[Mianmar] ‘Punk Revolution’ | “A música, a ideologia, a energia, a atitude, a liberdade, a cultura e o estilo de vida rebelde.”

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que o “Punk” é muito significativo na minha vida. A música, a ideologia, a energia, a atitude, a liberdade, a cultura e o estilo de vida rebelde. Principalmente para mim, que desde que nasci vivo sob o sistema militar. A educação é horrível, a pobreza e não há justiça, direitos humanos, liberdade.

Quando encontrei o punk, tinha 17 anos. Aí eu escolhi o punk como minha vida, minha visão se ampliou e mudou muito da minha vida. Eu fiz conexões com punks de todo o mundo, e até me tornei amigo de pessoas de bandas punk que eu gostava quando era mais jovem.

Quão incrível tudo isso, não? E agora, estou tão feliz e orgulhoso por estarmos numa parte deste livro ‘Punk Revolution’, com bandas incríveis como Crass, Dead Kennedy, MDC, Subhumans, Iggy and The Stooge, Bad Brain, Sonic Youth, Bad Religion, Pussy Riot, etc…

Uau! Ainda é difícil para mim acreditar. Muito obrigado ao autor por nos incluir na história destes punks. É fantástico para nós!

De qualquer forma, se quiser comprar e apoiar esse livro, compre neste link:

https://rowman.com/ISBN/9781538171721/Punk-Revolution-An-Oral-History-of-Punk-Rock-Politics-and-Activism

Muito obrigado a todos que nos apoiam!

O Punk ainda está vivo!

Rebel Riot Band

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agência de notícias anarquistas-ana

surgidos do escuro,
somem na moita, na noite:
amores de um gato

Issa

[Holanda] No Border Camp 2023

21 a 27 de agosto

Neste verão, em algum lugar dos territórios ocupados pelos holandeses, será realizada a quinta edição do No Border Camp. Será uma semana repleta de ações, workshops e discussões sobre o tema da migração, sua repressão e sua libertação.

Como o nome do acampamento sugere, sonhamos com um mundo sem fronteiras. Um mundo em que todos possam se movimentar livremente, sem risco de detenção, deportação ou exploração. Um mundo sem a Frontex [Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira]. Mas não deixaremos que esses sonhos se limitem à nossa imaginação. Temos a intenção de realizar esses sonhos no aqui e agora, sem arrependimento, juntos. Isso significa explorar áreas de luta que se cruzam, como a justiça climática, o antirracismo e o antimilitarismo, e fortalecer as conexões entre elas. E entre nós. Porque a solidariedade é a nossa arma.

Esperamos reunir os indocumentados e os documentados para trocar conhecimentos, compartilhar histórias, forjar conexões e construir uma resistência forte e coletiva às fronteiras em todos os lugares.

O local será anunciado pouco antes do início do evento. Não deixe de ficar de olho em nosso site e nas mídias sociais.

Você tem ideias para workshops ou ações? Ou gostaria de ajudar na organização? Envie-nos um e-mail para nbc-2023@riseup.net!

https://nobordercamps.eu/

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No extremo vazio
do mais oco, sopro sons:
flauta de bambu.

Urhacy Faustino

[Itália] Comunicado do Circolo A “Gogliardo Fiaschi” de Carrara sobre a operação repressiva de 8 de agosto

Na madrugada de hoje, 8 de agosto, o Estado, por meio do Ministério Público de Gênova (na figura do promotor Federico Manotti) e da DIGOS de La Spezia, realizou a enésima operação repressiva contra o movimento anarquista, com a qual pretende silenciar – como aconteceu há 100 anos com as leis antianarquistas – qualquer anseio e aspiração revolucionária. Dez companheiros anarquistas são acusados na investigação, entre eles cinco companheiros de Carrara, para os quais o promotor pediu inicialmente a prisão: uma ordem que o juiz de investigação preliminar (GIP) Riccardo Ghio transformou em quatro prisões domiciliares com todas as restrições, cinco obrigações de residência com a obrigação de passar a noite em casa e um companheiro sem nenhuma restrição. Para um dos quatro companheiros em prisão domiciliar, o GIP ordenou a detenção na prisão porque ele não tem residência formal: Luigi foi transferido para a prisão de La Spezia. Além das residências, o Circolo Culturale Anarchico “Gogliardo Fiaschi”, a sede histórica em Carrara, também foi revistado. Revistas, livros, panfletos, pôsteres e mídia de computador foram apreendidos.

