiadas e contribuindo com uma troca cultural linguística mais justa.

Ao incorporar a literatura anarquista indonésia, queremos apresentar diferentes pontos de vista que desafiam o domínio das narrativas europeias e americanas. O anarquismo indonésio emerge de um contexto marcado por lutas pós-coloniais, disparidades econômicas e práticas indígenas. A compreensão dessas diferenças destaca como o anarquismo se adapta e evolui em ambientes diversos e revela as maneiras distintas de lidar com as questões locais.

Ao traduzir textos críticos e anarquistas indonésios, podemos descobrir como esses legados coloniais afetaram as expressões locais do anarquismo e como os escritores indonésios reagiram e transformaram essas influências em narrativas locais. Não se trata apenas de tornar os textos acessíveis; trata-se de enriquecer o discurso global sobre o anarquismo, desafiando as narrativas dominantes e reconhecendo a complexa interação dos legados coloniais. Ao fazer isso, obtemos uma compreensão mais abrangente dos movimentos anarquistas em todo o mundo e das diferentes contribuições dos pensadores e ativistas indonésios.

Quem somos…

Nós somos a Page Against The Machine [“A Página contra a Máquina”, em tradução livre], uma pequena editora independente em Joguejacarta, Indonésia.

Um dos nossos principais objetivos é elevar as narrativas de escritores não acadêmicos que são testemunhas imediatas dos eventos. Esse foco é importante porque muitos escritores e ativistas daqui não têm o privilégio de ter uma educação formal superior. Nossa publicação procura abordar essa questão fornecendo uma plataforma para essas vozes diretas da base.

Como uma cooperativa, somos gerenciados coletivamente sob os princípios de cooperação mútua e solidariedade. Planejamos colaborar com autores locais e publicar um número maior de textos com foco em literatura crítica, lutas sociais, feminismo, anarquismo e tópicos queer.

A Page Against the Machine foi iniciada por três indivíduos: Mila, Mita e Muhee. Não somos apenas amigas e companheiras que se conhecem e colaboram umas com as outras há muito tempo, mas também somos ativistas dedicadas.

O seu apoio

Para que a literatura anarquista indonésia alcance um público mais amplo, o apoio financeiro é essencial. A publicação e a distribuição de livros, periódicos e outros materiais escritos requerem recursos que muitos editores e autores anarquistas indonésios simplesmente não têm. O apoio financeiro cobrirá custos como produção, tradução, marketing, aluguel do espaço de trabalho, equipamentos de trabalho e distribuição. Esse apoio é fundamental para tornar nossas obras acessíveis a leitores globais.

Os primeiros livros sob tradução estão na imagem

Orçamento projetado

O orçamento a seguir descreve os custos necessários para estabelecer uma base inicial para o projeto:

  1. Custo de produção inicial dos primeiros livros: 15.000.000 IDR / £735 / R$ 5.500,00
  2. Salário do tradutor, editor e diagramador dos primeiros livros: 15.000.000 IDR / £735 / R$ 5.500,00
  3. Equipamento de trabalho – scanner e impressora: 4.000.000 IDR / £190 / R$ 1.400,00
  4. Aluguel anual do espaço de trabalho: 12.000.000 IDR / £590 / R$ 4.400,00

Financiamento total necessário: 46.000.000 IDR / £2.250 / R$ 16.800,00

Ao contribuir, você desempenhará um papel importante no aumento da visibilidade das ideias anarquistas indonésias e na promoção de um diálogo global mais inclusivo sobre o anarquismo e outros tópicos críticos.

Ajude-nos a ampliar vozes e perspectivas que ainda são muito raramente ouvidas e conhecidas na literatura e no movimento anarquista em nível global.

Em solidariedade,

Page Against The Machine

Encontre-nos aqui:

E-mail: pageagainstthemachine2024@gmail.com

E-mail: pageagainstthemachine2024@riseup.net

Instagram: @patmpenerbit

>> Apoie aqui:

https://www.crowdfunder.co.uk/p/page-against-the-machine

Tradução > anarcademia

agência de notícias anarquistas-ana

Por trás da cortina,
o passarinho não vê
que aguardo o seu canto.

Henrique Pimenta