Os companheiros são acusados de associação subversiva com o objetivo de terrorismo (art. 270 bis c.p.) e instigação ao crime (art. 424 c.p.) agravada pelo objetivo de terrorismo, em conexão com a publicação do quinzenário anarquista internacionalista “Bezmotivny” a partir de 2020, bem como ofensa à honra e ao prestígio do presidente da república e publicação clandestina.

Atualizações sobre as iniciativas que serão empreendidas em solidariedade aos companheiros serão feitas a seguir.

Solidariedade revolucionária com os companheiros presos e submetidos a medidas restritivas!

Nem Deus, nem Estado, nem servos, nem patrões!

Circolo Culturale Anarchico “Gogliardo Fiaschi”

Carrara, 8 de agosto de 2023

O endereço para escrever para Luigi:

Luigi Palli

Casa Circondariale de La Spezia

Piazza G. Falcone e P. Borsellino n. 1

CAP 19125

La Spezia (SP)

Itália

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agência de notícias anarquistas-ana

Aconchegantes,
Os raios do sol de inverno —
Mas que frio!

Onitsura

[Argentina] Atacaram a Casa de Chubut em Buenos Aires para exigir a libertação de Jones Huala

O fato ocorreu nesta segunda-feira (07/08), às 8 horas, quando os funcionários estavam abrindo as portas do edifício. Eles entraram e fizeram pichações para exigir a libertação do líder da Resistência Ancestral Mapuche (RAM). Além de lembrar os seis anos da morte de Santiago Maldonado. Ninguém ficou ferido no incidente.

Segundo o jornal El Chubut, de acordo com depoimentos de testemunhas recebidos pela redação, um grupo de pessoas disse que ia realizar uma manifestação pacífica, mas começou a causar distúrbios e realizar pichações com spray.

O caso aconteceu por volta das 8 horas, quando os funcionários estavam abrindo as portas. Os manifestantes entraram e o fizeram com gritos a favor de Facundo Jones Huala, líder da RAM que foi condenado pela justiça chilena, que fugiu e foi capturado em El Bolsón. Sua extradição foi autorizada recentemente.

Os manifestantes realizaram pichações nas paredes e jogaram panfletos em relação aos seis anos da morte de Santiago Maldonado.

Após os atos transgressores, eles acenderam dois sinalizadores de fumaça e fugiram do local. Foram encontrados papéis com a seguinte legenda: “Liberdade para o povo mapuche. Liberdade para Lonko Facundo Jones Huala. Viva à anarquia“.

Fonte: https://www.bariloche2000.com/noticias/leer/atacaron-la-casa-de-chubut-en-buenos-aires-para-reclamar-por-la-libertad-de-jones-huala/148464

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Noites sem cigarras –
qualquer coisa aconteceu
ao universo.

Serban Codrin

[Espanha] Ataque incendiário a uma van da empresa de armamentos Indra

Por meio de um comunicado, os autores da ação expressaram sua solidariedade aos anarquistas Monica e Francisco, que estão sendo julgados pelo Estado chileno. Aqui está o comunicado completo:

Na última terça-feira, 25, no início da manhã, atacamos com nossos materiais favoritos: gasolina e fogo, uma van da empresa Indra perto do bairro de Vallcarca. A Indra, fabricante de armas, é a parte técnica do desenvolvimento dos interesses geopolíticos e econômicos dos Estados.

Vários contratos com o Ministério da Defesa da Espanha demonstram seu envolvimento em projetos de armamento militar, bem como seu controle de 80% da empresa espanhola de mísseis Sociedad Española de Misiles, a subsidiária espanhola do principal fabricante de mísseis da Europa.

Atualmente, o setor militar adotou uma nova imagem que se distancia da imagem dos militares dando um golpe de Estado para uma imagem mais amigável de mercenários profissionais sorridentes que, junto com seus fornecedores, atendem a uma demanda social por segurança.

Quando desculpas como o terrorismo não são suficientes para justificar o aumento da militarização, então as outras principais preocupações da sociedade se tornam o pretexto necessário para o declínio militar na metrópole. Portanto, eventos como a recente criação do navio-prisão “Bibby Stockholm” no Reino Unido para continuar e aumentar a repressão aos migrantes não são coincidência. O complexo militar, portanto, acaba acompanhando a sociedade em sua decadência com sua imagem gentil, seus sistemas de vigilância tecnológica e sua sensação de segurança por parte dos cidadãos, buscando estabelecer a paz mortal dos patrões e dos proprietários legais com o apoio das maiorias silenciosas.

Diante de tudo isso, estamos ao lado daqueles que decidem que seu campo de batalha é a negação e a desobediência.

Por meio dessa ação, gostaríamos de espalhar o fogo nessas condições de guerra contínua contra todos os símbolos e rostos da sociedade autoritária na qual decidimos lutar.

Enviamos nossas mais calorosas saudações aos camaradas Mónica e Francisco, que agora estão enfrentando um julgamento que durará meses. As palavras cúmplices do companheiro Francisco nos enchem de força para continuar explorando os caminhos do conflito anárquico aqui e agora.

Saudações também a Alfredo Cospito, que está se recuperando após 6 meses de greve de fome.

PELA INSURREIÇÃO, PELO ATAQUE E VINGANÇA!

Alguns indivíduos perigosos

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

tênue tecido alaranjado
passando em fundo preto
da noite à luz

Guimarães Rosa

Sobre a situação do preso político Marcelo Villarroel

Cinquenta anos após o golpe militar de Pinochet, seu legado jurídico ainda está intacto. A situação dos presos políticos chilenos, anarquistas e subversivos, é muito diferente de caso para caso. No entanto, há um companheiro que vive uma situação única no mundo ocidental.

Ele é Marcelo Villarroel Sepúlveda, que está preso há quase 30 anos, em três períodos diferentes, mais da metade de sua vida, e a única razão pela qual lhe é negada a possibilidade de acesso aos benefícios da prisão, como a todos os prisioneiros no Chile, é que ele está cumprindo sentenças proferidas por um tribunal militar, um legado jurídico da ditadura de Pinochet.

A existência dessa jurisdição militar, que julga civis e atua como juiz e parte, obviamente implica que não há possibilidade de ter acesso a um julgamento justo e a um tribunal imparcial. Por esse motivo, o Chile foi alvo de fortes críticas internacionais, o que levou os países europeus a se recusarem a extraditar militantes chilenos quando eles foram presos na Europa. É por esse motivo que o sistema de justiça militar do Chile não pode mais julgar civis.

O único caso no Chile, e no mundo ocidental, em que alguém é vítima dessa aberração jurídica é o caso de Marcelo. Militante desde quase criança em uma organização armada marxista-leninista, na prisão ele mudou sua visão para o pensamento anarquista. Independentemente das ideias de Marcelo e das ações que o levaram à prisão, o Comitê de Solidariedade ao companheiro enquadra sua atividade em uma visão ampla para mudar essa situação de flagrante injustiça.

O que seria típico de países como o Irã ou a Coreia do Norte, está acontecendo hoje na América do Sul, onde a vingança dessa instituição, herdada da ditadura de Pinochet, prendeu nosso companheiro em uma sentença de prisão perpétua. Se nada for feito e a situação atual continuar, Marcelo será libertado da prisão em 2056.

Como é contraditório que, em setembro deste ano, se comemore o 50º aniversário do golpe civil militar, que no Chile terá caráter oficial, e que haja apenas um prisioneiro ainda cumprindo penas da justiça militar, em uma aberração jurídica inexplicável.

Nosso apelo, portanto, é para que haja a mais ampla mobilização internacional possível, especialmente na Europa, onde o Chile é particularmente sensível à imagem que projeta.

Pela anulação das sentenças militares de Marcelo Villarroel e sua libertação já!!!

Fonte: Comitê de Solidariedade Internacionalista com Marcelo

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Sem guarda-chuva
E sob a chuva de inverno —
Bem, bem!

Bashô

[Espanha] Lançamento: “Tiempo de generosos y cautivos anarquistas”, de Manel Aisa Pàmpols

O livro que você tem em mãos é uma das portas para compreendermos a magnitude da tragédia do povo espanhol, em especial das mulheres e homens do anarquismo e do anarcossindicalismo, que foram capazes em 1936 de vencer ao exército e ao fascismo e começar a construir o sonho da revolução.

No término da guerra em 1939, o fascismo franquista se aproveitou desses combatentes e ceifou o maior número possível de vidas. Tanto que, mesmo hoje, 84 anos depois, muitas destas vidas continuam no silêncio das valas comuns de cada povoado da Espanha que ainda não processou os assassinos.

Definitivamente, o objetivo aqui é recuperar o nome e a identidade de cada pessoa que, nos tempos sombrios do franquismo, tiveram a coragem de lutar contra a indignidade de um sistema corrupto, opressor, e assassino, quando toda Espanha era uma prisão. Houve as que não aceitaram esse regime político opressor e se opusera, as mentiras do sistema.

E para que as mulheres e homens que viram seus sonhos de um mundo melhor frustrados, entre iguais, não perderam sua identidade, resgatamos aqui uma pequena parte de sua história.

Para que se saiba, o nome e os sobrenomes dos prisioneiros anarquistas, não acabem esquecidos e possarmos recuperar sua história, que é a história de um povo que lutou pela liberdade.

QUE SEUS NOMES NÃO SEJAM ESQUECIDOS

>> Manel Aisa Pàmpols, nasceu no bairro chinês (El Raval) de Barcelona no ano de 1953. Foi membro de diversos coletivos libertários, como  Col·lectiu libertari St. Antoni-Xino de Barcelona, iniciado em 1976. Foi secretário de organização da Federació Local de CNT entre os anos de 1977-78.

Seguidor da corrente autodidata dos anarquistas dos anos 20 e posteriores, colaborou e impulsionou durante anos o Centre de Documentació Històric Social [Centro de Documentação de História Social], assim como a recuperação do Ateneu Enciclopèdic Popular de Barcelona (CDHS-AEP), onde foi documentarista e curador de várias exposições.

Tiempo de generosos y cautivos anarquistas

Ano de publicação: 2023

Autor / es: Manel Aisa Pàmpols

Editorial: El Lokal

Páginas: 424

Tamanho do livro: 21 × 14,7 × 2,5 cm

Site: https://botiga.ellokal.org

Tradução > 1984

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fruta caída
ao lado da estrada:
pausa na ida

Carlos Seabra

‘Operação Crossroads’: quando os EUA bombardearam navios cheios de animais

Por Loreto Sánchez Seoane | 02/07/2023

Eles evacuaram os 167 indígenas que viviam nas ilhas e escolheram duas datas: 1º e 25 de julho de 1946. Sob o nome de Operação Crossroads, um ano após os EUA lançarem as bombas nucleares em Hiroshima e Nagasaki, 100 navios foram colocados no Atol de Bikini, no Oceano Pacífico, embora mais de 240 tenham sido usados, e mais de 5.000 animais foram usados para lançar duas bombas de 20 quilotons, cinco a mais do que as lançadas no Japão.

Foi um teste termonuclear em que primeiro foi lançada Gilda, uma bomba com a imagem de Rita Hayworth interpretando este papel, e 24 dias depois, Helena, em referência a Helena de Troia, a personagem mitológica pela qual foi desencadeada a guerra descrita em A Ilíada.

As plumas de água radioativa causadas por essas explosões atingiram os navios que transportavam animais. Muitos foram explodidos, outros morreram queimados pelas explosões e os que permaneceram vivos logo morreram devido à radioatividade. Os navios, alguns dos quais eram alemães ou japoneses, e que pertenciam aos Estados Unidos após serem capturados na Segunda Guerra Mundial, também não se saíram bem.

As consequências foram sentidas a curto e longo prazo. A operação também envolveu 42.000 pessoas e estima-se que a expectativa de vida delas foi reduzida em cerca de 3 meses devido à radiação. Além disso, a terra e a água ao redor das explosões tornaram-se impróprias para a agricultura e a pesca.

E não é só isso: embora três famílias tenham decidido retornar em 1974, elas só conseguiram viver lá por quatro anos, pois a quantidade de radioatividade que acumularam ao comer alimentos contaminados após as exposições as deixou doentes. Desde então, aquelas terras permanecem desabitadas.

Os testes foram conhecidos como Able e Baker. Eles escolheram aquele recife de coral em forma de anel no Pacífico central, que pertence às Ilhas Marshall, para investigar os efeitos de explosões nucleares em navios e embarcações da marinha. Para isso, detonaram uma das bombas em uma profundidade de 27 metros.

Como a cientista e analista política Jennifer Knox explicou à Newsweek, “alguns animais foram usados não apenas para estudar os efeitos da radiação em um indivíduo, mas também as consequências de longo prazo para a saúde das gerações posteriores”. Portanto, “os animais foram colocados a diferentes distâncias da explosão nuclear ou protegidos com diferentes tipos de materiais, alterando a dose de radiação que recebiam e sua exposição a ela”.

Eles também queriam ter um registro fotográfico de tudo o que estava acontecendo, então câmeras com detectores de radiação e coletores de amostras de ar foram instalados em diferentes mecanismos para não colocar em risco os pilotos das aeronaves. Além disso, fotografias de todo o processo de detonação foram tiradas por controle remoto de outras ilhas do atol, totalizando mais de 50.000.

Com todas essas informações, os EUA já sabiam que sua marinha seria dizimada por um ataque nuclear, mas queriam investigar mais a fundo. Para isso, um dos navios que havia sido usado, o USS Independence, foi rebocado até São Francisco para analisar os efeitos das bombas sobre ele. Conforme publicado no El País, depois que o arqueólogo marinho James Delgado encontrou o navio no local onde, anos depois, ele foi afundado para evitar a radiação, a primeira bomba detonada a 600 metros de distância destruiu os aviões a bordo, todos os animais que ele transportava e seu convés, além de provocar a detonação dos torpedos na popa do navio. A segunda bomba o destruiu quase completamente, deixando apenas seu esqueleto de ferro.

Fonte: https://www.elindependiente.com/tendencias/cultura/2023/07/02/la-operacion-crossroads-cuando-ee-uu-lanzo-bombas-nucleares-bajo-barcos-llenos-de-animales/

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Sempre do mesmo lado,
O dia todo e a noite inteira,
O vento da montanha.

Paulo Franchetti

A luta de todas por emancipação

Educar, Organizar, Emancipar! Bem Estar e Liberdade!

Esses são os desígnios usados nos EUA e no Brasil e que são atuais como eram a 100 anos atrás.

Existe uma história de opressão e exploração que deixam claro a necessidade imperativa de uma educação onde a memória de luta de todas não seja re jogado de lado num discurso evolutivo e nem que se menospreze nenhuma delas, seja dos animais, das crianças, das mulheres, das pessoas homoafetivas, negras, indígenas. 

Não há como negar que cada sofreu e sofre diariamente uma grande opressão velada ou não acobertada por um suposto estado de direito democrático, mas que na prática, é um estado de direito censitário, onde apenas aqueles que possuem recursos financeiros obtêm vantagens. A exploração e opressão são realmente democráticas quando o que prevalece é o poder aquisitivo, mostrando que não importa quem faça a violência, seja um homem, seja uma mulher, seja uma pessoa negra, seja uma pessoa idosa, seja jovem, seja uma pessoa homoafetiva, tendo capital e recursos, poderá exercer seu poder sobre outrem sem muita dificuldade.

Se lembrarmos bem, em nossas lutas, o anarquismo sempre esteve e está com todas as pessoas oprimidas e exploradas. Não havia porque separar as lutas e não há. E isso não significa omitir o passado histórico de lutas determinadas, e sim respeitá-las como um todo que são. Se entramos nos caminhos de uma especialização das lutas podemos não conseguir voltar e tendemos a ver, iludidas, que a nossa luta seria a mais importante e fundamental.

Por todas serem essenciais é que não podemos simplesmente exercer mais uma do que outra e sim, dentro de um espírito de apoio mútuo, nos ajudarmos contra todas as explorações e opressões.

Que as diferenças sejam elos de união e não de divisão.

Esse respeito é igualitário e fundamental para dar força a um processo de ruptura com as violências e surgir uma emancipação total, sem novas pessoas dominadoras ou opressoras. O maior risco aqui seria que um determinado grupo ascendendo ao poder e por ser o mais “oprimido e explorado” em seu entendimento histórico, seria o derradeiro grupo, como diziam as pessoas marxistóides, e achavam isso ao apontar as pessoas proletárias como tal grupo redentor, formando a “ditadura do proletariado”, a derradeira organização social, porque não haveria ninguém mais abaixo delas. 

O fato é que dentro do próprio proletariado havia graus de relações de opressão e exploração, tão cruéis como foram submetidas por outros grupos, e que não foram superadas com o advento do “capitalismo de estado”, resultando em um autoritarismo cruel, nas várias experiências que vivemos no século XX.

Tenhamos presente pois os desígnios da Associação Internacional das Pessoas Trabalhadoras que adaptamos “A nossa emancipação é nossa própria obra”. Nesse sentido, lutemos, unidas!

Na luta somos dignas e livres!

anarkio.net

agência de notícias anarquistas-ana

No terreno baldio
Ainda cheias de orvalho,
Campânulas!

Paulo Franchetti

Dez companheiros são presos em operação policial contra jornal anarquista na Itália

Na madrugada do dia 8 de agosto, o Ministério Público de Gênova, o Serviço de Combate ao Extremismo e Terrorismo Interno da Direção Central da Polícia de Prevenção e a Digos (polícia antiterrorista) de La Spezia lideraram mais uma operação de repressão contra o movimento anarquista. Dez companheiros são acusados nesta investigação, incluindo cinco companheiros de Carrara, para os quais o promotor inicialmente pediu prisão. Os anarquistas estavam sob observação das autoridades há dois anos.

Além das buscas nas residências, o Círculo Cultural Anarquista “Gogliardo Fiaschi”, tradicional centro histórico dos anarquistas em Carrara, foi alvo de uma batida. Revistas, livros, folhetos, cartazes e material de informática foram apreendidos.

O juiz de instrução liminar decidiu quatro prisões residenciais com restrições, cinco prisões domiciliares com retorno à prisão à noite. Um companheiro não está sujeito a nenhuma restrição. Luigi, um dos quatro companheiros detido, não tinha residência oficial, portanto, foi transferido para a prisão de Spezia.

Os companheiros são acusados de associação subversiva para fins de terrorismo (art. 270 bis do código penal) e incentivo à prática de crime (instigação e apologia para fins de terrorismo, incitar ações violentas, no âmbito da publicação, a partir de 2020, bimestral internacionalista anarquista “Bezmotivny”, bem como para atentado à honra e prestígio do Presidente da República, e impressão clandestina).

>> Para escrever a Luigi:

Luigi Palli / Casa Circondariale di la Spezia / Piazza G. Falcone e P. Borsllino n. 1/19125 La Spezia (SP) / Itália

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em vão espero
as desintegrações e os símbolos
que precedem ao sonho

Jorge Luis Borges

[Itália] Milão: Atividade “2 anarquistas mortos pela liberdade”

Gaetano Bresci e Santiago Maldonado.

Queríamos lembrar com amor e rebeldia a solidariedade comprometida do companheiro Santiago Maldonado, 6 anos após seu assassinato pelas mãos da covarde gendarmaria argentina.

Solidariedade internacionalista que não esquece, que não perdoa, na memória combativa, na liberdade do Lonko Facundo Huala e na luta do povo mapuche.

SANTIAGO MALDONADO PRESENTE!

Nós amamos você, Santi!

Rede Internacional em Defesa do Povo Mapuche

01/08/2022

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As nuvens do céu –
o céu do infinito
eu de nenhum lugar

Stefan Theodoru

[Chile] Ataque incendiário ao ônibus da RED do lado de fora da Prisão de San Miguel

Reivindicação do ataque incendiário ao ônibus da RED do lado de fora da Prisão de San Miguel, Santiago, território ocupado pelo Estado chileno.

Ataque incendiário ao ônibus da RED do lado de fora da Prisão de San Miguel

Quando vemos o rosto do inimigo, reconhecemos imediatamente a prisão e seu sistema penitenciário, com todos os seus equipamentos e funcionários, como um foco a ser destruído, pois é lá que historicamente eles têm procurado aprisionar mentes e ações revolucionárias.

Tanto no passado como no presente, sabemos que nossos companheiros de prisão tiveram que resistir diariamente ao assédio constante de seus corpos, já que a gendarmeria [polícia] tenta provocar sistematicamente a desmoralização de nossos companheiros de prisão, por meio de humilhações, castigos, torturas, ameaças de retirada de visitas ou ordens diante de qualquer ato que altere os códigos de dominação dentro dos módulos.

É por isso que, por meio de um ataque de precisão, incendiamos um ônibus da RED com um eficiente dispositivo incendiário fora da Prisão de San Miguel, com o objetivo de alterar a passividade que pode ser sentida nas ruas diante de uma sociedade que monitora e controla o comportamento, desejando a submissão e construindo uma falsa crença na impossibilidade de combatê-la.

Uma saudação especial à companheira Mónica Caballero, que está em um novo julgamento junto com Francisco Solar por vários ataques explosivos contra repressores e pessoas poderosas. Solidariedade insurrecional com Mónica e Francisco!

Um abraço caloroso para Itamar Díaz, que recentemente sofreu a punição dos carcereiros de San Miguel depois de confrontar sua dinâmica autoritária. Também para os companheiros de Santiago 1 que foram dispersos em diferentes módulos depois de demonstrarem solidariedade a Itamar.

Para todos vocês, um gesto de solidariedade que se transformou em fogo, tentando oxigenar a vida diária na prisão, saibam que estão conosco em cada ação. Uma rápida recuperação ao companheiro Zukato.

Pela abolição das prisões!

Para multiplicar a ação autônoma!

Célula Sediciosa Santiago Maldonado – Nueva Subversión

Fonte: Buskando la Kalle

agência de notícias anarquistas-ana

A lua nova.
Ela também a olha
de outra porta.

Jorge Luis Borges

Enquanto o Canadá arde, o governo autoriza novas perfurações de petróleo

Em julho de 2023, mais de 9 milhões de hectares de floresta se transformaram em fumaça no Canadá, uma área quatro vezes maior que a Bretanha, três vezes maior que a Bélgica ou um país como a Hungria… Em junho, a fumaça de 400 incêndios descontrolados cobriu as cidades de Montreal e Ottawa e as principais metrópoles do nordeste dos Estados Unidos com uma espessa névoa laranja.

Em todo o mundo, a área destruída por incêndios aumentou duas vezes em 20 anos. A maior parte dos incêndios do mundo ocorre na floresta boreal, na Rússia, no Canadá e no Alasca, onde o aquecimento global está transformando a paisagem.

Apenas em julho deste ano, o governo canadense de Justin Trudeau e o da Terre-Neuve-et-Labrador, a província no nordeste do país, deram o aval para que a ExxonMobil realizasse um vasto projeto de perfuração de petróleo em alto-mar.

A empresa investirá US$ 165 milhões na busca de petróleo em meio a um “santuário marinho”, uma área protegida destinada, em princípio, a preservar a biodiversidade e as espécies ameaçadas de extinção.

Em maio, a empresa petrolífera BP, responsável pelo derramamento de petróleo no Golfo do México, foi autorizada a pilotar um projeto de exploração para descobrir petróleo na área.

O governo canadense pretende até mesmo reembolsar parte dos custos da multinacional petrolífera! O governo está subsidiando essa pesquisa para que o setor possa continuar a perfurar no mar, com o objetivo de dobrar a produção de petróleo no ambiente marinho após 2030. A meta é de 200 milhões de barris por ano. Tudo isso é justificado em nome dos “empregos” criados pelo setor. Uma área marinha na Nova Escócia, que abriga baleias ameaçadas de extinção, também é alvo de futuras perfurações.

Você leu certo: em um momento em que o Canadá está sofrendo todo o impacto do caos climático, seu governo está incentivando a busca por petróleo. Em 2022, os governos do mundo pagaram um recorde de US$ 1.097 bilhões em subsídios aos combustíveis fósseis. Afinal, não há razão para que o Extremo Norte escape do abrasamento…

Fonte: https://contre-attaque.net/2023/08/02/alors-que-le-canada-brule-le-gouvernement-autorise-un-nouveau-forage-petrolier/

agência de notícias anarquistas-ana

o dia abre a mão
três nuvens
e estas poucas palavras

Octavio Paz

[Itália] “Ontem e hoje nunca deixaremos de gritar seu nome, companheiro SANTI”

Já se passaram 6 anos sem você, companheiro SANTIAGO MALDONADO, dessa maldita ausência forçada.

6 anos que você está ausente, que nos machuca…

Desde quando, em solidariedade ao povo mapuche e por exigir a liberdade do Lonko Facundo Huala, a polícia argentina acabou covardemente com sua vida jovem e rebelde, com a perversa cumplicidade capitalista da multinacional italiana BENETTON.

Ontem e hoje nunca deixaremos de gritar seu nome, companheiro SANTI.

Porque você é um de nós, você é a bela solidariedade, a mesma que sentimos pelo povo mapuche.

Povo mapuche.

SANTIAGO, companheiro, lamngen, wenuy…

Você vive em nossos corações solidários e está sempre presente no território mapuche em luta.

E continuaremos caminhando com Facundo até que ele seja LIBERTADO, porque você também queria que fosse assim.

Nós não esquecemos, nós não perdoamos!

Verdade e vingança por SANTIAGO!

Rede Internacional em Defesa do Povo Mapuche

01/08/2022

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/08/04/chile-seis-anos-depois/

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Cercada de verde
ilha na hera do muro:
uma orquídea branca.

Anibal Beça

[São Paulo-SP] No CCS, 12/08: Leitura da peça teatral “Palavra de Stela”

Inspirada na vida e obra de Stela do Patrocínio, que passou por mais de 30 instituições psiquiátricas e desenvolveu um discurso poético único, a peça Palavra de Stela será lida pela atriz Cleide Queiroz, no dia 12 de agosto, sábado, às 16 horas, no Centro de Cultura Social.

O evento é presencial e aberto, basta comparecer. Lembrando que nos orientamos pelos princípios anarquistas, tais como autogestão, apoio mútuo, internacionalismo, anticapacitismo, anticapitalismo e não partidarismo, não toleramos qualquer tipo de discriminação de raça, gênero ou sexualidade.

Centro de Cultura Social (CCS)

Rua General Jardim, 253, Sala 22 – Próximo ao metrô República — Vila Buarque – São Paulo – SP

agência de notícias anarquistas-ana

No deserto
acontece a aurora.
Alguém o sabe.

Jorge Luis Borges

[Itália] Liberdade para Mónica Caballero e Francisco Solar

Solidariedade internacionalista anti-prisional desde Milão com Mónica Caballero e Francisco Solar, presos políticos anarquistas que atualmente enfrentam o infame julgamento montado pelo opressivo Estado chileno que os mantém reféns em suas jaulas de prisão impondo suas políticas autoritárias e repressivas.

Que a solidariedade seja sempre cúmplice daqueles que lutam em rebelião contra os poderes perversos, burgueses e corruptos do capitalismo e do Estado.

LIBERDADE PARA MÓNICA CABALLERO E FRANCISCO SOLAR!!!

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/07/29/chile-audio-informativo-julgamento-monica-e-francisco-semana-1/

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meu cachorro velho
ouvindo com interesse
o canto do verme

Issa